Mulheres na bancada do JN: Globo se orgulha por algo que até o SBT fez há muitos anos

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O Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão acaba de informar que as duas apresentadoras de hoje, Patrícia Poeta e Sandra Annenberg, são as duas primeiras mulheres a apresentarem o telejornal, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Seria isso um motivo de orgulho?

Não me lembro de isso já ter ocorrido em períodos mais antigos, mas no mínimo, o SBT já fez isso no início dos anos 2000.

As ex-participantes do reality show Casa os Artistas, a modelo Analice Nicolau e a jornalista Cynthia Benini, que já haviam feito ensaios sensuais, apresentavam o Jornal do SBT.

Não vou discutir a má qualidade das apresentadoras da TV do Sílvio Santos, mas isso mostra que não há nada de inovação por parte da Globo em pleno ano de 2014.

Há algum tempo o próprio telejornal da Rede Record, “Fala Brasil”, era apresentado pelas âncoras Roberta Piza e Carla Cecato.

Não gosto das duas apresentadoras globais, mas sem dúvida elas são menos piores do que o Willian Bonner. Vamos lançar a campanha #NãoVoltaBonner?

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Presidenta Dilma Rousseff homenageia as mulheres na TV

Machismo faz mal à saúde. Viva o dia internacional da mulher!

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Dia 13 lançamento do livro Discricionaridade Administrativa em Curitiba

Convite lançamento

Lula em Curitiba para apoiar Gleisi Governadora do Paraná

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Curitiba na próxima sexta-feira (14) para participar de um encontro estadual com a primeira senadora do Paraná, Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao governo do Paraná. Também estarão presentes o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, vices, vereadores e lideranças políticas de todas as regiões do Paraná, do PT e partidos aliados. O evento será realizado no Buffet Imperial, em São José dos Pinhais, a partir das 17 h.

O Blog do Tarso estará presente no evento.

Encontro estadual com Lula e Gleisi
Data: 14 de março (sexta-feira)
Horário: 17 horas
Local: Buffet Imperial – Av. das Torres, 2500 – São José dos Pinhais – See more at: http://www.pt-pr.org.br/noticias/13/12959/encontro-estadual-com-lula-e-gleisi-na-proxima-sexta-feira-em-curitiba#sthash.4JkHKHK8.dpuf

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Happy in Curitiba City

Pedágio. O que o governo esconde com as PPPs

No Blog do Cícero Cattani

Por Fábio Theóphilo

8 milhões por mês – ou 95 milhões por ano – reajustado todo ano conjuntamente com o preço do pedágio – durante 30 anos. É isso que o Estado do Paraná quer pagar à concessionária que assumir a PR-323. O nome desse recurso público: contraprestação adicional à tarifa – CAT.

Detalhe: não conta nesse repasse a arrecadação de pedágio estimada para as 4 praças eestimada em 13 milhões de reais por mês. Outro detalhe: nos primeiros 5 anos os 95 milhões servirão para duplicar a rodovia e, quando a rodovia estiver duplicada, a concessionária ainda fará jus a 95 milhões pelos 25 anos restantes do contrato. Negócio bom esse, hein?

Somando 8 do Estado mais 13 do pedágio, a concessionária terá uma receita de 21 milhões por mês durante 30 anos, só para manter a rodovia! Está lá no Edital de licitação de forma clara.

Faço ainda indagações de quem já sente “na pele” o ônus do pedágio existente no Paraná: Será que uma empresa necessita de 21 milhões (8 só do Estado) por mês para manter 215 Km de rodovia (que será duplicada e paga pelo Estado)? Quantas empresas no Paraná faturam 21 milhões por mês?

O pedágio a R$4,20 é outra enganação. O cálculo que se usa é o custo a cada 100 km. Com uma praça a cada 50 Km em média, teremos um pedágio que na verdade “nascerá” custando R$8,40, fora os reajustes anuais, o que rapidamente elevarão esse preço comparável ao dos pedágios existentes.

Despolitizando a questão, a população precisa entender que a causa é boa e mais do que justa – a duplicação da PR-323 melhorando a vida das pessoas do noroeste do Paraná – mas a forma como estão fazendo, isso sim é um atentado, um escândalo, como nunca se viu.

Querem fazer mais 3 dessas PPP’s no Paraná, uma delas na PR-445 em Londrina.

