Beto Richa sanciona a inconstitucional Lei Estadual de privatização dos presídios

Governador Beto Richa (PSDB), secretária da Justiça e Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes e o ex-secretário da Casa Civil, Durval Amaral, que pretende ser o próximo Conselheiro do TCE/PR

Lei 17138 – 02 de Maio de 2012

Publicado no Diário Oficial nº. 8704 de 2 de Maio de 2012

Súmula: Autoriza o Governo do Estado a firmar convênio com as entidades civis de direito privado sem fins lucrativos e Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs.

A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná decretou e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º. As entidades civis de direito privado sem fins lucrativos poderão funcionar como administradoras de estabelecimentos penais.

Art. 2º. Compete às entidades civis de direito privado sem fins lucrativos, que tenham firmado convênio com o Estado do Paraná, com os Municípios ou Consórcios Públicos:

I – gerenciar os regimes de cumprimento de pena dos estabelecimentos que administrarem, nos termos definidos em convênio;

II – responsabilizar-se pelo controle, pela vigilância e pela conservação do imóvel, dos equipamentos e do mobiliário do estabelecimento;

III – solicitar apoio policial para a segurança externa do estabelecimento, quando necessário;

IV – apresentar aos Poderes Executivo e Judiciário relatórios mensais sobre o movimento de condenados e informar-lhes, de imediato, da chegada de novos internos e da ocorrência de liberações;

V – prestar contas mensalmente dos recursos recebidos na forma da lei e, inclusive, ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná;

VI – acatar a supervisão do Poder Executivo, proporcionando-lhe todos os meios para o acompanhamento e a avaliação da execução do convênio.

VII – Priorizar o trabalho voluntário, bem como a cooperação da comunidade e da família do condenado nas atividades da execução da pena.

Art. 3º. Incumbe à diretoria do estabelecimento de cumprimento de penas, administrada por entidades civis de direito privado sem fins lucrativos, atribuições assemelhadas às previstas na Lei de Execução Penal para os Diretores de Estabelecimento Penal.

Art. 4º. O Governo do Estado, os Municípios ou Consórcios Públicos, poderão, inclusive, sem prejuízo das demais entidades civis de direito privado sem fins lucrativos, firmar convênio com as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs – para a administração de estabelecimentos penais, ouvido o Conselho Penitenciário do Estado do Paraná.

Art. 5º. As Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs deverão observar as seguintes condições para firmar convênio com o Governo do Estado, Municípios ou Consórcios Municipais:

I – ser entidade civil de direito privado sem fins lucrativos;

II – adotar o trabalho voluntário nas atividades desenvolvidas, utilizando trabalho remunerado apenas em atividades administrativas, se necessário;

III – ter suas ações coordenadas pela Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, pelo Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Conselho da Comunidade;

IV – ser filiada à Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados e observar a metodologia APAC, destinada à recuperação de condenados à pena privativa de liberdade.

Art. 6º. Serão definidos no convênio entre o Governo do Estado ou Municípios ou Consórcios Públicos e as entidades civis de direito privado sem fins lucrativos, inclusive as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs:

I – os termos de contratação de pessoal;

II – os termos de contratação de pessoal;

III – a inclusão dos apenados em programas de escolarização e de inserção no mercado de trabalho.

Art. 7º. As entidades civis de direito privado sem fins lucrativos, inclusive as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs, conveniadas com o Estado, Municípios ou Consórcios Públicos, deverão cumprir o determinado nesta Lei.

Parágrafo único. O não cumprimento das condições previstas nesta Lei, acarretará no imediato cancelamento do convênio, sem prejuízo de outras imposições legais.

Art. 8º. As Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs poderão receber recursos de doações, auxílios, legados e contribuições de organismos ou entidades nacionais e internacionais, pessoas físicas ou jurídicas nacionais ou estrangeiras, inclusive de fundos públicos ou privados.

Art. 9º. Na execução dos convênios a que se refere o art. 6.º, caberá ao Poder Executivo Estadual, Municipal, ou aos Consórcios Públicos:

I – o repasse de recursos para a administração do estabelecimento, nos termos definidos no convênio;

II – a articulação e a integração com os demais entes e entidades públicas para uma atuação complementar e solidária de apoio ao desenvolvimento do atendimento pactuado;

III – a fiscalização e o acompanhamento da administração das entidades civis de direito privado sem fins lucrativos, inclusive das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs.

