Candidatos da direita nas maiores cidades do Paraná

ACM Neto e Beto Richa

Você é individualista, acredita no lema “cada um por si e Deus por todos”, sonega (não paga) mas reclama dos impostos altos, acredita que o Estado apenas deve defender o grande capital, acha que o mercado deve se autoregular, acha que Fernando Henrique Cardoso foi o maior presidente de todos os tempos, acha que o Lula não serve nem para seu porteiro, acha que lugar de pobre é num lugar bem longe de você, chama de revolução redentora o que ocorreu no Brasil em 1964, tem orgulho de falar “li na Veja”, assiste Manhattan Connection, defende a privatização, acha que posições religiosas devem interferir em assuntos políticos, defende a pena de morte, gosta do George W. Bush?

Seus problemas acabaram. Se você mora no Paraná, eis a lista de candidatos a prefeito nas principais cidades do estado nos quais você poderá votar:

Curitiba

Luciano Ducci (PSB) – atual prefeito, apoiado por Beto Richa (PSDB) e demais partidos de direita (DEMO, PSD, PP, PTB, etc.)

Londrina

Marcelo Belinati (PP) – médico e vereador, apoiado por Beto Richa (PSDB)

Alexandre Kireeff (PSD)

Maringá

Roberto Pupin (PP)

Maria Iraclézia (DEMO)

Dr. Batista (PMN)

Wilson Quinteiro (PSB)

Hércules Ananias de Souza (PSDC)

Ponta Grossa

Marcelo Rangel (PPS/PSDB/PSB/PP/DEMO/PSD)

Cascavel

Edgar Bueno (PDT) – atual prefeito, apoiado por Beto Richa (PSDB)

Lísias Tomé (PSDC) – médico e ex-prefeito

Francisco Menin (PPS) – ex-prefeito de Santa Tereza do Oeste

Salazar Barreiros Júnior (PP) – advogado

Jorge Lange (PSD/DEMO/PSB) – empresário e contabilista

Foz do Iguaçu

Reni Pereira (PSB/PSDB/DEMO), apoiado por Beto Richa

Paranaguá

Alceu Maron Filho (PSDB/PSB/PSD/DEMO/PP) – apoiado por Beto Richa

Guarapuava

Cezar Silvestri Filho (PPS)

Fábio Martins Ribas (PP/PSDB)

São José dos Pinhais

Luiz Carlos Setim (DEMO)

Colombo

Bete Pavin (PSDB/PSB)

Favor enviar os nomes dos candidatos e partidos dos candidatos da direita de sua cidade no Paraná.

Vergonha para o Paraná: 3º estado com mais leis inconstitucionais

STF. Foto de Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

Segundo o caderno Justiça e Direito da Gazeta do Povo de sexta-feira, em 2011 o Paraná é o terceiro estado com mais leis inconstitucionais, das questionadas no STF. Das 7 leis do Paraná questionadas, 5 foram consideradas inconstitucionais.

Como melhor esse quadro vergonhoso? Assessores jurídicos concursados e com independência nos poderes Executivo e Legislativo e deputados estaduais que compõem a CCJ da Assembleia Legislativa mais competentes, com assessores jurídicos concursados.

Acabou de ser escolhido um Conselheiro do Tribunal de Contas pela Assembleia Legislativa que justificou ter NOTÓRIO conhecimento jurídico por ter sido deputado estadual membro da CCJ e ter sido Secretário Chefe da Casa Civil do governo do estado. Pelo baixo nível de constitucionalidade de nossas leis, parece que estamos mal de representação também no Tribunal de Contas do Estado. Por suas mãos passaram leis inconstitucionais como as recentes Lei de privatização da saúde e da cultura via OS – organizações sociais e a Lei da privatização dos presídios. Ambas inconstitucionais e de baixo nível técnico.

Mas o que esperar da maioria dos nossos deputados estaduais?

Beto Richa parabeniza Dalton Trevisan por sua maior obra: o Zé Vampir!

Mais uma ligação de Cachoeira com o Paraná: ele diz que se formou em Londrina, onde ninguém nunca o viu

A esposa de Cachoeira também não foi vista em londrina, caso contrário teria sido notada

O bicheiro Carlinhos Cachoeira morava em Goiás, mas apresentou um diploma na área de Administração da Inesul de 2010, de Londrina, para mostrar que tinha profissão e tentar um habeas corpus.

Mas um professor e uma aluna da instituição da turma de 2010 disseram para a Gazeta do Povo de 11.05.2012 que Cachoeira nunca foi visto lá.

A Inesul confirmou a validade do diploma, disse que o bicheiro fez lá apenas a matéria de TCC, mas se negou a dizer o nome do professor de TCC do Cachoeira. A Inesul pertence aos mesmos donos do CIAG, ONG investigada por desviar R$ 300 milhões de prefeituras.

