Coluna do Esmael Morais

Quem vai colocar o guizo no gato?

O ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo (DEM), advogado e professor universitário, nesta segunda-feira defendeu em artigo a eleição para juízes como forma de democratizar a Justiça. Ele destacou o caso da Bolívia, onde o presidente Evo Morales quer que os magistrados passem pelo crivo do voto popular.

Lembo observou ainda que, em comum, os atuais processualistas da América Latina absorveram os ensinamentos europeus, do período colonial, e historicamente se afastaram das culturas nacionais em seus respectivos países. Isso, na opinião do ex-governador, criou um fosso entre a elite e o povo – que é réu indefeso no sistema até hoje.

“O processo, em seus primórdios, foi imaginado a partir dos atos previstos nas atividades inquisitoriais. Para o Santo Ofício da Inquisição, manter o réu vinculado ao processo era forma de suplício”, escreveu.

Em Brasília, embora tímido, há um movimento de bastidores com objetivo de colocar essa questão do judiciário na pauta. O diabo é saber quem no Congresso vai amarrar o guizo no gato, ou seja, quem tomará a dianteira ao propor a eleição para juízes…

Lula na reforma política

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está disposto a liderar o movimento pelas reformas políticas no país. Ontem ele se reuniu com os presidentes do PSB, governador Eduardo Campos (PE), e do PCdoB, Renato Rabelo. Também esteve no encontro o deputado Brizola Neto, pelo PDT.

Partido único

Lula flerta há anos com a experiência da Frente Ampla do Uruguai, formada em 1971. Lá, comunistas, social-democratas e esquerdistas constituem um único partido nas disputas eleitorais. Depois da ditadura militar naquele país, Tabaré Vázquez foi eleito presidente e elegeu o sucessor, José Mujica.

Serra x ostracismo

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), também tenta se agarrar à reforma política para escapar do ostracismo. Ele está propondo a adoção do voto distrital misto nos municípios com mais de 200 mil eleitores.

Motivo de piada

O deputado André Vargas, secretário nacional de Comunicação do PT, não perdeu a piada diante da movimentação de Serra contra o ostracismo: “ele anda comendo muita ostra”.

Bruxas à solta

O ministro do Esporte, Orlando Silva, torceu o tornozelo e deverá usar uma botinha ortopédica por longos 45 dias. Ele jura que o incidente doméstico não afetará seu desempenho na organização da Copa de 2014.

Castigo pelo ar

Outro que machucou o tornozelo foi o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), durante um jogo em solidariedade às vítimas das enchentes no Litoral do estado e do tsunami no Japão. Na semana passada, foi realizar um suposto exame em São Paulo e o “avião de rosca” precisou fazer um pouso forçado. “Achei que iria morrer”, confessou mais tarde.

Churrascão do barulho

O bem-humorado “churrascão” realizado no sábado pelas “gentes diferenciadas”, a favor da construção de uma linha de metrô no chique bairro Higienópolis, em São Paulo, ganhou destaque na velha mídia e bombou nas redes sociais. A elite da região é contra porque teme os pobres. O ex-ministro da Casa Civil, Zé Dirceu, vê preconceito dos branquelos.

Caso Palocci

O governo parece que acusou o golpe dos ataques desferidos contra Antônio Palocci (Casa Civil). O ministro é acusado pela oposição de enriquecer mais de 20 vezes entre 2006 e 2010. No entanto, o discurso governista é de que Palocci merece confiança. A Presidência da República avisou que não investigará o caso.

Bye bye, Código Florestal

Ficou para a semana que vem o próximo round entre a ex-senadora Marina Silva (PV) e o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) acerca da votação do Código Florestal. A crise envolvendo Palocci esfriou a briga. Para a oposição, nem o comunista nem a verde são alvos preferenciais.