O Estado omite e abafa a questão e precisa responder com transparência e clareza o que realmente interessa saber – quanto a concessionária vai faturar com o pedágio, por ano e por mês? E: Por que o Estado necessita repassar mais 8 milhões por mês para a concessionária? Qualquer resposta e coisa que se diga e que não responda objetivamente a essas duas questões importantíssimas é balela.

Está respondido acima e presente no Edital e anexos. O Governo faz uma “cortina de fumaça” para enganar e ludibriar o povo, de que isso é uma coisa boa, de que a estrada vai ser duplicada, de que terá socorro médico/mecânico e de que se cobrará pedágio depois de duplicado. Usam o nome pomposo de Parceria Público Privada ou PPP. Parece muito chamativo e interessante a proposta mas não responde as questões importantes acima.

O Governo ainda usa como artifício para confundir a opinião pública termos complexos e que fogem do conhecimento da população em geral, como por exemplo “aporte de recursos” e “contraprestação adicional à tarifa”, dentre outros.

Ludibriam ainda quando dizem que na parceria público privada a empresa vai investir 7 bilhões na rodovia. O valor é esse mesmo, mas no Edital não consta uma linha que diga que a concessionária vai investir recursos próprios.

Na realidade, a empresa nada investirá, e será mera “atravessadora/repassadora” de recursos, arrecadando o pedágio – repito 13 milhões por mês – retirando seu lucro que não deve ser pouco e investindo na manutenção da rodovia duplicada durante 25 anos. Claro, e ainda recebendo todo mês mais 8 milhões do Estado (totalizando 21 milhões de reais).  Quem investirá na manutenção na realidade será o motorista que pagar o pedágio e, indiretamente, todos os paranaenses quando o Estado repassar 95 milhões por ano.

Só para se ter uma idéia do que isso representa, o orçamento da Secretaria da Cultura do Paraná para todo o ano de 2014 é de 98 milhões de reais por ano, da Secretaria do Estado do Esporte e Turismo é de 55 milhões por ano e o do IAPAR é de 106 milhões por ano.

Ainda, com os 21 milhões por mês seria possível duplicar (a 3 milhões o km duplicado), 7 km de rovodia por mês,  84 Km em um ano, 840 Km em 10 anos, 2.520 Km de rodovia ao longo dos 30 anos do contrato. Deixando pela metade, esse recurso seria suficiente para duplicar mais de 1.300 Km de rodovia e ainda sobraria uma “montanha” de dinheiro para manter a estrada.

Portanto, a solução pontual dessa PPP não resolve o problema como um todo e traz, além do mais, indícios fortíssimos de sobrepreço (popularmente chamado de superfaturamento) e deve ser abortada imediatamente, para o bem das já combalidas finanças do Estado do Paraná.

Aliás, a sociedade clama por participar de decisões importantes para a busca de uma solução real de nossos “gargalos”, que não pode ficar restrita a meia dúzia de burocratas de alta patente, além do Governador.

(*)Fábio Chagas Theophilo, Advogado formado pela UEL; Pós Graduado em Direito da Economia e da Empresa – FGV – Rio de Janeiro; Pós Graduado em Direito pela Escola da Magistratura do Paraná – EMAP; Mestre em Direito pela Western University, Canadá.

Veja documentário inédito de Oliver Stone sobre Hugo Chávez

Documentário inédito no Brasil “Mi amigo Hugo” (Meu Amigo Hugo), do diretor estadunidense consagrado Oliver Stone, vencedor de vários Oscars, com produção da teleSUR, televisionado ontem na Venezuela (05.03.2014) em cadeia nacional.

Oliver Stone é um dos maiores cineastas vivos, com filmes em seu currículo como Platoon, Wall Street, Talk Radio, Nascido em 4 de Julho, The Doors e JFK.

Em 2009 ele fez o documentário Ao Sul da Fronteira, sobre os grandes líderes latinoamericanos, entre eles Hugo Chávez e Lula.

Seu filme Platoon (1986) venceu o Oscar como melhor filme do ano.

Venceu o Oscar na categoria de melhor diretor por Platoon (1986) e Nascido em 4 de Julho (1989), e na de melhor roteiro adaptado por O Expresso da Meia-Noite (1978).

Recebeu duas indicações na categoria de melhor filme por Nascido em 4 de Julho (1989) e JFK – A Pergunta que Não Quer Calar (1991).

