| Apoiava no início mas agora virou golpismo e vandalismo | 43% | ||
|---|---|---|---|
| Apoio sempre porque acredito que haverá uma revolução socialista | 19% | ||
| Apoio, para enfraquecer Dilma, pois vou votar em Joaquim Barbosa em 2014 | 13% | ||
| Quero um golpe contra a Dilma | 8% | ||
| No início era coisa de comunista mas agora apoio | 7% | ||
| Apoio, para enfraquecer Dilma, pois vou votar em Aécio Neves em 2014 | 5% | ||
| Apoio, para enfraquecer Dilma, pois vou votar em Marina Silva em 2014 | 5% | ||
| Apoio, para enfraquecer Dilma, pois vou votar no PSOL, PSTU ou PCO em 2014 | 1% |
Arquivo anual: 2013
Barroso defende escola pública e Estado distribuidor de riquezas e promotor da igualdade
Ontem na Folha de S. Paulo
Bem, justiça e tolerância
Por Luís Roberto Barroso
Creio na justiça, apesar de saber que ela tarda, às vezes falha e tem uma queda pelos mais ricos. Mas a sociedade precisa de um sistema adequado
Hoje, ao assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, mudo de lado do balcão. Deixo de ser um professor e advogado que há muitos anos participa do debate público de ideias para me tornar juiz.
Considero ser um direito da sociedade saber um pouco mais sobre a minha visão de mundo. Apresento-me, assim, mais por dever do que por desejo, tendo em mente a advertência severa de Ortega y Gasset: “Entre o querer ser e o crer que já se é, vai a distância entre o sublime e o ridículo”.
Filosoficamente, creio no bem, na justiça e na tolerância. Creio no bem como uma energia positiva que vem desde o início dos tempos. Trata-se da força propulsora do processo civilizatório, que nos levou de uma época de aspereza, sacrifícios humanos e tiranias diversas para a era da democracia e dos direitos humanos.
Creio na justiça, apesar de saber que ela tarda, às vezes falha e tem uma queda pelos mais ricos. Mas toda sociedade precisa de um sistema adequado de preservação de direitos, imposição de deveres e distribuição de riquezas.
Creio, por fim, na tolerância. O mundo é marcado pelo pluralismo e pela diversidade: racial, sexual, religiosa, política. A verdade não tem dono nem existe uma fórmula única para a vida boa.
Politicamente, creio em ensino público de qualidade, na igualdade essencial das pessoas e na livre-iniciativa. Creio que ensino público de qualidade até o final do nível médio é a melhor coisa que um país pode fazer por seus filhos.
Creio, também, na igualdade essencial das pessoas, apesar das diferenças. O papel do Estado é o de promover a distribuição adequada de riqueza e de poder para que todos tenham paridade de condições no ponto de partida da vida.
Ah, sim: e todo trabalho, desde o mais humilde, deve trazer, junto com o suor, o pão e a dignidade.
Por fim, creio na livre-iniciativa, no empreendedorismo e na inovação como as melhores formas de geração de riquezas.
Trata-se de uma constatação e não de uma preferência.
Do ponto de vista institucional, creio que o constitucionalismo democrático foi a ideologia vitoriosa do século 20. Constitucionalismo significa Estado de Direito, poder limitado, respeito aos direitos fundamentais. Democracia significa soberania popular, governo representativo, vontade da maioria.
Da soma dos dois surge o arranjo institucional que proporciona o governo do povo, assegurados os direitos fundamentais de todos e as regras do jogo democrático.
Em suma: creio no bem, na justiça e na tolerância como valores filosóficos essenciais. Creio na educação, na igualdade, no trabalho e na livre-iniciativa como valores políticos fundamentais. E no constitucionalismo democrático como forma institucional ideal.
Essa a minha fé racional. Procurei expô-la do modo simples, claro e autêntico. Espero ser abençoado para continuar fiel a ela e a mim mesmo no Supremo Tribunal Federal.
LUÍS ROBERTO BARROSO, 55, é professor de direito constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e ministro nomeado do Supremo Tribunal Federal
Reacionarismo tem cura!
