Escândalo dos Fantasmas pode inviabilizar campanha de Beto Richa

Vejam o escândalo sobre o governador Beto Richa (PSDB) que foi publicado hoje na Gazeta do Povo:

MP abre inquérito para investigar supostos fantasmas de Richa

Apuração é desdobramento do caso gafanhoto e envolve ex-funcionários do gabinete de Beto quando ele era deputado estadual

GUILHERME VOITCH

O Ministério Público Estadual do Paraná (MP) abriu, no último dia 29, um inquérito para apurar a suposta existência de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa lotados no gabinete do então deputado Beto Richa (PSDB), atual governador do estado. A investigação é um desdobramento do inquérito instaurado em 2007 pelo MP para apurar o chamado esquema gafanhoto dentro da Assembleia. O esquema, que teria funcionado até 2004, consistia no depósito dos salários de vários servidores do Legislativo na conta de uma única pessoa, normalmente ligada a um deputado, que lidava com o dinheiro.

Segundo o MP, “atualmen­­te, os autos encontram-se em trâmite no âmbito na Sub­­pro­­curadoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurí­­dicos, tendo sido realizadas várias diligên­­cias, mas ainda pendentes de complementação”. É a Subpro­­cu­­radoria que atua, por delegação, em processos de competência do procurador-geral – caso do inquérito atual, que envolve o governador do estado.

O nome de Richa, que foi deputado estadual entre 1995 e 2000, nunca havia aparecido entre os citados no esquema gafanhoto. O governador, porém, se viu envolvido em outra polêmica relacionada ao Legislativo estadual. Verônica Durau, sogra do antigo chefe de gabinete de Richa na Assembleia, Ezequias Moreira, recebeu salários da Assembleia durante 11 anos sem trabalhar. Ezequias é quem teria ficado com o dinheiro. O episódio, divulgado pela Gazeta do Povo em 2007, ficou conhecido como “caso da sogra fantasma”.

Ezequias respondeu a dois processos sobre o caso. Na esfera civil, ele fez um acordo com a Justiça e devolveu mais de R$ 500 mil que teria recebido de forma indevida, por meio dos salários pagos a Verônica. Já a ação penal tramita no Tribunal de Justiça (TJ), pois Ezequias tem foro privilegiado. Ele foi nomeado por Richa secretário especial do Cerimonial e Relações Internacionais, em junho do ano passado. A nomeação ocorreu na véspera de uma audiência na 5.ª Vara Criminal de Curitiba, em que Ezequias poderia ser condenado.

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Beto Richa nomeia Secretário Sogra Fantasma como Conselheiro da Sanepar

Cartaz da manifestação que ocorreu na frente da residência de Beto Richa contra o Secretário da Sogra Fantasma

Enquanto a Sanepar está sendo precarizada e privatizada pela gestão Beto Richa (PSDB), inclusive com falta de água em várias cidades do Paraná, o governador Carlos Alberto Richa nomeou para o Conselho de Administração da Sanepar o réu confesso do caso da sogra fantasma, Ezequias Moreira.

Ezequias ocupava a diretoria de Relações com Investidores da Sanepar até junho de 2013, quando saiu para assumir a secretaria especial do cerimonial e de Relações Internacionais do governo do estado.

Na época, durante as manifestações de junho e julho, foram feitas manifestações contra essa nomeação na frente do apartamento luxuoso onde mora o governador no Ecoville, mas a manifestação foi dispersada por uma troca de choque contratada por aliados de Beto, que chegou a lançar fogos de artifício contra os manifestantes.

A sogra de Ezequias, que foi chefe de gabinete de Beto Richa quando ele era deputado estadual, recebeu salários da Assembleia Legislativa por 11 anos sem trabalhar. Ezequias confessou o crime e devolveu R$ 539,4 mil aos cofres públicos espontaneamente, mas mesmo assim foi condenado por improbidade administrativa em 2012 e responde a uma ação criminal por peculato.

Beto Richa defende Ezequias dizendo que “perdoa o pecador e não o pecado”. Com a nomeação de Ezequias como secretário, ele passou a ter foro privilegiado na ação criminal.

Agora Ezequias, além de receber R$ 20 mil como secretário, vai receber aproximadamente mais R$ 10 mil para participar de apenas uma reunião por mês na Sanepar.

Por favor 2014, chega logo!

