Quem não tem voto caça com Valério – Paulo Moreira Leite

Da coluna Vamos Combinar, da revista Época

O alvoroço provocado pela notícia de que Marcos Valério pode ter informações comprometedoras contra Lula, Antônio Palocci e até sobre o caso Celso Daniel chega a ser vergonhoso.

Desde a denuncia de Roberto Jefferson que Valério tem demonstrado grande disposição para colaborar com a polícia.

Foi ele quem entregou a relação de 32 beneficiários das verbas do mensalão, inclusive Duda Mendonça.

Conforme os advogados de um dos réus principais, ao longo do processo Valério fez quatro tentativas de oferecer novas delações em troca de uma redução de sua pena.  As quatro foram rejeitadas.

O estranho,  agora, não é a iniciativa de Valério, mais do que compreensível para quem se encontra numa situação como a sua. Não estou falando apenas dos 40 anos de prisão. Continuar lendo

TCE/PR decide que uso de potencial construtivo para Arena da Baixada para a Copa é dinheiro público

Aldo Rebelo, Ministro dos Esportes, Mario Celso Petraglia, do Atlético Paranaense, e Mario Celso Cunha, secretário da Copa de Beto Richa

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná, na sessão plenária de quinta-feira (1º), decidiu que fiscalizará utilização dos recursos decorrentes do benefício no estádio Arena da Baixada (estádio Joaquim Américo), utilizado para a Copa do Mundo do Brasil 2014: “recurso não orçamentário, mas pertencente ao patrimônio público”.

Segundo o TC a cessão de potencial construtivo pela Prefeitura de Curitiba é um recurso público e deve ser fiscalizada pela Corte de Contas (Processo 229047/12, foi relator o presidente/conselheiro Fernando Guimarães): “recurso não orçamentário, mas pertencente ao patrimônio público”.

Potencial construtivo é um mecanismo utilizado pela Prefeitura de Curitiba desde a década de 1980 e inserido em 2000 no Plano Diretor Municipal. O instrumento permite que uma construtora adquira o direito de construir um edifício mais alto e com maior área, em regiões determinadas pela Lei de Zoneamento, e, em troca, repasse dinheiro a uma obra de interesse público – como a restauração de prédios históricos ou de valor cultural e social ou a preservação de uma área verde. É a venda de potencial construtivo que está possibilitando reformas e obras de manutenção na Catedral, na Sociedade Garibaldi e na Casa do Estudante Universitário. Por meio desse mecanismo, a Prefeitura também está construindo creches em bairros carentes da cidade. A categoria definida para a Arena é a de Potencial Construtivo de Natureza Especial, reservada a “imóveis ícones” e que permite a venda do benefício para construções com fins comerciais e residenciais. O estádio foi enquadrado como de interesse esportivo para a cidade.

Jornal da Tarde (1966 – 2012)

O Jornal da Tarde (JT), que existia desde os tempos da ditadura militar, em 1966, parou de ser publicado em 31 de outubro de 2012, pelo Grupo Estado. Era um jornal conservador, de direita, mas esta capa de 1982 foi histórica. Sem nenhuma manchete, apenas com a foto do menino triste com a derrota da histórica seleção de 1982, de Zico, Sócrates, Falcão, Éder e Júnior, para a Itália de Paolo Rossi por 3X2.

“Os índios guaranis-kaiowás sofrem hoje por continuarem índios. Há uma prepotência da população em não conceber outro modo de vida fora da lógica capitalista. Se a gente oferece um trabalho para o índio e ele não quer, então ele é considerado vagabundo. Mas o que, concretamente, nossa civilização tem a oferecer a eles que não sejam futilidades?” Carlos Frederico Marés de Souza Filho

Hoje na Gazeta do Povo

O conceito do movimento antropofágico, lançado durante a Semana de Arte Moderna de 1922, defende uma apropriação de múltiplas culturas para a construção de uma arte plural, aproveitando-se, principalmente, da diversidade étnica e cultural do país. Fora do ambiente artístico, porém, o conceito é prejudicial para as tradições indígenas. “Durante a ditadura, falava-se em ‘emancipar’ os índios. O termo, que é generoso para nós, era um anátema para eles, pois significava no contexto a morte da cultura nativa, inserindo-os completamente na sociedade”, explica Carlos Marés, ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) e professor de direito sócio ambiental do mestrado e doutorado da PUCPR. “Os índios guaranis-kaiowás sofrem hoje por continuarem índios. Há uma prepotência da população em não conceber outro modo de vida fora da lógica capitalista. Se a gente oferece um trabalho para o índio e ele não quer, então ele é considerado vagabundo. Mas o que, concretamente, nossa civilização tem a oferecer a eles que não sejam futilidades?”, indaga.