Art. 10. Os recursos a que se refere o inciso I do artigo anterior deverão ter as respectivas despesas realizadas de acordo com os princípios constitucionais constantes no art. 37 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e poderão ser destinados a despesas com:

I – assistência ao condenado, prevista na Lei de Execução Penal;

II –  construção, reforma e ampliação do imóvel do estabelecimento penal;

III – veículos para atendimento às demandas dos condenados previstas na legislação;

IV – outras despesas, definidas em convênio, todas necessárias ao desempenho da função pública que lhe for atribuída.

Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO DO GOVERNO EM CURITIBA, em 02 de maio de 2012.

Carlos Alberto Richa
Governador do Estado

Maria Tereza Uille Gomes
Secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos

Durval Amaral
Chefe da Casa Civil

Beto Richa recebe o Palmeiras e irrita atleticanos paranaenses

O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) recebeu visita de jogadores do Palmeiras hoje, no dia do jogo contra o Atlético Paranaense pela Copa do Brasil, e irritou torcedores do furacão. Beto Richa torce para o Londrina.

Após Beto Richa ser processado Assembleia aprova lei emergencial para salvar a pele do governador

Clique na imagem para ver a Ação Popular

Na última sexta-feira eu e o advogado Rogério Bueno da Silva entramos com uma Ação Popular contra o governador Beto Richa (PSDB), por ele utilizar ilegalmente uma bandeira estilizada, parecida com a do governo Jaime Lerner (DEMO), nos bens e atos de governo, quando por lei deveria utilizar apenas o brasão do Estado.

Eis que foi só a ação ser proposta na Justiça que a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou hoje à noite a alteração do símbolo oficial do Paraná, em votação extraordinária. 33 parlamentares votaram a favor da mudança e cinco contra. O projeto de lei foi enviado a Assembleia pelo governador Beto Richa, em regime de urgência, para tentar regularizar sua ilegalidade.

Mas mesmo a lei sendo aprovada a ilegalidade que ele cometeu não será apagada, podendo ser julgado e condenado por improbidade administrativa e devolução dos gastos efetuados ilegalmente.

O número da Ação Popular é processo 0001602-76.2012.8.16.0004, e está na 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba.

Tarso Cabral Violin – Blog do Tarso

Ação questiona bandeira como símbolo oficial

Hoje na Gazeta do Povo

Advogado pede que administração volte a utilizar o brasão do estado nos documentos oficiais, como determina a lei. Pelo menos desde abril a legislação é descumprida

Publicado em 15/05/2012 | CHICO MARÉS

O advogado Tarso Cabral Violin entrou com uma ação popular contra o governo estadual por substituir o brasão do Paraná por uma bandeira estilizada do estado em documentos oficiais. O advogado pede, liminarmente, a suspensão do uso da bandeira e a volta do uso do brasão, como determina a Lei n.º 15.538, de 2007. Além disso, ele requer a devolução aos cofres públicos de toda a quantia gasta com publicações que usaram como símbolo a bandeira.

A assessoria de imprensa do governo informou que a administração estadual aguardará ser citada pela Justiça para apresentar defesa.

A Lei n.º 15.538/2007 determina que bens públicos estaduais e qualquer publicação governamental só podem ser identificados pelo brasão do estado. O propósito da lei é evitar o uso de símbolos que caracterizem promoção pessoal dos governantes.

A administração estadual, no entanto, argumenta que o novo símbolo facilita a identificação do governo, uma vez que o brasão pode ser confundido com o de municípios. Tramita na Assembleia Legislativa m projeto de iniciativa do poder Executivo, que altera a legislação e prevê o uso de outros símbolos oficiais, além do brasão(leia mais no quadro ao lado).

Pelo menos desde o início do mês de abril o governo do estado tem usado uma bandeira estilizada no seu site e também em editais. A decisão contraria um discurso do próprio governador Beto Richa, que no início do mandato afirmou que a lei que obrigava o uso do brasão evitaria a promoção pessoal de governantes e reduziria custos para a administração.

