OAB/PR lança Cartilha de Controle Social da Gestão Pública

Captura de Tela 2014-09-03 às 14.06.44

Foi publicado em meio digital um trabalho que ajudei a elaborar, a Cartilha de Controle Social da Gestão Pública Paranaense, da Comissão de Gestão Pública e Controle da Administração da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná, da qual faço parte.

A cartilha trata de forma didática para os cidadãos dos princípios da Administração Pública, mecanismos de controle social da Administração Pública, Lei de Acesso à Informação, entre outros temas ligados ao controle.

Para acessar a cartilha, clique aqui.

Charge: Deus e Estado Laico X Religião na Política

14245577

Sexta na UFPR lançamento de livros de Direito Internacional e de Direitos Humanos das professoras Larissa Ramina e Tatyana Scheila Friedrich

foto 1

A Editora Juruá está lançando a Coleção DIREITO INTERNACIONAL MULTIFACETADO, coordenado pelas professoras de Direito Internacional da UFPR, LARISSA RAMINA e TATYANA SCHEILA FRIEDRICH. Na ocasião também será lançado o livro DIREITO INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO, organizado pelas mesmas autoras.

Autores como Fritjof Capra, Leonardo Boff, Nelton Miguel Friedrich, Jorge Miranda e Melina Girardi Fachin escrevem nas obras coletivas.

DATA: 5/9/2014 – SEXTA-FEIRA – a partir das 17h

Faculdade de Direito da UFPR

Hall do Primeiro Andar – em frente ao Salão Nobre

A coleção contará com 7 volumes e na presente ocasião serão lançados os volumes 1: DIREITOS HUMANOS: EVOLUÇÃO, COMPLEXIDADES E PARADOXOS, e vol. 2: DIREITOS HUMANOS, MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA.INDICES

Continuar lendo

Hoje começam as sabatinas com os candidatos ao governo do Paraná na Universidade Positivo

10523285_752841508110595_8816272712377019228_n

Os candidatos ao governo do Paraná serão sabatinados por uma banca de jornalistas, professores e universitários, de 2 (hoje) a 5 de setembro, na Universidade Positivo (UP). Todos questionarão os candidatos com temas de livre escolha. O evento é aberto ao público, com inscrições gratuitas pela internet e vagas limitadas. Os participantes também poderão enviar perguntas. A sabatina com os candidatos é uma promoção da Escola de Comunicação e Negócios da UP, em parceria com o RIC Mais, portal de notícias do Grupo RIC Paraná, que fará a transmissão ao vivo dos quatro dias de evento.

Serviço

Local: Universidade Positivo. Auditório do Bloco Azul.

Entrada: gratuita (vagas limitadas)

4 horas de Atividade Complementar

Inscrições: pr.ricmais.com.br/sabatina

2 de setembro, terça
19h30-20h30 Beto Richa
20h45-21h45 Tulio Bandeira

3 de setembro, quarta
19h30-20h30 Gleisi Hoffmann
20h45-21h45 Geonísio Marinho

4 de setembro, quinta
19h30-20h30 Roberto Requião
20h45-21h45 Bernardo Piloto

5 de setembro, sexta
19h30-20h30 Ogier Buchi
20h45-21h45 Rodrigo Tomazini

Marina Silva vai ter apoio do Congresso Nacional?

Numa democracia ninguém governa sem partidos, ninguém governa sozinho!

Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello tentaram. Um renunciou, o outro sofreu Impeachement.

Captura de Tela 2014-09-02 às 14.54.35

Sábado ocorrerá o jantar do André Vieira 1303 deputado federal

10628319_754659814590838_4674168211422829954_n

O servidor público do Poder Judiciário do Paraná e blogueiro André Vieira, que é candidato ao cargo de deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores com o número 1303, está organizando seu jantar no próximo sábado, 19h30, no tradicional restaurante Bife Sujo de Curitiba (Rua Saldanha Marinho, 479, Centro). Ingressos antecipados com o custo de R$ 35,00.