Rogerio Galindo da Gazeta do Povo acusa Beto Richa de criar Secretaria Fantasma

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Por Rogerio Waldrigues Galindo no Caixa Zero da Gazeta do Povo

O leitor pode fazer o teste: ligue para o telefone geral do Palácio Iguaçu e peça para falar com o cerimonial. Para onde você imagina que será transferido? Para a Secretaria Especial de Cerimonial e Relações Internacionais? Parece que seria o caminho mais óbvio, afinal o governador Beto Richa (PSDB) criou a secretaria faz três meses. Mas não: o telefonema cairá numa coordenadoria da Secretaria de Governo, comandada por Cezar Silvestri. Erro? Não.

Antes de Richa nomear o amigo Ezequias Moreira para o cargo de secretário especial, havia dentro da Secretaria de Governo uma Coordenadoria de Cerimonial e de Relações Internacionais. Exceto pelo status, é exatamente o mesmo nome da nova secretaria. O curioso, porém, é que após a nomeação de Ezequias essa coordenadoria não sumiu. Para confirmar isso, bastaria olhar o organograma da Secretaria de Governo divulgado na internet. A “CCRI” continua lá.

Veja a continuação, clique aqui.

 

Veja o vídeo do início da manifestação contra o secretário Sogra Fantasma de Beto Richa

Dia 05 de julho de 2013 tentamos realizar uma manifestação contra o Secretário Ezequias Moreira “Sogra Fantasma” do governo Beto Richa e fomos ameaçados e intimidados por militantes tucanos, inclusive com a organização do ex-vereador Edson do Parolin (PSDB). Veja o vídeo. Ao final até fogos de artifício jogaram contra a gente. Foi em Curitiba, no Bairro Mossunguê (Ecoville).

Grupo solta rojões para intimidar protesto contra nomeação de Ezequias

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Fotos de André Rodrigues da Gazeta do Povo

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Na Gazeta do Povo (de Amanda Audi, com informações de Yuri Al’Hanati, colaborou José Marcos Lopes)

Cerca de 50 pessoas impediram protesto na frente da casa do governador Beto Richa. Manifestantes questionavam nomeação de secretário envolvido no caso da “sogra fantasma”

Uma manifestação contra a escolha de Ezequias Moreira para o cargo de secretário especial do Paraná terminou em confusão na noite desta sexta-feira (5). O protesto foi realizado em frente à casa do governador Beto Richa (PSDB), no bairro Mossunguê, em Curitiba, e durou menos de uma hora.

Contrário ao ato que protestava contra a nomeação de Moreira, um grupo de cerca de 50 pessoas soltou rojões para intimidar os cerca de 20 manifestantes. O grupo contrário ao protesto levou faixas com dizeres como “Fora PT” e “Fora Dilma”.

Confusão

Por volta das 19 horas, os dois grupos se separaram e começaram a se insultar. Os que pediam a saída de Moreira afirmavam que os oponentes foram convocados pelo PSDB para tumultuar o protesto.

Pouco depois, o grupo que tentava evitar a manifestação começou a soltar bombas e rojões para intimidar os integrantes da manifestação original, que se retiraram do local. A Polícia Militar apenas acompanhou o princípio de confronto e não interveio na situação. Por volta das 19h30 já não havia mais ninguém no local.

O estudante Ivan Maffia, de 25 anos, disse que ficou sabendo do protesto por meio do evento criado no Facebook e se surpreendeu com o que encontrou. “Acho que eles [o grupo que impediu a manifestação] foram pagos, porque foge totalmente do principio do evento que tinha sido marcado pra hoje. Foi algo premeditado pra intervir e não deixar acontecer o evento inicial”, afirma.

Sandro Tanck, que disse pertencer à “Força da Juventude do Paraná”, fazia parte do grupo que impediu a manifestação. Ele reclamou da escolha do local do protesto. “Aqui é uma via rápida. Se ele [o organizador do protesto] tem algum problema contra o governador, que vá no Palácio Iguaçu. Isso parece coisa para chamar a atenção. Imagina se todo mundo resolvesse ir na casa da minha mãe para reclamar de mim”, questiona.

Tanck mantém um canal na rede Youtube (clique aqui) com vídeos do filho do governador Beto Richa, Marcello Richa, da primeira-dama Fernanda Richa, do secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Jr., e do presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB).