Beto Richa escolhe o “Sogra Fantasma” como secretário e manifestação contra está marcada
A Gazeta do Povo fez uma denúncia grave hoje. O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), escolheu o senhor Ezequias “Sogra Fantasma” Moreira como novo Secretário Especial do Cerimonial e Relações Internacionais do Paraná. Ezequias é o pivô do escândalo da sogra fantasma. Ele admitiu publicamente que desviou recursos dos cofres da Assembleia Legislativa do Paraná. A sogra de Ezequias, Verônica Durau, possuía cargo em comissão na AL por 11 anos e ela mesmo admitiu que jamais trabalhou lá. Seus salários eram depositados na conta de Ezequias, que depois do escândalo devolveu R$ 530 mil aos cofres públicos. Foi condenado por ato de improbidade administrativa e ainda responde na Justiça pelo crime de desvio de dinheiro público.
Com a nomeação como secretário pelo governador, agora seu processo será remetido ao Tribunal de Justiça por causa da prerrogativa de foro e pode demorar mais ainda para a conclusão. Richa já defendeu Ezequias citando a Bíblia: “perdoar o pecador e não o pecado”. Ezequias já foi assessor de Richa quando ele era deputado estadual e prefeito de Curitiba, e já fazia parte do governo Richa como diretor da Sanepar, com salário de R$ 30 mil mensais.
Com esse absurdo o Blog do Tarso e seus amigos estão organizando, junto com movimentos sociais, partidos políticos, sindicatos e toda da sociedade civil organizada contrários ao patrimonialismo, nepotismo, corrupção, privatização, clientelismo e precarização da Administração Pública estadual, uma manifestação a ser realizada dia 05 de julho de 2013 (sexta-feira), às 18h, na Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 1541, Ecoville, Curitiba (rápida Champagnat-Ecoville, na frente da panificadora Spazio Di Pani).
Pela destituição do secretário e contra as privatizações que ocorrem no Estado, que podem gerar mais corrupção.
Participe, divulgue: há um evento criado no Facebook, clique aqui.
Vamos pressionar para que a AL/PR escolha um um Conselheiro do TC/PR com notórios conhecimentos?
Você quer ser Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, um cargo vitalício cuja a remuneração hoje é de R$ 24.117,62, para fiscalizar a julgar as contas da Administração Pública estadual e dos municípios do Paraná?
Você é brasileiro, tem mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, tem idoneidade moral e reputação ilibada, tem notórios conhecimentos jurídicos, econômicos, financeiros, contábeis ou de Administração Pública, e tem mais de 10 anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior? (exigências da Constituição do Estado do Paraná, art. 77, § 1º)
Você tem até o dia 1º de julho de 2013 para apresentar um requerimento junto ao Protocolo Geral da Assembleia Legislativa do Paraná, dirigido ao presidente Valdir Rossoni, com cópia do:
1. RG,
2. currículo assinado,
3. comprovante de escolaridade,
4. comprovante de residência,
5. certidão negativa de execução fiscal do Estado do Paraná,
6. certidão negativa de antecedentes criminais expedida pela Polícia Civil,
7. certidão negativa de antecedentes criminais expedida pela Polícia Federal,
8. certidão negativa de existência de ações penais expedida pela Justiça Estadual,
9. certidão negativa de existência de ações penais expedida pela Justiça Federal,
10. certidão negativa de existencia de ações civil públicas de improbidade administrativa expedida pela Justiça Estadual,
11. certidão negativa de existencia de ações civil públicas de improbidade administrativa expedida pela Justiça Federal,
12. certidão de quitação com as obrigações eleitorais e de gozo dos direitos políticos.
Com a vaga aberta com a aposentadoria do Conselheiro Hermas Brandão, quem por enquanto são candidatos são o deputado estadual, advogado e empresário Fabio Camargo (PTB) e o deputado estadual, agropecuarista e empresário Plauto Miró Guimarães (DEMO). Será que eles atendem aos requisitos?
O outro candidato foi escolhido em processo interno pelo Sindicontas – Sindicato que representa os servidores do Tribunal de Contas do Paraná, que decidiu lançar o nome de Cesar Augusto Vialle.
Os membros da Comissão Especial da eleição são os deputados Caíto Quintana (titular) e Gilberto Martin (suplente) do PMDB; Francisco Bührer (titular) e Mara Lima (suplente) do PSDB; Elio Rusch (titular) e Pedro Lupion (suplente) do DEM; Tadeu Veneri (titular) e Elton Welter (suplente) do PT; e Wilson Quinteiro (titular) e Hermas Brandão Júnior (suplente) do PSB. Eles vão entrevistar e homologar os candidatos inscritos em até três dias após o encerramento das inscrições. Os homologados serão sabatinados em sessão da AL, e, após, será convocada a eleição prevista para os dias 14 a 17 de julho.