O lema do jantar é: “Com o tempero da sua adesão – porque nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos!”.

André está fazendo campanha junto com o deputado estadual Tadeu Veneri 13131, com a vereadora e candidata a deputada estadual Professora Josete 13613 e vários outros candidatos. André Vieira apoia a presidenta Dilma Presidenta 13, Gleisi Governadora 13 e Gomyde Senador 650.

Serviço:

Jantar André Vieira 1303 Deputado Federal

Custo: R$ 35,00

Sábado, 13 de setembro de 2014, 19h

Restaurante Bife Sujo, na Rua Saldanha Marinho, 479, Centro Curitiba

Acompanhe o André Vieira 1303 na internet:

Confirme presença no Facebook do jantar: clique aqui

Site de campanha: clique aqui

Curta o Facebook da campanha de André Vieira 1303: clique aqui

Facebook pessoal de André Vieira: clique aqui

Conheça o André Vieira, veja um vídeo dele e mais informações: clique aqui

Valdir Rossoni está enviando mensagens para e-mails oficiais

Captura de Tela 2014-09-02 às 14.12.32

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), candidato ao cargo de deputado federal, está enviando mensagens para e-mails oficiais. O Blog do Tarso recebeu denúncia comprovada de que Rossoni enviou e-mail com propaganda política para o Colégio Estadual Víctor C. Almeida.

Rossoni apoia Beto Richa (PSDB) para governador e Aécio Neves (PSDB) para presidente, mas já disse que com a derrota de Aécio vai votar na nova política de Marina Silva (PSB, ex-PT, ex-PV, futura Rede Sustentabilidade).

Marina Silva perdeu o debate do SBT – UOL – Folha de S. Paulo – Jovem Pan

Captura de Tela 2014-09-02 às 01.22.53

Marina Silva (PSB, ex-PT, ex-PV, futura Rede Sustentabilidade), candidata à presidência, perdeu novamente um debate, desta vez o realizado ontem (1) pelo SBT/UOL/Folha de S. Paulo/Jovem Pan.

Ao ser perguntada por Dilma Rousseff (PT) sobre como iria pagar por todas suas promessas, Marina respondeu que será eficiente. Uma resposta vazia e típica tucana neoliberal. Como ela será mais eficiente? Demitindo servidores? Fugindo de licitações e concursos públicos? Privatizando? Terceirizando? Ela não explica, ela não sabe como fazer. E se fizer vai seguir a cartilha neoliberal-gerencial.

Em pergunta do jornalista Fernando Rodrigues (UOL), Marina Silva não respondeu porque recebeu cerca de R$ 1,6 milhão nos últimos três anos em palestras sigilosas. E como fica a transparência? Marina apenas respondeu que se ela ficou milionária, a informação é privada.

Dilma desmascarou Marina ao dizer que a autonomia do Banco Central defendida pela ecocapitalista só levará a maior dificuldade em regulação do sistema financeiro, o que, aliás, foi um dos pontos centrais quando houve a crise do mercado internacional.

Dilma ainda informou que a Marina é contrária ao pré-sal e demoniza o petróleo.

Luciana Genro (PSOL) também desmascarou Marina ao informar que os economistas de Marina são tucanos e que ela seria a segunda via do PSDB. Luciana disse que Marina tem que escolher lado, se está do lado dos trabalhadores, ou do lado dos bancos ou do povo endividado, que não pode fazer uma nova política cedendo aos interesses dos banqueiros, propondo autonomia do Banco Central, cedendo aos usineiros propondo aumento de gasolina, cedendo aos setores mais reacionários da política. Genro ainda lembrou que não durou 24 horas e quatro Twitter do Malafaia o compromisso de combate a homofobia nas escolas, não é possível, os Direitos Humanos, sociais, não podem ser restringidos, é preciso defender todos aqueles que precisam de mais direitos.