Veja o vídeo: Grupo protesta em frente à casa de Beto Richa | Gazeta do Povo.

Ezequias Moreira recebeu R$ 530 mil indevidamente

Ezequias Moreira Rodrigues, que foi nomeado secretário pelo governador Beto Richa no último dia 19, foi assessor do tucano quando ele deputado estadual. A sogra dele, Verônica Durau, foi nomeada por Richa para seu gabinete, mas nunca apareceu para trabalhar, como confirmou à Gazeta do Povo em 2007.

Nos 11 anos em que Verônica Durau ficou lotada no gabinete de Beto Richa, Ezequias Moreira recebeu ilicitamente mais de R$ 530 mil dos cofres da Assembleia Legislativa. O escândalo conhecido como “caso da sogra fantasma” veio à tona quando Moreira era chefe de gabinete do então prefeito de Curitiba Beto Richa. Ele deixou o cargo e devolveu o valor, mas o Ministério Público do Paraná entrou com ações cível e criminal.

Já governador, Beto Richa nomeou Ezequias Moreira para o cargo de diretor de Relações com Investidores da Sanepar. No dia 19 do mês passado, Moreira foi nomeado secretário especial do Cerimonial e de Relações Internacionais do governo do Paraná. Com isso, Ezequias Moreira terá direito a foro especial na continuidade do processo. Como a Lei Estadual da Ficha Limpa é omissa no caso de pessoas condenadas por ato de improbidade ao pagamento de multa, o Tribunal de Justiça do Paraná manteve a nomeação.

Hoje haverá a manifestação “Sogra Fantasma” no Ecoville/Mossunguê

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O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), escolheu o senhor Ezequias “Sogra Fantasma” Moreira como novo Secretário Especial do Cerimonial e Relações Internacionais do Paraná. Ezequias é o pivô do escândalo da sogra fantasma. Ele admitiu publicamente que desviou recursos dos cofres da Assembleia Legislativa do Paraná. A sogra de Ezequias, Verônica Durau, possuía cargo em comissão na AL por 11 anos e ela mesmo admitiu que jamais trabalhou lá. Seus salários eram depositados na conta de Ezequias, que depois do escândalo devolveu R$ 530 mil aos cofres públicos. Foi condenado por ato de improbidade administrativa e ainda responde na Justiça pelo crime de desvio de dinheiro público.

Com a nomeação como secretário pelo governador, agora seu processo será remetido ao Tribunal de Justiça por causa da prerrogativa de foro e pode demorar mais ainda para a conclusão. Richa já defendeu Ezequias citando a Bíblia: “perdoar o pecador e não o pecado”. Ezequias já foi assessor de Richa quando ele era deputado estadual e prefeito de Curitiba, e já fazia parte do governo Richa como diretor da Sanepar, com salário de R$ 30 mil mensais.

Com esse absurdo o Blog do Tarso e seus amigos estão organizando, junto com movimentos sociais, partidos políticos, sindicatos e toda da sociedade civil organizada contrários ao patrimonialismo, nepotismo, corrupção, privatização, clientelismo e precarização da Administração Pública estadual, uma manifestação a ser realizada hoje (05 de julho de 2013, às 18h, na Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 1541, Ecoville/Mossunguê, Curitiba (rápida Champagnat-Ecoville, na frente da panificadora Spazio Di Pani, depois do Shopping Park Barigui e do sinaleiro).

Pela destituição do secretário e contra as privatizações que ocorrem no Estado, que podem gerar mais corrupção.

Participe, divulgue: há um evento criado no Facebook, clique aqui.

A MANIFESTAÇÃO SERÁ TOTALMENTE PACÍFICA E DESCONTRAÍDA.

Gazeta do Povo chama Beto Richa de imoral e paladino da impunidade, por causa do Secretário “Sogra Fantasma”

O editorial de um jornal expressa exatamente a opinião do meio de comunicação. Vejam abaixo o editorial de hoje do jornal Gazeta do Povo.

Participe da manifestação “Sogra Fantasma” que ocorrerá em Curitiba na próxima sexta-feira (5), 18h, no Ecoville em Curitiba. Clique aqui e confirme presença no evento aberto no facebook.

