Folha de S. Paulo quer que a Comissão da Verdade coloque no mesmo saco os torturadores da ditadura militar com os militantes que lutaram contra o autoritarismo

Veja o primeiro bloco do TV Folha de hoje, clique aqui.

10% dos paranaenses são filiados a partidos políticos. PT foi o que mais cresceu. Ex-ARENA é líder em Curitiba

Mauricio Fruet (PMDB) nas manifestações pelas Diretas Já em 1984

Reportagem de hoje da Gazeta do Povo informa que 9,3% (968.587 militantes) dos moradores do Paraná são filiados a partidos políticos. A média nacional é de 7,8%. PMDB é o primeiro com 190 mil, PP com 114, PSDB com 87 mil e PT com 80 mil em quarto. Somente PMDB e PSDB têm filiados em todos os 399 municípios. PT foi o que mais cresceu, pois praticamente dobrou desde 2002. Proporcionalmente quem mais cresceu foi o PV, hoje tem 23 mil. Os únicos que não diminuíram nos últimos anos foram o PT, PV e PPS.

A matéria mostra que não necessariamente quem tem mais militantes tem mais votos, e que esse percentual de 10% não representa, necessariamente, grande participação política dos paranaenses.

Em Curitiba a relação é a seguinte: PP 14 mil, PDT 12 mil, PMDB 10 mil, PSDB 9.907 e PT 9.111. Ou seja, por incrível que pareça, o PP, ex-PPB, ex-PDS e Ex-ARENA, o partido da ditadura militar, é o líder no número de militantes em Curitiba.

ICI não explica o inexplicável: falta de transparência e caixa-preta

Vejam a coluna de hoje do Celso Nascimento da Gazeta do Povo

Olho vivo

Uma nota oficial do Instituto Curitiba de Informática (ICI) não desmente a descrição feita por esta coluna a respeito da dificuldade que o advogado Tarso Cabral encontrou para protocolar um pedido de informações no primeiro dia de vigência da Lei do Acesso da Informação. Mas lamenta que ele não tenha seguido o caminho correto para encaminhar seu requerimento, que, segundo o ICI, se encontra descrito no site da instituição. O endereçamento do pedido via Correios com AR (Aviso de Recebimento) é o procedimento que Violin deveria seguir, o que lhe garantiria a cobrança de prazo para a resposta. A nota não faz referência ao fato de a Justiça, em uma ação popular impetrada há dois meses, já ter determinado ao ICI a liberação de informações de teor parecido às requeridas por Cabral, até agora não atendido.

Livro sobre a vida do advogado Edésio Passos é obrigatório para quem gosta de política e do Direito do Trabalho

Edésio e Lula

Acabei de ler o livro sobre os 50 anos anos de advocacia do advogado trabalhista Edésio Passos, ex-deputado federal pelo PT. O livro pode ser baixado gratuitamente, clique aqui. Imperdível!

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Conheça o Blogoosfero – Plataforma Livre da Blogosfera

Do Paraná Blogs

Conheça o Blogoosfero, um serviço integrado, criado a partir do compartilhamento de conhecimentos entre a Blogosfera Progressista e o Movimento de Software Livre, que possibilita criar e administrar blogs, redes sociais, fóruns, assim como definir metapáginas agregadoras de sites, artigos e links além de clonar blogs de forma segura e rápida.

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FHC defende a regulação da mídia. Tucanos vão pedir sua expulsão do partido?

FHC nunca falou em regulação da mídia quando era presidente. E a Globo lhe premiou com o Jornal Nacional apoiando a política neoliberal tucana e atacando seus opositores

O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), defendeu a regulação da mídia como condição da democracia: “os meios de comunicação no Brasil não trazem o outro lado. Isso não se dá por pressão de governo, mas por uma complexidade de nossa cultura institucional”, informa a Carta Maior. Entre as propostas apresentadas na introdução do livro “Meios de comunicação e Democracia: além do Estado e do Mercado”, organizado por Bernardo Sorj, publicado pelo Instituto FHC, Centro Eldenstein e Plataforma Democrática, está a regulação da mídia, o combate a concentração de propriedade dos meios privados, a garantia de sustentabilidade do jornalismo investigativo, pela sua importância para o sistema democrático; e políticas públicas para favorecer o pluralismo, com política de apoio universal ao surgimento de novos jornais e subsídios que diminuam os custos de entrada no setor.