Dilma disse que Marina quer uma política macroeconômica atrelada a interesses e uma forma de visão que é para desempregar, para arrochar, para aumentar preço de tarifa e para aumentar impostos.

Dilma ainda disse que Marina não se compromete com nada, tem só frases de efeito e frases genéricas.

Na despedida Marina não foi nada humilde e disse que vai ganhar a eleição.

Pós-Doutor diz que o maior problema no país não é a corrupção, mas sim a desigualdade

jesse souza

Jessé Souza, professor doutor em ciência política na UFF, doutor em sociologia pela Universidade de Heidelberg, formado em Direito pela Universidade de Brasília, pós-doutorado em sociologia em New York, foi entrevistado no programa Jogo do Poder Paraná (CNT) no dia 24.08.2014, pelo advogado Luiz Carlos da Rocha.

No seu livro “A ralé brasileira: quem é e como vive” (2009), Jessé diz que entre 1930 e 1980 o Brasil foi um dos países que mais cresceu mas ao mesmo tempo produziu uma das maiores massas de excluídos da face da terra, e que o maior problema do Brasil não é a corrupção, mas sim o capitalismo brasileiro que produz excluídos.

O autor critica Sérgio Buarque de Hollanda, Roberto da Matta, Raymundo Faoro, Fernando Henrique Cardoso, chamando-os de culturalistas conservadores, porque analisam a sociedade brasileira do século XIX como uma sociedade pré-moderna como Portugal, mas na verdade já era moderna, com influências de burgueses europeus. Para os autores o patrimonialismo, a corrupção, estaria somento no Estado, e não em toda a sociedade. Que a corrupção seria apenas do Estado e o mercado seria virtuoso, e hoje em dia todos os brasileiros acreditam nisso, nessa “lorota” quando na verdade a corrupção no Estado é um dado endêmico de todos os capitalismos do mundo. A quem interessa que o Estado seja questionado, como ineficinte, principalmente em educação, saúde e previdência, seria apenas para os banqueiros e donos de grandes complexos industriais, que têm o intuito de transformar tudo e mercadoria e ter mais lucro.

Quando a social democracia fixou que aposentadoria, educação e saúde é para todos, para os filhos de ricos e pobres, foi uma das grandes conquistas sociais nos últimos 200 anos, pelo Estado. Quando se diz que apenas o mercado é virtuoso e o Estado é ineficiente, está se querendo dizer que esse campo pode ser mercantilizado e transformado em apropriação privada, para poucos.

Souza diz que o capitalismo brasileiro foi feito para uma meia dúzia, e a classe média faz a cabeça das pessoas e é uma tropa de choque dessa meia dúzia que têm a riqueza nas mãos. A classe média vai às ruas contra espantalhos e não percebe a situação de desigualdade. A classe C rearruma o jogo político. A classe média se acha a campeã da moralidade, é feita de tola pelos endinheirados e vê o Estado como o mal, enquanto essa mesma classe média explora a ralé, que paga baixos salários para essa ralé. A classe média rouba o tempo dos excluídos, que são quase escravos, e se faz uma dramatização sobre a corrupção, o que empobrece o debate público, sendo que há coisas mais importantes para discutir.

A classe média ainda forma a opinião pública mas ela não decide mais as eleições no país. Os excluídos não estão mais ao lado dos partidos conservadores, em decorrência da pequena ajuda que o Estado dá à massa, que dinamiza o mercado. Enquanto isso a classe média tem ódio dos excluídos.

O autor ainda escreveu “Os batalhadores brasileiros: Nova classe média ou nova classe trabalhadora?” (2010), entre outras obras.

Veja o vídeo com a entrevista:

Hoje (17h45) debate entre os candidatos à presidência no SBT

DILMA-PRESIDENTA

O debate acontece hoje (1º de setembro), na sede do SBT em São Paulo, e é realizado em parceria com o jornal Folha de São Paulo, o portal UOL e a rádio Jovem Pan, com apresentação de Carlos Nascimento.