Assista também Ao Sul da Fronteira:

Fogo amigo: comissionados fantasmas ligados à familia Richa são demitidos do Porto do Paranaguá

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Um assessor de um político de alto coturno do governo Beto Richa (PSDB) acabou de informar ao Blog do Tarso que comissionados fantasmas do Porto de Paranaguá, que usavam dedos de silicone, ligados aos secretários Pepe Richa e Fernanda Richa, respectivamente irmão e esposa do governador Beto Richa (PSDB), foram exonerados.

Ganhavam dinheiro público para não trabalhar.

É o típico fogo-amigo de final de governo desastroso. Os antigos aliados do governador do Paraná estão abandonando o barco que está a deriva.

Enquanto isso Beto Richa está na Disney.

Por favor outubro de 2014, chega logo.

Não haverá golpe no Brasil

Não tenho o dom de prever o futuro, mas a história pode nos ajudar a não nos surpreendemos com o por vir.

Não vejo no atual cenário do Brasil uma situação nem mesmo parecida com o que ocorreu no país em períodos golpitas contra os presidentes populares Getúlio Vargas e João Goulart.

Também não vejo o Brasil em situação semelhante ao que ocorreu recentemente em Honduras, no Paraguai e o que vem ocorrendo na Ucrânia e Venezuela.

A democracia brasileira é mais consolidada do que nos países supracitados.

A sociedade civil organizada no Brasil existe de fato, o que transforma o Brasil em uma sociedade ocidental no sentido gramsciano da palavra.

Não vivemos um período de guerra fria com o antagonismo capitalismo X comunismo.

Os governos petistas de Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014) souberam lidar melhor com as elites econômicas, com os Estados Unidos da América e com os militares do que os governos de Vargas e Jango. Ou seja, fizeram mais concessões para o grande capital e para alguns interesses corporativos dos militares.

Por mais que poucos milhões de brasileiros queiram um golpe de Estado e uma ditadura no Brasil, esses milhões não superam os mais de 150 milhões de brasileiros que não aceitariam o fim da democracia em construção no Brasil.

Sim, há imbecis na internet e nas ruas que querem o golpe, nos moldes do primeiro de abril de 1964. Mas é um número reduzido se comparado aos brasileiros que apoiam a presidenta Dilma ou que, mesmo sendo oposição, não querem um golpe.

Não há perigo de golpe. Mas é possível que a Rede Globo, a Revista Veja, o SBT, a Folha de S. Paulo, a Band, o Estado de S. Paulo, se unam com a oposição de direita com partidos como PSDB, DEMO, PPS e PSB, para criar um clima de crise institucional no Brasil, o que pode dificultar uma vitória de Dilma ainda no primeiro turno em outubro de 2014.

O Brasil vai bem na economia. O Brasil vai bem no social. O Brasil vai bem no futebol.

Vai ter copa.

Vai ter eleição.

Não vai ter golpe.

Não haverá ditadura!

Advogados sem defesa

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Na Carta Capital

A repressão sobre a atuação dos defensores

por Piero Locatelli

A imagem de manifestantes e jornalistas agredidos tem se repetido e se banalizado desde junho do ano passado. Enquanto continuam a sofrer abusos policiais e prisões arbitrárias, os advogados tornam-se um alvo cada vez mais comum durante protestos, acuados pela Polícia Militar, pela mídia e até por integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil. Continuar lendo

Unidos da Tijuca, que homenageou o corinthiano Ayrton Senna, é a campeã do carnaval do Rio

A escola de samba Unidos da Tijuca, que homenageou o corinthiano Ayrton Senna, foi a campeã do carnaval do Rio de Janeiro em 2014

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Mais médicos, menos falácias

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE

Hoje na Folha de S. Paulo

Um contrato como o que Cuba assinou com o Brasil serve para garantir a sobrevivência de centenas de milhares de indivíduos daquele país

O eminente jurista Ives Gandra acusa Cuba e o Brasil de serem responsáveis pela condição que classifica como de escravatura do contrato que rege o programa do governo federal Mais Médicos (“O neoescravagismo cubano”, 17/2).

Sua argumentação exclusivamente burocrática ignora as condições em que Cuba se encontra. Para entendermos a realidade daquele país, comecemos por uma analogia.

Quando um país é ameaçado, o seu governo atribui a um grupo de cidadãos, voluntária ou compulsoriamente, a missão de defendê-lo. Essa é uma prática universal.

Com frequência, os salários desses soldados são insignificantes. Não obstante, se qualquer um se recusar a servir seu país, será considerado um criminoso.

