Vereador Paulo Salamuni será o novo presidente da Câmara Municipal de Curitiba

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O Vereador Paulo Salamuni (PV) será eleito em voto aberto amanhã como novo presidente da Câmara Municipal de Curitiba. Faltam pequenas definições sobre os demais membros da mesa diretora.

Não haverá bate-chapa.

Após importante renovação no poder Executivo de Curitiba, com o novo prefeito Gustavo Fruet (PDT-PT-PV), o Poder Legislativo curitibano também passará por modificações essenciais para a cidade.

Blog do Tarso está cobrindo a posse de Gustavo Fruet e Mirian Gonçalves

Via twitter e facebook, na Câmara Municipal de Curitiba e de bicicleta até a prefeitura.

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Retrospectiva 2012 do Blog Lado B. Imperdível!

Clique na imagem para ver a imperdível Retrospectiva do Blog Lado B

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Há dez anos Lula e o PT assumiam o poder para mudar o Brasil

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Há 10 anos Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, tomava posse como Presidente da República. O primeiro trabalhador que se transformou em presidente. Foi eleito com o discurso da esperança contra o medo, e transformou um Brasil em baixa, com miséria, Administração Pública desestruturada, economia em frangalhos, após uma desastrosa gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em um país com milhões de pessoas que saíram da miséria, milhões de pobres que foram para a classe-média, uma potência econômica, uma nação reconhecida internacionalmente, com o direito de organizar uma Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, o fim das privatizações e do neoliberalismo, com uma Polícia Federal e um Ministério Público independentes que desestruturaram esquemas criminosos, entre diversas outras melhorias.

Oito anos de Lula e mais dois anos com a presidenta Dilma Rousseff (PT) mudaram o país, para melhor!

Um feliz 20PT!

 

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Mesmo se estiver garoando a bicicletada com Gustavo Fruet ocorrerá

O Blog do tarso já está preparado para a bicicletada com Gustavo Fruet

O Blog do Tarso já está preparado para a bicicletada com Gustavo Fruet

O prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), e sua vice Mirian Gonçalves (PT), tomarão posse na Câmara Municipal às 16h. Às 17h, mesmo com garoa, ocorrerá uma bicicletada com Fruet entre a Câmara e a prefeitura de Curitiba, onde às 18h ocorrerá a transmissão de cargo.

A bicicletada não ocorrerá apenas se estiver ocorrendo um dilúvio às 17h.

Mas a previsão é de que não esteja chovendo!

Até lá!

O mensalão, as elites e o povo – Luiz Carlos Bresser-Pereira

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Depois do fracasso da aventura neoliberal, as elites se prendem ao velho moralismo liberal

O fato político de 2012 foi o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal do processo do mensalão e a condenação a longos anos de prisão de três líderes do Partido dos Trabalhadores com um currículo respeitável de contribuições ao país.

O que significou, afinal, esse julgamento? O início de uma nova era na luta contra a corrupção no Brasil, como afirmaram com tanta ênfase elites conservadoras, ou, antes, um momento em que essas elites lograram afinal impor uma derrota a um partido político que vem governando o país há dez anos com êxito?

Havia um fato inegável a alimentar o processo e suas consequências políticas. O malfeito, a compra de deputados e o uso indevido do dinheiro público existiram. Mas também é inegável que, em relação aos três principais líderes políticos condenados, não havia provas suficientes -provas que o direito penal brasileiro sempre exigiu para condenar. O STF foi obrigado a se valer de um princípio jurídico novo, o domínio do fato, para chegar às suas conclusões.

Se, de fato, o julgamento do mensalão representou grande avanço na luta pela moralidade pública, como se afirma, isso significará que a Justiça brasileira passará agora a condenar dirigentes políticos e empresariais cujos subordinados ou gerentes tenham se envolvido em corrupção. Acontecerá isso? Não creio.

Como explicar que esse julgamento tenha se constituído em um acontecimento midiático que o privou da serenidade pública necessária à justiça? Por que transformou seu relator em um possível candidato à Presidência (aquele, na oposição, com maior intenções de votos segundo o Datafolha)? E por que, não obstante sua repercussão pública, o Datafolha verificou que, se a eleição presidencial fosse hoje, tanto Dilma Rousseff quanto o ex-presidente Lula se elegeriam no primeiro turno?

