Charge: Terceiro Setor?

Hoje na Gazeta do Povo

Charge do Simon Taylor: contra a privatização da saúde por meio do Terceiro Setor

Charge de Simon Taylor para o SindSaúde (http://blogdosimontaylor.blogspot.com).

ONGs e Oscips terão de prestar contas de dinheiro público

“Noventa por cento das entidades de utilidade pública não recebem mais do que R$ 200 mil nos contratos com prefeituras.” Caíto Quintana, deputado estadual (PMDB), reforçando que a proposta dele conseguirá aumentar a fiscalização dos convênios. Foto de Sandro Nascimento/Alep"

Hoje na Gazeta do Povo

Projeto aprovado na Assembleia prevê que entidades que tenham convênios com prefeituras e com o governo do estado deverão publicar, na internet, detalhes sobre o uso dos recursos

Heliberton Cesca

Quanto vale ou é por quilo?

Montagem do filme “Quanto vale ou é por quilo?”, das partes críticas ao chamado “terceiro setor”:

Gazeta do Povo tenta defender a imagem do Terceiro Setor – ONGs

Pastoral da Criança Internacional precisou abrir uma sede fora do país: dificuldade para fazer remessas ao exterior. Foto de Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Burocracia brasileira prejudica ONGs sérias e favorece fraudes

Entidades reivindicam marco regulatório para corrigir distorções que dificultam a atuação das organizações

Publicado hoje na Gazeta do Povo, por PAOLA CARRIEL

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Professor Belmiro Valverde critica modelo implementado por FHC de Terceiro Setor (ONGs, OSCIPs)

ONGs chapa branca – Por Belmiro Valverde

Ongs e Oscips são, crescentemente, formas de sifonar recursos públicos para organizações privadas com pouco ou nenhum controle

Publicado hoje na Gazeta do Povo

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Tribunal de Contas do Paraná entende que entidades do Terceiro Setor que recebem verbas públicas não precisam fazer licitações

Entendo que quando as entidades do terceiro setor (OSs, OSCIPs, etc.) recebem dinheiro público para fins de fomento, elas não precisam realizar licitação. Mas quando são utilizadas, de forma inconstitucional, como delegatárias de serviços públicos sociais, necessitam realizar processo licitatório para suas contratações. Veja matéria divulgada pelo Blog do Mario Lobato:

Para TCE-PR, organizações sociais e Oscips não precisam fazer licitações

No entendimento do tribunal, organizações não precisam licitar a contratação de produtos, mesmo recebendo recursos de entidades públicas

Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica

Para quem quiser mais detalhes sobre minhas críticas às Organizações Sociais, que podem ser consideradas parcialmente inconstitucionais nos próximos dias pelo STF, e críticas a utilização das OSCIPs para fins de desresponsabilização do Estado na área social, recomendo a 2ª edição do meu livro “Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica“, de 2010, publicado pela editora Fórum.

Prefácios do meu professor orientador do Mestrado em Direito do Estado na UFPR, Romeu Bacellar Filho, e do Prof. Carlos Montaño.

Lula criou uma empresa pública da saúde

No último dia de seu Governo o Presidente Lula editou a MP 520/2010, que autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A – EBSERH, assinada pelo Presidente e pelos Ministros da Educação Fernando Haddad e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo (atual Ministro das Comunicações). As empresas públicas são empresas estatais com capital cem por cento estatal, fazem parte da Administração Pública indireta.

Não vou aqui questionar o abuso na edição de medidas provisórias por parte dos Governos FHC e Lula, na maioria das vezes editadas sem as condicionantes constitucionais da relevância e da urgência. Também não vou questionar a sigla da empresa a ser criada, que não retrata o que fará a entidade (parece empresa de Recursos Humanos).

O fato que o Governo Lula acertou ao não incentivar as privatizações inconstitucionais da saúde por meio de entidades do chamado Terceiro Setor (associações, ONGs, OSCIPs, Organizações Sociais, Fundações de apoio às Universidades Públicas). O que é possível é o fomento a estas entidades, mas nunca com o caráter de substituição do Estado pelas entidades privadas sem fins lucrativos. Sobre o tema ver VIOLIN, Tarso Cabral. Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010).

Tanto o modelo das organizações sociais quanto o das OSCIPs foram criados pelo Governo de Fernando Henrique Cardozo e foram implementados em grande parte por Governos estaduais e municipais demotucanos, pois mais que alguns Governos ditos de centro-esquerda também implementaram o modelo para privatizar hospitais estatais.

Me parece que tanto o Governo Lula quanto o de Dilma têm dúvidas se o modelo ideal para a gestão de hospitais estatais é o das Fundações Públicas de Direito privado (PL no Congresso Nacional) ou o das empresas públicas (MP em tela). Ambos os modelos repassam a gestão dos hospitais estatais para entidades da Administração Pública indireta, com servidores regidos pela CLT.

Tanto as Fundações Públicas de Direito Privado quanto as empresas públicas fazem parte da Administração Pública, realizam licitações e concursos públicos e são fiscalizadas em seu dia-a-dia pelo Tribunal de Contas.

Tenho minhas dúvidas sobre a constitucionalidade dos hospitais públicos serem regidos por entidades de direito privado da Administração indireta, ao invés da gestão via Administração direta ou por meio de autarquias/fundações autárquicas.

Mas sem dúvida entre a gestão dos hospitais estatais via entidades do terceiro setor ou via entidades de direito privado da Administração indireta, essa solução é bem mais compatível com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988!

Exposição de motivos da MP 520/2010: clique aqui