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A política como ela é:

A sacanagem de Maurício Fruet

O ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet, pai de Gustavo, pré-candidato à mesma prefeitura, era um gozador incorrigível. Perdia um amigo, mas jamais uma piada. Certa feita, por volta de 1985, ele descobriu por acaso que o então governador José Richa, pai do atual governador Beto Richa, ofereceria um jantar para um reduzido círculo de amigos, coisa de meia dúzia de convivas. O motivo da discreta festa era seu aniversário.
Fruet não perdoou o fato de não estar entre os “íntimos”. Ligou para o Cerimonial do Palácio Iguaçu e orientou pessoalmente a expedição de telegramas para uma lista de autoridades, que incluía convites para uma “festa surpresa” a deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores da capital e região metropolitana, secretários de Estado, Bispo, etc., etc., etc.
Quando chegou o horário do jantar, Richa fora surpreendido por cerca de 300 “convidados”. Consta que o ex-governador [já falecido] não perdeu o rebolado e improvisou comida para todos, inclusive para o também saudoso Maurício Fruet.

Contatos com a coluna: E-mail: esmaelmorais@hotmail.com – Twitter: @esmaelmorais

Dia 18/05, 14h, o STF decide o papel do Estado na saúde e demais serviços sociais (ADIn 1923 Lei 9.637/98 Organizações Sociais – OSs)

Veja a minha Carta Aberta aos Ministros do STF sobre as Organizações Sociais:

Excelentíssimos Senhores Doutores Ministros do Supremo Tribunal Federal

Venho por meio desta Carta Aberta, esclarecer e solicitar o que segue:

Sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) 1923 interposta contra a Lei 9.637/98 das Organizações Sociais, foi lapidar o voto do Ministro Relator Carlos Ayres Britto, nosso estimado especialista em Direito Constitucional e licitações e contratos administrativos, que chamou o modelo de “terceirização aberrante”, quando o Estado transfere toda a prestação dos serviços para essas entidades, pois a iniciativa privada não pode substituir o Estado, mas apenas complementar. Ressaltou o Ministro: “tiro do sujeito sua essência e o que sobra é um não sujeito, um nada jurídico”. Para ele o Estado não pode ser apenas regulador na prestação dos serviços públicos.

Assim, Ayres Britto entende ser possível apenas a colaboração, o fomento do Poder Público às OSs, por meio de contratos de gestão. O Ministro deixa isso claro quando defende que quando os contratos de gestão forem para os mesmos fins dos convênios, não haveria necessidade de licitação para a qualificação e celebração da parceria, mas apenas um processo administrativo de escolha.

Portanto, impossibilitado estaria o Estado em terceirizar as atividades-fim das suas instituições sociais nas áreas de saúde, educação, cultura, meio ambiente, etc.; sendo possível a terceirização de atividades-meio através da legislação licitatória e fomento às entidades privadas de interesse público, inclusive as OSs.

Como o Exmo. Sr. Dr. Ministro Luiz Fux pediu vistas do processo, e a cessão foi interrompida e será retomada nas próximas semanas.

Solicito aos Ministros que, ratificando a posição do Ministro Ayres Britto, fique claro em seus votos a questão da impossibilidade de delegação de serviços públicos sociais, de atividades-fim em geral, por meio das OSs. E que é possível o fomento por parte do Estado para essas entidades, situação em que seriam celebrados os contratos de gestão, com a realização prévia de procedimentos de escolha.

Espero que com essa decisão o STF garanta a aplicação da nossa Constituição Social e Democrática de Direito, que aceita a participação privada nos serviços sociais, mas não como substituta do Estado, além de barrar claros movimentos contrários ao regime jurídico-administrativo, concurso público, licitações e controle social.

