Para inspirar o contragolpe no Paraguai: “A revolução não será televisionada”

Tomei conhecimento do documentário “A revolução não será televisionada”, de Kim Bartley e Donnacha O’Briain, no mestrado em Direito do Estado da UFPR. É sobre sobre o golpe ocorrido na Venezuela em abril de 2002, que foi consumado, pois não houve resistência de Chaves que foi preso. Mas as manifestações e o apoio de militares fiéis ao país enfraqueceram os golpistas, e Chaves retornou ao governo. Participação clara da midia privada, empresários e militares oposicionistas no golpe, além de declarações do governo americano de apoio ao golpe na Venezuela.

Uma inspiração para os paraguaios fazerem o contragolpe no Paraguai, contra o golpe (“impeachment”) do presidente democraticamente eleito Fernando Lugo.

Charge do Latuff: Golpe no Paraguai

O mais importante – Juca Kfouri

Torcida do Corinthians no Morumbi em 1977, no jogo mais importante da história do timão, segundo Juca Kfouri

Hoje na Folha de S. Paulo

Estará o Corinthians diante dos dois jogos mais importantes de sua história?

OS EMBATES mais importantes da centenária história corintiana não serão os contra o Boca Juniors nas duas próximas quartas-feiras pela decisão da Taça Libertadores da América.

Os 180 minutos que definirão o campeão, serão, no máximo, considerados o terceiro confronto mais importante da vida do Corinthians.

Porque o mais importante, acreditem ou não as novas gerações, foi mesmo o de 1977, pelo Campeonato Paulista, que, então, era considerado mais relevante que o Campeonato Brasileiro. (Prova disso foi que, em 1979, Corinthians, São Paulo e Santos abdicaram de disputar o torneio nacional para se dedicarem ao estadual).

O que estava em jogo naquela decisão contra a Ponte Preta era o fim de um trauma que já durava mais de duas décadas, um sofrimento sem fim, uma verdadeira humilhação, que precisava acabar para parir uma nova era. Que veio. Algo que quem não viveu não é capaz de imaginar.

O segundo jogo mais importante foi o da decisão do primeiro Mundial de Clubes da Fifa, em 2000, contra o Vasco, no Maracanã.

Aqui não se entrará na inútil polêmica em torno do título, porque a discussão em questão se limita aos corintianos, pouco importando, para eles, o que pensam os que não sejam.

Porque o fato é que os corintianos festejaram, e muito, seu primeiro título mundial.

Pensam agora no bicampeonato, contra o Chelsea, se passarem pelo Boca Juniors.

Contra quem farão, repita-se, seu terceiro jogo mais importante, para ocupar a vaga da disputa contra o São Paulo, em 1990, quando se conquistou o até então inédito título brasileiro, no Morumbi, estádio palco também do epopeia de 1977.

Tite não confessará, mas há de ter torcido pela Universidad de Chile, obstáculo menos difícil de ser vencido na final.

A alma corintiana sente diferente.

Quer o mais complicado, o mais épico, o hexacampeão Boca Juniors, que fulminou Cruzeiro, Palmeiras, Santos e Grêmio em quatro das nove decisões continentais de que já participou.

Se for para ganhar, que seja assim, depois de derrotar três grandes campeões da Taça.

Imagine a festa de uma gente que saiu na pré-Libertadores no ano passado se a vencer no seguinte.

Imagine, ainda, se a Libertadores vier sem derrota, campeão invicto depois de 14 jogos.

Só não será maior do que foi a de 1977.

blogdojuca@uol.com.br

Carlinhos Cachoeira terá direito à visita íntima

O bicheiro Carlinhos Cachoeira terá direito à visita íntima, podendo receber a namorada Andressa Mendonça no presídio em Brasília.

Governo Beto Richa é acusado de elitizar, precarizar e privatizar a Escola de Dança do Teatro Guaíra

Os pais de alunas e alunos, professores e servidores da Escola de Dança do Teatro Guaíra – EDTG acusam o governo Beto Richa (PSDB) de fazer mudança, PARA PIOR, na Escola, sem qualquer discussão com os envolvidos. O Teatro Guaíra vai ser reformado e não foi providenciado pelo governo estadual um novo local para instalá-la. Além disso a EDTG passa por muitas dificuldades e os pais, professores e funcionários têm receio até do fim da Escola.

Com isso prepararam até um abaixo-assinado reivindicatório a ser enviado ao Secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana.

Uma das acusações é a tentativa do governo Beto Richa privatizar o ensino de dança para as crianças até 12 anos, conforme informado em matéria da Gazeta do Povo. Outra acusação é o autoritarismo e a falta de transparência do governo estadual, em especial da Secretaria de Estado da Cultura.