Sem ação

Segundo Violin, a ação popular foi protocolada devido à falta de ação do Tribunal de Contas do Estado (TC) e do Ministério Público estadual (MP), que seriam os órgãos competentes para isso, na avaliação dele. Por meio de sua assessoria de imprensa, o TC informou não ter competência para entrar com uma ação questionando o símbolo oficial do governo. O MP, por sua vez, informou que aguarda o andamento do processo legislativo que modifica a lei original.

Para o professor de Direito Constitucional da Universidade Federal do Paraná Egon Bockmann, o governo está descumprindo a lei. “Existe uma lei que determina que o único símbolo que deve indicar o governo do estado, em qualquer meio de divulgação, é o brasão. Por mais ‘inocente’ que esse símbolo possa ser, eles estão descumprindo a lei”, afirma Bockmann.

Na avaliação dele, a própria apresentação de um projeto de alteração à lei corrobora com essa tese. “[O projeto] Demonstra que é necessário ou cumprir a lei, ou mudar a lei. É uma prova de que o governo está errado”, afirma.

Nova lei

CCJ aprova projeto que permite mudança feita pelo governo

Euclides Lucas Garcia

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou ontem o projeto de lei do Executivo que altera a Lei n.º 15.538, de 2007 – segundo a qual o brasão do estado deve ser o único símbolo a identificar os bens públicos e as ações governamentais. Pelo menos desde o início do mês passado, o governo substituiu o símbolo por uma bandeira estilizada do estado do Paraná.

A proposta, que será votada hoje em primeira discussão no plenário da Casa, foi encaminhada à Assembleia no dia 23 de abril, exatamente uma semana depois de uma reportagem da Gazeta do Povo informar que o Executivo paranaense havia trocado o símbolo oficial do estado de maneira ilegal.

Na justificativa do projeto, o governador Beto Richa (PSDB) argumenta que, apesar de a Lei nº 15.538 ter o propósito de evitar o “uso pessoal da publicidade governamental”, ela retirou a possibilidade do uso da bandeira do Paraná nos bens públicos estaduais. Com a medida, o tucano libera a utilização da bandeira nesses casos, uma vez que ela é considerada símbolo do estado pela Constituição Estadual.

Dê a sua opinião

O que você acha da mudança no símbolo oficial do estado?

Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br

As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

Charge: UPP (e UPS) X Estado Social e Democrático de Direito

UPP (e sua versão tucana no Paraná, a Unidade Paraná Seguro – UPS) versus Estado Social e Democrático de Direito

Quem conta as lágrimas das mães paranaenses?

Do Blog Lado B

Esta semana, o governador Beto Richa (PSDB) resolveu visitar a mãe da menina Estefani Vitória Rochinski de Porto Amazonas, desaparecida desde o dia 4 de maio e teria prometido todo o empenho da polícia para resolver o caso. O conforto e a promessa não duraram nem um dia. Poucas horas depois do governador visitar a família, a delegada responsável pelo caso informa que as buscas foram suspensas e que essa determinação vale para todos os órgãos envolvidos na procura por Estefani.

Apesar da publicidade toda em torno do gesto do governador, Beto carregou nessa visita a consciência pesada pelas lágrimas de outras mães que choram até hoje a perda de seus filhos e a falta do empenho prometido. Basta citar dois momentos que causaram comoção e ganharam a atenção dos noticiários. Quando prefeito de Curitiba, Beto comemorou a instalação de câmeras de vídeo e segurança que monitoraram usuários de drogas e praticantes de furtos, para garantir o sossego de quem faz caminhadas ou passeia no Parque Barigui. Mas uma única das seis câmeras espalhadas pelo parque, se colocada no interior da Rodoferroviária de Curitiba, poderia ter identificado meses depois da alardeada proteção no Parque Barigui o assassino da menina Rachel Genofre, que desapareceu após sair da escola, foi abusada sexualmente, morreu asfixiada e teve seu corpo abandonado dentro de uma mala na rodoferroviária. Nesse terminal, circulavam em 2008 cerca de 20 mil pessoas por dia. Mas nem isso mereceu a mesma atenção de que gozava quase que com exclusividade o jacaré do Parque Barigui.