Para responder a essas perguntas é preciso considerar que elites e povo têm visão diferente sobre a moralidade pública no capitalismo.

Enquanto classes dominantes adotam uma permanente retórica moralizante, pobres ou menos educados são mais realistas. Sabem que as sociedades modernas são dominadas pela mercadoria e pelo dinheiro.

Ou, em outras palavras, que o capitalismo é intrinsecamente uma forma de organização econômica onde a corrupção está em toda parte. O Datafolha nos ajuda novamente: para 76% dos brasileiros existe corrupção nas obras da Copa.

Hoje, depois do fracasso da aventura neoliberal no mundo, as elites, inclusive a classe média tradicional, estão desprovidas de qualquer projeto político digno desse nome e se prendem ao velho moralismo liberal.

Já os pobres, pragmáticos, votam em quem acreditam que defende seus interesses. Não acreditam que elites e o país se moralizarão, mas, valendo-se da democracia pela qual tanto lutaram, votam nos candidatos que lhes inspiram mais confiança.

Não concluo que a luta contra a corrupção seja inglória. Ela é necessária, e sabemos que quanto mais desenvolvido, igualitário e democrático for um país, mais altos serão seus padrões morais. Terem havido condenações no julgamento do mensalão representou avanço nessa direção, mas ele ficou prejudicado porque faltou serenidade para identificar crimes e estabelecer penas.

Ontem, na Folha de S. Paulo

Lei dos meios – Vladimir Safatle

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Nas últimas semanas, a Argentina voltou ao noticiário brasileiro devido aos imbróglios relativos à aplicação da chamada “Lei dos meios”, responsável pela nova regulamentação dos serviços de comunicação. Alguns viram, no caráter antimonopolista da Lei, a expressão de uma sanha estatal visando limitar a liberdade de expressão, principalmente devido à arquirrivalidade entre o governo Kirchner e o maior grupo de mídia do pais: o grupo Clarín.

No entanto, há um debate importante que deve ser feito de maneira desapaixonada. Ele passa pela resposta à pergunta: “Precisamos ou não de leis que restrinjam a concentração da propriedade de canais de comunicação?”. Ou seja, podemos afirmar que a concentração da mídia não afeta necessariamente o funcionamento da democracia? Continuar lendo

Charge: ano novo, pessoas melhores?

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Otimismo:

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O fato de um homem ser muito preparado não implica em que ele seja bom político; creolina também é preparada e limpa latrina

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De Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto), divulgado por Emir Sader

Gustavo Fruet anuncia mais cinco secretários

Após anunciar dia 17 a maioria dos seus secretários (currículos), o prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT-PT-PV), segue anunciando nomes do primeiro escalão da administração municipal. Assim como nas indicações anteriores, a escolha dos novos secretários levou em consideração a capacidade técnica, conhecimento da área e articulação política.

“Curitiba cresceu muito nos últimos anos e a qualidade dos serviços públicos acabou não acompanhando o aumento da demanda. Nossa prioridade é justamente regatar a qualidade dos serviços prestados a população. Por isso, as indicações políticas estão em segundo plano. Estamos priorizando a capacidade técnica na montagem da equipe”, explica o prefeito eleito.

Para comandar a COHAB, Fruet optou por um funcionário com 23 anos de carreira na Caixa Econômica Federal, que hoje é o banco responsável pelas principais linhas de crédito habitacional. A indicação de Ubiraci Rodrigues tem o objetivo de facilitar a negociação de novos financiamentos, ampliando o atendimento às famílias de baixa renda. Ubiraci atualmente é o responsável pela construção civil para a região Sul do Brasil.

Mais uma vez, Fruet aposta na valorização dos servidores ao escolher um nome do quadro próprio para comandar a Secretaria de Urbanismo. Reginaldo Cordeiro é servidor da SMU desde 1983.