Saiba mais: Beto Richa escolhe o “Sogra Fantasma” como secretário e manifestação contra está marcada

Veja o editorial da Gazeta do Povo:

Nomeação imprópria

Beto Richa resolveu prestigiar Ezequias Moreira, o “homem da sogra fantasma”, tornando-o secretário especial às vésperas de seu julgamento

Imaginemos o que aconteceria no país se, em meio às turbulências que a população promove às portas do Palácio do Planalto, o mensaleiro Delúbio Soares fosse nomeado ministro de Estado pela presidente da República. O disparate que ela cometeria seria de tal magnitude que muito provavelmente a pacífica agitação de faixas e cartazes clamando pelo combate à corrupção e pela restauração da moralidade no setor público logo se transformaria num quebra-quebra difícil de conter.

Pois no Paraná acaba de ser nomeado secretário especial pelo governador Beto Richa alguém que, mesmo não tendo proporcionalmente a mesma negativa notoriedade de Delúbio, não detém condições morais para ocupar cargo público – ainda mais com a relevância e pomposidade daquele que lhe foi atribuído: Secretário Especial para Assuntos de Cerimonial e Relações Internacionais! Trata-se de Ezequias Moreira Rodrigues, que se tornou nacionalmente conhecido como o “homem da sogra fantasma”, após ter sido denunciado em 2007 como beneficiário durante 11 anos dos salários que a sogra recebia da Assembleia Legislativa do Paraná sem nunca ter comparecido à repartição. Na época da denúncia, Ezequias assessorava o então prefeito de Curitiba, hoje governador, que tratou logo de demitir o auxiliar para que a péssima repercussão do caso pesasse menos sobre seus ombros.

A demissão da prefeitura não impediu que o Ministério Público movesse dois processos – um cível, outro criminal – contra Ezequias. Do primeiro, ele foi absolvido, graças à devolução aos cofres públicos de cerca de meio milhão de reais que recebera irregularmente da Assembleia. O dinheiro devolvido ele diz ter arrecadado graças a “vaquinhas” e empréstimos de amigos. Do segundo, porém, o criminal, corria o risco de não se livrar facilmente e acabar condenado, pois não basta a simples restituição dos valores para que se desfaça o caráter dos atos que cometeu como crimes de improbidade administrativa e de desvio de dinheiro público. A ação estava prestes a ser julgada por uma vara judicial de primeira instância, com provas e todos os demais elementos de instrução que tornariam improvável uma nova absolvição.

Em 2011, não era este, porém, o prejulgamento que Beto Richa fazia. Imaginando ser suficiente a devolução do dinheiro desviado para que Ezequias já não tivesse mais contas a pagar, tão logo tomou posse como governador nomeou o ex-assessor e amigo para uma diretoria da Sanepar. Justificava seu ato com uma frase que, equivocadamente, dizia ter encontrado na Bíblia: “perdoa-se o pecador e não o pecado”. Richa queria, agora, completar a obra salvadora de Ezequias Moreira: ao alçá-lo ao cargo de secretário de Estado, dar-lhe-ia a condição de ser julgado não mais por um juiz singular de primeira instância, mas pelos colegiados de desembargadores do Tribunal de Justiça – um território que, ainda que não precise ser citado como reconhecidamente mais amigável, pelo menos permite ao réu estender indefinidamente os prazos para o julgamento da causa. O tiro, até o momento, saiu pela culatra, pois a juíza Luciane do Rocio Custódio Ludovico, da 5.ª Vara Criminal de Curitiba, negou o pedido de foro privilegiado para Ezequias, ao entender que o privilégio dado a secretários de Estado não se estende a secretários especiais. Como ainda cabe recurso, veremos até onde irão os paladinos da impunidade.

A favorecer a atitude de Richa, apenas o inscrito no artigo 5.º da Constituição Federal: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Mas o governador esqueceu-se de que seu protegido é réu confesso: ao devolver o dinheiro que embolsou ilegalmente, confessou-se culpado de crimes contra o patrimônio público. Aqui reside o erro de Richa: defender misericórdia para Ezequias, ou que ele não seja obrigado a pagar pelo resto da vida, não se confunde, de forma alguma, com alçá-lo ao prestígio de um cargo público quando ele ainda nem terminou de responder pelo dano cometido aos cofres do estado. Que o governador o tenha feito duas vezes – primeiro, na Sanepar; e agora, no primeiro escalão do governo – só mostra o descompasso entre a atitude de Richa e o anseio popular pela moralização da política.