A diferença, portanto, vai além da cultura, e passa, antes de tudo, por ideologias divergentes. “Enquanto a nossa civilização trabalha com o conceito de igualdade, que anula diferenças, e só supõe igualdade entre humanos, todas as tribos latino-americanas adotam o conceito de equilíbrio, que procura compensar as desigualdades e harmonizar o humano com o não humano.”

A mudança de pensamento é uma saída que Marés consegue vislumbrar nas transformações correntes na América andina, que estão dando mais autonomia aos povos indígenas. “Nossa sociedade vê na livre concorrência a criação do bem-estar, ao passo que, para os índios, é a cooperação a causadora desta satisfação. A nossa relação com a natureza continua sendo a de concorrência. Mas o mundo ocidental está percebendo que esta disputa causará, invariavelmente, a derrota humana”, acredita Carlos Marés. Para um mundo cada vez mais carente do conceito de sustentabilidade, o pensamento indígena, ainda que pouco compreendido, tem muito a nos ensinar.

Veja a materia completa, clique aqui.

Fotos: Reuters/ Ueslei Marcelino

Onde está Wally em Abu Dhabi?

Reconhece alguém?

Torcedores no treino de classificação do GP de F1 de Abu Dhabi, no Emirados Árabes Unidos. Foto de Christopher Pike / The National

Achou?

Será que não quis se misturar com a ralé?

A corrida será amanhã. Quem achar ganha um picolé de chuchu.

O alvo agora é Lula na guerra sem fim

Por Ricardo Kotscho, do Balaio do Kotscho, do R7

Pouco antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2006, o sujeito viu a manchete do jornal na banca e não se conformou.

“Esse aí, só matando!”, disse ao dono da banca, apontando o resultado da última pesquisa Datafolha que apontava a reeleição de Lula.

Passados seis anos desta cena nos Jardins, tradicional reduto tucano na capital paulista, o ódio de uma parcela da sociedade _ cada vez menor, é verdade _ contra Lula e tudo o que ele representa só fez aumentar.

Nem se trata mais de questão ideológica ou de simples preconceito de classe. Ao perder o poder em 2002, e não conseguir mais resgatá-lo nas sucessivas eleições seguintes, os antigos donos da opinião pública e dos destinos do país parecem já não acreditar mais na redenção pelas urnas.

Montados nos canhões do Instituto Millenium, os artilheiros do esquadrão Globo-Veja-Estadão miraram no julgamento do chamado mensalão, na esperança de “acabar com esta raça”, como queria, já em 2005, o grande estadista nativo Jorge Bornhausen, que sumiu de cena, mas deixou alguns seguidores fanáticos para consumar a vingança.

A batalha final se daria no domingo passado, como consequência da “blitzkrieg” desfechada nos últimos três meses, que levou à condenação pelo STF de José Dirceu e José Genóino, duas lideranças históricas do PT.

Faltou combinar com os eleitores e o resultado acabou sendo o oposto do planejado: o PT de Lula e seus aliados saíram das urnas como os grandes vencedores em mais de 80% dos municípios brasileiros. E as oposições continuaram definhando.

Ato contínuo, os derrotados de domingo passado esqueceram-se de Dirceu e Genoíno, e mudaram o alvo diretamente para Lula, o inimigo principal a ser abatido, como queriam aquele personagem da banca de jornal e o antigo líder dos demo-tucanos.

Não passa um dia sem que qualquer declaração de qualquer cidadão contra Lula vá para a capa de jornal ou de revista, na tentativa de desconstruir o legado deixado por seu governo, ao final aprovado por mais de 80% da população _ o mesmo contingente de eleitores que votou agora nos candidatos dos partidos por ele apoiados.

Enganei-me ao prever que teríamos alguns dias de trégua neste feriadão. Esta é uma guerra sem fim. Quanto mais perdem, mais furiosos ficam, inconformados com a realidade que não se dobra mais aos seus canhões midiáticos movidos a intolerância e manipulação dos fatos.

