Curitibanos querem proibir carros no centro da cidade

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No dia 1º de abril de 2015 a Prefeitura de Curitiba, comandada por Gustavo Fruet (PDT), divulgou nas redes sociais que o centro de Curitiba seria fechado permanentemente para carros.

Além de brincar com o dia da mentira, a prefeitura fez isso para convocar a população curitibana para um debate sobre mobilidade urbana. A postagem foi vista por 599.552 pessoas, com 4.524 declarações a respeito da iniciativa de transformar o centro da cidade numa área exclusiva para pedestres e ciclistas.

Dos comentários 48% das pessoas apoiam de maneira irrestrita a iniciativa, 39% dos comentários trataram de temas variados e apenas 12% do público que interagiu com a postagem é contra qualquer iniciativa que limite o uso de automóveis na região central.

Ou seja, dos que se manifestaram sobre apoiar ou não a iniciativa, 80% defendem a ideia. Isso é sinal de desenvolvimento sustentável, de pensar no futuro. Parabéns Curitiba!

Que sejam feitas políticas públicas para os pedestres, ciclistas e usuários do transporte coletivo.

A responsabilidade civil do município de Curitiba nas mortes de ciclistas

Lucas Felipe Bibiano foi atropelado pelo maior ônibus do mundo. Foto: Fábio Alexandre

Vários curitibanos bicicleteiros estão morrendo nas ruas de Curitiba. A prefeitura da cidade prioriza arrumar o asfalto dos bairros de classe alta e média e não prioriza o transporte coletivo e o ciclismo.

O art. 37, § 6º, da Constituição de 1988 aduz o seguinte:

“As pessoas jurídicas de Direito Público e as de Direito Privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.

Isso quer dizer que o Estado (União, estados, municípios, pessoas jurídicas de Direito Público e prestadores de serviços públicos) responde objetivamente por danos causados a terceiros. Segundo a teoria do risco administrativo, seja por atos comissivos ou omissivos, ao cidadão cabe processar o Estado, que será responsabilizado se ficar demonstrado o nexo causal, sem necessidade de comprovar dolo ou culpa do Poder Público.

As excludentes de responsabilidade do Estado, que exime ou atenuam a responsabilização, são motivos de força maior (irresistível), caso fortuito (imprevisível), ato/fato de terceiro, ou culpa/dolo da vítima.

Se um ciclista morre nas ruas de Curitiba, em decorrência de omissão da prefeitura em sinalizar obras ou por causa de ciclovias/faixas/vias mal feitas que causem acidentes sem culpa exclusiva de ciclistas ou terceiros, o município pode ser responsabilizado e terá que indenizar as vítimas ou suas famílias.

E se o dano foi ocasionado por culpa/dolo de algum agente público, inclusive do prefeito, ele será responsabilizado por uma ação regressiva, na qual ele terá responsabilidade subjetiva (comprovada culpa ou dolo).

Será o caso das mortes e acidentes de ciclistas em Curitiba?

Com a palavra as vítimas e suas famílias, os movimentos de ciclistas e a prefeito Luciano Ducci (PSB).

Ciclistas indignados com Luciano Ducci e Beto Richa

Os ciclistas de Curitiba estão indignados com o prefeito Luciano Ducci (PSB) e o ex-prefeito e atual governador Beto Richa (PSDB). A prefeitura de Curitiba, acostumada com choques-de-gestão ineficientes e que dão certo apenas nas suas ações de marketing na TV e jornais, criou ciclo-faixas na Avenida Marechal Floriano Peixoto de apenas 75 centímetros, o que vem gerando falta de segurança aos ciclistas e impossibilitando a ultrapassagem entre os usuários de bicicletas.

O projeto é da época do então prefeito Beto Richa, que é engenheiro, mas cometeu várias trapalhadas na sua gestão, inclusive a própria Linha Verde sem trincheiras ou viadutos.

Os cicloativistas já iniciaram suas manifestações e prometem muito mais. O Blog do Tarso apoia os ciclistas! Enquanto isso o atual prefeito Luciano Ducci vê sua possibilidade de reeleição cada vez mais longe.

Ciclistas incorfomados com a meia-faixa. Foto de Marco André Lima / Gazeta do Povo.