Para enfrentar os desafios da Secretaria de Trânsito, o escolhido por Fruet é presidente do CREA e coordenador do curso de Engenharia da PUC-PR. Joel Krüger tem experiência na área de Engenharia de Trânsito e Transportes, com ênfase em planejamento e organização de sistemas de transportes, atuando principalmente nas áreas de mobilidade urbana, trânsito e acessibilidade. Já foi diretor do Departamento de Infraestrurutra de Tráfego da Prefeitura entre 1986 e 1988.

Na secretaria de Governo, o prefeito eleito contará com o advogado Ricardo Mac Donald, que tem grande experiência na articulação política, tendo inclusive exercido a função de chefe de gabinete de Maurício Fruet de 1983 a 1985.

O secretário de Esporte e Lazer, Aluisio de Oliveira Dutra Junior é atleta e empresário. Praticante de um esporte ainda em desenvolvimento no país, Aluisio conhece as dificuldades e necessidades do setor.

Mais nomes do primeiro escalão da equipe de Gustavo Fruet serão anunciados nos próximos dias. Amanhã Fruet e sua vice, Mirian Gonçalves (PT), tomam posse na Câmara Municipal às 16h e assumem o cargo na prefeitura de Curitiba às 18h. Fruet, secretários e cidadãos vão de bicicleta da Câmara para a prefeitura. Veja o currículo de cada um da equipe: Continuar lendo

Charge: juventude na luta

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Veja ainda as outras charges da série imperdível do cartunista Benett:

Charge do Benett: juventude e a ditadura militar

Charge: juventude e o golpe militar

Charge do dia: juventude hoje

Gustavo Fruet, o paranaense do ano de 2012

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Vários paranaenses se destacaram em 2012, seja na política, cultura, mercado, etc. Mas a advogado, ex-deputado federal e prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), é o escolhido como o paranaense do ano de 2012. Fruet teve coragem de sair do PMDB e depois do PSDB quando verificou não ter mais espaço. Com uma campanha modesta e sem precisar ”vender a alma ao diabo”, conseguiu se eleger prefeito em uma coligação com poucos partidos (PDT-PT-PV), contra um candidato com campanha milionária, dezenas de partidos em sua coligação e apoio da máquina municipal e estadual, e contra outro candidato também com campanha milionária e com uma TV e pai famoso na sua campanha. Conseguiu vencer um grupo que estava há 24 anos no poder, prometendo mudanças, com responsabilidade, e mais transparência na prefeitura de Curitiba. Pela importância do cargo e da capital, Fruet é o paranaense do ano de 2014.

Mirian Gonçalves, a mulher paranaense do ano de 2012

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Várias paranaenses se destacaram em 2012. A senadora licenciada e ministra da Casa Civil, a “Dilma da Dilma”, Gleisi Hoffmann (PT), a vereadora de Curitiba que se destacou na Câmara Municipal de Curitiba nas investigações ao ex-presidente João Cláudio Derosso, Professora Josete (PT), a próxima presidenta da Fundação de Ação Social de Curitiba – FAS, Márcia Oleskowski Fruet, esposa de Gustavo que foi fundamental em sua campanha. Outras paranaenses também se destacaram em todo estado, na política, cultura, mercado, etc.

Mas a advogada e primeira vice-prefeita eleita de Curitiba de todos os tempos é a considerada paranaense do ano de 2012. Mirian, mesmo nunca participando de uma eleição para cargo público, venceu a eleição direta interna dentro do seu Partido dos Trabalhadores, vencendo a presidenta do PT Municipal, Roseli Isidoro, para ser a escolhida como vice de Gustavo Fruet (PDT). Depois foi a responsável por unir o PT, desde as alas da esquerda até o centro, em apoio ao Fruet no primeiro e segundo turno.

Por sua importância na eleição e por seu preparo na área do Trabalho, Mirian foi escolhida como a Secretária Municipal do Trabalho e Emprego.

Mirian é paulista mas escolheu o Paraná e Curitiba para estudar e trabalhar e, por isso, foi escolhida como a paranaense do ano de 2012.

Vamos de bicicleta da Câmara até a Prefeitura de Curitiba na posse de Gustavo Fruet?