Pergunta que não quer calar: porque ele não fez isso quando foi presidente?

Pergunta dois: os demotucanos, favoráveis à Globo e Veja, vão expulsar FHC do PSDB?

FHC se uniu com o capet… quer dizer, com o PFL, ex-ARENA e atual DEMO. Na foto o ex-presidente com ACM, o então coronel da Bahia e dono da Globo baiana

A revista Veja, que se diz independente, sempre poupou FHC, o presidente da Privataria Tucana

A relação íntima entre o PSDB e Veja

Professor Fernando Knoerr detona os partidos políticos brasileiros

No Consultor Jurídico

“Partidos brasileiros não são essenciais à democracia”

Por Marília Scriboni

É em ano de eleição que a atuação dos partidos políticos se faz mais marcante. Mas, para o advogado Fernando Gustavo Knoerr, a democracia brasileira não precisa dos partidos políticos hoje existentes. Ele, que é membro da Comissão Nacional de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil e ex-juiz no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, defendeu a ideia durante o III Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral, que começou nesta quinta-feira (17/5) e vai até sábado (19/5), em Curitiba.

A tese principal de Knoerr é que, no Brasil, os partidos políticos não são essenciais para a democracia por uma simples razão: eles estão alheios às grandes discussões e preocupações dos cidadãos. Para ilustrar, cita dois casos. Um deles é a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a possibilidade de interrupção de gravidez do feto anencéfalo e não contou com as discussões de partidos políticos. “Também estive na audiência pública sobre a Lei Seca que aconteceu no Supremo. Não tinha um partido sequer lá”, acrescenta.

“Como não tivemos Idade Média ou Absolutismo, nós ainda não criamos a noção da importância da democracia. Nossos partidos são herança de uma construção européia e não sabemos porque eles existem ou o que fazem”. A finalidade dessas associações de direito privado é, antes de mais nada, eleger seus filiados. “Não há nenhum problema nisso, mas sabemos que eles concentram todo o poder na cúpula. Fica então uma dúvida: De que modo essas instituições, que são tendencialmente oligárquicas, se moldam ao regime democrático?”, indaga.

Para Knoerr, Brasília está ocupada hoje com um único assunto: a CPI do Cachoeira. “Será que essa é, de fato, a preocupação do país hoje? Os partidos estão realmente ligados aos interesses e preocupações do brasileiro? Os partidos brasileiros são totalmente omissos em relação a esses temas”, diz.

A falta de propósito da instituição partidária, diz o advogado, pode ser identificada na forma como foi instituída a perda da fidelidade partidária. Segundo ele, o instituto “retrata o temor dos partidos políticos em se esvaziarem e não tem nada a ver com ideologia partidária ou desrespeito ao programa de governo”. “Não fossem os partidos políticos degraus para a eleição, uma imposição constitucional, grande parte dos candidatos se lançaria sem partido”, acredita.

Marília Scriboni é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 17 de maio de 2012

Dilma visita o corinthiano Dom Paulo Evaristo Arns

Foto: Roberto Stuckert Filho

A presidenta Dilma Rousseff (PT) visitou ontem, em Taboão da Serra (SP), o Arcebispo Emérito de São Paulo, o corinthiano Dom Paulo Evaristo Arns, na semana que foi instalada a Comissão da Verdade. Arns foi o criador da Comissão Justiça e Paz para defender presos políticos e foi um dos coordenadores, na década de 1980, do projeto Brasil Nunca Mais, que coletou documentos sobre a repressão durante a ditadura militar. Devido ao temor de apreensão do material durante a ditadura, os documentos foram microfilmados e remetidos ao exterior. Em 2011, os documentos foram repatriados.

Twitter: debate político sempre foi liberado. Não pode pedir voto antes de 7 de julho

Nas notas políticas do cayeron Vida Pública da Gazeta do Povo de hoje:

Henrique Neves da Silva, ministro do TSE, esteve em Curitiba para participar do III Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral. Ele falou sobre o uso do Twitter nas eleições.

O senhor disse durante sua palestra que não existe uma proibição específica para a campanha no Twitter.