190 Km/h é crime!

Outro remorso que pode ter pousado sobre a cabeça de Beto Richa ao visitar a família da menina Estefani Rochinski e prometer todo o empenho da polícia nas investigações também tem a ver com câmeras de monitoramento e também remetem à sua responsabilidade de prefeito de Curitiba e gestor dos órgãos municipais relacionados às investigações. Quando o ex-deputado Carli Filho atropelou e matou os jovens Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, em maio de 2009, imagens de câmeras entregues à polícia foram adulteradas, segundo informa laudo de perícia contratada pelo advogado da família Yared, e suprimiram informações preciosas para elucidar questionamentos e suspeitas levantados com base nos primeiros depoimentos de testemunhas do acidente.

Imagem compartilhada nas redes sociais para ilustrar reportagens sobre os três anos da morte dos jovens Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo Almeida.

Os destinos do ex-deputado serão definidos em júri popular, mas, até então, ele goza de três anos de uma impunidade que só aumenta a dor das mães de Gilmar Rafael e Carlos Murilo, que não conseguem sepultar a injustiça. Fazer justiça não lhes devolverá os filhos, mas devolverá às suas casas e em segurança os filhos de outras tantas mães, que, após trabalharem e percorrerem de madrugada as ruas de Curitiba, não se depararão com criminosos ao volante e em livre circulação, de posse de caras, violentas e rápidas máquinas de matar.

Nas Minas Gerais de Aécio Neves os tucanos estão privatizando até os presídios. Beto Richa quer fazer o mesmo aqui e já até sancionou a lei

Em agosto nas Minas Gerais será inaugurada a primeira penitenciária privatizada por meio de Parceria Público-Privada do Brasil, por iniciativa do governo tucano neoliberal de Antonio Anastasia, pupilo do senador coronel Aécio Neves (PSDB).

Vejam o que o Blog do Tarso já postou sobre a privatização dos presídios no Paraná implementada pelo governador Beto Richa (PSDB):

Privatização dos presídios de Beto Richa contraria Resolução e o Plano Nacional do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

Beto Richa sanciona a Lei que privatiza presídios em evento no TJ/PR. OAB/PR e MP, presentes no evento, são a favor?

Privatização dos presídios de Beto Richa é inconstitucional

Governo Beto Richa vai privatizar presídios

Época: “Beto Richa é da nossa família. Você pensa num caboclo que gosta de um jogo”

A revista Época desta semana traz novos elementos sobre a suposta ligação de paranaenses com o esquema de Carlinhos Cachoeira. Veja parte da reportagem da revista:

Na semana passada, em sessão secreta da CPMI do Cachoeira, no Senado, o delegado federal Matheus Mella Rodrigues, responsável pela Monte Carlo, listou 81 pessoas, muitas delas políticos, que mantinham contatos com integrantes da organização criminosa ou seriam cortejados por eles. Entre os listados está o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Em 23 de agosto de 2011, Lenine Araújo, um dos principais colaboradores de Cachoeira, e Miguel Marrula (DEM), ex-vereador de Anápolis, em Goiás, falam da pretensão de Cachoeira de expandir sua atuação no Paraná. “Meu primo é muito… do vice-governador de lá, sabe? E quer levar o Carlinhos Cachoeira para conhecer o Beto Richa, lá, e a gente pode aproveitar alguma coisa nisso, você concorda?”, diz Marrula a Araújo. “Ele (Richa) é da família nossa. Você pensa num caboclo que gosta de um jogo…” Durante audiência na CPI, ficou claro que o primo a quem Marrula se refere é Amin Hannouche (PP), prefeito de Cornélio Procópio, no Paraná. Amin tem pretensões de ser o candidato a vice-governador de Beto Richa na eleição de 2014.

Marrula diz que, apesar de pequeno, o grupo ligado ao primo é forte. “Está com a faca e o queijo na mão porque o pessoal de lá, o secretário de Segurança, nós que colocamos…é gente da minha casa. É gente do meu primo”, afirma. O secretário de Segurança do Paraná, Reinaldo Almeida César Sobrinho, seria o personagem da conversa entre Marrula e Araújo. Sobrinho foi presidente da Associação de Delegados Federais e assessor do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O delegado Sobrinho afirmou a ÉPOCA que não conhece Marrula nem Cachoeira. Disse, ainda, que conheceu o prefeito de Cornélio Procópio meses depois de ter assumido a Secretaria de Segurança e nega interferência dele em sua nomeação. Ao jornal Gazeta do Povo, Amin confirmou ser primo de Miguel Marrula, mas negou relações com Cachoeira.