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Veja o trajeto, clique aqui.

16h – Posse na Câmara Municipal de Curitiba

17h – Percurso de bicicleta até a Prefeitura de Curitiba (use capacete)

18h – Transmissão do cargo na sede da Prefeitura de Curitiba

Não é desta vez que Luciano Ducci vai trabalhar. Conseguiu licença da secretaria de saúde, que negou para outra servidora por “falta de pessoal”

Luciano Ducci. Foto de Tarso Cabral Violin

Luciano Ducci. Foto de Tarso Cabral Violin

Hoje no Blog do Esmael Morais

Médico Luciano Ducci pede licença de dois anos da prefeitura

O médico pediatra Luciano Ducci, que deixará o cargo de prefeito de Curitiba na próxima terça-feira, dia 1º de janeiro, pediu licença sem vencimentos da Secretaria de Saúde pelo período de dois anos. É o que revela a portaria nº 2.661, da Secretaria Municipal de Recursos Humanos, assinada no último dia 26 de dezembro pelo diretor Valério Krause. Até tudo bem, nada de mais.

O prefeito se afastará da função de médico para fazer política. Ele foi escalado pela direção nacional do PSB para organizar a agremiação nos estados do Sul (relembre aqui).

O diabo é que a nutricionista Anabelle Retondario não teve a mesma sorte do prefeito Ducci. O pedido para seu afastamento da mesma Secretaria da Saúde foi negada pela Secretaria Municipal de Recursos Humanos sob a alegação de “falta funcionários” na área. Ela teve que pedir exoneração do cargo que tinha na prefeitura para fazer mestrado em Segurança Alimentar e Nutricional.

“Deduz-se que todas as Unidades de Saúde estão com suas vagas de médico preenchidas”, protesta Anebelle.

“Quando pedi reconsideração do meu processo expliquei tudo que seria feito no mestrado e na dissertação que desenvolverei, além de ter expressado minha vontade de continuar na prefeitura após o término do curso, tendo em vista que sempre gostei da minha função junto a esta secretaria (tenho inclusive uma ‘avaliação de competências’ da minha chefia, do mesmo mês que exonerei), desenvolvendo minhas atividades com muita competência e comprometimento”, relata em um e-mail a nutricionista.

Charge do Benett: juventude e a ditadura militar

Charge de Benett hoje na Gazeta do Povo

Charge de Benett hoje na Gazeta do Povo

Veja ainda as outras charges da série imperdível:

Charge: juventude e o golpe militar

Charge do dia: juventude hoje

 

Cassio Taniguchi não tem nada a dizer para Gustavo Fruet

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Cassio Taniguchi (DEMO) é ex-prefeito de Curitiba entre 1997 e 2004 (criou o não transparente ICI – Instituto Curitiba de Informática), ex-secretário de planejamento do governo de Jaime Lerner (ex-PFL), ex-secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal, na gestão de José Roberto Arruda (ex-DEMO, governador do DF com suspeita de envolvimento em grande esquema de corrupção, conhecido como mensalão do DEM, quando foi preso, sendo o primeiro governador do Brasil a ser encarcerado durante o mandato e perdeu seu mandato), atual secretário de planejamento do governo Beto Richa (PSDB) e atual presidente do Conselho de Administração da Celepar – Companhia de Informática do Paraná. Ele já foi considerado culpado por crime de responsabilidade pelo STF.

De todos os ex-prefeitos de Curitiba contactados pela Gazeta do Povo, foi o único a não querer colaborar com a reportagem com qualquer declaração ou conselho ao prefeito eleito Gustavo Fruet (PDT).

Saul Raiz (prefeito biônico escolhido pela ditadura militar entre 1975 e 1979) pediu mais planejamento e criticou o IPPUC (que foi administrado nos últimos anos por Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi).

Jaime Lerner (escolhido duas vezes como prefeito biônico pela ditadura militar em 1971-74, 1979-1983 e eleito na campanha dos 12 dias contra Mauricio Fruet em 1989-1993) aconselhou Fruet a deixar de pensar a cidade apenas para o automóvel, aumentar a autoestima do curitibano entre outros conselhos.