Não há uma proibição das pessoas utilizarem o Twitter. O candidato, inclusive, pode utilizar o seu twitter pessoal a partir do dia 7 de julho. Aconteceu, até agora, um caso de um pré-candidato pedir votos pelo Twitter. O que é proibido. Não para este candidato, mas para todos. Aí, não importa se ele fez no Twitter, em um anúncio no jornal, ou um carro de som.

Mas o que o senhor pensa sobre a possibilidade de restringir o uso do Twitter no período eleitoral?

Ao meu ver, não existe como proibir o debate político, que é a base da democracia. A democracia se faz através de debates. O que o eleitor fala em sua rede social, fala também para seus amigos.

ObsCena: fé ou oportunismo político?

Confirmada a final do Mundial da Fifa 2012

ObsCena: o vampiro e a polaquinha

Os desafios do Direito Eleitoral brasileiro: como garantir a democracia sem ofender os direitos fundamentais – Eneida Desiree Salgado

Ontem no caderno Justiça & Direito da Gazeta do Povo

E mais uma vez iremos nos deparar com grandes discussões a respeito do Direito Eleitoral e suas principais categorias. A ideia é não apenas continuar o debate sobre reforma política – iniciado no Império – mas buscar fundamentos para (tentar) racionalizar a compreensão e a aplicação das regras eleitorais.

Os holofotes parecem estar voltados ao nosso peculiar sistema de verificação de poderes. A Justiça Eleitoral brasileira reúne competências administrativas e jurisdicionais, além de uma alçada consultiva e de expedir instruções para o fiel cumprimento da legislação eleitoral. Quanto às primeiras, não há ressalvas. O sistema eletrônico de votação e de apuração, a organização do corpo eleitoral e a administração das eleições contam com alta credibilidade no Brasil e fora dele.

O exercício da competência jurisdicional tem se mostrado cada vez mais controvertido. O excesso de mandatos cassados, a perda de mandato por infidelidade partidária (hipótese não prevista na Constituição, rechaçada durante o processo constituinte, criada por consulta ao Tribunal Superior Eleitoral e depois ratificada pelo Supremo Tribunal Federal), a disputa estabelecida entre o partido e a coligação para a titularidade do mandato (enquanto a Constituição o atribui ao representante), a falta de coerência entre decisões sobre o mesmo tema, a aparente seletividade na aplicação da legislação eleitoral levam a um questionamento sobre a influência da Justiça Eleitoral na garantia da autenticidade eleitoral.

A competência consultiva, prevista no Código Eleitoral, tem sido origem de outras tantas polêmicas. Além da Consulta 1398, que com força de emenda à Constituição cria uma hipótese de perda de mandato, a Consulta 1407, que estende esta compreensão aos cargos majoritários, e a Consulta 715, que criou a verticalização das coligações em pleno ano eleitoral, revelam as inovações trazidas por estes “esclarecimentos” em relação à legislação eleitoral. Há que se ressaltar, no entanto, que a resposta a consultas não vai além de um ato enunciativo.

E por último, mas não menos importante, deve-se verificar a previsão que o Código Eleitoral, a Lei das Eleições e a Lei dos Partidos trazem para a expedição de instruções. A partir desta previsão, o Tribunal Superior Eleitoral tem expedido resoluções – desde 1988 com a liberação de publicação de pesquisa eleitoral nos quinze dias anteriores à eleição, apesar de regra proibitiva expressa no Código Eleitoral até a determinação do número de vereadores em cada Câmara Municipal, a despeito da clara redação do artigo 29 da Constituição – que extrapolam, em muito, o “fiel cumprimento da legislação eleitoral”.

Instruções não se confundem com regulamentos. A competência regulamentar tem sempre sede constitucional e sempre, ainda que com a aparente exceção do artigo 84, VI da Constituição, deve se submeter à moldura da lei, sem possibilidade de inovação na ordem jurídica. O campo da instrução é ainda mais restrito. Além de não poder restringir direitos ou criar obrigações, dirige-se exclusivamente aos órgãos da Administração. No caso das instruções do Tribunal Superior Eleitoral, apenas aos juízes, promotores e servidores da Justiça Eleitoral.

Mas a atuação da Justiça Eleitoral, cada vez mais protagonista, tem sido responsável em grande medida pela alteração das regras do jogo democrático. Ainda que se alegue a omissão do Poder Legislativo em fazer a tão prometida reforma política, ou mesmo a menos ambiciosa reforma eleitoral, não se pode compreender como adequado às exigências democráticas e ao princípio da estrita legalidade em matéria eleitoral um autorreconhecido poder normativo da Justiça Eleitoral.