Tarso Cabral Violin

OAB/PR 29.416

Sobre o tema os meus:

Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010)

Estado, Ordem Social e Privatização – as terceirizações ilícitas da Administração Pública por meio das
Organizações Sociais, OSCIPs e demais entidades do “terceiro setor”

A inconstitucionalidade das organizações sociais

Minhas blogadas sobre a ADIn 1923 da OSs:

Organizações Sociais e OSCIPs

Entrevista com o Dr. Ludimar Rafanhin sobre a ADIn das organizações sociais

Videos ADIn das organizações sociais no STF

Voto do Ministro Relator Carlos Ayres Britto na ADIn 1923 STF pela inconstitucionalidade parcial das organizações sociais (Lei 9.637/98)

Segundo Ayres Britto do STF modelo de privatização das organizações sociais é “aberrante”

Ministro do STF Carlos Ayres Britto, relator da ADIn 1923 contra as Organizações Sociais, votou pela procedência parcial para declarar a inconstitucionalidade de alguns dispositivos da Lei 9637/98

A Saga

Cachorros X “gente diferenciada”

Hoje na Folha de S. Paulo

Coluna do Esmael Morais

A era das trevas

Por Esmael Morais (o censurado)

Inicio nesta segunda-feira a missão de escrever diariamente esta coluna. Confesso que revezo sentimentos de alegria e tristeza. Alegria por estar começando um novo desafio. Tristeza por surgir essa oportunidade num momento em que o meu blog (http://esmaelmorais.com.br) encontra-se censurado pela Justiça, a pedido do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), há exatos 38 dias. Tecnicamente, aos olhos do judiciário paranaense, são sete meses de escuridão.

A censura ao meu blog teve início nas eleições de 2010, quando o então candidato ao governo do Paraná alegou ficar “abalado emocionalmente” com as minhas postagens. Mais de 500 posts foram removidos da página pessoal por solicitação de Richa, mas, mesmo assim, ele não se contentou até retirar-me do ar em quatro oportunidades.

Para fugir à censura nesses sete meses de perseguição hospedei meu blog em um servidor nos Estados Unidos, mas os advogados de Richa ameaçaram a empresa e me derrubaram naquelas plagas. Depois, em março, retornei a hospedá-lo numa empresa de São Paulo e, por meio de uma liminar na Justiça do Paraná, novamente me censuraram. Desde então, estou impedido de me expressar, de trabalhar.

O que diziam as postagens que “abalaram emocionalmente” o governador do PSDB? Ora, denúncias de caixa 2 na eleição de 2008 – quando ele disputou a reeleição na prefeitura de Curitiba – tudo também repercutido nos demais órgãos de imprensa do Paraná e do Brasil.

Faço aqui um parêntese. Nunca ofendi ninguém pessoalmente. Não é o meu estilo. O “crime” que cometi foi opinar sobre pessoas públicas que ocupam funções públicas. Relatar o mau uso do erário e mostrar o que a velha mídia não mostra devido relações políticas, econômicas e familiares entre si. O meu blog sempre discutiu – e vai continuar discutindo – políticas públicas e cidadania.

Folgo em repetir uma observação do colega blogueiro Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada. Segundo ele, tenta-se estabelecer no país uma linha jurídica única para calar os blogueiros e instituir uma jurisprudência contra liberdade na blogosfera.

Tem razão Paulo Henrique Amorim. A “judicialização da censura” tem como objetivo intimidar a blogosfera pelo bolso.

Como a maioria dos blogueiros não tem dinheiro para pagar as pesadas multas imposta pelo judiciário, o caminho que resta é censurar, calar, estuprar a Constituição, atentar contra a liberdade de expressão na internet.

O meu advogado, Guilherme Gonçalves, tem afirmado que não faz sentido de existir a censura em pleno Estado de Direito Democrático porque não se trata de uma página anônima. Mesmos se houvesse ofensas poder-se-ia requerer direito de resposta e outros tipos de reparação, mas jamais tolher a liberdade de expressão.

Também recorro ao advogado e professor universitário René Ariel Dotti, que em artigo esclarece a questão dos princípios em conflito:

“… o conflito entre a liberdade de informação e os direitos da personalidade, entre eles os relativos à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem, será resolvido em favor do interesse público visado pela informação.

