Uma fonte do Blog do Tarso (de dentro da AL/PR) informa que o Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni, trocou funcionários de carreira por comissionados sem concurso. E os de carreira vão ficar em casa recebendo sem trabalhar, conforme o post Rossoni faz com que o Paraná seja motivo de chacota em todo o Brasil. A institucionalização dos fantasmas!
Arquivo do autor:Tarso Cabral Violin
Charge: Fruet fere o ninho tucano paranaense
Charge: PR, o Partido da República!
Rossoni faz com que o Paraná seja motivo de chacota em todo o Brasil. A institucionalização dos fantasmas!
Há poucos minutos no Jornal da Globo foi exibida matéria sobre os 69 servidores efetivos da Assembleia Legislativa do Paraná que ficarão em casa, sem trabalhar, e receberão seus vencimentos, apenas com um pequena diminuição nos valores.
O Presidente da AL/PR, Valdir Rossoni (PSDB), diz que não há como demiti-los por se tratarem de funcionários do quadro efetivo, que ingressaram no Legislativo por concurso público.
William Waack, o apresentador do Jornal da Globo, tirou sarro de Rossoni e disse que “a Assembleia Legislativa do Paraná criou o cargo de desocupado, funcionário que recebe sem trabalhar”.
Informo que mesmo os servidores estáveis podem ser demitidos, por sentença judicial transitada em julgado, processo administrativo com ampla defesa, procedimento de avaliação periódica com ampla defesa (art. 41, § 1º, da Constituição da República), ou excesso de despesa com pessoal (art. 169 da Constituição da República).
O art. 41 da Constituição determina que se extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo. Mas se ficar claro que ele não será mais aproveitado, entendo que ele deve ser demitido. Ou deve ser aproveitado na própria Assembleia Legislativa, pois não será obrigado a trabalhar em outros órgãos. Diminua os cargos comissionados sem concurso e aproveite esses servidores Rossoni!
Presidente Valdir Rossoni: favor não institucionalizar os fantasmas!
Veja o vídeo: clique aqui
Participe da enquete do Blog do Tarso sobre o Governo Beto Richa (PSDB)
Pressão contra a proposta de Beto Richa de prorrogar os contratos de pedágio com as concessionárias
Na última enquete do Blog do Tarso 91% dos participantes são contra a prorrogação do prazo dos contratos de pedágio que o Governador Beto Richa pretende firmar com as concessionárias. A Associação Comercial do Paraná – ACP é contra prorrogar os atuais contratos de pedágio do Paraná. Acho que o nosso governador, que pretende dar continuidade às políticas do Governador Jaime Lerner (1994-2002), vai desistir dessa bobagem.
Dicas sobre Direito Administrativo para o Exame da Ordem
No domingo, dia 17 de julho, ocorrerá o próximo exame da Ordem dos Advogados do Brasil. É essencial o estudo do Direito Administrativo para essa prova. Além das questões próprias da disciplina, as questões de Direito Constitucional também exigem conhecimentos do Direito Administrativo, principalmente os temas constitucionais dos servidores públicos.
Organização Administrativa, atos administrativos, agentes públicos e licitações e contratos administrativos são barbadas na prova objetiva de Direito Administrativo.
Na organização administrativa a descentralização é a criação de novas pessoas jurídicas, de entidades, como por exemplo a criação de uma autarquia ou sociedade de economia mista. A desconcentração é a criação de órgãos despersonalizados, como por exemplo a criação de uma secretaria de saúde de determinado município.
Não esqueçam das diferenças entre revogação e nulidade, e as possibilidades de convalidação. A nulidade ocorre com atos administrativos viciados (ilegais ou ilegítimos); tanto a Administração Pública quanto o Poder Judiciário podem anular os atos administrativos; e seus efeitos são ex tunc (retroagem, resguarados terceiros de boa-fé). Na revogação o ato administrativo é perfeito, válido e eficaz, por questões de conveniência e oportunidade (para atos discricionários), com efeitos ex nunc (não retroage), somente pela Administração Pública e respeitados os direitos adquiridos. No caso de nulidade de atos viciados, quando não caracterizado dano, o ato nulo pode ser tolerado pelo Poder Público, em situações jurídicas consolidadas, será caso de convalidação do ato administrativo.
Não confundam as modalidades de licitação com os tipos de licitação da Lei 8.666/93. As modalidades convite, tomada de preços, concorrência, concurso, leilão e pregão (essa criada pela Lei 10.520/2002) são as várias espécies do gênero licitação; e os tipos são os critérios de escolha das melhores propostas (menor preço, melhor técnica, técnica e preço e maior lance ou oferta). O pregão é a modalidade mais recente, com as seguintes inovações principais: apenas para contratação de bens e serviços comuns, inversão das fases de habilitação e julgamento das propostas, lances escritos e verbais e apenas um recurso.
