
Hoje a Dona Marisa Letícia raspou a barba e o cabelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antecipando a queda causada pela quimioterapia usada em seu tratamento contra o câncer de laringe. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.
Hoje na Gazeta do Povo
Economia tevê
Funcionários da E-Paraná, antiga TV Educativa, receberam dias atrás um e-mail inusitado da emissora estatal. O texto dizia que cada funcionário teria que levar sua própria garrafa de água e uma toalha. A ideia era racionar o uso de copo plástico e de papel toalha para diminuir os custos.
Dias depois, porém, a iniciativa de economia foi abortada.
Você blogueiro(a), tuiteiro, ativista da rede, ligado em questões como a liberdade na rede, comunicação social, jornalismo na internet, cultura digital, enfim, assuntos relacionados ao meio de comunicação que vem ampliando a democracia e consolidando-se como espaço legítimo da disseminação da informação, pode ajudar na formulação de propostas e sugestões para a organização do 2° Encontro de Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital no Paraná, para isso é só deixar seu comentário na páginaParanaBlogs.wordpress.com/Propostas
O 1° Encontro de Blogueiros Progressistas do Paraná ocorreu em abril de 2010, em Curitiba, e contou com a participação de blogueiros de todo o estado, além de ativistas da rede de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e DF.
Nessa fase de preparação, além de contato com internautas de todo o estado, uma das questões a ser discutida é se realizaremos um Encontro Estadual ou vários Encontros Regionais, por exemplo:
Norte: Londrina, Maringá, etc
Oeste: Foz do Iguaçu, Cascavel, etc
Sul: São Mateus do Sul, União da Vitória, etc
Leste: Paranaguá, Curitiba, RMC, etc
Campos Gerais: Ponta Grossa, Tibagi, etc
Os temas ainda não foram definidos, mas os Blogueir@s do Paraná que participaram do 1º Encontro Mundial de Blogueir@s em Foz do Iguaçu, 27 a 29.10.2011, sugeriram 3 questões para debate:
Democratização das comunicações:
– Como @s blogueir@s podem contribuir concretamente para a Democratização das Comunicações no Brasil?
Neutralidade na Rede:
– Como o fim da neutralidade da rede poderá prejudicar @s blogueir@s, redes sociais e cultura digital e favorecer grandes portais e empresas na Internet?
Situação Regional:
– Como @s blogueir@s podem se articular para defender suas propostas de Democratização das Comunicações a partir dos locais onde atuam?
Também precisamos definir datas, tipo e formatos de nosso(s) encontro(s).
Os meses de março e abril são indicados como a melhor época para realizar nosso(s) encontro(s)
Use o espaços dos comentários para deixar suas propostas e sugestões.
Participe também das redes sociais do #ParanaBlogs
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Facebook: facebook.com/ParanaBlogs
Paper.li: Paper.li/ParanaBlogs
E-mail: paranablogs@gmail.com
Vamos juntos construir uma nova comunicação. Livre, ampla, plural e democrática. Ela é possível!
Gazeta do Povo de domingo
Benett e os deputados
A Assembleia Legislativa (AL) não sai do noticiário. Pudera. É ali onde se decidem coisas muito importantes para o estado. É ali também onde ocorrem denúncias e há comportamentos muitas vezes duvidosos. Convidamos o chargista Benett, que publica quadrinhos e charges diariamente na Gazeta do Povo, para mostrar um ponto de vista singular: o da pessoa que nunca viu de perto um deputado. Benett foi a quatro sessões da Casa. Abaixo, as impressões dele.
Folha de S. Paulo de domingo
Filósofo alemão afirma que debacle inspira força da extrema direita
VICTÓRIA ÁLVARES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS
Diante da crise econômica que assola a Europa, o filósofo alemão Jürgen Habermas afirmou na última quinta-feira que os problemas da UE (União Europeia) partem da falta de interação entre os cidadãos e a comunidade, relançando o debate sobre Europa e democracia.