“A liberdade de informação se efetiva através do exercício de três direitos correlatos: a) o direito à informação; b) o direito de se informar; c) o direito a ser informado.”

Dito isto, volto ao cerne da questão. Fiz um relato específico da criminosa perseguição que meu blog sofre com a “judicialização da censura” para reforçar a ideia de que existe em curso no país uma tentativa de calar a blogosfera. Creio que se não houver uma reação em rede regressaremos à era das trevas, onde será proibida a livre manifestação de pensamento e o exercício do contraditório diante da ofensiva de endinheirados e políticos mal-intencionados.

Defendo que a luta contra a censura na blogosfera deva ocupar o centro das discussões no 2º Encontro Nacional de Blogueiros, que ocorrerá de 17 a 19 de junho, em Brasília, sob pena de a escuridão tomar conta da internet como um todo.

Coluna do Esmael: http://www.colunadoesmael.com – Twitter: @esmaelmorais – E-mail: esmaelmorais@hotmail.com

TCE/PR: Advogado Luiz Carlos da Rocha entende que atos de Rossoni, Beto Richa e Ivan Bonilha são contrários ao ordenamento jurídico

Luiz Carlos da Rocha e Valdir Rossoni no Jogo do Poder Paraná

Do Blog http://jogodopoderpr.blogspot.com

Tema Maurício Requião no TC volta a pauta

A semana deve iniciar com o assunto da indicação de Maurício Requião ao TC dominando a cena política.

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TCE/PR: ativista do movimento social também impugnou inscrição de Ivan Bonilha

Do site www.redepmdb.com

Candidatura à vaga, ‘sic’, do TC tem uma nova impugnação; Procurador Ivan Bonilha usa cargo para interesses pessoais

Micro-empresário Carlos Henrique de Paula Santos, ativista do movimento social, inscrito para disputar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná, impugna inscrição de Ivan Bonilha. O impugnado é Procurador Geral do Estado, nessa condição deu parecer e assinou decreto anulatório da eleição do Conselheiro Maurício Requião.

Ato contínuo se candidatou para obter indicação da vaga aberta com o ato originário de seu parecer ao decreto assinado pelo Governador Beto Richa e por ele próprio. Segundo Carlos Henrique isso contamina de forma absoluta, tanto o ato de anulação da eleição de Maurício Requião, quanto, a inscrição e a pretensão do impgnado sobre a referida vaga. Verificando o curso do objeto desta impugnação, encontramos a relés prática do fisiologismo partidário, asemelhado a formação de quadrilha, visto todos pertencerem ao partido do governo, o PSDB, e agirem de modo a amealhar vantagens em função dos postos que ocupam no poder público. A  seguir, íntegra das razões apresentadas pelo impugnante em petição devidamente protocolada na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná: Continuar lendo →

Ivan Bonilha se defende na imprensa. Também quero!

Governador Beto Richa (PSDB) elogiando o Blog do Tarso para Ivan Bonilha

Segundo o jornal O Estado do Paraná, o Procurador-Geral do Estado e candidato ao Conselho do Tribunal de Contas do Paraná Ivan Lelis Bonilha, disse que não há nada que o impeça de disputar a cadeira vaga da Corte de Contas.

Bonilha disse: “Primeiro que o decreto do governador Beto Richa (PSDB) apenas dá cumprimento automático à decisão do presidente da Assembleia, (Valdir Rossoni – PSDB), que anulou um ato da Assembleia. Segundo que, com o documento assinado pelo governador, a minha assinatura é meramente assessoria. O Beto poderia ter assinado sozinho que teria o mesmo efeito. Minha assinatura é dispensável. Não foi um ato meu”, explicou-se.

Ora, ora, ora: será que o Governador Beto Richa não tem o aval do Procurador-Geral do Estado para a assinatura de um Decreto que eles sabiam que reperticuria como está repercutindo? Será que o Governador Beto Richa assinaria o Decreto sem a ratificação, a assinatura, de seu Procurador-Geral?

