Veja entrevista com a vice de Curitiba Mirian Gonçalves, no Blog da Joice

O papel do Estado na gestão pública

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Por Tarso Cabral Violin – advogado, professor de Direito Administrativo, mestre em Direito do Estado e doutorando em políticas públicas pela UFPR, autor do Blog do Tarso

“O Estado deve cuidar apenas da segurança interna e externa da nação, garantir os direitos individuais dos cidadãos e regular as atividades da iniciativa privada”. Se estivéssemos no século XIX talvez a assertiva acima fizesse algum sentido.

Mas a Constituição brasileira de 1988 é Social, Republicana e Democrática de Direito.

Social porque prevê uma sociedade livre, justa e solidária, com erradicação da pobreza e redução das desigualdades, bem estar, igualdade, justiça social, dever do Estado na educação e na saúde, etc.

Republicana porque busca o bem comum, o interesse público, uma Administração Pública que não seja patrimonialista, mas sim profissionalizada e burocrática no sentido weberiano da palavra.

Democrática porque deve existir uma democracia representativa, com representantes eleitos pelo povo, e uma democracia deliberativa, com o povo participando e decidindo de forma direta.

De Direito porque os Poderes se controlam e são controlados, respeitando os direitos fundamentais.

Em uma Constituição Social o Estado não tem papel apenas regulador. Ele é obrigado a não apenas intervir na ordem econômica e social de forma indireita, regulando e fomentando, mas também de forma direta, prestando serviços públicos e explorando atividades econômicas.

Note-se que a Constituição brasileira prevê que estamos em um capitalismo, com livre iniciativa e propriedade privada, mas não um capitalismo liberal, do cada um por si e Deus por todos, do egoísmo, da barbárie, do individualismo.

Um capitalismo, sim, mas com um Estado de Bem-Estar Social. Nesse tipo de sociedade, o papel do Estado na gestão pública é variado, desde exercer o Poder de Polícia, fazer regulação, fomentar o Terceiro Setor e o Mercado, mas principalmente de prestar serviços públicos e de explorar algumas atividades econômicas.

Não estou dizendo que o Estado brasileiro deva, nos termos da Constituição, explorar todas as atividades econômicas. Pelo contrário. O art. 173 da Constituição de 1988 determina que o Estado explorará diretamente atividades econômicas nos casos previstos na Constituição em quando necessárias aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, nos termos da lei.

Os serviços públicos privativos, nos termos do art. 175 da Constituição, devem ser prestados diretamente pelo Poder Público ou em regime de concessão e permissão. É o único caso previsto na Constituição de possibilidade de terceirização de atividades-fim do Estado. Por exemplo, é possível que os serviços públicos de telefonia sejam prestados diretamente pelo Estado ou por empresas privadas, em regime de concessão ou permissão.

Mas há serviços públicos que não podem ser concedidos ou permitidos pelo Poder Público. Por exemplo, os serviços postais não podem ser terceirizados (art. 21, X).

Os serviços públicos de TV e rádio devem ser prestados pelo Estado, mas também devem ser concedidos para a iniciativa privada. No Brasil deve haver uma complementariedade dos sistemas privado, público e estatal (art. 223).

Particularmente, entendo que também não podem ser concedidos ou permitidos os serviços públicos que são monopólios naturais. Se há apenas uma estrada que liga a cidade A a cidade B, essa estrada não pode ser privatizada. Se não há demanda para que exista mais de um ônibus entre o ponto A e B da cidade, essa linha não pode ser concedida. Se há apenas um aeroporto na região, esse aeroporto não pode ser repassado para a iniciativa privada.

No caso de monopólios naturais, que sejam públicos, pois mais democráticos e mais fáceis de controlar.

Sobre os serviços públicos sociais, não-exclusivos, alguns o Estado é obrigado a prestar, como a educação e a saúde, e a iniciativa privada poderá atuar de forma complementar, colaborativa.

Os serviços de desenvolvimento científico e tecnológico, a Constituição diz que o estado deve promover e também incentivar (art. 218). Ou seja, deve promover diretamente mas também fomentar.

Na outra ponta, os serviços sociais desportivos, a Constituição define que o Estado é apenas fomentador, e não executor (art. 271).

Quando defendo um Brasil mais justo e sem desigualdades sociais falam que isso é uma utopia.

Victor Hugo em “Os Miseráveis” fala o seguinte: “Não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã”. Não percam seus sonhos, persigam suas utopias!

Beto Richa dá calote e Parque de Vila Velha para

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O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), vem reiteradamente atrasando o pagamento dos salários dos servidores do Parque de Vila Velha, em Ponta Grossa, um dos símbolos do estado.

Os servidores decidiram paralisar seus trabalhos e o parque está fechado no momento, em pleno sábado.

Exigem respeito do governador.