“O cidadão deve, simultaneamente e com a mesma implicação, julgar e decidir politicamente como cidadão da União Europeia e como membro de um Estado nacional”, afirmou Habermas durante uma conferência na Universidade Paris Descartes.
Entretanto, essa identidade comunitária é cada vez menor entre os europeus. O índice de abstenção nas últimas eleições para o Parlamento da UE em 2009, por exemplo, ficou em 56,99%.
Para combater essa tendência, Habermas defende a democratização da Europa pela inserção dos cidadãos nos debates políticos e econômicos.
“Quanto mais o indivíduo perceber como as decisões da UE influem na vida cotidiana, maior vai ser seu interesse em utilizar os direitos enquanto cidadão da comunidade, e mais ele vai estar atento ao que os chefes de governos negociam ou decidem”, afirmou. Os atuais problemas europeus -crise econômica, alto índice de desemprego, descrença nas forças políticas, insatisfação generalizada- são fatores que propiciam terreno fértil para a extrema direita e estimulam a crescente rejeição ao projeto comum europeu. Para Habermas, só o populismo de direita, que começa a ganhar mais adeptos no velho continente, continua a projetar a caricatura das grandes questões nacionais e poderá bloquear qualquer formação para além das fronteiras.
Mas o filósofo foi categórico quando lembrou que “após 50 anos de imigração por trabalho, os povos europeus, diante de um crescente pluralismo étnico, linguístico e religioso, não podem mais ser imaginados como unidades culturais homogêneas”.
Além disso, a forma como os dirigentes europeus trataram a crise do euro, com manobras dilatórias e sem solidariedade espontânea, pode ter contribuído com a rejeição crescente do projeto europeu, segundo o filósofo.
SOLIDARIEDADE
O alemão criticou abertamente o próprio país, afirmando que o governo da chanceler (premiê) Angela Merkel tornou-se “acelerador de uma ‘dessolidarização’ que atingiu a Europa”.
Para o também filósofo Jean-Marc Ferry, presente na conferência, a Alemanha deveria iniciar um esquema de solidariedade internacional.
“Por uma década os Estados do sul da Europa estimularam a economia alemã e permitiram que o país alcançasse a posição econômica confortável em que se encontra hoje. Agora, a Alemanha deve retribuir.”
Ferry criticou a fragilidade das instituições da UE, como a Comissão Europeia, que seria apenas burocrática, e não política. “Enquanto isso, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy são os que governam a comunidade europeia.”
Hoje na Folha de S. Paulo
A Polícia Militar na USP
PAULO ARANTES, MARCUS ORIONE E JORGE LUIZ SOUTO MAIOR
Com a PM no campus, há a presença física que sempre se coloca à disposição para eventual repressão de atos ligados à expressão de ideias
Todos concordam que, no Estado de Direito, ninguém está acima da lei. Com base nessa premissa, não é possível conceber-se espaços isentos do controle de legalidade estatal. Por que, então, se essa é uma premissa razoável, defender que a Polícia Militar não possa fincar raízes na USP para o controle da legalidade? Por que ela pode estar em outros espaços públicos e não se pode conceber sua presença ali?
Primeiro, para que a legalidade seja observada, não basta a presença da PM, sendo que há outros meios mais eficazes para a sua preservação -seja na USP, seja em qualquer lugar. Aliás, poderíamos dizer que o ideal é que a legalidade, cujos instrumentos decorram de processos efetivamente democráticos, não dependa de qualquer tipo de fiscalização para ser respeitada.
Segundo, e mais relevante, para que uma universidade pública tenha importância para um país, faz-se indispensável que seja um centro de excelência em geração de ideias. Para que elas possam ser geradas, a liberdade é fundamental.
A partir daí, os pensamentos gestados se transformam em atos, que podem ser elaborados também no plano político.
A presença constante de qualquer agente com potencialidade repressiva, e que possa ser acionado por um poder central, certamente é elemento inibidor da gestação de ideias e, por consequência, da força motriz da universidade e de sua relevância para a sociedade.