Na matéria Ivan Bonilha também diz que eu terei que provar a existência de algum caso concreto de que ele use o cargo de confiança do Governador Beto Richa, de Procurador-Geral do Estado, para se promover ou influenciar a eleição.

Ora, quando há algum tipo de impedimento para um juiz ou advogado, não é porque há fatos concretos na atuação desse juiz ou advogado, mas apenas pela possibilidade de utilização de sua função para interesses próprios!

O Procurador-Geral do Estado falou ainda que o Governador Beto Richa não pedirá votos para Bonilha, entre os Deputados Estaduais. Vamos esperar para ver!

Também quero defender minha candidatura na imprensa! Que tal igualdade de tratamento e de espaço na imprensa?

Temos vagas!

Blog do Zé da Silva

Cruzada heterosexual

Hoje na Folha de S. Paulo

Eleição para o TC: começou mal, pode acabar pior

Por Celso Nascimento

Publicada hoje na Gazeta do Povo

Uma das leis de Murphy diz que nada é tão ruim que não possa piorar. Pela lógica, então, o que começou muito mal pode terminar numa tragédia. No caso, uma tragédia de erros sucessivos e cada vez mais graves iniciada em 2008, no momento em que parecia se abrir mais uma cobiçada vaga de conselheiro do Tribunal de Contas.

Eles amam o povo

Blog do Zé da Silva

“Massa cheirosa” X “gente diferenciada”

Do Blog do Senador Alvaro Dias (PSDB), representante da "massa cheirosa"

Começou. Fábio Campana me ataca por ir contra seus interesses.

Brasão do Estado do Paraná

Demorou para que o “jornalista” Fábio Campana e outros perdigueiros da internet começassem a me atacar, apenas porque impugnei as candidaturas de seus apoiados para o Cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas.

Minha resposta é simples.

Nunca escondi que fui Assessor Jurídico da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social. Não era o chefe da Assessoria, e fui responsável principalmente pela assessoria jurídica dos Conselhos Estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Idoso, da Assistência Social e da Segurança Alimentar e Nutricional, e de alguns contratos administrativos e convênios da SETP, pois sou especialista em licitações e contratos administrativos, em Direito Administrativo e em Direito do Terceiro Setor. Está no meu currículo. Nunca pratiquei nenhum ato ilícito ou contrário ao ordenamento jurídico durante toda a minha vida profissional. Sempre cumpri com minhas obrigações nas minhas funções públicas, e qualquer licença para o mestrado, aulas ou palestras, ocorreram em consonância com o ordenamento jurídico. Nada escondido!

Nunca escondi que sou Professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo desde 2004.

Nunca escondi que fiz mestrado e hoje sou Mestre em Direito do Estado pela UFPR, com Dissertação com nota máxima e que virou meu livro Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica, já na segunda edição.

Nunca escondi que fui Presidente do Centro Acadêmico Sobral Pinto (1996-1997).

Nunca escondi que fui estagiário por dois anos do Tribunal de Contas do Paraná. Conheço a fundo a Corte de Contas. Todos que trabalharam comigo lá, na antiga Diretoria Revisora de Contas, na Diretoria-Geral e no Ministério Público de Contas podem referendar minha atuação digna.

Nunca escondi que tenho uma Ação Popular contra o Governador Beto Richa, por suspeita de que ele tenha se utilizado da estrutura da Prefeitura para fazer propaganda política pessoal.

Nunca escondi que estou questionando em ação administrativa junto ao Ministério da Justiça, a escolha do Governador Beto Richa do atual Presidente da Lactec, por ser ilegal. Assinei o pedido junto com o advogado André Passos, que não faz parte do meu escritório.

Nunca escondi que sou de esquerda, contrário às políticas neoliberais-gerenciais de FHC, Jaime Lerner, Cássio Taniguchi, Beto Richa e Luciano Ducci.