Será entre 17h45 e 19h25, com transmissão ao vivo na internet, na TV e no rádio.

Foram convidados todos os candidatos cujos partidos possuem representação na Câmara dos Deputados e todos confirmaram presença: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB).

Lei 13.019/2014 trata das parcerias entre Administração Pública e Organizações da Sociedade Civil

Simpósio Internacional Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que participei em 2011, em Brasília, a convite da Presidência da República para debater a nova lei das OSC. Foto de Tarso Cabral Violin

A presidenta Dilma Rousseff (PT) sancionou a Lei 13.019, de 31 de julho de 2014, que trata sobre as parcerias entre a Administração Pública e as Organizações da Sociedade Civil, publicada no DOU de 1º de agosto, com vigência a partir de 30 de outubro de 2014.

Participei do início das discussões dessa lei em Brasília.

Em 2011 honrou-me a indicação pela Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e o convite da Secretaria-Geral da Presidência da República para participar do Simpósio Internacional Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que ocorreu entre os dias 9 e 11 de novembro de 2011, em Brasília.

Esse simpósio ocorreu porque durante a campanha presidencial de 2010, a então candidata Dilma Rousseff prometeu criar um grupo de trabalho com participação da sociedade civil para elaborar um novo marco e políticas de fomento para o setor.

No simpósio fui convidado para atuar na oficina sobre contratualização entre Poder Público e OSCs.

Fiz várias propostas nessa oficina:

Simplificação da legislação sobre o tema, no sentido de que a legislação deveria tratar apenas de contratos administrativos para os casos de delegação (se fosse possível), fornecimento ou prestação de serviços; e aproveitando o termo utilizado na Constituição, os convênios para situações de fomento e união de esforços.

Os contratos já são regidos pela Lei 8.666/93, a lei nacional de licitações e contratos administrativos, que também acaba disciplinando os convênios público-públicos (entre entes públicos) e disciplinava até agora os convênios público-privados (entre Poder Público e entidades do chamado Terceiro Setor).

Sugeri que as terminologias “acordos de cooperação”, “contratos de gestão”, “termos de parceria” ou qualquer outro acordo deveriam enquadrar-se nas figuras dos contratos ou dos convênios.

Note-se que prefiro utilizar o termo “convênio” por já estar na Constituição, mas é claro que esse tipo de acordo de vontade pode ter outra denominação.

Recomendei que a legislação deixasse clara que se o vínculo fosse contratual, a licitação deveria ser obrigatória, como regra, nos termos constitucionais. Claro que seria possível a criação de uma nova modalidade licitatória para a celebração dos contratos entre Poder Público e Terceiro Setor.

Lembrei a necessidade da existência de uma legislação que disciplinasse os convênios, pois a Lei 8.666/93 que displina os convênios, no que couber, nunca foi suficiente.

Sugeri que a nova legislação deixasse claro que qualquer acordo de vontade não poderia repassar atividades-fim do Poder Público para as ONGs, mas apenas atividades-meio.

Conforme proposta que o jurista Eduardo Szazi realizou no seminário, seria interessante que a nova legislação fixasse em que situações não podem ser utilizadas as parcerias com as OSCs.

No meu entendimento a nova legislação deveria fixar, de forma expressa, que as parcerias entre Administração Pública e OSCs não poderiam servir para o repasse de toda a gestão de uma instituição pública a um ente privado.

Já propunha há anos que a regra seja a realização de procedimento de escolha para a escolha das entidades privadas que receberão dinheiro público à titulo de fomento, a não ser em casos excepcionais devidamente justificados, o que já havia sendo atendido por meio de recentes decretos federais.

Na época fiz a crítica necessária ao controle apenas de resultados no âmbito da Administração Pública, típico do gerencialismo-neoliberal, o que entendo que normalmente gera um retorno ao patrimonialismo, com mais corrupção, clientelismo e nepotismo.