Datafolha: Dilma vence no 1º e no 2º turno

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Segundo o Datafolha a presidenta Dilma Rousseff (PT) vencerá a eleição de outubro tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Dilma tem 37% das intenções de voto, Aécio Neves (PSDB) 20%, Eduardo Campos (PSB) 11%, Pastor Everaldo (PSC) 3%,  Eduardo Jorge (PV), José Maria (PSTU), Denise Abreu (PEN) e Randolfe Rodrigues (PSOL) empatados com 1%, Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) menos de 1%. São 16% dos entrevistados que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 8% estão indecisos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também venceria, com percentuais entre 49 e 52%.

Há empate técnica na rejeição a Dilma, Campos e Neves (35%, 33% e 31%). Lula tem apenas 17% de rejeição.

38% ainda acham que Lula é o mais preparado para fazer mudanças no Brasil. Ou seja, ele será um ótimo cabo eleitoral para Dilma, novamente.

Mesmo se ocorrer segundo turno, Dilma vence fácil o Neves (47 a 36%) e Campos (49 a 32%).

A pesquisa Datafolha foi feita ontem e anteontem com 2.844 entrevistas, em 174 municípios do país.

 

Para Verissimo o capitalismo neoliberal interessa aos poderosos e é um desastre

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Hoje no O Globo

O caminho

Concentração de renda não se deve à meritocracia, já que vem principalmente de dinheiro herdado

Um espectro ronda a Europa e o resto do mundo onde a receita neoliberal contra a crise é austeridade para os pobres e liberdade total para os ricos enriquecerem cada vez mais. O espectro tem nome e sobrenome: Thomas Piketty. É um jovem economista francês cujo livro “O capital no século XXI” é um best-seller internacional e está apavorando muita gente. Não há resposta para a sua tese de que a ideia de que basta deixar os ricos se lambuzarem que sobrará para os pobres — todos se beneficiarão e a desigualdade acabará no planeta — é furada como um donut — a não ser chamá-lo de um marxista com preconceitos previsíveis. Mas justamente o que assusta em Piketty é que sua tese foge da ortodoxia marxista e é baseada em retrospectiva academicamente irretocável e fatos e números inegáveis, não em ideologia. Ela apenas prova que a lição dos últimos anos, quando o capital financeiro se adonou do mundo, é não apenas que o caminho tomado está errado e só levará a mais desigualdade como todos os argumentos usados para justificá-lo são falsos. A concentração de renda não se deve a nenhum tipo de meritocracia, já que vem principalmente de dinheiro herdado ou produzido pelo próprio dinheiro, sem nenhum proveito social, e nem as oligarquias mais “esclarecidas” estão prontas a renunciar à sua capacidade de autogeração, que, no caso, é a possibilidade de se autorremunerar ao infinito. A continuar assim, diz Piketty, a história do capitalismo no século XXI será a do crescente confronto com a desigualdade e com a revolta que ela, cedo ou tarde, mas fatalmente, provocará.

Gosto daquela cena num filme dos irmãos Marx em que Groucho, no papel de um general, prepara-se para explicar a seus comandados o significado de um mapa na parede. “Uma criança de 3 anos entenderia este mapa”, diz Groucho. E, depois de estudar o mapa por alguns minutos: “Tragam uma criança de três anos!” Sem querer diminuí-lo — ao contrário — acho que monsieur Piketty é a criança de 3 anos desta história. Ele traz uma visão nova de uma situação que todo mundo está vendo mas nem todo mundo enxerga ou quer enxergar, e que a criança de 3 anos veria com a mesma simplicidade, sem os mesmos recursos do francês. Mas também desconfio que, passado o primeiro susto, a tese de Piketty terá o mesmo efeito da explicação da hipotética criança de 3 anos — muito pouco. A lição que Piketty aprendeu ou apreendeu no passado estava evidente. Se o caminho errado continua o mesmo é porque interessa economicamente e politicamente a quem tem o poder e não quer distribuí-lo como se distribui renda. É um caminho para o desastre conscientemente assumido.

Beto Richa envergonha o Paraná em rede nacional

O programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo, televisionado pera todo o Brasil, recebeu ontem (5) o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que tentou justificar porque ele quebrou o estado. O programa é famoso por ser incisivo contra entrevistas de esquerda e light com políticos de direita. Apresentado pelo jornalista Augusto Nunes, participaram da bancada Thais Bilenky (Folha de S. Paulo), Rogério Galindo (Gazeta do Povo e blog Caixa Zero), Sérgio Roxo (O Globo), Cristian Klein (Valor Econômico) e Silvio Navarro (Veja Online), e contou com a participação do cartunista Paulo Caruso.

Beto Richa na entrevista colocou toda a culpa pela incompetência de seu governo no ex-governador Roberto Requião (PMDB), na ex-Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT) e na presidenta Dilma Rousseff (PT). O governador ainda elogiou a ditadura militar e defendeu seu secretário Ezequias Moreira, que está sendo processado por contratar sua sogra em cargo comissionado sem trabalhar, o famoso escândalo da sogra fantasma.

Beto ainda aconselhou Aécio Neves (PSDB), se vencer as eleições, a aumentar as tarifas, como Richa fez no Paraná. E confessou que está sendo um pior governador do que prefeito.