O senador Roberto Requião (1986-1989) não quis dar conselho, mas espera que Fruet cumpra a promessa de campanha de aumentar em 30% o orçamento da educação.

Rafael Greca (1993 a 1996) foi incisivo contra as privatizações/terceirizações das gestões de Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi e criticou o ICI:

“A terceirização excessiva é a moléstia que torna fracos os governos, consumindo sua capacidade de investir no que é novo. Deus o ajude nesse trabalho, senão será um prefeito pobre. Será feliz se não deixar o Instituto Curitiba de Informática mandar nele.”

Beto Richa (2005-2010) não quis dar conselho, apenas elogiou Gustavo, no sentido e que ele “tem todas as condições, está preparado, é competente para cumprir um bom mandato na capital”. Por que ele não apoiou Fruet então?

Como diz a Legião Urbana: “Fala demais por não ter nada a dizer.” Veja a letra completa de “Índios” e o vídeo no Youtube: Continuar lendo

Dez anos de avanços – Dilma Rousseff

Brazil's President Dilma Rousseff blows a kiss to the public while giving a speech in front of Planalto Palace in Brasilia

Hoje na Folha de S. Paulo

O desafio para os próximos anos é, simultaneamente, acabar com a miséria extrema e ampliar a competitividade da economia do nosso país

Os dez anos de governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores marcam a incorporação de uma nova agenda para o Brasil.

O combate à desigualdade social passou a ser uma política de Estado, e não mais uma ação emergencial. Os governos do presidente Lula e o meu priorizaram a educação, a saúde e a habitação para todos, a retomada dos investimentos públicos em infraestrutura e a competitividade da economia.

Na última década, raros são os países que, como o Brasil, podem se orgulhar de oferecer um futuro melhor para os seus jovens. A crise financeira, iniciada em 2007, devastou milhões de empregos e esperanças no mundo desenvolvido.

No Brasil, ocorreu o contrário. Cerca de 40 milhões de pessoas foram incorporadas à chamada nova classe média, no maior movimento de ascensão social da história do país. A miséria extrema passou a ser combatida com uma ação sistemática de apoio às famílias mais pobres e com filhos jovens.

Através do programa Brasil Carinhoso, somente em 2012 retiramos da pobreza extrema 16,4 milhões de brasileiros. Entre 2003 e 2012, a renda média do brasileiro cresceu de forma constante e a desigualdade caiu ano a ano. Nesta década, foram criados, sem perda de direitos trabalhistas, 19,4 milhões de novos empregos, sendo 4 milhões apenas nos últimos dois anos.

Reconhecer os avanços dos últimos dez anos significa também reconhecer que eles foram construídos sobre uma base sólida. Desde o fim do regime de exceção, cada presidente enfrentou os desafios do seu tempo. Eles consolidaram o Estado democrático de Direito, o funcionamento independente das instituições e a estabilidade econômica.

Acredito que os futuros governos tratarão como conquistas de toda a população nossos programas de educação -como o Pronatec, de formação técnica, o ProUni e o Ciência Sem Fronteiras- e de eficiência do Estado -como os mecanismos de monitoramento de projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a transparência na prestação de contas da Lei de Acesso à Informação.

O Brasil que emerge dos últimos dez anos é um país mais inclusivo e sólido economicamente. O objetivo do meu governo é aprofundar estas conquistas.

O desafio que se impõe para os próximos anos é, simultaneamente, acabar com a miséria extrema e ampliar a competitividade da nossa economia. O meu governo tem enfrentado estas duas questões. Temos um compromisso inadiável com a redução da desigualdade social, nossa mancha histórica.

Ao longo de 2012, lançamos planos de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, que abrem as condições para um novo ciclo virtuoso de investimento produtivo. Reduzimos a carga tributária, ampliamos as desonerações na folha de pagamento e, em 2013, iremos baratear a tarifa de energia.

São medidas fundamentais para aumentar a competitividade das empresas brasileiras e gerar as condições de um crescimento sustentável.

Iremos aproveitar a exploração do pré-sal para concentrar recursos na educação, que gera oportunidades para os cidadãos e melhora a qualificação da nossa força de trabalho.

