Governo Beto Richa privatiza TI na Saúde. Enquanto isso Celepar vai sendo precarizada

O Governo Beto Richa (PSDB) privatizou mais serviços de Tecnologia da Informação – TI. Agora foi a vez da saúde.

Enquanto isso Celepar vai sendo precarizada, sem investimentos, demissões arbitrárias que estão sendo suspensas na Justiça, e incompetência na gestão, o que ocasionou o maior apagão de todos os tempos na TI do Estado. Essa é a ideia dos tucanos privatas neoliberais: precarizar para privatizar.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, assinou nesta terça-feira (7) o contrato com a empresa MV Sistemas, vencedora da licitação para fornecer o novo sistema da Central de Regulação do Estado. O novo sistema que a Secretaria da Saúde está adquirindo abrange todo sistema da saúde. Fontes do Blog do Tarso na Celepar informa que a empresa poderia fazer o sistema, com seus próprios servidores concursados. Mas Beto Richa prefere a privatização/terceirização, mesmo tendo prometido que iria fortalecer as empresas estatais e não iriam privatizar.

A Celepar, a exemplo do que ocorreu no governo Jaime Lerner (DEMO), será apenas uma intermediadora de contratos com empresas privadas, muitas delas financiadoras de campanha de políticos influentes. Negociatas a vista?

Vejam a cara de felicidade dos representantes da empresa privada que irá lucrar muito com dinheiro público:

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9 comentários sobre “Governo Beto Richa privatiza TI na Saúde. Enquanto isso Celepar vai sendo precarizada

  1. O software/sistema da MV vem sendo utilizado pela Secretaria de Saúde do Espírito Santo. Estive por lá a trabalho em algumas cidades do interior do estado e a capital Vitória. Ministrei curso para servidores do estado e dos municípios que trabalham nas áreas de controle, regulação e auditoria.
    Resumo: O sistema não é nenhuma Brastemp.
    Seguramente os técnicos da CELEPAR dariam conta do recado e o produto seria superior.
    A MV é uma empresa de informática com ‘expertise’ adquirido inicialmente em faturamento de hospitais privados que prestam serviços ao SUS (com possibilidade de aumentar o faturamento e diminuir as “perdas”).
    Todas as ilações a respeito serão pertinentes.

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    • Esta é uma opinião bastante importante e relevante, que demonstra a importância de se monitorar eficientemente a gestão do dinheiro público. Mesmo se admitindo uma improvável lisura na condução do processo de escolha e das negociações por trás da cortina, dizem que este é um projeto que custará quase 3 milhões de reais por mês que sairão das verbas da nossa saúde. Portanto tem que ser fiscalizado, não pelos mecanismos burocráticos e legalistas do Estado, mas pelos mecanismos efetivos da observação popular e da imprensa combativa. Obrigado, Dr. Mario e parabéns ao Tarso.

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  2. Além do superfaturamento grosseiro, parece que quem está por traz deste contrato é um conhecido empresário curitibano implicado naquele escândalo do mensalão do DEM em Brasília. Quanto a Celepar, não precisa fazer nada. É só deixar na mão do Tanegushi e seu assecla Jackson que a coisa tôda vai pelo ralo.

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