O único entrevistador que realmente questionou Beto foi Rogério Galindo. Nas respostas ao jornalista, Beto o desmerecia, dizendo que ele o perseguia no Paraná.

Pegou muito mal para o Paraná mostrar como pensa o seu governador para todo o Brasil. Intelectuais, analistas políticos e jornalistas criticaram bastante a fala de Richa nas redes sociais. Os comissionados do governo do Estado teceram bastante elogios ao governador.

Milhares de telespectadores encaminharam perguntas ácidas contra Richa, mas o programa fez apenas uma pergunta para o governador.

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PSTU pergunta para Beto Richa: e os milhões do viaduto estaiado?

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Hoje (5) o PSTU expôs a faixa “Obra cara e desnecessária. Mais dinheiro para saúde, transporte e educação” para protestar contra os gastos públicos com o viaduto estaiado pela gestão Beto Richa/Luciano Ducci na prefeitura de Curitiba.

Hoje pela manhã, quem passou pela nova ponte estaiada de Curitiba não pode deixar de notar a faixa, e durante o tempo em que ela ficou exposta, muitos motoristas e pedestres que transitavam no local manifestaram-se por meio das buzinas apoiando o protesto.

Para o PSTU, esta obra foi cara e não resolveu o problema dos grandes engarrafamentos na região. Só para se ter um exemplo, o viaduto estaiado foi orçado em R$ 84,49 milhões, enquanto a trincheira da Rua Guabirotuba custou R$ 10,26 milhões. Ambas as obras cumprem a mesma função.

Segundo especialistas, com o valor de R$ 84,49 milhões, seria possível construir 20 viadutos comuns. Para Mariane Siqueira, presidente do PSTU em Curitiba, “esta obra precisa ser auditada sob o controle da população, já que existem fortes indícios de que houve desperdício de dinheiro público em sua construção, ou seja, de dinheiro do povo”.

O cruzamento da Avenida das Torres precisa de uma obra para melhorar o tráfego. Mais de 30 mil veículos passam em cada um dos sentidos todos os dias. Além disso, trata-se do corredor que liga o Aeroporto Afonso Pena a Rodoferroviária em Curitiba. Por isso, o PSTU e a população querem saber onde o dinheiro foi parar e por que a obra não resolveu o problema.

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Ótima matéria e entrevista sobre privatizações com Requião

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O senador Roberto Requião (PMDB), pré-candidato ao governo do Paraná, foi entrevistado no programa Ponto a Ponto, da Band News TV, por Mônica Bergamo e Antonio Lavareda. Requião analisa pesquisas que mostram a opinião dos brasileiros sobre as privatizações.

Requião diz que vai votar na presidenta Dilma Rousseff (PT).

O único equívoco foi dizer que a privatização de Dilma foi igual à do FHC.

Imperdível, clique aqui e veja a entrevista.

FHC e a corrupção

Hoje o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) publicou texto na velha mídia e ele está indignado com a corrupção. Apenas esqueceu de informar que é o principal responsável pela implementação do gerencialismo-neoliberal no Brasil. O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado de 1995, documento assinado por FHC, previa o fim do Estado do Bem-Estar Social e da Administração Pública profissionalizada weberiana no país. O fim de algo que nunca foi implementado de fato no Brasil. Por mais que com Getúlio Vargas (assistam o filme nos cinemas) o Estado Social e a Administração Burocrática começaram a ser implementadas, apenas com a Constituição de 1988 esses ideais foram previstos explicitamente no documento normativo mais importante de uma nação.

Mas o neoliberalismo-gerencial de FHC previa um Estado Mínimo apenas regulador, uma Administração Pública com controle de resultados e privatizações.

Com isso a Constituição foi dilapidada e surgiram leis que permitiram acabar com o Estado-Administração brasileiro.

Ocorreram casos de corrupção explícitos nas privatizações das empresas estatais.

O aumento da privatização das atividades sociais via Terceiro Setor gerou uma sequência de escândalos de corrupção em ONGs.

Aumento das concessões de serviços públicos redundaram em crescimento exponencial do lucro de uma iniciativa privada que acaba bancando campanha de políticos que retribuem favores quando no poder.

Com a redução de servidores estatutários e aumento de celetistas na Administração Pública o patrimonialismo e o clientelismo aumentaram no Poder Público.

Tudo isso fiscalizado por agências reguladoras nada democráticas e capturadas pelo grande capital.

Além, é claro, de um dos casos mais escandalosos de corrupção no Brasil, quando vários parlamentares foram comprados (R$ 200 mil cada) para que votassem pela emenda da reeleição.

Mas o governo FHC tinha um dom. Conseguia abafar ou reduzir as crises na imprensa e conseguia barrar qualquer CPI contra o seu governo.

Com uma polícia federal e um ministério público menos independentes do que hoje, foi a fórmula de um “sucesso” temporário do governo FHC (1995-2002), mas que ocasionou uma grande dificuldade em eleger um presidente do Brasil tucano desde então.