E qual a grande diferença entre os contratos do Direito Privado e os contratos administrativos? São as prerrogativas que a Administração Pública tem na relação contratual com a iniciativa privada, em face ao princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado (chamadas por alguns de “cláusulas exorbitantes”). São prerrogativas o poder de modificar e rescindir os contratos administrativos, desde que atendidos determinados requisitos, os poderes de fiscalização da execução, de sancionar o particular e a ocupação provisória.
Muitas questões poderão ser respondidas com a utilização do bom senso, desde que se tenha uma boa noção do regime jurídico administrativo e conhecimento dos princípios da Administração Pública.
Muita calma e uma boa respiração também são importantes. Boa sorte a todos!
Tarso Cabral Violin é advogado, professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo e mestre em Direito do Estado pela UFPR
Você tem fome de quê?
Alckmin (PSDB/SP) vende até 25% dos leitos do SUS para reduzir rombo nas organizações sociais da saúde – OSS
Do “Vi o Mundo” de Luiz Carlos Azenha
Alckmin “vende” até 25% dos leitos do SUS para reduzir rombo de R$ 147 milhões nas OSS
Para reduzir rombo de R$ 147 milhões nas OSS, Alckmin apela para venda de leitos hospitalares.
Ivan Bonilha diz que tem autorização para contestar atos do Governo Beto Richa
Notícia de hoje na Gazeta do Povo (veja aqui). Parece até piada. Um Conselheiro do Tribunal de Contas precisa de autorização do Governador do Estado para fiscalizá-lo? Voltamos ao período pré-revolução francesa. Tribunal de Contas, Poder Judiciário, Assembléia Legislativa e Ministério Público nas mãos do Governador.
Veja continua em decadência
Há algumas semanas fiz uma comparação entre as revistas Veja, Época, Istoé e Carta Capital. Hoje, analisando novamente a revista Veja da semana, percebo que as coisas não mudam. Continua sendo uma revista cara (R$ 9,90), com 50% de propaganda em suas páginas, com matérias irrelevantes para o futuro do Brasil, com uma entrevista de um pseudo-filósofo, colunistas inexpressivos, divulgação de cartas de leitores nazistas e com críticas de oposição ao governo federal mais infantis do que a do PSDB.
Veja hoje vem perdendo terreno se compararmos com as demais revistas semanais e tem tiragem de menos de um milhão de revistas. A tendência é virar uma revista apenas digital, com a concorrência da blogosfera. Leu na Veja? Azar o seu!
Operação de guerra na frente do Tribunal de Contas. Para evitar um oficial de justiça de última hora?
Manifestantes apanhando da polícia em Brasilia. Ao fundo construção de Brasilia muito parecida com o TCE/PR. Poderia ter ocorrido hoje cedo em Curitiba.
Muitos policiais, nesse momento, na frente do Tribunal de Contas do Paraná, barrando a entrada dos cidadãos no TC. Apenas “autoridades”. Perigo de ocorrer o que a foto mostra. E se chegar um oficial de justiça?
Em tempo: 15h45 – por mais que nenhum cidadão comum possa ter entrado hoje de manhã na posse de Ivan Bonilha no TCE/PR, felizmente nenhuma reação violenta da polícia ocorreu.
Fernando Guimarães, Presidente do TCE/PR, entende que juridicamente o Conselheiro deveria ser Mauricio Requião
O Dr. Fernando Guimarães, Presidente do Tribunal de Contas do Paraná, acabou de dizer na rádio BandNews que a escolha de Mauricio Requião para o cargo de Conselheiro do Tribunal foi legal e justa. Se ele acha que Mauricio deveria estar ocupando o cargo, então entende-se que a eleição de Ivan Bonilha foi contrária ao ordenamento jurídico. Bonilha toma posse daqui a pouco, com 80% dos juristas que analisaram o caso dando ganho de causa a Mauricio Requião. Bonilha, sub judice, tende a perder a vaga em decisão final do Poder Judiciário.
Obrigado Dr. Fernando por ter respondido a pergunta do Blog do Tarso e parabéns por sua presidência!
Povo não tem saúde e educação. Para melhorar isso não se mobiliza. Já quando o assunto é novela da Globo…
Pelo fim do patrimonialismo na Administração Pública
Por Tarso Cabral Violin
Parentes de políticos sem qualquer preparo sendo escolhidos para cargos de confiança importantes na Administração Pública ou passando em concursos públicos de credibilidade discutível, empresas financiadoras de campanhas eleitorais vencendo licitações duvidosas, utilização de verbas públicas para uso próprio ou para financiamento de campanhas, utilização de empresas e ONGs fantasmas para parcerias criminosas com o Poder Público. Todos exemplos atuais de patrimonialismo.