O país em que eles mandavam não existe mais.

Organizações sociais devem administrar hospitais públicos?

Hoje no tendências e debates da Folha de S. Paulo

NÃO

Cid Carvalhaes

Terceirização sucateia a saúde pública

O gerenciamento de unidades de saúde por Organizações Sociais (OSs) é desastroso, antidemocrático e antissocial. A terceirização da saúde pública cria diversos problemas, pois gera a mercantilização de um sistema que por dever é de responsabilidade do poder público e por direito, da população, que deve ter acesso a uma saúde de qualidade, ágil e resolutiva.

Desde que foram implantas no Estado, em 1998, as OSs tem apresentado fragilidades. Com a privatização dos serviços públicos, os médicos, os profissionais da saúde e os usuários assistiram a um processo acelerado de sucateamento da saúde, artifício utilizado pelo gestor público para justificar a manutenção do serviço de privatização.

A discrepância pode ser vista em números. De acordo com o Tribunal de Contas do Município de São Paulo, somente na capital, em 2011, o governo repassou quase 40% de seu orçamento de mais de R$ 5 bilhões destinados à saúde para as OSs. No Estado de São Paulo, a situação não é diferente: estão sobre gerenciamento de OSs quase 40 hospitais, 44 unidades de saúde.

Temos consciência de que as organizações sociais aprofundaram os problemas da saúde pública do país e de São Paulo. As empresas maquiaram vários pontos de atendimento com pintura de paredes e modificação de pisos, mas o atendimento continua defasado, ineficiente e deficitário. No aspecto da prestação de contas, as OSs têm demonstrado dificuldades em apresentar eficiente controle do destino do dinheiro público para o privado.

Além disso, a terceirização gera uma rotatividade desastrosa nas contratações. Profissionais são contratados sem concurso público, sendo muitos deles sem qualificação adequada, o que gera grande desassistência aos usuários do sistema.

A lei das OSs se assemelha a outra experiência já rechaçada pela população de São Paulo anos atrás: o PAS (Plano de Atendimento à Saúde), do ex-prefeito Paulo Maluf. A alegação de que as empresas não têm fins lucrativos é desculpa para pagar polpudos salários a diretores e criar cargos em comissão por interesses administrativos, levantando a hipótese de benefícios eleiçoeiros e outros não declarados.

Após muitas lutas, em maio deste ano conseguimos sensibilizar a Justiça do Trabalho, que proibiu todas as contratações de funcionários nas parcerias entre a Secretaria de Saúde e as OSs por suposta terceirização irregular de mão de obra, mas a Procuradoria do Estado de São Paulo tenta desde o início de outubro reverter essa decisão.

Desde 1998, tramita uma ação direta de inconstitucionalidade para julgar a validade desses convênios. Nos últimos anos, houve também outras tentativas de impedir judicialmente os contratos com as OSs, mas uma definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) é aguardada.

O Brasil precisa ter um orçamento realista para a saúde e uma gestão eficiente, focada na melhoria da qualidade dos serviços prestados para todos os brasileiros, sem distinção. Para tanto, é necessário auscultar todos os representantes envolvidos com a saúde e direcionar soluções concretas, eficientes e definitivas de sorte a garantir à população brasileira uma saúde mais sadia.

Há que se fazer valer o direito de todo cidadão a um sistema de saúde de qualidade. Garantir a todos um ambiente de trabalho seguro e consistente. A verdadeira justiça só se faz pela equidade! Afinal de contas, a saúde é um bem público e não deve ter intermediários.

CID CARVALHAES, 66, neurocirurgião e advogado, é presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). Foi presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

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Veja o texto pelo

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Depoimento sobre o furacão Sandy