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Veja mais charges sobre FHC, clique aqui.

Dilma traz boas notícias para o Dia do Trabalhador

Do Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff (PT) afirmou, em pronunciamento, nesta quarta-feira (30), que a luta pelo emprego e pelo salário está sendo vencida. Ela ainda revelou ter assinado uma medida provisória que corrige a tabela do Imposto de Renda, como nos últimos anos, garantindo mais dinheiro no bolso do trabalhador. Dilma ainda assinou decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família, que é recebido por 36 milhões de brasileiros. A medida assegura que os beneficiários continuem acima da linha da extrema pobreza definida pela ONU.

“Estamos vencendo a luta mais difícil e mais importante: a luta do emprego e do salário. Não tenho dúvida, um país que consegue vencer a luta do emprego e do salário nos dias difíceis que a economia internacional atravessa, esse país é capaz de vencer muitos outros desafios. (…) Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e da classe média”, disse.

Dilma também destacou que o governo vai continuar com a política de valorização do salário-mínimo, apesar das críticas de que o pagamento tem crescido mais do que devia. Para a presidenta, é um instrumento efetivo para a diminuição da desigualdade e para o resgate da grande dívida social que ainda existe com os trabalhadores mais pobres.

“Nosso governo nunca será o governo do arrocho salarial, nem o governo da mão dura contra o trabalhador. Nosso governo será sempre o governo dos direitos e das conquistas trabalhistas, um governo que dialoga com os sindicatos e com os movimentos sociais e encontra caminhos para melhorar a vida dos que vivem do suor do seu trabalho”, afirmou.

Estabilidade

Dilma afirmou que, mesmo que, em alguns períodos do ano, tenham ocorrido aumentos localizados de preços, motivados, na maioria das vezes, por fatores climáticos, os últimos 11 anos foram o período mais longo de inflação baixa da história brasileira. Ela ainda lembrou que o salário do trabalhador cresceu 70% acima da inflação, com a geração de mais de 20 milhões de novos empregos com carteira assinada, sendo que 4,8 milhões no atual governo.

“E esses aumentos causam incômodo às famílias, mas são temporários e, na maioria das vezes, motivados por fatores climáticos. Posso garantir a vocês que a inflação continuará rigorosamente sob controle, mas não podemos aceitar o uso político da inflação por aqueles que defendem ‘o quanto pior, melhor’”, destacou.

Combate à corrupção

Dilma reafirmou o compromisso do governo no combate incessante e implacável à corrupção e que são órgãos do governo federal que têm revelado novos casos, caso da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. Segundo ela, mesmo que a exposição dos fatos cause indignação e revolta de todos, isso não inibirá as instituições de apurar e denunciar mais, lutando para os investigados sejam punidos com rigor.

“O que envergonha um país não é apurar, investigar e mostrar. O que pode envergonhar um país é não combater a corrupção, é varrer tudo para baixo do tapete. O Brasil já passou por isso no passado e os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia, a covardia ou a conivência”, destacou Dilma.

A presidenta também defendeu a Petrobras, que é um símbolo de luta e afirmação do Brasil, e que nunca vai se confundir com atos de corrupção. Segundo Dilma, tudo que tiver que deve ser apurado vai ser apurado com o máximo rigor.

“Não transigirei, de nenhuma maneira, em combater qualquer tipo de malfeito ou atos de corrupção, sejam eles cometidos por quem quer que seja. Mas igualmente não vou ouvir calada a campanha negativa dos que, para tirar proveito político não hesitam em ferir a imagem dessa empresa que o trabalhador brasileiro construiu com tanta luta, suor e lágrimas”, completou.

Pactos

Dilma lembrou os pactos firmados após as manifestações de junho, que já produziram resultados. Na educação, a lei que permitirá que a maior parte dos royalties e dos recursos do pré-sal sejam aplicados na educação foi aprovada. Na saúde, o programa Mais Médicos viabilizou a chegada, em seis meses, de mais de 14 mil médicos em 3.866 municípios, oferecendo uma cobertura de atenção básica para 49 milhões de brasileiros.

Já o pacto pela mobilidade urbana está investindo R$ 143 bilhões para melhorar o sistema viário e o transporte coletivo público nas cidades brasileiras, com a implantação de metrôs, veículos leve sobre trilhos, monotrilhos, BRTs, corredores de ônibus e trens urbanos. Sobre a reforma política, a presidenta afirmou que fará tudo o que estiver ao alcance para uma mudança na legislação que modifique as práticas, dando condições de construir a sociedade do futuro que todos almejamos.

“Foi assim que encaminhei ao Congresso Nacional uma proposta de consulta popular para que o povo brasileiro possa debater e participar ativamente da reforma política. Sempre estive convencida que sem a participação popular não teremos a reforma política que o Brasil exige. Por isso, além da ajuda do Congresso e do Judiciário, preciso do apoio de cada um de vocês, trabalhador e trabalhadora”, disse.