Eu não tenho nada a esconder. Já alguns dos meus adversários na eleição para o TCE/PR… E nem vou falar dos aspones que me atacam. Esses o limbo da história já dará conta!

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Veja as blogadas sobre o tema:

Sou candidato ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná

Votação na Assembléia para a escolha do Conselheiro do TCE/PR será secreta

Aberto o prazo para impugnações das candidaturas para Conselheiro do TCE/PR

Governo Beto Richa começou a ligar para os Deputados Estaduais pedindo voto para Ivan Bonilha na eleição para o TCE/PR

Impugnei hoje as candidaturas dos Deputados Nelson Garcia e Augustinho Zucchi para Conselheiro do TCE/PR

Impugnei também a candidatura de Ivan Bonilha para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas

Quem com impugnações fere, com impugnação é ferido!

Tucano ou Galinha?

Hoje na Gazeta do Povo

Bolsonaro: medo de gostar?

Rogério Galindo da Gazeta do Povo detona interiorização de Beto Richa e Assembleia

Divulgação/Assembleia / Paulo e Rossoni: aproveitando para fazer campanha em dia de trabalho.

Os deputados estaduais paranaenses começaram neste ano uma “tour” pelo interior do estado. O projeto de “interiorização” já passou por Cascavel, chegou nesta quarta-feira a Ponta Grossa e logo irá a mais cidades paranaenses. Quem ganha mais com isso? Os próprios deputados estaduais, que tentam jogar para a torcida e garantir sua reeleição.

A sessão desta semana em Ponta Grossa mostra bem qual é o objetivo da interiorização. O deputado Rossoni falou principalmente sobre a moralização que estaria promovendo no Legislativo. O governador Beto Richa, que estava presente, anunciou investimentos para a região. E os deputados puderam mostrar o quanto trabalham pelos Campos Gerais…

Quem mais saiu lucrando foi o primeiro-secretário da Casa, Plauto Miró. A base do deputado é justamente Ponta Grossa. E o governador esperou para, na cidade, anunciar que “atendendo pedidos” de Plauto, estava liberando R$ 13 milhões em obras para a cidade.

Ora, as obras sairiam de um jeito ou de outro. Fazer uma sessão da Assembleia em cada cidade para anunciar esse tipo de coisa só tem um nome: campanha. Ao invés de trabalharem a sério em Curitiba, os deputados preferem passear e espalhar seus feitos por aí.

Enquanto isso, quando chegarem à capital, não terão o que votar porque as comissões internas simplesmente se recusam a trabalhar. A pauta de segunda-feira, por exemplo, tem apenas quatro projetos. Um de declaração de utilidade pública; uma criação de uma data comemorativa; um que apenas “autoriza” o governo a fazer algo, mas não decide nada. E apenas um realmente relevante.

Parlamentar bom é aquele que fiscaliza o governo e apresenta bons projetos. Andar pelo interior fazendo campanha em dia de trabalho é absolutamente desnecessário.

Quem com impugnações fere, com impugnação é ferido!

Como candidato a Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, ainda não recebi informações oficiais sobre as impugnações de candidaturas. Conforme as blogadas listadas abaixo, impugnei as candidaturas do Procurador-Geral do Estado Ivan Bonilha e dos Deputados Estaduais Nelson Garcia (PSDB) e Augustinho Zucchi (PDT).

Fiquei sabendo pelo site do O Estado do Paraná que o micro-empresário e também candidato Carlos Henrique de Paula Santos impugnou a candidatura de Ivan Bonilha.

Além disso, o professor e contador do Ministério Público Estadual, Jorge Antonio de Souza, me impugnou, além de Nelson Garcia, Augustinho Zucchi, Luiz Antonio Leprevost, e Ivan Bonilha. Alegou que fomos privilegiados na divulgação de nossas candidaturas pela Assembleia Legislativa, pois no site da instituição foram publicadas reportagens nos citando, e teríamos recebido maior atenção que os demais. Essa impugnação é uma brincadeira de mal gosto. Será que é para dispersar a atenção das impugnações com fundamentos jurídicos?