Note-se que ainda é possível, conforme várias denúncias do Blog do Tarso, que o governo Beto Richa privatize museus, teatros e a Orquestra Sinfônica por meio de Organizações Sociais – OS, para fugir dos concursos públicos e licitações.

Com a palavra o Governo do Estado.

Ganhador do prêmio nobel de economia desmascara privatizações nos EUA, em especial as dos presídios

Veja mais textos sobre as privatizações dos presídios, clique aqui.

Folha de S. Paulo de sábado

PAUL KRUGMAN

Prisões, privatização e padrinhos

Pense nos benefícios que a privatização traz aos fundos de campanha e às finanças pessoais dos políticos

Nos últimos dias, o “New York Times” publicou reportagens aterrorizantes sobre o sistema de casas de semi-internato de Nova Jersey -ala auxiliar, operada pelo setor privado, do sistema penitenciário estadual.

A série é um modelo de jornalismo investigativo que todos deveriam ler. Os horrores descritos são parte de um padrão mais amplo sob o qual funções do governo estão sendo privatizadas e degradadas.

Em 2010, Chris Christie, o governador de Nova Jersey, descreveu as operações da Community Education Centers, a maior operadora dessas instalações, para a qual fez lobby, como “uma representação do que há de melhor no espírito humano”.

Mas as reportagens revelam algo mais próximo ao inferno -um sistema mal gerido, com escassez de funcionários e equipes desmoralizadas. A história é terrível. Mas é preciso vê-la no contexto mais amplo de uma campanha nacional da direita americana pela privatização de funções de governo, o que inclui a administração de prisões.

O que move essa campanha? Seria tentador dizer que ela reflete a crença dos conservadores na magia do mercado. É assim que os políticos da direita gostariam de ver a questão. Mas basta pensar por um minuto para perceber que as empresas que formam o complexo penitenciário privado não concorrem num mercado livre. Vivem de contratos governamentais.

Os operadores privados de penitenciárias só conseguem economizar dinheiro por meio de reduções em quadros de funcionários e nos benefícios aos trabalhadores. As penitenciárias privadas economizam dinheiro porque empregam menos guardas e pagam menos a eles. E em seguida lemos histórias de horror sobre o que acontece nas prisões.

O que levanta a questão dos motivos reais para a campanha pela privatização das penitenciárias. Uma resposta é que a privatização pode servir como forma encoberta de elevar o endividamento do governo, já que esse deixa de registrar despesas antecipadas e eleva os custos de longo prazo de maneira invisível pelos contribuintes.

Outra resposta para a privatização é que ela representa uma forma de eliminar funcionários públicos, que têm o hábito de formar sindicatos e tendem a votar nos democratas. Mas a principal resposta está no dinheiro. Pouco importa o efeito da privatização sobre os orçamentos estaduais. Pense nos benefícios que ela traz aos fundos de campanha e às finanças dos políticos.

Com a privatização de funções governamentais, os Estados se tornam paraísos de pagamento nos quais contribuições políticas e pagamentos a amigos e parentes se tornam parte da barganha na obtenção de contratos do governo.

As empresas estão tomando o controle dos políticos ou os políticos estão tomando o controle das empresas? Pouco importa.

Não se deve imaginar aquilo que o “New York Times” descobriu sobre a privatização de prisões em Nova Jersey como exemplo isolado de mau comportamento. Trata-se quase certamente de apenas um vislumbre de uma realidade cada vez mais presente, de uma conexão corrupta entre privatização e apadrinhamento que está solapando as funções do governo em muitas regiões dos EUA.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

Impeachment de Fernando Lugo foi, sim, um golpe – Pedro Estevam Serrano

Na Carta Capital

O presidente derrubado de Honduras Manuel Zelaya, com o então presidente Lula durante encontro em agosto de 2009: Brasil apoiou abertamente o mandatário deposto. Foto: Wilson Dias / ABr

O caso de Honduras em 2009, quando o presidente eleito Manuel Zelaya foi deposto, acendeu um claro sinal de alerta em todo continente latino-americano. A democracia como método de escolha majoritária e forma popular de decisão politica pode ser assolada por mandatários parlamentares e juízes togados que usam de seus poderes como afronta a Constituição, com o fim de destituir lideres eleitos democraticamente.

Em regimes presidencialistas, presidentes podem sofrer impedimento de seu mandato pelo Parlamento, mas isso apenas após a comprovação de condutas caracterizadoras de ilícitos e anteriormente previstas nas respectivas constituições ou em leis aprovadas pelos congressistas, após sua comprovação consistente por métodos processuais que garantam ampla defesa com o consequente contraditório e ampla defesa.