É uma honra da minha parte ter participado das discussões dessa lei como convidado da presidência da República. Certamente a lei tem falhas, mas muitos avanços, muitos deles recomendados por mim na oficina e no meu livro “Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração: uma análise crítica” e vários outros membros de entidades da sociedade civil, advogados e agentes públicos.

Veja o texto completo e as razões de alguns vetos da  Lei 13.019/2014.

Parabéns à presidenta Dilma Rousseff (PT) e todos os demais envolvidos.

Beto Richa recorre à Justiça para não ser chamado de kinder ovo, mas perde

0517b31c-0104-4da3-829e-6ee04e37b8bd

A Justiça Eleitoral rejeitou pedido de liminar do candidato à reeleição, governador Beto Richa (PSDB), que pleiteava que seus adversários fossem proibidos de chamá-lo de kinder ovo.

O apelido surgiu no debate da Band TV da última quinta-feira (28), quando a candidata à governadora Gleisi Hoffmann (PT) comparou Richa a um kinder ovo, por conta das reiteradas vezes em que o atual governador se declarou surpreso com fatos ocorridos em seu governo.

“Além de não cumprir nem metade dos compromissos assumidos na campanha de 2010, o candidato à reeleição sempre é pego de surpresa. Foi pego de surpresa pela rebelião em Cascavel, pelo aumento da conta de luz e pela notícia das viaturas da PM sem combustível. Nunca sabe de nada. É só surpresa. Parece um Kinder ovo”, disse Gleisi.

Ao rejeitar o pedido de Richa, o juiz Leonardo Castanho Mendes reconhece que o apelido tem o objetivo de “ironizar o que se alegou ser a incapacidade do candidato em inteirar-se dos assuntos de sua administração. A Coligação representada atribui ao Governador um desconhecimento de fatos relevantes ocorridos em seu governo. Até aí, nada de ofensivo”.

O magistrado também não vê ilegalidade na divulgação da imagem na qual Beto Richa salta de um kinder ovo. “Há, é claro, a imagem do Governador dentro de um ovo. Mas aí a imagem só foi utilizada com o fim, obviamente satírico, de equiparar o candidato a famoso objeto de consumo infantil, cujo conteúdo se oculta da criança. Pode se dizer que a equiparação é de mau gosto, mas não ofende o candidato de forma alguma”, finaliza.

Segue a íntegra da decisão:

 

Continuar lendo

Silas Malafaia X Marina Silva: o roto falando do esfarrapado

515151515

TV russa chama Marina Silva de neoliberal

Marina e FHC, tudo a ver

Marina e FHC, tudo a ver

Aécio Neves quer ampliar para todo o Brasil programa com OSCIP investigado pelo MP

Aécio Neves terá dificuldades de ir para o segundo turno em 2014, e Beto Richa dificilmente se reelegerá

Aécio Neves e Beto Richa e o choque de gestão

O presidenciável Aécio Neves (PSDB) quer ampliar para todo o Brasil, se eleito, o Poupança Jovem, de benefícios a estudantes, mas que é alvo de uma investigação em Minas Gerais por suspeita de irregularidades em sua execução, segundo o UOL.

Criado em 2007 durante o mandato de Aécio como governador, o programa destina numa conta bancária R$ 3.000 a estudantes da rede pública, no final do ensino médio, caso eles cumpram requisitos como frequência em sala de aula e participação em atividades extra curriculares.

O Ministério Público Estadual abriu investigação em 2009 que apura se houve dano aos cofres públicos e enriquecimento ilícito em um termo de parceria celebrado com uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que intermediou e executou o programa em várias cidades mineiras.