Há mais de 50 anos, os Estados Unidos impuseram drásticas sanções econômicas contra Cuba, resultando na extrema pobreza daquele povo. Sua principal fonte de renda de então, a indústria de açúcar, perdeu competitividade e hoje está em frangalhos.

Para sobreviver e assegurar insumos vitais, tais como remédios, certos alimentos, combustíveis etc., conta Cuba quase que exclusivamente com a exportação de tabaco (charutos), rum e, intermitentemente, dos serviços prestados pelos seus médicos no exterior.

Podemos imaginar o quanto de renúncia do povo de um país pobre como Cuba significa custear a formação desses médicos.

Um contrato como esse que Cuba assinou com o Brasil não serve apenas para reduzir a miséria das famílias dos participantes do programa Mais Médicos, mas antes de tudo serve para garantir a sobrevivência de centenas de milhares de indivíduos daquele país.

Pergunto àqueles que argumentarem que os recursos provenientes do programa Mais Médicos vão para o bolso dos “opressores”, baseados exclusivamente em hipóteses, sem evidências concretas, se sua atitude não poderia ser enquadrada naquilo que os juristas chamam de difamação.

Se meia dúzia de médicos cubanos oportunistas se valeu desse subterfúgio para se refastelar nas praias da rica Miami, às custas de um programa ignóbil da potência americana, não deveríamos enaltecê-la, mas deplorá-la, pois apenas 1 em 1.000 traiu o seu compromisso com o Brasil e com o seu povo.

Quantos na sua própria família e em seu país vão sofrer por causa da fuga de cada inadimplente?

Apoiar esses poucos infensos não é apenas uma falta de percepção da questão social envolvida, mas é, antes de tudo, falta de humanidade.

Reduzir a questão do Mais Médicos a uma infringência burocrática ou, pior ainda, a um conflito partidário ou ideológico –o que certamente não é o caso do jurista– é uma indignidade.

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, 82, físico, é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha

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12 Anos de Escravidão venceu como melhor filme no Oscar 2014 mas Gravidade ganhou sete estatuetas

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O Oscar 2014, que premiou os melhores filmes de 2013 na visão da indústria estadunidense, acabou agora, e infelizmente foi censurado pela Rede Globo de Televisão, que não o televisionou. Poderia ter disponibilizado a exibição pelo menos na internet.

12 anos de Escravidão ganhou como melhor filme, e ainda melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante (Lupita Nyong’o).

Gravidade foi o grande vencedor da noite em número de estatuetas (sete): melhor diretor (o mexicano Alfonso Cuarón), melhor trilha sonora, melhor montagem, melhor fotografia, edição de som, mixagem de som, Efeitos visuais.

O terceiro maior ganhador da noite foi o filme Clube de Compras Dallas, com melhor maquiagem e cabelo, que também ganhou com Matthew McConaughey como melhor ator e Jared Leto como o ator coadjuvante.

O desenho Frozen da Disney ganhou melhor canção com Let it Go e melhor longa de animação.

O péssimo filme O Grande Gatsby ganhou Direção de Arte e Figurino.

A barbada Cate Blanchett ganhou como melhor atriz por Blue Jasmine.

O prêmio de melhor roteiro original ficou com Ela (Spike Jonze).

O melhor filme estrangeiro foi A Grande Beleza (Itália), do diretor Paolo Sorrentino.

O melhor documentário de longa-metragem foi A Um Passo do Estrelato.

O melhor do documentário de curta-metragem foi The Lady in Number 6.

O melhor documentário curta foi Helium.

O melhor curta de Animação foi Mr. Hublot.

O cineasta documentarista brasileiro Eduardo Coutinho, que fez um filme sobre Lula e os trabalhadores no período da ditadura (Peões), recentemente falecido, foi homenageado no Oscar.

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Venezuela e Ucrânia: algo em comum?

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Na Carta Maior

Venezuela e Ucrânia, portanto, têm sim algo em comum: sua importância do ponto de vista geoestratégico e energético para o mundo ocidental.

Por

“Venezuela e Ucrânia são situações absolutamente díspares”, ressaltou a Presidenta Dilma. Com toda razão. Entretanto, muito além de toda a disparidade que diferencia ambas as situações, algo há em comum: tanto Venezuela quanto Ucrânia consistem em alvos dos interesses geoestratégicos e energéticos da agressiva política externa norte-americana.