O Parlamento, quando realiza impedimento do mandato do presidente sem observância do devido processo legal e dos direitos do acusado, age com inegável abuso de poder, promovendo o que, no âmbito da ciência política, se alcunha como “golpe de estado” – ou seja, interrupção autoritária e, ao menos institucionalmente, violenta do ciclo democrático regular.

Quando se usa a expressão “julgamento político” para tal forma de juízo, não se quer dizer julgamento segundo a vontade integralmente autônoma e livre do julgador, inclusive com eventual dispensa do devido processo legal.

Em um estado democrático de direito não existem juízos imperiais, que se caracterizam pela formação autônoma da vontade do julgador. Para ser tido como tal, qualquer julgamento, por mais discricionário que seja, é pautado no que Kant e a moderna teoria constitucional chamam de juízo “heterônomo”, qual seja, no sentido jurídico, vontade constituída a partir dos fins e processos estipulados na ordem jurídica e não no juízo absolutamente subjetivo do julgador.

Um presidente de um regime presidencialista, portanto, não se confunde com o primeiro ministro de um regime parlamentarista. Não pode ser afastado da função por mero juízo de conveniência e oportunidade do Parlamento, mas apenas pelo cometimento de delitos previstos anteriormente na ordem jurídicas e demonstrados pelo devido processo legal.

Por óbvio, o devido processo legal não é uma mera pantomima formal. Há que se oferecer prazo razoável de defesa e a devida dilação probatória, os direitos do acusado hão de ser respeitados, a conduta tida como delitiva não deve ser circunscrita a mera decisão subjetiva quanto ao cumprimento de certos valores ideológicos. Ao eleitor cabe o juízo ideológico do governo, não ao parlamento.

Mais sobre a crise no Paraguai:
Senado destitui Fernando Lugo e golpe relâmpago é consolidado 
Paulo Daniel: Lugo foi um mau gestor? 

No caso de Zelaya, sequer direito de defesa anterior ao afastamento foi oferecido pelo Parlamento e pela jurisdição. No caso de Fernando Lugo no Paraguai, o que houve foi um “julgamento” a jato e de exceção. O prazo de defesa foi exíguo, sem a oferta da devida dilação probatória, as acusações têm caráter preponderantemente ideológico e não de juízo de ilicitude na conduta. A decisão já se encontrava decidida e escrita antes da apresentação da defesa. Ou seja: trata-se de mais um caso de ofensa grave a constituição nacional, perpetrada pelo respectivo Parlamento, que tira do poder um governante democraticamente eleito

O jovem jurista Luis Regules me observou que a quase totalidade de golpes de Estado na América Latina se deram com apoio parlamentar. É uma história de tristes resultados que insiste em se repetir cada vez mais como farsa.

A decisão aprovada nesta sexta-feira 22 pelo Senado do Paraguai, a nosso ver, tem evidente caráter de golpe de Estado e não pode ser aceita pelos organismos internacionais que, segundo tratados multilaterais, velam pela democracia no continente.

O Brasil precisa renovar a coragem democrática demonstrada no episódio do golpe contra o governo de Zelaya e apoiar abertamente o presidente do Paraguai democraticamente eleito e inconstitucionalmente declarado impedido.

Se nos aquietarmos face a tal ofensa praticada no país vizinho, a vítima amanhã pode ser a nossa democracia.

Governo Dilma condena golpe no Paraguai contra o presidente Fernando Lugo

A presidenta Dilma Rousseff (PT) realizou reunião de emergência hoje com o chanceler Antonio Patriota, os ministro da Defesa e de Minas e Energia, Celso Amorim e Edison Lobão, e o presidente brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek. O governo brasileiro condenou o impeachment golpista contra o presidente democraticamente eleito do Paraguai.

Veja a nota do governo brasileiro:

Situação no Paraguai

O Governo brasileiro condena o rito sumário de destituição do mandatário do Paraguai, decidido em 22 de junho último, em que não foi adequadamente assegurado o amplo direito de defesa. O Brasil considera que o procedimento adotado compromete pilar fundamental da democracia, condição essencial para a integração regional.

Medidas a serem aplicadas em decorrência da ruptura da ordem democrática no Paraguai estão sendo avaliadas com os parceiros do MERCOSUL e da UNASUL, à luz de compromissos no âmbito regional com a democracia.

O Governo brasileiro ressalta que não tomará medidas que prejudiquem o povo irmão do Paraguai.

O Brasil reafirma que a democracia foi conquistada com esforço e sacrifício pelos países da região e deve ser defendida sem hesitação.