O Ministério Público investiga a contratação do Inced (Instituto de Cooperação e Educação ao Desenvolvimento) por R$ 15 milhões, entidade que coordenou ações do Poupança Jovem em Governador Valadares, Esmeraldas, Ibirité e Ribeirão das Neves, sem licitação. A entidade subcontratava com licitação dirigida outras empresas que forneciam aos alunos alguns serviços como aulas de inglês e informática, transporte e alimentação.

Os tucanos adoram utilizar as OSCIPs e OSs (organizações sociais) com  o intuito de figa das licitações e do concurso público. É o famioso choque de gestão também utilizado pelo governador Beto Richa (PSDB) no Paraná, considerado o pior governador do estado de todos os tempos e que tenta a reeleição.

Programa de Marina Silva defende grave ataque aos trabalhadores: Terceirização precarizante ampla e irrestrita

Captura de Tela 2014-08-27 às 21.12.59

Por Maximiliano Nagl Garcez da Advocacia Garcez

Advogado de trabalhadores e entidades sindicais. Diretor para Assuntos Legislativos da Associação Latino-Americana de Advogados Laboralistas – ALAL. Mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR. Ex-Bolsista Fulbright e Pesquisador-Visitante na Harvard Law School. Email: max@advocaciagarcez.adv.br

  1. Programa de Marina Silva defende com unhas e dentes a terceirização ampla e irrestrita

Ao pesquisar a palavra “terceirização” no Programa da candidata Marina Silva, li com extrema preocupação os trechos abaixo (íntegra disponível emhttp://marinasilva.org.br/programa/), que são muitíssimos parecidos com as propostas mais reacionárias e conservadoras existentes hoje no Brasil visando prejudicar os trabalhadores (como por exemplo o nefasto PL 4330):

Página 75: “…terceirização de atividades leva a maior especialização produtiva,a maior divisão do trabalho e, consequentemente, a maior produtividade das empresas. Com isso, o próprio crescimento do setor de serviços seria um motor do crescimento do PIB per capita. Ambas as explicações salientam o papel do comércio e serviços para o bem-estar da população. Mesmo assim, o setor  encontra uma série de entraves ao seu desenvolvimento. Há no Brasil um viés contra a terceirização, e isso se traduz bem no nosso sistema tributário, que impõe impostos como ISS e ICMS − em cascata ou cumulativos − em transações que envolvem duas ou mais empresas. A consequência: algumas atividades que poderiam ser terceirizadas por empresas acabam realizadas internamente, em prejuízo da produtividade, porque essa forma de tributação eleva os custos e tira a vantagem da operação.”

E ainda que o trecho acima ainda fosse suficientemente claro, logo à frente fica ainda mais evidente a defesa escancarada da terceirização (contra a qual o movimento sindical e várias entidades da sociedade civil organizada vem lutando):

Página 76: Existe hoje no Brasil um número elevado de disputas jurídicas sobre a terceirização de serviços com o argumento de que as atividades terceirizadas são atividades fins das empresas. Isso gera perda de eficiência do setor, reduzindo os ganhos de produtividade e privilegiando segmentos profissionais mais especializados e de maior renda. O setor de serviços é mais penalizado por esse tipo de problema, ficando mais exposto à consequente alocação ineficiente de recursos com perda de produtividade.

Segue a péssima proposta da candidata, também à pág. 76: Disciplinar a terceirização de atividades com regras que a viabilizem, assegurando o equilíbrio entre os objetivos de ganhos de eficiência e os de respeito às regras de proteção ao trabalho.”

Qualquer trabalhador ou sindicato que conheça o mundo do trabalho sabe que viabilizar a terceirização em todas as atividades de uma empresa, sem qualquer limite, por definição significa um enorme desrespeito “às regras de proteção ao trabalho”, como veremos a seguir. Continuar lendo

Plínio de Arruda Sampaio chamou Marina Silva de ecocapitalista e demagoga

O então candidato à presidência em 2010, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), no debate da Record chamou Marina Silva (ex-PT, na época no PV, agora no PSB, no futuro na Rede Sustentabilidade) de ecocapitalista, demagoga e que não se posiciona.