O limite é tênue entre o crime comum e o político; entre a criminalização de condutas e a de ideias.
Um agente como a Polícia Militar certamente não está, mesmo por não ser essa a sua função no Estado de Direito, habilitado a fazer essa distinção. Somente se põe a executar a ordem superior. A reitoria pode, sob a alegação de suposto interesse público, de ofício, acionar tais meios repressivos.
Pode fazê-lo também se a PM estiver fora do campus universitário? Óbvio que sim. Mas, com certeza, mantendo-se no local um corpo militar, há a presença física que sempre se coloca, não somente de forma simbólica, à disposição para eventual repressão de atos ligados à livre expressão de ideias.
Nem se diga que a criminalização das ideias e das movimentações sociais geradas têm sido, por exemplo, uma exceção na atual gestão.
Atualmente, cinco dirigentes sindicais encontram-se em vias de demissão, e 25 alunos estão às portas da expulsão. Por “coincidência”, todos se envolveram em atos políticos de reivindicação.
Ora, um campus militarizado, certamente, é extremamente daninho ao cumprimento das finalidades que são necessárias à construção de uma sociedade em que imperem a igualdade e a justiça.
Afinal, ensina a história, coturno e liberdade de expressão nunca caminharam juntos.
No entanto, resta a pergunta: como fazer para que aquele espaço não fique imune à responsabilização dos crimes comuns? Certamente, a ausência da PM não implica impunidade naquele espaço.
Inicialmente, porque ela sempre pode ser acionada, como se dá com qualquer cidadão que, na cidade de São Paulo, não tem uma viatura no seu bairro.
Por outro lado, não é crível que aquela que chamam de maior universidade da América Latina não possa, a partir de estudos dos maiores especialistas nas diversas áreas do conhecimento, várias ligadas à segurança pública, resolver o seu próprio problema de segurança.
Aliás, seria interessante que o fizessem. Assim, talvez não apenas o problema da militarização no espaço destinado à produção de ideias estaria resolvido. Quem sabe algumas das soluções pudessem ser revertidas para a sociedade que, como um todo, vive também assolada pela crescente militarização, sem que isso represente um efetivo aumento da sensação de segurança.
PAULO ARANTES é professor da FFLCH-USP.
MARCUS ORIONE GONÇALVES CORREIA é livre-docente e professor de direito previdenciário da Faculdade de Direito da USP.
JORGE LUIZ SOUTO MAIOR é professor associado da Faculdade de Direito da USP.
Gilmar Yared, pai do jovem que foi morto pelo ex-deputado estadual Ribas Carli, fez uma denúncia grave hoje no Facebook. Ele falou em “suposto racha envolvendo o filho de um grande político do estado ocorrido naquela madrugada quando meu filho e seu amigo foram mortos pelo ex-deputado Carli Filho”.
De quem será que ele está falando?
Sanepar não pode mais terceirizar alguns serviços
A Sanepar não pode mais terceirizar alguns serviços de manutenção ou expansão de redes. A determinação é da Justiça do Trabalho do Paraná, que fixou ainda prazo de dois anos para que a empresa contrate funcionários para diversas atividades. No entendimento do TRT, a Sanepar não pode terceirizar serviços de manutenção e expansão de ramais de água, esgoto sanitário, ligações prediais de água e esgoto ou adequação operacional. A Companhia de Saneamento do Paraná informou que ainda não foi notificada da decisão da justiça. Após o encerramento do prazo, se a empresa não cumprir a determinação, será multada em 10 mil reais por empregado em situação irregular.
Conforme denúncia de 28 de setembro do Blog do tarso, de que o governador tucano Beto Richa pretende privatizar saúde, informática e demais áreas sociais via OSs, a Gazeta do Povo confirmou a informação do Blog.