Para ser eleito, é preciso obter pelo menos 28 votos (metade mais um) dos deputados estaduais, e a votação é secreta.
Ja fui candidato em 2011, quando venceu Ivan Bonilha, cuja a eleição está em litígio na Justiça.
Alguém se habilita?
Veja a lista dos deputados federais que votaram a favor da PEC 37
Veja a lista dos nove deputados que votaram a favor da PEC 37:
1 – Eliene Lima – PSD (MT)
2 – Valdemar Costa Neto – PR (SP)
3 – João Campos – PSDB (GO)
4 – Albelardo Lupion – DEM (PR)
5 – Sérgio Guerra – PSDB (PE)
6 – Lourival Mendes – PTdoB (MA)
7 – Mendonça Prado – DEM (SE)
8 – Bernardo Santana de Vasconcellos – PR (MG)
9 – João Lyra – PSD (AL)
Abstenções:
1 – Arnaldo Faria de Sá – PTB (SP)
2 – Paulo Cesar Quartiero – DEM (RR)
Juristas paranaenses participam de audiência pública no STF sobre financiamento de campanhas
O ministro relator Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal – STF, convocou audiência pública para debater o financiamento de campanhas políticas, objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIn 4650, ajuizada em 2011 pela Ordem dos Advogados do Brasil. A OAB questiona dispositivos da Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.906/95) e das Eleições (Lei 9.504/97), nos quais é autorizada a doação de recursos de pessoas físicas e jurídicas para campanhas eleitorais de partidos e candidatos.
O Blog do Tarso é defensor do financiamento público de campanha.
Paranaenses participaram do evento. Pelo Instituto Atuação, dia 17.06, falou o professor da Universidade Positivo, Fernando Borges Mânica (5º vídeo, minuto 30). Dia 24.06 foi a vez da aula da Prof.ª Dr.ª Eneida Desiree Salgado (16º vídeo), professora de Direito Eleitoral e Constitucional da UFPR.
Fernando Mânica:
Eneida Desiree Salgado:
A força normativa do princípio democrático
Por Clóvis Augusto Veiga da Costa, advogado e mestre em Direito do Estado pela UFPR, especial para o Blog do Tarso
A Constituição não é um documento estritamente jurídico; deve ser lido – sempre – à luz da realidade fática. Aqueles que enxergam a Constituição somente em perspectiva, desconhecem o seu poder prospectivo e o vigor do princípio da Democracia nela insculpido.
Não acredito que haja juristas que defendam não ser o povo o titular da força que guia a criação e legitimação da Constituição: o Poder Constituinte. Ao delegar a representantes o exercício da prerrogativa desse poder, o povo não aliena de modo irrevogável o que lhe é próprio. Ele apenas concede a eles o exercício temporário do ato formal de elaborar ou modificar a Constituição.
O princípio constitucional democrático renova esta concepção, ao estabelecer para a democracia uma dimensão substancial (legitimidade) e outras duas procedimentais (legitimação). A legitimidade liga-se à concretização dos direitos fundamentais em todos os seus matizes. Já a legitimação, vincula-se à eleição dos representantes (democracia representativa) e às formas procedimentais de exercício do poder que permitem a participação e o controle popular (democracia participativa).
Esses aspectos da democracia revelam que ela constitui princípio jurídico informador, entre outros, de todo o sistema político e eleitoral brasileiro. E aqui, o necessário recorte: é inegável a crise pela qual passa a democracia representativa no Brasil (aliás, no mundo todo). São inúmeros os autores que tratam do esgotamento do nosso sistema político e eleitoral, especialmente nesse ponto.
Entre tantos outros exemplos da inoperância do Congresso Nacional, destaca-se a situação da chamada “reforma política”, a qual está há mais de 15 (quinze) anos em discussão, com poucos resultados práticos. Ou seja, o princípio constitucional democrático vem sendo sistematicamente aviltado, sem qualquer perspectiva imediata de reversão. Isto porque, a realidade nos mostra que a maioria dos detentores dos mandatos eletivos na Câmara e no Senado não tem qualquer interesse em realizar reformas que poderão ocasionar danos às suas próprias pretensões eleitorais.
Ademais, não se pode descurar o fato de que a Assembléia Nacional Constituinte de 1987/1988 foi formada por deputados federais e senadores eleitos em novembro de 1986, que então acumularam as funções de congressistas e de constituintes. Desde lá, portanto, graves distorções nos sistemas político e eleitoral foram e – vêm – sendo criadas.