Antes mesmo da Operação Monte Carlo, a cúpula da Segurança Pública no Paraná já fora atingida por suspeitas de relações com jogo ilegal. Em novembro do ano passado, o então comandante da Polícia Militar no Estado, Marcos Scheremetta, foi afastado depois de dizer que conversava com os chefões do jogo do bicho no Estado. Scheremetta disse que seu pai, que já morreu, costumava trabalhar com o jogo ilegal. Scheremetta afirmou também que nunca escondeu essas informações do governador e do secretário de Segurança.

Beto Richa, Reinaldo de Almeida César e Fernando Francischini foram citados em conversas de Carlinhos Cachoeira

Em depoimento sigiloso à CPI do Cachoeira, o delegado Matheus Mela Rodrigues, que coordenou a Operação Monte Carlo, citou uma lista com 82 nomes que tiveram relações ou foram apenas citados em conversas de Carlos Augusto Ramos (Carlinhos Cachoeira), conforme informou a Folha de S. Paulo.

O governador do Paraná Beto Richa (PSDB), o secretário de segurança Reinaldo de Almeida César e o deputado federal Fernando Francischini (PSDB) foram citados em conversas de Carlinhos Cachoeira. Eles negam qualquer envolvimento com Cachoeira ou com bicheiros.

Veja lista que a Folha conseguiu identificar de deputados federais, senadores, ministros e governadores citados na lista por odem alfabética: Continuar lendo

Beto Richa consegue impor sua tese de que “PM formado é insubordinado” na Assembleia

Há duas semanas o governador Beto Richa (PSDB) disse que policiais com formação superior seriam insubordinados.

O governador mandou e a Assembleia Legislativa obedeceu. Ontem a comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição Estadual a respeito das polícias do Paraná retirou a obrigatoriedade de curso superior para ingresso nas corporações, prevalecendo a vontade no nosso imperad… quer dizer, governador.

Ministério Público Federal requer fim do pedágio em estrada no Paraná

O Ministério Público Federal propôs ação civil pública contra a concessionária do pedágio responsável pela estrada que liga os municípios de Piraí do Sul e Jaguariaíva, no Paraná. O MPF alega que há atraso no início das obras de duplicação da via, que tem extensão de 46 km, pediu o fim da cobrança do pedágio e multa que pode chegar a R$ 215 milhões.

A privatização das estradas do Paraná e cobrança dos pedágios com valores absurdos foram realizadas pelo governador Jaime Lerner (DEMO), com apoio do PSDB.

Jornal carioca diz que Beto Richa quer vender a Sanepar. Governo nega

Conforme fontes do Blog do Tarso, e noticiado em primeira mão pelo Blog do Esmael, o jornal carioca Relatório Reservado da última segunda-feira (7) informa que o governador Beto Richa (PSDB) pretende privatizar a Companhia de Saneamento do Paraná – Sanepar. O jornal trata de negócios e finanças existe há 40 anos.

Veja a matéria:

Sanepar é um rio que corre rumo à privatização

O governador Beto Richa promete tirar da gaveta uma operação que seus antecessores ensaiaram por diversas vezes, mas sempre ficaram no quase: a privatização da Sanepar. Richa pretende usar e abusar de todo o seu poder político, leia-se, sobretudo, sua notória influência sobre a Assembleia Legislativa, para promover o leilão de uma das mais cobiçadas empresas de saneamento do país. O novo projeto prevê a venda de 51% da companhia. Segundo o RR apurou junto a uma alta fonte do governo paranaense, o estado não apenas seguirá como acionista minoritário como terá uma golden share. O principal objetivo é assegurar que o novo controlador mantenha os investimentos já aprovados e preserve os contratos de concessão com os municípios de pequeno porte. Muitos destes acordos não são rentáveis para o investidor privado, mas têm expressivo valor intangível. Geram dividendos políticos dos quais Richa não pode abrir mão, sobretudo em ano de eleições municipais.