No patrimonialismo os governantes consideram o Estado como seu patrimônio, havendo uma total confusão entre o que é público e o que é privado, o que foi uma característica marcante principalmente até o fim dos Estados absolutistas.
Até hoje há patrimonialismo na Administração Pública, dependendo do desenvolvimento de cada país, estado ou município, em maior ou menor monta.
Com o surgimento da Administração Pública moderna, principalmente com a Revolução Francesa, os ideais republicanos e democráticos cada vez mais obrigaram que haja uma Administração Pública profissionalizada, com procedimentos que assegurem o atendimentos aos princípios constitucionais como isonomia, moralidade, publicidade, entre outros.
Foi Max Weber que inicialmente melhor estudou a chamada “burocracia”, que redundou no aparecimento de procedimentos como o concurso público, licitações, controle da Administração Pública, etc. No Brasil os ideais burocráticos foram fixados em nosso ordenamento jurídico, de fato, apenas com a Constituição de 1988. Portanto, tardiamente.
Note-se que não estou falando aqui no termo burocracia em seu sentido pejorativo, que lembra algo que não funciona, repartições empoeiradas, com engrenagens lentas e ineficientes. Trato da forma técnica idealizada por Weber, de uma Administração Pública profissionalizada, eficiente e ética.
Antes mesmo de implementarmos os ideais burocráticos constitucionais, na década de 90 do século XX o ideário neoliberalismo-gerencial tentou implementar a chamada Administração Pública gerencial no Brasil, numa cópia do modelo aplicado principalmente em países desenvolvidos na década de 80, com o controle apenas de resultados e cópia de modelos de gestão da iniciativa privada, nem sempre condizentes com o nosso modelo constitucional.
A implementação do gerencialismo-neoliberal se deu com a venda de empresas estatais, terceirizações, diminuição dos gastos públicos sociais, criação de agências reguladoras capturadas pelo mercado, privatizações por meio do terceiro setor (ONGs, organizações sociais e OSCIPs), etc. O que redundou, ao invés da implementação dos mandamentos constitucionais pela estruturação da Administração Pública, em precarização e um retorno ao patrimonialismo.
Nepotismo, clientelismo, corrupção, licitações e concursos públicos fraudados, terceirizações ilícitas, tráfico de influências. Tudo isso é uma realidade na Administração Pública curitibana, paranaense e brasileira. Não estamos no ápice do patrimonialismo do período absolutista. Também há menos corrupção do que no último período ditatorial militar, em que havia corrupção e os denunciantes poderiam ser aniquilados. Mas sem dúvida se não tivéssemos passado pelo período neoliberal-gerencial que até hoje influencia nossa Administração Pública, poderíamos estar em grau ainda mais avançado de luta contra o patrimonialismo.
Ministério Público, Tribunais de Contas, Poder Legislativo, Poder Judiciário e Poder Executivo. Cada um desses Poderes têm responsabilidades pelo fim do patrimonialismo. Mas talvez seja o próprio controle popular, da própria sociedade, que será o fator decisivo para a grande mudança que ainda ocorrerá na Administração Pública brasileira, para a melhor implementação do Estado Social e Democrático de Direito.
Tarso Cabral Violin
Professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo, advogado, blogueiro (http://blogdotarso.com) e Mestre em Direito do Estado pela UFPR. E-mail: tarso@buenoegrande.com.br.
A dignidade do servidor público
Por Marco Aurélio Mello (ontem na Gazeta do Povo)
Embora a Constituição Federal im ponha a revisão anual dos venci mentos dos servidores, isso não ocor re, havendo a diminuição do poder aquisitivo
Celso Antônio Bandeira de Mello solicita apoio à Comissão da Verdade
O grande professor administrativista Celso Antônio Bandeira de Mello encaminhou ao Blog do Tarso o abaixo-assinado online “Comissão Nacional da Verdade e Justiça”.
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10720
Concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar. Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia!
Na Festa do Carneiro no Buraco Beto Richa explica como levará o Paraná para o buraco
Um correspondente especial do Blog do Tarso em Campo Mourão/PR informa que o Governador Beto Richa discursou hoje na Festa do Carneiro no Buraco da cidade. Explicou como levará o Paraná para o buraco com muita privatização, nepotismo, aumento de cargos comissionados sem concurso público, utilização da Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça como currais, choque de gestão e contratos de gestão apenas midiáticos, censura e outros absurdos.


