Desse modo, não apenas se justifica, como se faz extremamente necessário, o controle popular sobre o exercício do poder conferido aos representantes eleitos pelos cidadãos brasileiros. Para isso, nada melhor que a convocação de um plebiscito (prerrogativa do Congresso) para que os representados decidam se querem continuar a delegar suas prerrogativas ao atual Congresso (neste específico ponto), ou se preferem que um grupo de representantes exclusivos seja escolhido para deliberar sobre a necessária e urgente reforma política e eleitoral brasileira.
Não se trata de tarefa fácil. Certamente os congressistas não têm o menor interesse em devolver aos verdadeiros legitimados a prerrogativa de alterar situações que podem afetá-los diretamente. De toda sorte, trata-se de uma luta justa e, acima de tudo, garantida pela Constituição Federal.
Se a vontade popular legitima a inalterabilidade de algumas normas constitucionais, ela também pode autorizar alterações. Acredito que devemos dar novos rumos para velhos dogmas. A Democracia agradecerá.
Veneri: “Beto Richa é irresponsável e inconsequente”
Veneri vê irresponsabilidade nas declarações do governador do PR
Do site do deputado estadual Tadeu Veneri (PT)
O líder da bancada de Oposição da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Veneri (PT), considerou inconsequentes as declarações do governador Beto Richa (PSDB) ao tentar transferir para o governo federal a responsabilidade sobre os problemas existentes no país. A entrevista concedida a um blog nacional em que o governador paranaense declarou que a presidente Dilma é a culpada pelos protestos que estão ocorrendo em todo o país foi criticada pelo líder da Oposição. “É surpreendente que o governador afirme que a prioridade é a Copa e não os investimentos sociais quando a Caixa Econômica Federal acabou de conceder um financiamento de mais de R$ 400 milhões para saneamento no Paraná e o governador solicitou ainda hoje um financiamento do PAC 2 para combate às enchentes”, disse Veneri.
Em pronunciamento, o líder da Oposição questionou ainda a postura do governador paranaense de, antes mesmo de entrar na reunião com a presidente, afirmar que o encontro não teria nenhuma utilidade. “O governador demonstrou, com essas declarações, um descompromisso com o que está ocorrendo no país e no nosso estado”, afirmou Veneri.
O líder também estranhou o governador se declarar contrário ao uso de recursos públicos para a construção de estádios, quando foi de iniciativa do tucano um projeto aprovado pela Assembleia Legislativa, com voto contrário da bancada do PT, autorizando o empréstimo de mais de R$ 100 milhões para reforma da Arena da Baixada, onde serão realizados os jogos da Copa do Mundo de 2014, em Curitiba. “Neste momento, é preciso ter sensibilidade para entender que todos estão sendo questionados, principalmente, os partidos que estão ou já estiveram no poder, seja em nível federal, estadual ou municipal”,
Veneri também destacou a postura da presidente Dilma de receber os representantes do Movimento Passe Livre. “Desde 1968, os estudantes não eram recebidos em momentos de tensão no Palácio do Planalto. A presidente teve um gesto de diálogo e de democracia”, afirmou.
Entrevista coletiva com o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo sobre a reforma política e plebiscito
Entrevista coletiva concedida pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (PT) e integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, realizada no dia 25/06, no Palácio do Planalto.
A presidenta mantém a ideia de manutenção da realização de um plebiscito para discutir a reforma política. Mas não é necessária a realização de Assembleia Constituinte Exclusiva, mas pode ser feita por emenda constitucional ou mudanças na legislação eleitoral.
Octávio Campos Fischer é o novo desembargador do TJ/PR pelo quinto constitucional
O advogado e professor de Direito Tributário, Octávio Campos Fischer, acabou de ser escolhido pelo governador do Paraná para o cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, pelo quinto constitucional.
Ele havia sido escolhido pela OAB/PR em lista sêxtupla pela OAB/PR e em lista tríplice pelo TJ/PR.
Parabéns!
ÊTA PRESIDENTA MARAVILHOSA!!!
O título da presente postagem é uma contribuição da Dilma Bolada, famosa e inteligente sátira à Presidenta Dilma Rousseff (PT). Presidenta sim, por mais que a direita insista em chamá-la de Presidente, mesmo a palavra terminando em “a” sendo reconhecida pela ABL – Academia Brasileira de Letras, vários dicionários e linguistas.