De acordo com a mesma fonte, o governo do Paraná já montou uma equipe para elaborar o modelo de privatização da empresa, formada por integrantes da Secretaria de Fazenda, da Secretaria para Assuntos Estratégicos e da própria Sanepar. A tendência é que seja adotado um critério misto para a licitação, levando em consideração não apenas a melhor oferta pela concessão, mas também o volume de investimentos na expansão da rede de tratamento de água e esgoto no Paraná. O governador Beto Richa pretende lançar o edital de privatização e iniciar o road show até agosto. O RR fez vários contatos com a Sanepar, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Se comparado a seus predecessores, Beto Richa se depara com um cenário bastante favorável para a privatização da Sanepar. O principal motivo diz respeito à trégua societária na estatal. A convivência entre o estado e os sócios privados da empresa, leiase o consórcio Dominó (Opportunity e Andrade Gutierrez), é razoavelmente pacífica, o oposto do que ocorreu durante boa parte da gestão de Roberto Requião. A própria Andrade Gutierrez já teria manifestado interesse em participar do leilão.

Rapidamente o Palácio do Iguaçu emitiu uma nota oficial desmentindo que esteja preparando a privatização da Sanepar, conforme informa Esmael Morais:

“O Governo do Paraná repudia veementemente a informação veiculada no boletim Relatório Reservado de 07 de maio de 2012, dando conta que o Estado prepara um processo para a privatização da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Trata-se de notícia inverídica, descabida e irresponsável.”

Tem gato na tuba? Onde há fumaça há fogo? Estamos de olho!

Beto “Pilatos” Richa lava as mãos sobre Derosso

Juntos!

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), principal nome tucano do Estado, afirmou que não vai opinar sobre a expulsão do vereador e ex-presidente da câmara de vereadores João Cláudio Derosso (PSDB), ex-quase-vice prefeito de Luciano Ducci. Carlos Alberto lavou as mãos e disse que vai apoiar qualquer decisão tomada pela maioria do partido. Mas ele não tem posição? Na Boca maldita já está sendo chamado de Beto “Pôncio Pilatos” Richa.

TJ decide: tarifaço do Detran de Beto Richa é inconstitucional!

O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu, por 11 a 9, que o tarifaço de 271% do Detran – Departamento de Trânsito implementado pelo governo Beto Richa (PSDB) é inconstitucional. A ADIn foi impetrada em fevereiro pela bancada de oposição na Assembleia Legislativa.

O aumento absurdo dos preços das taxas do Detran por enquanto estão mantidos. O TJ decidirá sobre isso oportunamente. De qualquer forma, o povo paranaense lembrará disso nas eleições.

Mas a receita do “tarifaço” não pode ir para o Fundo Estadual da Segurança Pública – Funesp-PR. Os recursos obtidos com as novas taxas do Detran devem ser gastos apenas em atividades relacionadas ao próprio órgão.

Governo Beto Richa continua em crise. Inércia, privatização e derrotas no Judiciário.

Beto Richa veta lei que incentiva agroecologia e alimentos orgânicos

Gustavo Fruet ironiza declaração de Beto Richa de que “gente formada é insubordinada”

Gustavo Fruet (PDT), pré-candidato a prefeito de Curitiba, com o PT na vice. Foto de Thea Tavares

O ex-deputado federal pelo PMDB e PSDB e pré-candidato à prefeitura de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT) ironizou as declarações do governador Beto Richa (PSDB) da semana passada, de que polícias militares com curso superior são insubordinados. Segundo o Blog Política em Debate, Fruet disse:

“Minha mãe diz que eu sempre busquei o caminho mais difícil. Acho que é uma certa rebeldia, insubordinação. Mas não é por causa do curso superior, não”.

Ouça o que Luiz Geraldo Mazza e Airton Cordeiro disseram sobre a fala de Beto Richa “gente que se forma é insubordinada”

Ouça o Luiz Geraldo Mazza

Ouça o Airton Cordeiro

Mesmo quando pede desculpas Beto Richa é prepotente

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), em nova entrevista a rádio CBN, sobre a besteira que falou de que gente formada é insubordinada, pediu desculpas. Ouça a entrevista, clique aqui.

Claro, sua fala pegou mal nacionalmente.