O Embaixador do Brasil em Assunção está sendo chamado a Brasília para consultas.

Charge do Latuff: Rio + 20

Requião critica golpe no Paraguai

CANCELADO o Debate na Universidade Positivo entre candidatos à prefeitura de Curitiba que seria em 1º de agosto

CANCELADO debate na Universidade Positivo entre os candidatos à prefeitura de Curitiba que seria em 1º de agosto.

Entrevista com Gustavo Fruet (PDT/PT/PV), pré-candidato a prefeito de Curitiba, no Jornal da Massa

Charge: Golpe no Paraguai

Imagem do dia: o verdadeiro Robin Hood

Senador Eduardo Suplicy (PT/SP). Foto de Alan Marques/Folhapress

Joice Hasselmann desmascara vereador Algaci Tulio. Será que ele é o único ou é boi de piranha?

Trabalhadores tentam evitar a greve, Celepar bate o pé e perde no voto

Por 325 votos a 232, os trabalhadores da Companhia de Informática do Paraná – Celepar negaram a proposta da gestão Beto Richa (PSDB)/Cassio Taniguchi (DEMO) de Acordo Coletivo de Trabalho.

Os celeparianos tentam evitar a greve, mas a direção da Celepar é inflexível.

Luciano Ducci privatizou a Meia Maratona de Curitiba e a empresa deixa na mão corredores

A Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba, comandada pelo estudante de Direito Marcello Richa, filho do casal real paranaense, terceirizou a Meia Maratona de Curitiba para uma empresa privada. Eis que os que se inscreveram na prova por meio das assessorias esportivas e foram pegar o kit descobriram que não tiveram suas inscrições efetuadas pela organização da prova, de responsabilidade da empresa privada “Nosso Time”.

Com a palavra o prefeito Luciano Ducci (PSB)!

Qual a melhor música brasileira de todos os tempos?

Tom, Vinícius e Chico

Depois de fazer a eleição para escolher o maior brasileiro de todos os tempos,cujo vencedor provavelmente foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o SBT está fazendo a eleição para a escolha da melhor música brasileira de todos os tempos. Votei em uma mas tenho dúvidas sobre a melhor música. Mas acho que a música deveria ser uma das compostas ou interpretada por Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Toquinho, Elis Regina, João Gilberto ou Luiz Gonzaga. E se não for nenhuma dessas, que seja o Hino do Corinthians! Por enquanto as músicas mais votas são as seguintes:

A banda
A deusa da minha rua
A flor e o espinho
A noite do meu bem
A praça
A volta do boêmio
Adeus solidão
Águas de Março
Ai, se eu te pego
Ainda ontem chorei de saudade
Alegria, alegria
Aquarela
Aquarela do Brasil
Aquele abraço
As rosas não falam
Asa branca
Ave Maria no morro
Azul da cor do mar
Balada boa
Bandolins

Brasileirinho
Brigas
Caçador de mim
Café da manhã
Caminhemos
Canção da América
Carinhoso
Chão de estrelas
Chega de saudade
Chuva de prata
Cinco letras que choram
Como nossos pais
Deixa a vida me levar
Detalhes
Disparada
É o amor
Emoções
Espinho na cama
Eu quero tchu, eu quero tcha
Eu sei que vou te amar

Eu sonhei que tu estavas tão linda
Eu te Amo Meu Brasil
Evidências
Explode coração
Fascinação
Fica comigo esta noite
Fogão de lenha
Foi Deus que fez você
Foi um rio que passou em minha vida
Garçom
Garota de Ipanema
Gita
Grito de alerta
Hino do Corinthians
Jardineira
Lábios que beijei
Luar do sertão
Majestade, o sabiá

Malandrinha

Maluco beleza
Máscara negra
Menino da porteira
Mensagem
Meteoro
Meu grito
Minha namorada
Moça
Mulheres
Não se vá
Negue
No rancho fundo
Nossa Senhora
O baião
O ébrio
Olhos nos olhos
País tropical
Paralelas
Pastorinhas

Pedágio
Pelo telefone
Ponteio
Que país é esse?
Risque
Ronda
Rosa
Sandra Rosa Madalena
Sapato velho
Se todos fossem iguais a você
Sonho de Ícaro
Sonhos
Tico tico no fubá
Tranquei a vida
Travessia
Trem das onze
Último desejo
Verdade

Não ao golpe no Paraguai contra o presidente Fernando Lugo!

Disney do mal?

Divulgado pelo vírgula, o ilustrador Testosteronman criou versões bizarras de Mickey, Minnie, Pluto, Pateta, Donald e Bafo de Onça.

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