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Leia o pronunciamento completo: Continuar lendo

Em ano eleitoral Gazeta do Povo publica 55% de editoriais contrários à Dilma e poupa Beto Richa

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Jornal Gazeta do Povo faz campanha sistemática contra a presidenta Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores, com seu cartunista Paixão, editoriais e manchetes

O Blog do Tarso fez uma pesquisa detalhada em todas as 119 edições do jornal paranaense Gazeta do Povo de 2014, entre os meses de janeiro e abril. Fica comprovado que em pleno ano eleitoral, o jornal faz uma campanha rigorosa contra a reeleição da presidenta da Brasil, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Ao mesmo tempo a Gazeta poupa o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

Foi realizada uma verificação pormenorizada das manchetes do jornal, dos editoriais e das charges principais da página 2 do jornal.

Entre os editoriais da Gazeta do Povo nos quatro primeiros meses de 2014, 55% (65 no total) foram contrários à presidenta Dilma, ao ex-presidente Lula (PT), ao próprio PT ou à Copa do Mundo. Como a Copa do Mundo foi trazida pelo ex-presidente Lula para o Brasil, algumas críticas à Copa foram consideradas pelo Blog como depreciações contra o próprio governo federal. Além disso vários editorais ainda são contrários à esquerda e com pensamentos conservadores e reacionários.

Ainda mais grave são as charges especiais na página dois do jornal, espaço nobre do jornal. São as charges que todos que leem ou mesmo folheiam rapidamente o jornal são visualizadas. Simplesmente 69% (82 no total) das charges da Gazeta do Povo atacaram Dilma, Lula, o PT ou a Copa do Mundo, de forma a prejudicar a imagem do governo federal. Em casos excepcionais há charges com sátiras a outras autoridades, partidos ou temas. A grande maioria dessas charges são do cartunista Paixão, e excepcionalmente do Benett. Note-se que o Blog do Tarso tem uma simpatia especial pelas charges e tirinhas do Bennet, de muita qualidade, criatividade e na maioria de vezes justiça com om satirizado. Já não se pode dizer o mesmo do Paixão, que infelizmente faz uma oposição sistemática contra o PT e Dilma, sem ficar claro se a mando do patrão ou por vontade própria. Em mais de uma charge ele chega a fazer campanha para Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (PSB, ex-PT, ex-PV, ex-Rede), pré-candidatos à presidência e vice. E o mais grave: NENHUMA sátira contra o governador tucano Beto Richa.

Sobre as manchetes do jornal, das notícias principais na Gazeta no ano de 2014, 40% (total de 48) foram contrárias à presidenta Dilma, ao PT, à Lula ou à Copa do Mundo. Apenas 10% (total de 12) das manchetes faziam alguma alusão negativa ao governo de Beto Richa e apenas 5% (total de 5) das manchetes foram contrárias ao governo do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT). Nesse último caso, com uma justificativa maior, pelo prefeito ainda estar no primeiro terço do mandato. As demais manchetes criticaram o Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados), a Assembleia Legislativa do Paraná, o Tribunal de Justiça do Paraná ou o Tribunal de Contas do Estado, mas em número bastante reduzido.

Mesmo em situações graves, o governo Beto Richa foi poupado, como quando da denúncia de corrupção contra o seu irmão Pepe Richa ou quando o governador escolheu um médico como secretário de segurança. Nesse caso, o jornal apenas falou que Richa escolheu um “legista”. O fato é que quando cita o nome de Richa nas manchetes, nunca em sentido negativo.

Mesmo em situações em que o jornal poderia criticar o ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL) ou Beto Richa, como no caso do pedágio, o panfleto inclui críticas aos senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), prováveis adversários de Beto em outubro. Note-se que Lerner criou os altíssimos pedágios no Paraná e Beto, além de ter votado como deputado estadual a favor do pedágio, em seu atual governo aceita de forma passiva o que exigem as concessionárias.

Vários editoriais e manchetes elogiam o governo Beto Richa, o que é raro para outras autoridades. Em um raro momento, um editorial diz que Dilma está correta, mas quase se desculpando com o leitor por não critica-la.

A Gazeta do Povo sempre tratou mais da política estadual e municipal, mas nos últimos anos vem se especializando em críticas ao governo federal. O governo estadual de Roberto Requião (PMDB), entre 2003 e 2010, também foi bastante criticado pelo jornal, provavelmente por ele ter cortado qualquer verba publicitária para a Gazeta. As críticas não ocorrem contra o atual governador, considerado por muitos como o pior governador do paraná de todos os tempos. Beto Richa gasta milhões com propaganda e publicidade oficial na Gazeta.

Informo que os jornais e revistas brasileiros não são serviços públicos, como são as TVs e rádios. Os jornais e revistas tem total liberdade de publicar o que bem entenderem, de apoiar quem bem entenderem, de criticar quem eles quiserem. O que não é possível aceitar é o discurso inverídico de que esses jornais e revistas são imparciais, independentes. NÃO SÃO! O mesmo se aplica para a revista Veja, Época, os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, a Rede Globo, entre outros meios de comunicação.