O problema é que mesmo quando o governador pede desculpas, ele é prepotente. Disse que foi seu primeiro deslize na vida pública. Como assim? E seu apoio como deputado estadual ao governo Jaime Lerner, que privatizou o Paraná? E sua atuação como Secretário de Obras quando era vice-prefeito de Cassio Taniguchi, um dos responsáveis pela Linha Verde sem trincheiras e com todo esse congestionamento? E sua gestão como prefeito que não resolveu a falta de vagas nas creches da cidade de Curitiba? E sua fala antes de sua eleição para governador de que nem sabia onde estava Taniguchi, e depois Taniguchi vira seu secretário de planajamento? E sua frase de que a contratação de sua esposa não é nepotismo porque ela é rica? E a contratação do ex-ator pornô e sua demissão sumária? E as lambanças no Porto de Paranaguá? E todo seu apoio à gestão de João Cláudio Derosso na Câmara de Vereadores, do mesmo partido? E seu um terço de governo, um total desastre, sem nenhuma ação de interesse público, apenas com terceirizações e privatizações?

É claro que a imprensa nativa, sedenta por dinheiro público, quer fazer parecer que com essa desculpa Beto Richa sai por cima.

Os paranaenses vão lembrar de tudo isso nas eleições de 2014, quando Beto Richa pretende se reeleger como governador ou se eleger como vice de Aécio Neves para presidente.

PSDB na Câmara dos Vereadores de Curitiba gerou escândalo maior do que o “mensalão” de Marcos Valério

O jornalista André Gonçalves da Gazeta do Povo informou hoje que os descalabros na Câmara Municipal de Curitiba, comandada pelo PSDB há mais de 10 anos, trata-se de um escândalo maior do que o caixa 2 comandado por Marcos Valério. O publicitário Valério emprestou R$ 55 milhões (R$ 75 milhões atualizado) dos bancos Rural e BMG, enquanto que os contratos de publicidade da Câmara de Verreadores comandada por João Cláudio Derosso (PSDB) são de R$ 34 milhões.

Proporcionalmente o caixa 2 envolveu média de R$ 0,39 por brasileiro, e o Derossogate (ou Tucanogate) R$ 19,46 por curitibano.

Especialistas apontam que esse escândalo da péssima gestão do PSDB na Câmara vai respingar negativamente na campanha de Luciano Ducci em outubro e a de Beto Richa em 2014, pois os três eram “unha-e-carne”. Inclusive, Derosso seria o vice de Ducci.

Outras notícias interessantes de hoje: Derosso vai pedir desligamento do PSDB, o que o tornará inelegível em outubro, e ele se separou de sua esposa Claudia Queiroz, dona de uma das empresas de publicidade contratadas pela Câmara. Será que como ex-esposa ele poderá manter os contratos? Claro que não!

Folha de S. Paulo auto-censura matéria com letras garrafais contrária a Beto Richa

Matéria com letras garrafais da edição impresa nacional da Folha de S. Paulo que divulga frase infeliz do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB)

Sim, sou assinante da Folha de S. Paulo desde quando era criança. Recebo a edição nacional impressa da Folha em Curitiba, que fica pronta na madrugada para ser enviada para todo o Brasil, antes da edição distribuída na capital de São Paulo.

A edição nacional da Folha divulgou com letras garrafais a frase infeliz do governador do Paraná Beto Richa (PSDB), que disse que pessoas que têm curso superior se insubordinam, não aceitam cumprir ordens, conforme a imagem acima, na página C3 do caderno Cotidiano.

Eis que, muito estranhamente, a edição digital disponível na internet para assinantes, que também é a edição distribuída em São Paulo, a matéria, antes bastante vistosa e com texto longo, foi diminuída de tamanho e retirada a foto de Beto Richa, conforme imagem abaixo, sendo invertida com a matéria do assalto à casa do jornalista Milton Jung.

A Folha de S. Paulo deve justificar essa ação que poupou o deslize de Beto Richa para milhões de pessoas, principalmente em São Paulo. Beto Richa pretende ser o candidato a vice de Aécio Neves (PSDB) em 2014, nas eleições presidenciais, e perder votos no maior colégio eleitoral do país não seria bom para suas pretensões eleitorais.

Informo que vou encaminhar essa denúncia para o Ombudsman da Folha e para os blogueiros progressistas de todo o país.

Edição digital da internet da Folha de S. Paulo, que diminui a matéria negativa ao tucano Beto Richa.