Isso é ainda mais grave quando alegadas novas interpretações são trazidas a todo instante, sem respeito à anterioridade garantida pelo artigo 16 da Constituição, por vezes, às vésperas da escolha dos candidatos. A necessidade de um debate amplo e robusto, em uma esfera representativa, é inafastável para trazer legitimidade às restrições ao direito fundamental da elegibilidade. É preciso ressaltar que para a construção das regras eleitorais, que promovem a efetivação dos princípios republicano e democrático, há uma reserva de lei do parlamento – e um parlamento formado pluralisticamente.

Em nome da proteção da autenticidade eleitoral e da moralidade, cada vez mais o Direito Eleitoral vem demonizando os representantes políticos e apostando no Poder Judiciário. Mas quando os representantes políticos decidem criar uma lei com restrições retroativas e outras ofensas a direitos fundamentais, o Poder Judiciário coloca tudo a perder: aplaude e declara constitucional a Lei Ficha Limpa.

Eneida Desiree Salgado, professora de Direito Constitucional e Direito Eleitoral da UFPR e do curso de mestrado da UniBrasil.

A saga de um blogueiro em busca de informações teoricamente públicas

Do Blog da Joice Hasselmann no dia 16/05

O blogueiro Tarso Cabral Violin hoje sentiu na pele o que já sabíamos que aconteceria: a tal Lei Nacional de Acesso a Informações por enquanto é só um monte de letrinhas quando o assunto é a transparência dos órgãos públicos do Paraná ou nos que prestam serviço ao poder público.  Hoje Tarso fez o teste. Foi ao ICI, Instituto Curitiba de Informática em busca de informações. Bem, não conseguiu respostas, nem informações sobre o que queria, apenas a certeza de que a lei não é cumprida aqui e que informação é artigo de luxo em muitas salas espalhadas por prédios públicos. O blogueiro relatou “cheguei às 13h20 e a recepcionista informou que o ICI não tem um setor de protocolo e que eu teria que esperar até as 14h para a chegada da secretária do presidente da entidade. Nesse ínterim a Dr.ª Caroline, advogada do ICI, me procurou para informar que o ICI não receberia a petição, que eu deveria providenciar o protocolo via site do ICI. Depois chegou outro advogado, o Dr. Alexandre, que informou que eu deveria encaminhar o pedido pelo correio, com aviso de recebimento – AR”.

Fico me perguntando cá com meus botões: porque será que é tão difícil fornecer simples informações sobre procedimentos que envolvem o dinheiro público? Bem, até imagino a resposta, mas não custa perguntar…

O ICI, o pateta e o mundo do faz de conta

Em “nota à imprensa” divulgada pelo Blog do Zé Beto (se é que se pode chamar de imprensa um blog de baixa qualidade e credibilidade), o ICI – Instituto Curitiba de Informática, entidade privada qualificada como Organização Social – OS, que recebe milhões de reais e utiliza bens e servidores públicos para prestar serviços de informática para a prefeitura de Curitiba, sem ter participado de licitação, divulgou uma nota patética sobre a minha saga para conseguir informações de interesse público junto ao ICI, noticiada durante a semana devido à vigência da Lei de Acesso a Informação.

A nota começa dizendo que fui bem atendido. Nunca neguei isso.

A nota diz que fui orientado pelos advogados da casa a – como qualquer cidadão – entregar seu pedido via postal. Falta uma informação: a Dr.ª Caroline me disse que eu teria que protocolar a petição via internet. Informação errada.

A nota disse que eu reagi mal no blog de “meus amigos”. Não sabia que eu tinha tantos amigos, pois divulgaram minha saga o Celso Nascimento da Gazeta do Povo, a Joice Hasselmann, o Esmael Morais, o Cícero Cattani, e milhares de internautas via Facebook e Twitter.

A nota diz que eu desconheço a Lei 12.257/2011, a Lei de Acesso à Informação. Quem fez a nota? Um jornalista, um advogado do ICI ou um comediante? A Lei é clara ao obrigar que entidades privadas sem fins lucrativos que recebam dinheiro público devem prestar informações a todos os cidadãos.