O que se pede é que sejam mais sinceros com seus leitores. O povo paranaense deve saber que o que está lendo é propaganda política, e não uma verdade universal.

Vejam que com esse texto não se critica os jornalistas e colunistas da Gazeta do Povo. A maioria é composta por profissionais competentes. O problema é que a manchete quem decide é a direção do jornal, assim como a charge principal. E o editorial é elaborado pela alta cúpula da Gazeta.

Com o presente texto o Blog do Tarso continua exercendo seu papel de Ombudsman informal da Gazeta do Povo, já que infelizmente o jornal não tem esse cargo oficialmente.

Estamos de olho!

Tarso Cabral Violin – advogado, professor de Direito Administrativo, mestre e doutorando pela UFPR, é o autor do Blog do Tarso

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Enquanto as manchetes com letras garrafais da Gazeta do Povo atacam a presidenta Dilma, nenhuma manchete em 2014 critica e cita diretamente o nome do governador Beto Richa

A direita levanta a cabeça – Ricardo Melo

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Na Folha de S.Paulo de hoje

Os sinais estão à vista. A disposição de enxergá-los depende de cada um.

1- Numa afronta à democracia, a ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber decide que a CPI da Petrobras tem que ser assim, e não assado. Pouco importa a decisão do Senado. A propósito, quantos votos teve a magistrada para imaginar que a opção de milhões de eleitores, que, mal ou bem, escolheram seus representantes no Congresso, vale menos que a dela?

2- A Petrobras aprovou uma compra mais do que polêmica de uma refinaria em Pasadena, nos EUA. Isso já é sabido de todos. Mas alguns detalhes são interessantes: o conselho que aprovou a operação reunia representantes do “mercado” e do governo. Uma espécie da tal parceria público-privada sonhada e idolatrada por 11 entre 10 teóricos neoliberais. Poisbem: onde foram parar nessa história toda Fábio Barbosa, Cláudio Haddad, Jorge Gerdau, expoentes do “empresariado” brasileiro que, com Dilma Rousseff e outros, aprovaram o negócio? Serão convocados a depor, ou deixa pra lá?

3- Num atentado às regras mais elementares da Justiça, o Supremo mantém encarcerado o ex-ministro José Dirceu em regime fechado, embora sucessivas sentenças do mesmo tribunal tenham condenado o réu a cumprir regime semiaberto. Aliás, Dirceu vive uma situação “sui generis”: foi condenado como chefe de uma quadrilha que, depois, o próprio Supremo concluiu que não existia.

4- Uma promotora do Distrito Federal, Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, com a maior sem-cerimônia, pede a quebra de sigilo telefônico não apenas de pessoas determinadas, mas de uma área geográfica que envolve o Palácio do Planalto, o STF etc., ao melhor estilo NSA de Obama. A desculpa oficial: apurar se José Dirceu usou ou não um celular na prisão –na qual, nunca é demais frisar, está detido ilegalmente. Qual a base para o pedido da sra. Corrêa? Denúncias informais, feitas por gente que não quis se identificar ou prestar um depoimento. Está certo que nossas faculdades de direito não são nenhuma maravilha, mas chegar a esse ponto para justificar a arapongagem desavergonhada é fazer pouco do mais ingênuo dos brasileiros.

5- Depois de anos e anos, o STF absolve o ex-presidente Fernando Collor da montanha de crimes de que era acusado. Detalhe: o processado sofreu um impeachment por causa daquelas acusações, de resto muito mais evidentes e escancaradas do que, por exemplo, as do chamado mensalão. Bem, o “caçador de marajás” foi deposto, lembram-se? Dona Rosa Weber vai querer devolver o cargo a ele?

6- Pouco tempo depois de confessar as atrocidades cometidas durante a ditadura militar, coronel reformado Paulo Malhães foi assassinado no Rio de Janeiro. Malhães é aquele que ensinou como sumia com vestígios das vítimas na época anterior aos exames de DNA.

Bastava tirar a arcada dentária, cortar os dedos para desaparecer com as digitais e lançar o cadáver, ou o que sobrou, num rio. Diante disso, não é preciso ser nenhum Eliot Ness para saber que a morte de Malhães foi uma queima de arquivo –como, aliás, ele próprio antecipou em seus depoimentos.

Dizem os compêndios: dias antes do golpe militar de 1964, lideranças pró-governo faziam pouco dos que alertavam para o risco de uma quartelada contra Jango Goulart. Uma das frases célebres: “Se a direita levantar a cabeça, ela será cortada”. Deu no que deu. As condições são diferentes, o mundo não é o mesmo, mas, pelo sim, pelo não, é sempre bom ficar esperto. Ou então esperar mais 50 anos para ouvir outra ladainha de “autocríticas”.

Veja a Lei 12.965/2014, o Marco Civil da Internet

Foto Oficial Presidenta Dilma Rousseff.  Foto: Roberto Stuckert Filho.