A Venezuela é palco de sucessivas tentativas de desestabilização de seu governo democraticamente eleito e socialmente orientado, desde a primeira eleição de Hugo Chávez. Cabe lembrar que, de acordo com a CEPAL, a Venezuela tornou-se após o chavismo o país com melhor distribuição de renda na América Latina. Como mesmo após a morte do líder a oposição saiu derrotada das urnas, o que resta é uma alternativa ilegítima impulsionada pelo governo norte-americano.

As motivações que levam ao intervencionismo são facilmente compreensíveis, já que se trata do país detentor das maiores reservas de petróleo do mundo (ainda que se trate de um petróleo pesado que exija alto custo de refinação), cuja situação geográfica situa-o como vizinho dos Estados Unidos, e que ao contrário de uma década atrás, hoje exporta grande parte de sua produção para a China. E lembre-se que a Venezuela de Chávez foi o único país latino-americano, na virada para o século XXI, a se opor à tentativa dos Estados Unidos de estender as diretrizes do Consenso de Washington por todo o continente, por meio da pretensa Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

A partir de então, a ascensão de vários governos pós-neoliberais na região permitiu mudar o acento para os processos de integração sul-sul, a exemplo do Mercosul e da Unasul, em lugar dos acordos de livre comércio com a potência hegemônica. O resultado foi um progressivo isolamento dos Estados Unidos em sua área de influência estratégica: a América Latina.

Por outro lado, a Ucrânia é um país de extrema relevância do ponto de vista estratégico, e o mais importante para a segurança da Rússia. Embora se pretenda que a situação seja simples, qual seja, uma maioria da população ucraniana ansiando integrar um bloco econômico em crise profunda, como a União Europeia, que mantém índices altíssimos de desemprego, e um presidente que pretende impedi-lo em prol de uma aliança com a Rússia, a crise tem raízes bem mais complexas que conta com a ingerência dos Estados Unidos.

Os objetivos da ingerência estadunidense na Ucrânia devem-se não apenas ao temor da retomada da influência russa no ex-espaço soviético, de que deriva o propósito de integrá-la à estrutura militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), como também se devem ao fortalecimento da Europa como interlocutor da Rússia em questões estratégicas (em detrimento da sempre presente intermediação dos Estados Unidos), ao medo de uma reaproximação entre Alemanha e Rússia, mas principalmente ao fator energético. Por óbvio, a Rússia não admitirá facilmente um governo pró-ocidental em um país estrategicamente fundamental para sua segurança. Desde a época da extinta União Soviética, mais de 80% do gás natural russo é transportado para a Europa pela Ucrânia.

Venezuela e Ucrânia, portanto, têm sim algo em comum: sua importância do ponto de vista geoestratégico e energético para o mundo ocidental, e o fato de terem desafiado, de diferentes formas, os rumos previstos pela hegemonia global.

(*) Larissa Ramina, Professora de Direito Internacional da UFPR e da UniBrasil.

Uma frase imensa – Janio de Freitas

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Uma frase imensa

Por Janio de Freitas, na Folha de S. Paulo de domingo

A sem-cerimônia com que Barbosa excede seus poderes só se compara à facilidade com que distribui insultos

“Foi feito para isso sim!”

Palavras simples, para uma frase simples. E, no entanto, talvez a mais importante frase dita no Supremo Tribunal Federal nos 29 anos desde a queda da ditadura.

Um ministro considerara importante demonstrar que determinadas penas, aplicadas pelo STF, foram agravadas desproporcionalmente, em até mais 75% do que as aplicadas a crimes de maior gravidade. Valeu-se de percentuais para dar ideia quantitativa dos agravamentos desproporcionais. Diante da reação temperamental de um colega, o ministro suscitou a hipótese de que o abandono da técnica judicial, para agravar mais as penas, visasse um destes dois objetivos: evitar o reconhecimento de que o crime estava prescrito ou impedir que os réus gozassem do direito ao regime semiaberto de prisão, em vez do regime fechado a que foram condenados.

Hipótese de gritante insensatez. Imaginar a mais alta corte do país a fraudar os princípios básicos de aplicação de justiça, com a concordância da maioria de seus integrantes, é admitir a ruína do sistema de Justiça do país. A função do Supremo na democracia é sustentar esse sistema, viga mestra do Estado de Direito.

O ministro mal concluiu a hipótese, porém, quando alguém bradou no Supremo Tribunal Federal: “Foi feito para isso sim!”. Alguém, não. O próprio presidente do Supremo Tribunal Federal e presidente do Conselho Nacional de Justiça. Ninguém no país, tanto pelos cargos como pela intimidade com o caso discutido, em melhor situação para dar autenticidade ao revelado por sua incontinência agressiva.