De qualquer forma: QUEM COM IMPUGNAÇÕES FERE, COM IMPUGNAÇÃO É FERIDO!

Veja as blogadas sobre o tema:

Sou candidato ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná

Votação na Assembléia para a escolha do Conselheiro do TCE/PR será secreta

Aberto o prazo para impugnações das candidaturas para Conselheiro do TCE/PR

Governo Beto Richa começou a ligar para os Deputados Estaduais pedindo voto para Ivan Bonilha na eleição para o TCE/PR

Impugnei hoje as candidaturas dos Deputados Nelson Garcia e Augustinho Zucchi para Conselheiro do TCE/PR

Impugnei também a candidatura de Ivan Bonilha para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas

Impugnei também a candidatura de Ivan Bonilha para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas

Governador Beto Richa mostrando para Ivan Bonilha o Blog do Tarso

Além da impugnação das candidaturas dos Deputados Estaduais Nelson Garcia (PSDB) e Augustinho Zucchi (PDT), hoje impugnei também a do Procurador-Geral do Estado Ivan Bonilha. Veja a impugnação protocolada hoje:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DEPUTADO ESTADUAL PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANA VALDIR ROSSONI

TARSO CABRAL VIOLIN, Advogado, Professor de Direito Administrativo, blogueiro (blogdotarso.com), candidato na eleição para a escolha do novo Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná, OAB/PR nº 29.416, com escritório profissional na Rua João Negrão, 731 Conjuntos 908 à 911, Curitiba/PR, onde recebe avisos, notificações e intimações, vem, pela presente propor

IMPUGNAÇÃO DA CANDIDATURA

de:

 IVAN LELIS BONILHA, advogado eleitoral, Procurador-Geral do Estado, com fundamento no Ato do Presidente nº 009/2011 da Assembléia Legislativa do Paraná, que abriu prazo para impugnações dos candidatos, pelos motivos e fundamentos que passa a expor:

– I –

DOS FATOS

O Impugnado assinou, juntamente com o Governador do Estado Carlos Alberto Richa, vulgo Beto Richa, o Decreto 1.325, de 05.05.2001, que revogou o Decreto 3.044/2008 (anexo), que tinha nomeado Mauricio Requião como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná.

Em ato contínuo o Impugnado se candidatou para a eleição de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, que ocorrerá no âmbito da Assembléia Legislativa do Paraná.

– II –

 DO DIREITO

Não tenho nada pessoalmente contra o Impugnado, pelo contrário, pois o mesmo é colega advogado e participante como palestrante de vários eventos jurídicos de Direito Público com o ora Impugnante, e mantemos vários amigos em comum.

O problema é que a inscrição do Impugnado tem dois vícios graves, pois a eleição foi aberta após a revogação de Decreto do Governo anterior, assinado pelo próprio candidato, juntamente com o Governador Carlos Alberto Richa, por ser ele o atual Procurador-Geral do Estado.

Outro vicio grave é que o Impugnante é o atual Procurador-Geral do Estado, cargo de confiança de livre escolha do Governador.

O Procurador-Geral do Estado é o chefe da Procuradoria do Estado, de todos os advogados que defendem o Estado do Paraná. Quando digo “Estado do Paraná“, não apenas o Poder Executivo, mas todos os demais Poderes, inclusive as Ações judiciais contra a Assembléia Legislativa e contra o Tribunal de Contas do Estado.

Ora, o Procurador-Geral do Estado está impedido de participar de processo administrativo de escolha do Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Assim, esse processo de escolha nada mais é do que um processo administrativo, que deve seguir princípios constitucionais gerais da Administração Pública.