Ontem (25) a presidenta sugeriu um amplo debate sobre a possibilidade de se fazer um plebiscito para a criação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva para realizar a tão necessária reforma política.
Os juristas aecistas ou paredistas* logo disseram que era golpe.
Outros juristas apenas disseram ser contrários à Assembleia Constituinte Exclusiva.
Alguns juristas disseram que são favoráveis à Assembleia Constituinte Exclusiva, criada via plebiscito.
E pessoas sem formação jurídica logo vieram apoiar ou criticar a medida, mesmo sem embasamento jurídico e constitucional.
Foi uma jogada de mestre da chamada “poste” em 2010 e agora “incompetente” pelos seus opositores. Com essa jogada no xadrez da política, Dilma levantou a necessidade da reforma política para a sociedade e pressiona o Congresso Nacional a agilizar essa reforma tão importante.
Hoje (25) o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), professor de Direito Administrativo da PUCSP, disse não ser necessário que o plebiscito convoque a Assembleia Constituinte Exclusiva, mas defende o plebiscito para, de forma democrática, escutar o povo sobre o que deve ser alterado no sistema político. Defende que o plebiscito seja criado pelo Congresso Nacional, que é quem tem competência constitucional para isso. O povo decidiria em plebiscito, mas o Congresso Nacional referendaria as mudanças no sistema político.
Minha proposta de reforma política é o financiamento público de campanha, com voto em lista fechada e o fim das coligações.
O fato e que Dilma atingiu seu objetivo.
Aposto que o Congresso Nacional, com ou sem plebiscito, fará a reforma política, após essa jogada de Dilma.
Se será a melhor reforma política? Não sei. De qualquer forma saibamos que a reforma política não é suficiente para que melhoremos principalmente nossos parlamentos. O povo tem que dar mais importância para o seu voto nos vereadores, deputados e senadores.
Sou linda, sou diva, sou presidenta! Sou Dilma! (outra contribuição da Dilma Bolada)
*Paredistas são os partidários do PAREDE – Partido Rede, que a Marina Silva (ex-PT e ex-PV) está criando.
Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, advogado em Curitiba, professor de Direito Administrativo e autor de diversos livros e textos na área do Direito Público
Movimentos sociais vão fazer uma manifestação política em Curitiba no sábado
No próximo sábado (29) os movimentos sociais vão fazer uma mobilização popular, às 10h, na Boca Maldita em Curitiba.
Ontem (24) ocorreu uma reunião com quase 400 pessoas na APP-Sindicato, integrantes de 70 organizações populares, que defendem os direitos democráticos de manifestação individual e de todas as organizações dos trabalhadores e do povo.
As reivindicações são a redução da tarifa para R$2,60 e R$1,00 no domingo, com abertura imediata da caixa-preta do transporte (URBS e empresas); reforma política ampla e democrática; desmilitarização e reforma da polícia e fim da violência; novo Marco Regulatório das Comunicações; fim dos pedágios; redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas; retirada do projeto de lei que libera as terceirizações no país (PL 4330); auditoria da dívida pública, verbas para saúde, educação e demais direitos sociais; reforma agrária; contra o desvio de dinheiro público para a Copa; e ampla liberdade política, sexual e religiosa; aprovação dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação; e 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-sal sejam também investidos em educação.
O Blog do Tarso apoia essa manifestação e estará lá. Traga sua bandeira, do seu partido, do seu sindicato, da sua ONG, do seu movimento social.
Atenção: essa manifestação não será golpista e é contra os atos de vandalismo.
Horário: 10h
Local: Boca Maldita, Curitiba
Nova Constituinte ou Nova Retórica?
Por Paulo Modesto, no Direito do Estado
A Presidente Dilma Roussef propôs o debate para a convocação em 2014 de uma constituinte específica para a reforma política. Fez a conclamação de forma solene, na presença de todos os governadores e dos prefeitos das capitais, e ampla cobertura de mídia. O plebiscito seria a forma adequada de viabilizar resposta a uma demanda apresentada pelos protestos realizados neste mês de junho nas ruas. Continuar lendo
Nova enquete do Blog do Tarso: qual sua opinião sobre as manifestações?
Governo Beto Richa e ruim ou péssimo para 52% dos leitores

Aécio Neves (PSDB) terá dificuldades de ir para o segundo turno em 2014, e Beto Richa (PSDB) dificilmente se reelegerá
Acabou a enquete do Blog do Tarso sobre o governo do Paraná, Beto Richa (PSDB). Foram 2.783 votos no total e 1.457 votos (52%) dos que entendem que o governo é ruim ou péssimo.