Já faz quase uma semana que o Furacão Sandy atingiu toda a região da costa Leste dos EUA e ainda estamos sentindo os resultados devastadores desta tragédia. Foi uma semana difícil, a nossa área esta devastada, com casas destruídas, árvores centenárias no chão e milhões de pessoas no escuro. Somente quem passa por uma experiência como esta para descrever o desespero que é não ter energia por dias, consequentemente não ter aquecimento, internet e gasolina. Ficamos completamente isolados do mundo. Os ventos foram tão fortes que a impressão e que as janelas vão explodir. Estávamos preparados com gerador, gasolina nos carros, água e comida. Assim sendo, conseguimos superar bem os momentos complicados até a energia retornar. Porém, supermercados continuam fechados por falta de luz. Consegui voltar ao trabalho somente depois de cinco dias, mas muita gente ainda esta sem energia e sem gasolina. É impossível conseguir gasolina e as pessoas estão esperando em filas de mais de quatro horas nos postos. Amigos que trabalham em Nova York não têm transporte, porque vários túneis dos metrôs continuam inundados. O litoral de Nova Jersey, incluindo Atlantic City, estão devastados; férias de verão nunca mais serão as mesmas. Staten Island, em Nova York, foi uma das áreas mais atingidas, com um número grande de casualidades e milhares de casas destruídas. Os moradores estão revoltados com o prefeito de NY, o acusando de somente dar atenção para a região de Manhattan. O que mais me marcou foi o incêndio em Queens, onde mais de 100 casas foram queimadas em horas. Com a força violenta dos ventos o fogo se espalhou rapidamente. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que e difícil de descrever, foi o pior desastre natural dos últimos 100 anos. Porém, estamos todos unidos para ajudar nossos visinhos necessitados.

Carla Cabral Violin, de New Hope/PA, especialmente para o Blog do Tarso

Veja um vídeo do furacão em Nova York, clique aqui.

Obrigado pelo novo recorde em outubro de 2012, com 206.127 acessos em um mês!

Projeto anistia profissionais e grupos de comunicação de multas eleitorais

O deputado federal João Arruda (PMDB-PR) protocolou, esta semana na Câmara Federal, projeto de lei que prevê a anistia de profissionais e grupos (empresas) de comunicação que tenham sido multados pela Justiça Eleitoral durante a campanha eleitoral. A proposta, que inclui jornalistas, blogueiros, emissoras de rádio e tevê e portais de notícias, é retroativa às eleições de 2008, 2010 e 2012.

Na avaliação de João Arruda, a Justiça Eleitoral, ao punir os profissionais e grupos de comunicação, às vezes com multas desproporcionais e descabidas, ataca o direito elementar à liberdade de expressão garantida no artigo 5º da Constituição Federal. Continuar lendo

Dia de los muertos

O dia dos mortos no México é uma festa! Fotos de Eneida Desiree Salgado

Guarani-kaiowá: a tragédia anunciada – Larissa Ramina

Na Gazeta do Povo de quinta-feira (01)

No dia 8 de outubro, o Brasil tomou conhecimento, por carta dirigida ao governo e à Justiça Federal, de uma declaração de “morte coletiva” de 170 homens, mulheres e crianças da etnia indígena guarani-kaiowá, em resposta a uma ordem de despejo decretada pela Justiça de Naviraí (MS), onde estão acampados às margens do Rio Hovy, aguardando a demarcação das suas terras tradicionais, ocupadas por fazendeiros e vigiadas por pistoleiros. Continuar lendo

Estudantes estão questionando a prova prático-profissonal de Direito Tributário da OAB

Veja o vídeo, clique aqui.

Governo Beto Richa vai comprar helicóptero de R$ 13 milhões sem promover o desenvolvimento nacional

O governador Beto Richa (PSDB) abriu uma licitação na modalidade concorrência internacional, do tipo menor preço, para adquirir um helicóptero novo e super equipado no valor de R$ 13 milhões.

Além de ser um equipamento caríssimo, Beto Richa ainda não vai promover o desenvolvimento nacional como manda a Constituição e a Lei de Licitações (Lei 8.666/93), pois fornecedores de fora do país também podem participar. Ou seja, se uma empresa de fora do país vencer a licitação, Beto Richa estará exportando empregos com o dinheiro suado do povo paranaense.

O art. 3º, II, da Constituição Social e Democrática de Direito, dispõe o seguinte:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: (…)

II – garantir o desenvolvimento nacional;

O art. 3º da Lei de Licitações ainda prevê:

Art. 3o  A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Redação da Lei nº 12.349/2010)

Se não fosse um absurdo o gasto estratosférico em helicóptero, Carlos Alberto poderia comprar um helicóptero da indústria brasileira mesmo.

Um dos únicos deputados de oposição ao governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT) criticou a atitude de Beto Richa de fazer uma compra cara em um momento de contenção de gastos.