É a educação a base que irá nos transformar em um país socialmente menos injusto e economicamente mais desenvolvido. Um Brasil socialmente menos desigual, economicamente mais competitivo e mais educado. Um país que possa continuar se orgulhando de oferecer às novas gerações oportunidades de vida cada vez melhores. Um país melhor para todos.

Tenho certeza que estamos no rumo certo.

DILMA ROUSSEFF, 65, economista, é presidente da República desde janeiro de 2011

Evo Morales nacionaliza empresa espanhola na Bolívia

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, exerceu seu direito soberano e decretou neste sábado a desapropriação das ações da companhia espanhola Iberdrola em duas distribuidoras de energia elétrica no país e em uma empresa de serviços e uma gestora de investimentos.

Evo prometeu uma justa remuneração e tratamento respeitoso com a empresa espanhola e justificou a nacionalização para uma distribuição igualitária dos serviços públicos. Para se ter uma percepção, na área rural de La Paz os cidadãos pagam mais do que o dobro do que se paga na área urbana da capital.

A estatal Empresa Nacional de Eletricidade – ALI é que fará a análise da indenização. O governo prometeu estabilidade aos trabalhadores das empresas desapropriadas. Evo já havia expropriado em 2010 as ações de quatro empresas geradoras de eletricidade. Os conservadores neoliberais de direita do país se manifestaram contrários à medida de Evo.

No Brasil, no Estado do Paraná, o ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL) tentou privatizar a Copel, mas após grandes manifestações sociais contrárias, inclusive com ações populares no Poder Judiciário, desistiu do absurdo. No Rio de Janeiro a Light foi privatizada e até hoje há explosões de bueiros e apagões pela ineficiência da iniciativa privada no setor.

Requião, Beto Richa e a TV Pública

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O ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL) quase acabou com a TV Educativa, com desmantelamento e terceirizações. O então governador Roberto Requião (PMDB) cumpriu com a Constituição da República e reestruturou a TV com uma programação própria e de qualidade. Toda terça-feira de manhã ocorria a Escola de Governo, chamada de Escolhinha, na qual a cada dia um secretário ou presidente de entidade da Administração Pública indireta prestava contas de suas atuações para o governador e para o povo paranaense, e era televisionada pela TV Educativa para toda a América. No evento semanal também havia a apresentação de palestras de intelectuais e políticos de renome brasileiro.

Requião aproveitava o espaço para fazer suas críticas contra Lerner e seu grupo político, que quase privatizou o Paraná e desestruturou o Poder Público paranaense com a implementação do neoliberalismo-gerencial. Requião cortou os gastos de publicidade governamental com dinheiro público, dinheiro que acabava indo para a TV RPC/Globo, Gazeta do Povo e velha mídia do estado. Com isso Requião não tinha espaço na velha mídia para divulgar as suas políticas públicas.

Até hoje Requião responde ações propostas pelo Ministério Pública contra a importante atuação política que fazia na TV Educativa, para a discussão de políticas públicas e ideologias.

O atual governador Beto Richa (PSDB) faz diferente. Acabou com as reuniões televisionadas das terças-feiras, que aumentavam a transparência e controle social do governo e despejou milhões de reais aos canais de TV privados e jornais. Assim, concede entrevistas na RPC/Globo e demais canais de TV privados nas quais não há qualquer questionamento dos entrevistadores. São entrevistas travestidas de propaganda paga com dinheiro público.

O pior é que Beto Richa faz isso também com a e-Paraná (antiga TV Educativa), como por exemplo em uma entrevista que acabei de ver na TV Pública onde a entrevistadora não faz perguntas, mas apenas levanta assuntos com perguntas pré-ajustadas para que o governador pareça ser preparado e para que o governo pareça que existe. Tudo simulação. Ao invés de discutir questões de interesse público na TV Pública, Beto Richa vendeu espaço na TV Pública para a Assembleia de Deus.

Mas esse tipo de atuação não é questionada pelo Ministério Público e muito menos pelo Tribunal de Contas do Paraná.

Por favor 2014, chega logo!

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