Grande Plínio! Já nos deixou…

Captura de Tela 2014-08-30 às 21.52.00

Pesquisa espontânea Datafolha: Dilma subiu 3 pontos e está 5 pontos na frente de Marina Silva

142411046

O Datafolha divulgou ontem (29) que na pesquisa espontânea a presidenta Dilma Rousseff (PT) subiu de 24% para 27% e Marina tem 22% (tinha 5%). A pesquisa espontânea é quando o entrevistador pergunta pelo voto do eleitor sem mostrar a lista de candidatos. Que na verdade é o que ocorre na urna eletrônica.

Na pesquisa estimulada Dilma e Marina estão empatadas com 34%, Aécio tem 15% e os demais juntos têm 3%, votos nulo/branco 7% e indecisos 7%.

No segundo turno Marina tem 50% e Dilma 40% e Dilma teria 48% e Aécio 40%.

Marina vence Dilma no Sudeste (35% a 26%) e Centro-oeste (39% a 29%), Dilma bate Marina no Nordeste (47% a 31%) e no Norte (46% a 30%), e no Sul há empate (32% a 32%).

Marina ganha entre os jovens de 16 a 24 anos (42% a 31%), entre aos que têm ensino superior (43% a 22%), entre os que têm renda familiar mensal entre 5 e 10 salários mínimos (44% a 21%) e nas cidades com mais de 200 mil e menos de 500 mil habitantes (38% a 26%).

Dilma ganha de Marina entre as pessoas com mais de 60 anos (38% a 25%), entre os que têm ensino fundamental (44% a 25%), entre os mais pobres com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (41% a 31%), e nos municípios pequenos com até 50 mil habitantes (44% a 29%).

Os católicos preferem Dilma (38% a 30%), os evangélicos não pentecostais (44% a 29%) e os pentecostais (41% a 30%) preferem Marina.

O Datafolha ouviu 2.874 eleitores entre quinta (28) e sexta (29), com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

Ex-apoiador de Marina Silva, Leonardo Boff vai votar na Presidenta Dilma Rousseff (PT)

Filha de Chico Mendes votará em Dilma e não em Marina Silva

angela-mendes

Por Angela Mendes

Ok, alguns amigos me pediram uma posição sobre a candidatura da Marina e a menção que ela fez ao meu pai como sendo ele da “elite”.
Vamos lá, eu respeito e admiro muito a Marina pela sua trajetória de vida, pelo esforço pessoal com que venceu todas as dificuldades impostas à ela como o analfabetismo, doenças e toda espécie de discriminação, até pelo modo com que consegue envolver a todos com seu discurso ecologicamente correto e bem acabado, mas pra mim isso não basta pra governar um Brasil como o de hoje, tenho muitas dúvidas, de todos os tipos, Marina pra mim ainda é um enorme ponto de interrogação, pra começar: desistiu do PT (utopia do passado) quando poderia ter resistido como fazem hoje tantos PTistas históricos mesmo não tendo o mesmo espaço que a elite que tenta dominar o partido, não resistiu à pressão enquanto ministra quem me garante que vai resistir à pressões ainda mais forte se eleita presidente? Com tantas concessões feitas pela cúpula do PSB, aliás todas as concessões possíveis, penso eu que será que tramam as cabeças pensantes desse partido caso consigam eleger Marina? Terá ela realmente liberdade pra governar? Não sei, como será esse mandato em rede, apenas com os melhores? Quem são esses melhores e quais critérios serão utilizados pra escolha desses “melhores”? minhas dúvidas são pra Marina, mas minhas esperanças são pra companheira Dilma, que ela consiga, se eleita, continuar melhorando o Brasil, com uma política que tem problemas mas que não admite dúvidas.
Ah, quanto ao fato do Chico ser da elite, considero que foi apenas uma infeliz comparação, nem precisa de todo esse mimimi.