Beto Richa, que adora a velocidade e seu hobby principal é a corrida de carros esportivos, ainda pretende comprar mais dois helicópteros, um jato e um turboélice, sendo que já comprou um turboélice de R$ 16,9 milhões.

Os tucanos Aécio Neves e Beto Richa gostam de andar de helicópteros.

Governo Beto Richa abandona o interior e RMC e homicídios aumentam

O governador Beto Richa, tentando desesperadamente reeleger o prefeito Luciano Ducci (PSB) em Curitiba, priorizou a capital e abandonou o interior do Paraná. Com isso o descontentamente com relação ao governo estadual cresce a cada dia. Beto não conseguiu reeleger Ducci e, segundo a Gazeta do Povo de hoje, a taxa de homicídios dolosos cresceu no interior do Paraná.

O número de homicídios dolosos caiu 11,5% em Curitiba, de janeiro a setembro de 2012, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

Mas os casos somados do interior do Paraná e da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) apontam um aumento de 4% no índice de homicídios.

Beto Richa nasceu em Londrina, mas seus conterrâneos estão muito descontentes com o governador. Tanto é que ele não conseguiu eleger o seu candidato Marcelo Belinati (PP). Na região de Londrina, o número de homicídios dolosos subiu 58,45% nos nove primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2011. Os crimes contra a pessoa subiram 8,75%. Segundo a Gazeta os números foram classificados pelo delegado chefe da Divisão Policial do Interior, Júlio Reis, como “críticos”.

Saiba em quais áreas integradas de segurança do Paraná o índice de homicídios aumentou:

Londrina: 58,5%

Paranaguá: 57%

Pato Branco: 26%

Maringá: 23%

Campo Mourão: 17,8%

Foz do Iguaçu: 16%

Bomba: saiu a lista dos que não serão os secretários de Gustavo Fruet

O prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), disse que não vai fazer “caça às bruxas”, mas como o resultado da eleição sinalizou mudança, “todos os secretários serão substituídos”.

Não tenho nem ideia de quem serão os próximos secretários municipais e dirigentes/presidentes das entidades da Administração Indireta e paraestatais de Curitiba. Mas a partir de 1º de janeiro de 2013, tenho certeza que os abaixo relacionados não serão secretários nem dirigentes:

Prefeito de Curitiba: Luciano Ducci

Secretarias (órgãos da Administração direta):

Abastecimento: Humberto Malucelli Neto

Administração: Dinorah Botto Portugal Nogara

Antidrogas: Hamilton José Klein

Assuntos Metropolitanos: Horácio Monteschio

Comunicação Social: David Campos

Copa do Mundo da FIFA 2014™: Luiz de Carvalho

Defesa Social: Nazir Abdalla Chain

Educação: Liliane Casagrande Sabbag

Esporte, Lazer e Juventude: Marcello Bernardi Vieira Richa

Finanças: João Luiz Marcon

Gabinete do Prefeito: José Antônio Andreguetto

Governo Municipal: Luiz Fernando Jamur

Política Habitacional: Osmar Bertoldi

Meio Ambiente: Marilza do Carmo Oliveira Dias 

 

Obras Públicas: Mário Yoshio Tookuni

Pessoa com Deficiência: Irajá de Brito Vaz

Planejamento e Gestão: Carlos Homero Giacomini

Procuradoria-Geral: Claudine Camargo Bettes

Recursos Humanos: Maria do Carmo Aparecida de Oliveira

Relações com a Comunidade: Fernando Guedes

Relações Institucionais: Jorge Luiz de Paula Martins

Saúde: Eliane Chomatas

Trabalho e Emprego: Paulo Bracarense

Trânsito: Marcelo Linhares Frehse

Urbanismo: Suely Hass

Entidades da Administração Indireta:

Autarquias:

Instituto Municipal de Turismo – CURITIBA TURISMO: Juliana Vellozo Almeida Vosnika

Instituto Municipal de Administração Pública – IMAP: Carlos Homero Giacomini

Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba – IPPUC: Cléver Ubiratan Teixeira de Almeida

Instituto de Previdência dos Servidores – IPMC: Walkíria Wiziack Zauith de Pauli

Fundações de Direito Público:

Fundação de Ação Social – FAS: Marry Salette Dal-Prá Ducci

Fundação Cultural de Curitiba: Roberta Storelli

Fundação de Direito Privado:

Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba – FEAES: Tereza Kindra

Sociedades de Economia Mista:

Companhia de Habitação Popular de Curitiba – COHAB: Ibson Gabriel Martins de Campos

Urbanização de Curitiba S.A: Marcos Isfer

Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A: Gilberto José de Camargo 

Companhia de Desenvolvimento de Curitiba – Curitiba S.A: Viviane Redondo Machado

Paraestatais (ONGs, entidades do Terceiro Setor que atuam pelo interesse público, produtos de privatização): 

Instituto Curitiba de Saúde (serviço social autônomo): Ana Schneider Gondim

Instituto Curitiba de Informática (organização social – OS): Renato José de Almeida Rodrigues

Instituto Curitiba de Arte e Cultura – ICAC (organização social – OS): Nilton Cordoni

Reunião de Secretariado de Luciano Ducci em 26.01.2011. Foto de Bebel Ritzmann

Saia-justa

Ontem na Gazeta do Povo, coluna de Reinaldo Bessa

Há dias, durante um almoço festivo de fim de semana na casa de um empresário de Curitiba, a primeira-dama Fernanda Richa não deixou barato. Chamou um dos convidados num canto e, quase de dedo em riste, acusou-o de ser o autor de comentários a respeito da vida privada dela e do governador Beto Richa que dominam as rodas de conversas da cidade.

Vice-prefeita eleita de Curitiba, Mirian Gonçalves, fala com Joice e CBN

Ouçam também sua entrevista na CBN, clique aqui.

Joice Hasselmann detona governo Beto Richa por desapropriar hotel 5 estrelas para a PGE

Do Blog da Joice Hasselmann

Desapropriar hotel 5 estrelas para PGE é injustificável

 Para dar uma mãozinha para o governo trago uma lista de imóveis que abrigariam a PGE com conforto e com custo muito baixo ou zero

A desapropriação de um hotel cinco estrelas para abrigar a Procuradoria Geral do Estado está dando pano para manga bem no momento em que o governador Beto Richa está em viagem à China. A turma da oposição reclama e tem razão. O custo da brincadeira é de 22 milhões de reais. A informação começou a circular entre os colunistas de política na semana passada. O estranho era que até então havia um silenciamento. A informação só se tornou “oficial” de fato quando fomos a caça do edital de desapropriação do Crowne Plaza Hotel e ele foi publicado em diário oficial no começo do mês, mas de um jeito discreto demais. No decreto o governador diz: “declaro de utilidade pública a área de terras descrita” que na verdade é a edificação do luxuoso hotel. E para colocar mais caroço nesse angu parte do dinheiro sairá da Cohapar, ou seja, verba para construção de casas populares.

Bem, o que deveria ser motivo de comemoração pelos advogados públicos do estado, transformou-se em incompreensão por vários motivos. Vamos a eles.

1- Dizer que o hotel cinco estrelas é indispensável pelas suas características e localização como está no decreto não convence. Há outros imóveis, no centro de Curitiba para essa finalidade. Aliás vou dar uma ajudinha. Dica de imóvel mais barato e apropriado para abrigar a PGE. Que tal um na Dr. Muricy, centro, que pertencente a Paraná Previdência e que está desocupado e reformado? Não gostou…tem mais um na esquina da rua Mateus Leme com Lysimaco Ferreira da Costa, da Celepar, desocupado e em reforma ou o próprio prédio onde funciona a PGE, locado e com instalações prontas e que tal o Palácio das Araucárias, novinho que foi sede do governo enquanto a Palácio Iguaçu era reformado e com espaço ocioso?

Paralisar uma empresa em plena atividade pode ser um tiro no pé. E os lucros cessantes? E suas instalações de alto luxo? E os funcionários?

Ora, ora, a pergunta é: como se justifica o gasto de 22 milhões e justamente no mês em que o governador mandou cortar 20% dos custos para pagar conta…até o cafezinho está racionado. A resposta é: não se justifica. Parece que faltou bom senso.

Retificação por parte do Blog do Tarso: o prédio da Rua Mateus Leme não é da Celepar – Companhia de Informática do Paraná, mas sim do antigo locatário. Mas também poderia ser desapropriado por Beto Richa, bem mais barato.

Constatação do dia: se Beto Richa escolher Luciano Ducci como Conselheiro do Tribunal de Contas, não será um desrespeito aos curitibanos?