A Lei 9.784/99, Lei de Processo Administrativo, prevê o seguinte:

Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:

I – atuação conforme a lei e o Direito;

(…)

III – objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades;

IV – atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;

(…)

VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados;

(…)

XIII – interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.

Não pode uma autoridade, responsável pela defesa judicial da própria Assembléia Legislativa, ser uma das concorrentes em processo administrativo em que os próprios Deputados farão a escolha. Há perigo de preferência indevida para essa autoridade no processo.

É moral a participação do Procurador-Geral do Estado em eleição na Assembléia Legislativa? Lembre-se que não apenas a Lei de Processo Administrativo cita o princípio da moralidade. Esse é um princípio constitucional, nos termos do art. 37 da Constituição. Celso Antônio Bandeira de Mello, o maior administrativista do Brasil, é claro ao dizer que um ato ou processo administrativo, mesmo se legal, ser for imoral deve ser invalidado, exterminado do ordenamento jurídico.

Eu mesmo, se precisasse escolher alguém, escolheria o meu próprio advogado. O Impugnado é o advogado da Assembléia Legislativa.

Como parâmetro, cito o processo administrativo licitatório. A Lei 8.666/93, em seu art. 9º, proíbe a participação em licitação de agentes públicos da pessoa jurídica responsável pelo processo.

O Código de Ética da OAB ainda dispõe:

Art. 18. Sobrevindo conflitos de interesse entre seus constituintes, e não estando acordes os interessados, com a devida prudência e discernimento, optará o advogado por um dos mandatos, renunciando aos demais, resguardado o sigilo profissional.

Se um advogado não pode atuar para dois clientes com interesses conflitantes, também não pode atuar para uma pessoa jurídica e ao mesmo tempo ser interessado direto em processo administrativo nessa mesma pessoa jurídica.

Será que os Deputados Estaduais terão total autonomia na escolha? Afinal de contas seus projetos, quando da necessidade de assinatura do Governador do Estado, serão analisados pelo Procurador-Geral do Estado.

Por fim, apenas reafirmo que não pode um agente público que assinou um Decreto que redundou na abertura de um processo administrativo, ser interessado direto e participante desse processo administrativo. Nesses termos, o processo administrativo será considerado viciado, por conflito de interesses, podendo ser anulado.

Não entrarei aqui na questão de que o Impugnado, se eleito, não poderá julgar as contas do Governo do Estado pelo prazo de 4 anos, nos termos do Regimento Interno do Tribunal de Contas, e por pelo menos mais uns 3 anos também não poderá julgar as contas de Curitiba, por ter sido recentemente Procurador-Geral do Município. Sobrará pouco trabalho para ele nos próximos anos. Mas isso é uma questão político-administrativa a ser analisada pelos Deputados, e não jurídica.

– III –

DO PEDIDO

Em face do exposto, repetindo que não tenho nada pessoalmente contra o Impugnado, pelo contrário, requer-se:

  1. Que não seja homologada a candidatura do Impugnado;
  2. Que caso o meu requerimento principal seja negado, seja exigido pela Assembléia Legislativa que para a participação do Impugnado no processo de escolha, ele seja exonerado do cargo de Procurador-Geral do Estado, e que o Decreto 1.325/2011 seja reeditado sem a assinatura do Impugnado;

Pede Deferimento

Curitiba, 13 de maio de 2011

TARSO CABRAL VIOLIN

Advogado – OAB/PR 29.416

Veja as blogadas sobre o tema:

Sou candidato ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná

Votação na Assembléia para a escolha do Conselheiro do TCE/PR será secreta

Aberto o prazo para impugnações das candidaturas para Conselheiro do TCE/PR

Governo Beto Richa começou a ligar para os Deputados Estaduais pedindo voto para Ivan Bonilha na eleição para o TCE/PR

Impugnei hoje as candidaturas dos Deputados Nelson Garcia e Augustinho Zucchi para Conselheiro do TCE/PR

Não ao Código Florestal!

Hoje na Folha de S. Paulo