LEI Nº 12.965, DE 23 ABRIL DE 2014.

Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o Esta Lei estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil e determina as diretrizes para atuação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em relação à matéria.

Art. 2o A disciplina do uso da internet no Brasil tem como fundamento o respeito à liberdade de expressão, bem como:

I – o reconhecimento da escala mundial da rede;

II – os direitos humanos, o desenvolvimento da personalidade e o exercício da cidadania em meios digitais;

III – a pluralidade e a diversidade;

IV – a abertura e a colaboração;

V – a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e

VI – a finalidade social da rede.

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Ibope: Dilma tem 61% e vence no 1º turno

Foto Oficial Presidenta Dilma Rousseff.  Foto: Roberto Stuckert Filho.

Segundo pesquisa Ibope divulgada hoje, a presidenta Dilma Rousseff (PT) tem 37% dos votos, Aécio Neves (PSDB) 14%, Eduardo Campos (PSB) 6%, Everaldo Rodrigues (PSC) 2%, Denise Abreu (PEN) e Randolfe Rodrigues (PSOL) 1% cada. Brancos e nulos 24%, indecisos ou que não souberam responder representam 12%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima e foram ouvidas 2.002 pessoas em 140 municípios entre os dias 10 e 14. Contratada pelo jornal O Estado de S.Paulo e pelas Organizações Globo e registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-00078/2014.

Se forem verificados apenas os votos válidos, Dilma tem 61%, Aécio 23%, Campos 10%, Everaldo 3%, Denise e Randolfe 2%.

Com isso a presidenta vence fácil no primeiro turno das eleições.

Palestra sobre Reforma do Estado com Frederico Lustosa da Costa

Apresentação do professor Frederico Lustosa da Costa durante o 20º Fórum de Debates Brasilianas.org, sobre Reforma do Estado, no dia 20 de dezembro de 2011.

Folha de S. Paulo liga doleiro Alberto Youssef a Eduardo Campos

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Na Folha de S. Paulo de ontem

Irmão de dirigente do PSB pediu dinheiro a doleiro, diz polícia

Mensagens indicam repasses a parente do ex-ministro Fernando Bezerra, aliado de Eduardo Campos em PE

Depósitos de Alberto Youssef alimentaram as contas do filho e da mulher do ex-presidente da Codevasf

ANDRÉIA SADI, DE BRASÍLIA

Ex-presidente da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e irmão do ex-ministro Fernando Bezerra, Clementino de Souza Coelho foi flagrado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, pedindo dinheiro para o doleiro Alberto Youssef.

Clementino presidiu por um ano a Codevasf, uma empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional, comandado por Fernando Bezerra de 2011 a 2013. Bezerra, que escolheu o irmão para o cargo, chefiou o ministério por indicação do PSB e é homem de confiança do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pré-candidato do PSB ao Planalto.

A PF interceptou trocas de e-mails de Clementino com o doleiro, preso desde março.

A polícia encontrou nas mensagens comprovantes de depósito em valores fracionados para “João”, além de pedidos de dinheiro para “Maria” e “Fábio”.

Números indicados por Youssef nas mensagens como os dos CPFs dos favorecidos correspondem aos documentos de João Clementino de Souza Coelho e Maria Cristina Navarro de Brito, respectivamente, filho e mulher de Clementino de Souza Coelho.

“Fábio” é descrito pela PF como Fábio Leivas, que a polícia não diz quem é. A Folha não conseguiu identificá-lo.

Em um dos e-mails, de 30 de janeiro deste ano, Clementino enviou a Youssef, a quem chama de primo”, dados de uma conta bancária com os dizeres: “assim sendo fica: Fabio 30, Maria aprx 35, joao 60”. A expressão “aprx” significa “aproximadamente”.

No dia seguinte, o ex-presidente da Codevasf cobrou por e-mail: por favor, assegure que as entregas serão feitas hoje ainda os 3 endereços fornecidos, sendo JOAO 60, FABIO 30 E MARIA OS 35…”.

No dia 4 de fevereiro, Youssef enviou os dados bancários de João Clementino e Maria para um contato que a PF suspeita auxiliar o doleiro no possível “cometimento do crime de evasão de divisas”.

O contato do doleiro escreveu “60.000,00” embaixo do nome de João e “35.289,00” embaixo de “Maria”. A PF apreendeu ainda comprovantes de depósitos em nome de João Clementino, em valores diversos, segundo o relatório: “R$ 500, R$ 10.000, R$ 9.900”.

A Folha tentou falar ontem diversas vezes com Clementino e Maria Cristina. Deixou recados com uma funcionária do casal, mas não obteve resposta. A Folha não conseguiu localizar João Clementino.

Procurado pela Folha, o ex-ministro Fernando Bezerra disse desconhecer o assunto e prometeu entrar em contato com o irmão para que ele desse mais esclarecimentos, mas não pôde localizá-lo.