Notas políticas da Gazeta do Povo de hoje:
“Polêmica
O governo Beto Richa deve enviar para a Assembleia paranaense até o fim do ano um projeto que repassa para Organizações Sociais (OS) a gestão dos hospitais públicos do estado. Apesar de a Casa Civil negar que exista tal proposta, deputados da base aliada já discutem a medida. A alegação do governo é de que os hospitais precisam funcionar, mas enfrentam falta de pessoal. O Palácio das Araucárias entende que para solucionar o problema necessitaria de muito tempo para fazer concurso público para preencher as vagas nas unidades. A saída encontrada é repassar a administração dos funcionários dos hospitais para entidades, que no entender do governo, não precisariam fazer concurso. A proposta polêmica surge no momento que ONGs que prestam serviços para o poder público em várias partes do país estão envolvidas em escândalos de desvio de recursos públicos.”
O problema é que Beto Richa durante a campanha negou a privatização, e disse que nem conhecia o modelo de privatização via Organizações Sociais – OS. Veja o vídeo:
A USP deve manter o convênio com a Polícia Militar?
NÃO
Sábado na Folha de S. Paulo
Polícia para quem precisa
HENRIQUE S. CARNEIRO
A crítica à Polícia Militar na USP se refere a sua utilização contra estudantes ou contra grevistas.
Se há um agressor, estuprador ou assaltante armado, a PM será acionada como em qualquer outro crime. Mas revistar estudantes, dar buscas em centros acadêmicos ou prender jovens que fumam maconha em gramados do campus é não só dar destinação errada para a PM como extrapolar suas supostas funções de proteger a comunidade.
No que se refere ao crime na USP, pretexto para o uso da PM contra os estudantes, se sabe que a melhor proteção é a própria coletividade atenta e uma guarda bem treinada, bem equipada e com confiança comunitária. Em geral, não há crimes contra a pessoa ou contra o patrimônio à vista de todos, em lugares bem iluminados e cheios de gente.
Por isso, em lugares em que há fluxo de estudantes, a vigilância ostensiva não é tão necessária, mas, sim, em lugares ermos ou nas entradas e saídas da universidade.
A polícia priorizar a repressão ao uso de maconha é errado, porque isso a torna uma patrulha de costumes anti-estudantil.
Em breve, poderão prender também as fotocopiadoras ou quem vender cerveja em festas? Se o objetivo maior deve ser a manutenção da tranquilidade social, a intervenção da polícia não pode ser o agente que venha justamente provocar a ruptura dessa paz.
Se houver consumo indevido de drogas ou de álcool que possa atrapalhar a terceiros ou atividades didáticas, cabe à própria comunidade universitária adotar regras e mecanismos de fiscalização que coíbam esse tipo de prática.
Até mesmo um cigarro de tabaco aceso em locais fechados é proibido e a comunidade deve, corretamente, buscar impedir quem fume um cigarro não respeitando o interesse coletivo. Ou devemos deixar a PM resolver isso também?
O uso de cigarros ao ar livre em lugar retirado, seja de tabaco, de cravo ou de maconha, não afeta ninguém além dos seus usuários. É uma conduta tipificada na teoria do direito como isenta de qualquer princípio de lesividade. O bem-estar público não é afetado. Ninguém tem ameaçados os seus direitos nem há nenhuma violência em curso.
A própria legislação vigente p já entende que o uso de drogas em si não deve ser penalizado.
O uso de drogas por jovens não pode ser tratado como um caso de polícia. Menos ainda num ambiente escolar, onde o diálogo e a busca de soluções negociadas e não violentas devem ser uma parte constituinte do projeto pedagógico.
A melhor segurança é uma guarda universitária modelo, bem equipada e não terceirizada.
A terceirização compactua com trabalho superexplorado e mal qualificado e afasta os serviços de segurança da relação orgânica com a comunidade. Um guarda funcionário da universidade conhece melhor a comunidade e pode melhor ajudar a dirimir problemas, assim como identificar as ameaças à segurança e constituir uma rede de inteligência, comunicação, proteção e confiança comunitária.
HENRIQUE S. CARNEIRO é professor doutor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.