Justiça nega foro privilegiado para o secretário “Sogra Fantasma” de Beto Richa

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E deputados estaduais do PSDB ajudam a postergar a condenação ao cancelar audiências com a Justiça. Está marcada manifestação contra esse absurdo (clique aqui) ou confirme presença aqui. Participe!

Na Gazeta do Povo

Justiça nega foro privilegiado para pivô do caso da sogra fantasma

Mesmo nomeado como secretário especial, Ezequias Moreira continuará a responder na 1ª instância por desvio de verba pública. Juíza tenta há quase um ano, sem sucesso, ouvir tucanos que são testemunhas do novo secretário do governo Richa

KARLOS KOHLBACH E EUCLIDES LUCAS GARCIA

A juíza Luciane do Rocio Custódio Ludovico, da 5.ª Vara Criminal de Curitiba, negou ontem o pedido de foro privilegiado para Ezequias Moreira Rodrigues, que no último dia 19 foi nomeado pelo governador Beto Richa (PSDB) como secretário especial do Cerimonial e Relações Internacionais. Com Ezequias no primeiro escalão estadual, a defesa requereu que fosse remetido ao Tribunal de Justiça o processo criminal a que o pivô do escândalo da sogra fantasma responde por desvio de dinheiro público – motivo pelo qual a audiência marcada para ontem não ocorreu.

A magistrada, no entanto, entendeu que apenas secretários de Estado têm prerrogativa de foro e que o benefício não se estende aos secretários especiais. Dessa forma, o processo segue na 1.ª instância. Cabe recurso da decisão.

A juíza remarcou para 13 de agosto a audiência de instrução e julgamento, quando Ezequias será ouvido em juízo e a sentença pode ser proferida. Antes, porém, a Justiça espera ouvir o secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly. O depoimento dele está marcado para a próxima segunda-feira. Para o dia 23 de julho, na Assembleia Legislativa, estão marcados os depoimentos dos deputados tucanos Valdir Rossoni, Ademar Traiano e Luiz Accorsi. Todos foram arrolados como testemunhas de defesa.

A Justiça tem tentando ouvir há quase um ano os deputados do PSDB. A lei permite que os parlamentares marquem a hora e o local para serem ouvidos. Mas os três tucanos, coincidentemente no mesmo dia, sempre cancelam o compromisso com a Justiça e remarcam para a mesma data futura. Desta vez, o dia escolhido por eles foi 23 de julho – no meio do recesso parlamentar. A legislação prevê que o réu só pode ser ouvido depois das testemunhas.

A reportagem apurou que a juíza do caso suspeita de medidas protelatórias por parte dos deputados para beneficiar Ezequias. Em abril deste ano, a magistrada ameaçou prender Ezequias Moreira caso os parlamentares continuassem retardando o andamento processual – medida prevista em lei. Os três tucanos negam que seja uma ação orquestrada para retardar o andamento do processo.

O caso

Reportagem da Gazeta do Povo em 2007 mostrou que Verônica Durau, sogra de Ezequias Moreira, era funcionária fantasma da Assembleia Legislativa desde 1996. Os salários recebidos durante 11 anos eram depositados diretamente na conta de Ezequias – que confessou publicamente o ilícito e devolveu cerca de R$ 530 mil aos cofres públicos. Apesar da devolução, o secretário foi condenado por ato de improbidade administrativa e ainda responde por peculato (desvio de dinheiro público).

Em entrevista à RPC TV ontem, o governador Beto Richa disse que está surpreso com o questionamento sobre a nomeação de Ezequias. “Ele já era do meu governo. Não sei por que essa surpresa. (…) E de mais a mais, ele não está condenado”, disse Richa.

O advogado Marlus Arns, que defende Ezequias, foi procurado pela reportagem, mas não atendeu aos telefonas e não foi localizado no escritório. A Gazeta também tentou falar com Ezequias, mas o celular dele estava desligado.

Ademar Traiano (PSDB), líder do governo na Assembleia; Valdir Rossoni (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa; Luiz Accorsi (PSDB), deputado estadual

Ademar Traiano (PSDB), líder do governo na Assembleia; Valdir Rossoni (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa; Luiz Accorsi (PSDB), deputado estadual