A nota diz que o ICI publicou em sua página na internet um dia antes do prazo legal explicações sobre o acesso à informações. Não informa a nota que pedir requisições pelo correio e ainda pedir justificativa vai contra disposições expressas da lei.

A nota diz que o contrato de gestão é público. Sim, mas e as demais informações que requeri? Salário dos diretores, o quanto que ganha da prefeitura, quais são as empresas privadas que o ICI contrata serviços de TI, etc.

A nota diz que suas contas estão aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná. O TC faz fiscalização no dia-a-dia do ICI, como faz nos demais órgãos e entidades estatais? Não. Faz apenas uma verificação formal da prestação de contas do ICI. Isso não é controle efetivo. E o controle popular?

Com a palavra o ICI, a entidade privada que se acha acima da lei. Parece que estamos no mundo do faz de conta!

Dilma segue transparência do governo Requião e determina divulgação da remuneração dos servidores

Presidenta Dilma Rousseff emitiu o Decreto 7.724/2012, que regulmenta a Lei de Acesso à Informação 12.527/2011. O decreto determina que os órgãos e entidades da Administração Pública federal deverão revelar na internet a íntegra de suas folhas de pagamento, incluindo os nomes dos servidores públicos e seus salários brutos, ajudas de custo e demais gratificaçãos. Hoje o Executivo federal divulga apenas as tabelas genéricas de salário dos servidores e os gastos com diárias.

Em 2010 o então governador Roberto Requião (PMDB) determinou a mesma transparência no âmbito do Estado do Paraná, política que infelizmente não foi mantida pelos governadores posteriores.

Rafael Greca, se eleito prefeito, vai rescindir o contrato de gestão do Município de Curitiba com o ICI (organização social – OS)

O ex-prefeito Rafael Greca, pré-candidato a prefeito de Curitiba pelo PMDB, prometeu via Twitter que, se eleito prefeito, vai rescindir o contrato de gestão do Município de Curitiba com o ICI – Instituto Curitiba de Informática, uma organização social – OS que presta serviços de informática para a prefeitura, utilizando bens e servidores públicos, contratado sem licitação, e não faz concurso público. Em mensagem via Facebook Greca disse ainda que a cidade não pode perder R$ 57 milhões por mês em virtualidades. Por fim, promete que os serviços de informática voltarão a ser prestados pelo antigo CPD – Centro de Processamento de Dados, que foi extinto por Cassio Taniguchi (DEMO) e seus serviços privatizados para o ICI.

ICI. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso. Via iPhone/Instagram

ObsCena

Caos na saúde pública de Curitiba: músico morre ao esperar por 35 horas

O músico e produtor Emerson Antoniacomi, de 40 anos, morreu ontem no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, por causa de morte cerebral. Ele esperou 35 horas no Centro Municipal de Urgências Médicas (CMUM) do Boa Vista por um leito de UTI, quando teve seu quadro agravado ao chegar no hospital com poucas chances de sobrevivência.

A família passou todo o dia de quarta-feira buscando uma vaga em hospitais públicos e particulares, enquanto Emerson permanecia internado na unidade 24 horas, que que segundo a demora foi determinante para a morte do músico, segundo a família.

O assessor especial de gestão do gabinete do prefeito Luciano Ducci (PSB), Matheos Chomatas, reconhece que o tempo de espera foi acima do normal para um caso de AVC e que há falta de profissionais, principalmente na emergência.

Pergunta para o prefeito Luciano Ducci, que é médico: a culpa é da sua gestão desse caos ou da administração anterior?

ICI à toda prova

Do Cícero Cattani

O desafio do professor de Direito Tarso Cabral Violin é romper a barreira de acesso aos contratos do ICI, agora com o amparo da Lei da Transparência de Dilma. A primeira tentativa foi frustrante: o pessoal do ICI pediu que ele enviasse sua solicitação de informação pelo Correio. Na prefeitura, a informação é que se aguarda a regulamentação da lei para instalar a sala de informações, como previsto pela Lei da Transparência. No Twitter, Tarso, que é advogado em Direito Público, professor de Direito Administrativo, mestre em Direito do Estado pela UFPR e blogueiro,  acredita  “que a transparência do ICI e de toda a administração municipal em Curitiba será um dos princípios debates na eleição