Show de luzes, música e fogos na barragem da usina de Itaipu Binacional

Vote nas Cataratas do Iguaçu como uma das 7 maravilhas da natureza

Vote pelo www.votecataratas.com ou envie um SMS com a palavra Cataratas para o número 22046.

O PMDB do Paraná e Roberto Requião

O Movimento Democrático Brasileiro – MDB foi criado durante a ditadura militar, quando existia a obrigação pelo bipartidarismo, para se contrapor ao partido que apoiava o golpe de 1964, a Aliança Renovadora Nacional – ARENA. Posteriormente a ARENA se transformou no PDS, que se cindiu quando da criação do PFL. O PDS depois virou o PPB, e atualmente é o PP. O PFL se transformou posteriormente no Democratas, mais conhecido como DEMO.

O MDB era composto por defensores da democracia, das mais variadas correntes. Com o inicio da redemocratização e crescimento do MDB, acabou a obrigatoriedade do bipartidarismo e muitos dos membros do MDB criaram o PMDB, numa época em que também surgiram o PT, PDS, PDT, PTB, entre outros.

O PMDB continuou dividindo o poder com o PDS elegendo metade dos governadores em 1982. No Paraná elegeu José Richa. Conseguiu eleger em 1985, de forma indireta, Tancredo Neves, que faleceu antes de tomar posse. Assumiu a Presidência José Sarney, dissidente do PDS e, com o Plano Cruzado de 1986, o PMDB assumiu o poder na grande maioria dos Estados Brasileiros. No Paraná elegeu Álvaro Dias.

Começa a decadência do Partido, e principalmente por causa de um racha no PMDB paulista, entre Orestes Quércia e pmdbistas como Montoro, Covas e FHC, estes saem do partido e criam o PSDB em 1988.

Desde então o PMDB, no âmbito nacional, acabou se tornando um partido sem identidade, sem ideologia, com feudos regionais e sempre apoiando os governos nacionais por interesse em cargos.

Mesmo com a saída dos ex-Governadores José Richa e Álvaro Dias, o PMDB do Paraná se manteve forte com a liderança de Roberto Requião, que manteve o partido no Paraná com uma ideologia de centro-esquerda.

O PMDB do Paraná sempre foi oposição aos Governos municipais em Curitiba de Jaime Lerner, Rafael Greca, Cássio Taniguchi e Beto Richa, e também se opôs ao Governo Jaime Lerner (1995-2002). Lerner, do PFL, apoiado pelo PSDB, foi o Governador que privatizou e precarizou a Administração Pública estadual, e foi base de apoio do Governo neoliberal de FHC.

Com Requião o PMDB do Paraná assumiu o Poder no Governo Estadual nos mandatos de 1991-1994 e 2003-2010. Nesse período, Requião conseguiu manter o partido com uma ideologia de centro-esquerda. Requião conseguiu fazer um Governo progressista mesmo com a presença de Secretários e apoio de Deputados Estaduais que apoiavam o Governo neoliberal de Jaime Lerner.

Requião mudou o Paraná, mas infelizmente, não conseguiu mudar seu Partido. Com os elogios de Orlando Pessuti a Beto Richa na posse no dia 1º último, Romanelli na Secretaria do Trabalho (sim, o partido permitiu que o líder do Governo Requião na Assembléia Legislativa assumisse uma Secretaria no Governo Beto Richa), Alexandre Curi e os Sthephanes como apoiadores “de carteirinha” ao “novo” Governo dos demotucanos, me parece que o PMDB do Paraná assumiu de vez seu caráter fisiológico e desideologizado do PMDB Nacional.

O problema para Roberto Requião, eleito Senador da República, é que pelo menos nos próximos quatro anos esse é o destino do PMDB do Paraná e sair do partido talvez não seja a melhor escolha. O PT de Paulo Bernardo, o PDT de Osmar Dias e o PCdoB de Ricardo Gomyde talvez não seja uma boa opção estratégica. O PSB do Paraná nunca foi um Partido de esquerda, sempre foi lernista e apoiador dos demotucanos. O PV do Paraná também é apoiador dos demotucanos. O PSOL do Paraná é muito pouco estruturado e talvez seja um pouco a esquerda demais para Requião. Partidos mais a esquerda me parece impossível, assim como partidos de centro e de centro-direita, distantes do discurso nacionalista e defensor do social de Requião.

Quem sabe sua candidatura à Prefeitura de Curitiba em 2012 ou ao Governo em 2014 seja a saída para o PMDB no Paraná, já que o partido nunca o permitiu e talvez nunca permitirá que Roberto Requião seja candidato a Presidente.