O percentual apenas não foi maior porque há suspeita de que comissionados foram utilizados para votar no ótimo e bom. Mas a verdade prevaleceu.
Participe da próxima enquete!
Charge: como na Europa
Dilma apenas propôs o início de debate de um tema discutível juridicamente

O vice-presidente Michel Temer (PMDB), que é constitucionalista, a presidenta Dilma Rousseff (PT) e a Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT), que é advogada e senadora licenciada pelo Paraná
A mídia divulgou de forma equivocada parte do pronunciamento de hoje (24) da presidenta Dilma Rousseff (PT), que propôs na reunião com os prefeitos e os governadores um pacto pela reforma política; pela responsabilidade fiscal; pela inclusão da corrupção como crime hediondo; pela saúde; pelo transporte público e pela educação pública.
Veja parte do discurso de Dilma:
“O segundo pacto é em torno da construção de uma ampla e profunda reforma política, que amplie a participação popular e amplie os horizontes da cidadania. Esse tema, todos nós sabemos, já entrou e saiu da pauta do país por várias vezes, e é necessário que nós, ao percebermos que, nas últimas décadas, ele entrou e saiu várias vezes, tenhamos a iniciativa de romper o impacto. Quero, nesse momento, propor o debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política que o país tanto necessita. O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está.”
Logo após a declaração toda a velha e a nova mídia, inclusive o Blog do Tarso, divulgaram que a presidenta pretende realizar um plebiscito para criar uma Assembleia Constituinte Exclusiva para a tão desejada reforma política.
Logo após juristas, comentaristas e demais interessados começaram ou a apoiar a presidenta ou a chamá-la até de golpista por querer dar um golpe contra a Constituição.
Juristas como Luís Roberto Barroso, Eneida Desiree Salgado (ver sua dissertação de mestrado na UFPR que trata do tema, clique aqui, que depois virou o livro Constituição e Democracia pela editora Fórum), Dalmo de Abreu Dallari, Túlio Vianna, Paulo Ricardo Schier, Maurício Zockun, Michel Temer, se posicionam contrários à possibilidade da criação de uma Assembleia Constituinte Exclusiva.
Juristas como Pedro Estevam Serrano, Paulo Modesto (desde que decidida por plebiscito), Ives Gandra Martins, Luiz Fernando Pereira, Clóvis Costa defendem a possibilidade da existência de Assembleia Constituinte Exclusiva.
E para isso foi o discurso da presidenta.
Ele mandou criar o plebiscito? Não. Nem poder para isso ela tem, quem aprova a criação de plebiscito é o Congresso Nacional, segundo nossa Constituição.
Dilma determinou a criação da Assembleia Constituinte Exclusiva? Não!
Ele apenas falou em iniciar um debate sobre o tema. E nisso ela foi feliz, pois o debate agora está na TV, na internet e nas academias sobre o tema.
É justo chama-la de golpista contra a Constituição? Não! Respeitáveis juristas dizem que é possível essa Assembleia Constituinte Exclusiva.
De qualquer forma, isso passaria por plebiscito. O debate é democrático!
Viva a Democracia!
Minha tendência é considerar que nossa Constituição não prevê a possibilidade de ser emendada por meio de Assembleia Constituinte Exclusiva e nem seria possível reforma nesse sentido. Mas a fala de Dilma foi tão importante que agora pode ser que consigamos fazer a reforma política por meio de alterações na legislação ou até por emendas constitucionais.
Algumas pessoas na internet chegaram a voltar com o discurso preconceituoso de que a Dilma é burra, a Dilma é autoritária, a Dilma é mulher. A Dilma talvez tenha tirado o melhor “coelho da cartola” com essa proposta de debate.
Tarso Cabral Violin – autor do Blog do Tarso, advogado em Curitiba, professor de Direito Administrativo e autor de vários livros e artigos jurídicos na área do Direito Público
Assista ao pronunciamento de hoje da Presidenta Dilma
A presidenta Dilma Rousseff (PT) propôs hoje, em reunião com governadores e prefeitos de capitais, no Palácio do Planalto, a convocação de um plebiscito para formação de uma constituinte específica para a reforma política e uma nova legislação que torne a corrupção dolosa crime hediondo. As medidas fazem parte dos cinco pactos propostos pela presidenta nas áreas de saúde, transporte público, educação, reforma política e responsabilidade fiscal.

