Não faz diferença se a manipulação do agravamento de pena se deu em tal ou qual processo, contra tais ou quais réus. O sentido do que “foi feito” não mudaria conforme o processo ou os réus. O que “foi feito” não o foi, com toda a certeza, por motivos materiais. Nem por motivos religiosos. Nem por motivos jurídicos, como evidenciado pela inexistência de justificação, teórica ou prática, pelos autores da manipulação, depois de desnudada pelo presidente do Supremo.

Restam, pois, motivos políticos. E nem isso importa para o sentido essencial do que “foi feito”, que é renegar um valor básico do direito brasileiro –a combinação de prioridade aos direitos do réu e segurança do julgamento– e o de fazê-lo com a violação dos requisitos de equilíbrio e coerência delimitados em leis.

Quaisquer que fossem os seus motivos, o que “foi feito” só foi possível pela presença de um fator recente no Supremo Tribunal Federal: a truculência. “O Estado de S. Paulo” reagiu com forte editorial na sexta-feira, mas a tolerância com a truculência tem sido a regra geral, inclusive na maioria do próprio Supremo. A sem-cerimônia com que o presidente excede os seus poderes e interfere, com brutalidade, nas falas de ministros, só se compara à facilidade com que lhes distribui insultos. E, como sempre, a truculência faz adeptos: a adesão do decano da corte, outrora muito zeloso de tal condição, foi agora exibida outra vez com um discurso, a título de voto, tão raivoso e descontrolado que pareceu, até no vocabulário, imitação de Carlos Lacerda nos seus piores momentos.

Nomes? Não fazem hoje e não farão diferença, quando acharmos que teria sido melhor não nos curvarmos tanto à truculência.

QUADRILHA

O resultado, na quinta-feira, da decisão do Supremo quanto à formação de quadrilha, não foi o noticiado 6 a 5 favorável a oito dos condenados no mensalão. Foi de 7 a 4. O ministro Marco Aurélio Mello adotou a tese de que era questão prescrita e reformou seu voto, que se somou aos dados, pela inocência dos acusados, de Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Derrotados com a formação de quadrilha foram Celso de Mello, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Joaquim Barbosa.

Congresso Internacional 50 Anos do Golpe

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Veja a entrevista de Requião com Joice Hasselmann

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O senador e ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), em entrevista para a minha amiga jornalista e blogueira Joice Hasselmann, criticou Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos e disse que o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) é bom, elogiou o prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT) e disse que Beto Richa (PSDB) não é bom nem para correr de Ferrari, e que quer ser presidente da República, mas se o PMDB quiser ele topa concorrer ao governo estadual.

Brasil tem o 3º maior crescimento econômico do mundo, maior que EUA, Alemanha e Inglaterra

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O ritmo de crescimento do PIB – Produto Interno Bruto do Brasil em 2013 é o terceiro maior do mundo, apenas perdendo para a China e Coreia do Sul.

Lembrando que nos dois países asiáticos não há tantos direitos dos trabalhadores e programas sociais como no Brasil, que nos últimos 11 anos se transformou em uma potência mundial.

China cresceu 7,7 pontos porcentuais, Coreia do Sul 2,8% e nosso querido país 2,3%, acima dos 1,9% de variação dos PIBs de África do Sul, Estados Unidos e Reino Unido e 0,4% da Alemanha.

O total de riquezas produzidas no Brasil foi de R$ 4,84 trilhões, informa o IBGE.

O PIB per capita ficou em R$ 24.065, apresentando uma alta, em volume, de 1,4%, em relação a 2012.

Beto Richa foi para a Disney?

Na Boca Maldita o assunto do momento é o destino de férias (mais uma) do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

Muitos informam que ele foi para a Disney, nos arredores de Orlando.

Foi aprender a governar com o Pateta?

Ver como elaborar políticas sociais com o Tio Patinhas?

Sobre a Controladoria foi tirar dúvidas com o Bafo de Onça e os irmãos Metralhas?

O discurso foi aprimorar com o Pato Donald?

Brincadeiras (ou não) a parte, é um absurdo que o governador tire novas férias, de mais 10 dias, em um período que talvez seja a maior crise do Estado do Paraná em todos os tempos.

Por favor outubro de 2014, chega logo!

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