Bezerra deixou o governo em 2013, após Eduardo Campos romper com o PT para se lançar candidato ao Planalto. Segundo Bezerra, Clementino não é filiado ao PSB.

Em janeiro de 2012, Clementino teve de deixar a presidência da Codevasf, após acusações de que Bezerra teria ignorado o decreto antinepotismo ao manter o irmão na estatal durante um ano. Ele foi nomeado após Bezerra tomar posse no Ministério da Integração Nacional.

A Codevasf possui um orçamento bilionário para investir em obras como a perfuração de poços para o combate à seca no Nordeste.

O “socialista” Eduardo Campos faz defesa do capitalismo e das privatizações

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O pré-candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), defendeu ontem no Rio de Janeiro as privatizações, o capitalismo, o lucro da iniciativa privada e sugeriu que o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) fez concessões “a contragosto” na área de infraestrutura.

Defendeu ainda que as empresas privadas lucrem mais com o Estado do que no mercado financeiro/bancos.

Típica política entreguista que garante muito dinheiro para o grande capital, que quase faliu o Estado brasileiro no governo de FHC (PSDB).

Vox Populi: Dilma tem 40% e vence já no 1º turno, adversários com apenas 26%

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Na pesquisa Vox Populi/CartaCapital realizada entre os dias 6 e 8 de abril a presidenta Dilma Rousseff (PT) aparece com 40% das intenções de voto e seus adversários somam 26%.

Aécio Neves (PSDB) tem apenas 16%, Eduardo Campos (PSB) com míseros 8%, Pastor Everaldo Pereira (PSC) 2%, e os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) com menos de 1%. Votos brancos ou nulos 15%, não sabem/não responderam 18%.

O instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais.

Secretaria Municipal do Abastecimento de Curitiba quer terceirizar Armazéns da Família

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Do Sismuc

Proposta de terceirização nos armazéns vai na contramão da melhoria do atendimento

A Secretaria Municipal do Abastecimento (Smab) convocou os trabalhadores de Armazéns da Família hoje (segunda, 14), em pleno dia de folga, para apresentação de proposta considerada uma forma aberta de terceirização do atendimento em caixa (PDVs) nos armazéns. Continuar lendo

O perfeito candidato à presidência do Brasil

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O perfeito candidato à presidência do Brasil nasceu há cerca de 55 anos, filho de professores, numa modesta casa de classe média em uma cidade no interior do Estado. De família numerosa, que veio de região pobre do país, cresceu em cidade pequena, brincou muito como um típico menino do interior, conviveu com trabalhadores do campo, familiarizando-se bem com todos os problemas agrícolas. Quando estava no ensino médio seu pai morreu, a casa foi vendida, sua mãe, uma mulher forte e sensível, mudou com a família para a capital e a luta começou.

O futuro presidente trabalhou no comércio de um conhecido da família, e dentro em pouco conhecia perfeitamente todos os problemas do trabalho e da administração, enquanto continuava seus estudos. Foi recruta do serviço militar. Estudo direito em uma universidade pública. Casou-se com a namorada do colégio, de boa família. Foi presidente do Centro Acadêmico de Direito. Ao se formar, passou no Exame da OAB, abriu escritório, ingressou em um partido político de esquerda, fez trabalho voluntário, frequentava todo o domingo a Igreja. Arranjava tempo para fazer atividades físicas.

Como advogado intermediou lides entre trabalhadores e empresas, entre empresas e Administração Pública, entre servidores e Administração Pública e representou políticos em eleições.

Fez mestrado e doutorado escrevendo sobre temas de interesse público.

Tornou-se prefeito da capital, em coligação partidária ideológica, com campanha financiada pelo partido, por pequenas empresas e por cidadãos que acreditaram em seu bom trabalho.

Fez uma ótima administração, organizando a Administração Pública municipal, respeitando os servidores públicos, dialogando com o empresariado, respeitando o texto Constitucional. Foi reeleito.

Dois anos depois do seu mandato, elegeu-se governador do estado e também fez um ótimo governo. Foi reeleito.

Sempre fez administrações eficazes, éticas, cordiais e honestas.

Orador notável, boa aparência, agora pretende ser presidente de República.

(adaptação de MILLS, C. Wright, A Elite do Poder, Zahar Editora, 1962, p. 273, que também adaptou de BENDINER, Robert. Portrait of the Perfect Candidate, The New York Times Magazine, 18.05.1952, pp. 9 e segs.)

Ainda não há um político perfeito no Brasil e no mundo. Ainda estamos construindo nosso Estado Social, Republicano e Democrático de Direito previsto na Constituição de 1988.

O candidato acima poderia ser mulher, negro, rico, ter outra profissão, outra preferência religiosa ou sexual. Poderia ter outra história pessoal e política.

Enquanto não há perfeição, enquanto não temos uma sistema eleitoral perfeito, devemos escolher nas eleições os políticos que melhor possam representar os brasileiros. Que tentem garantir os direitos das minorias discriminadas, garantir um desenvolvimento social, econômico, ambiental, ético, jurídico e político, sem pensar apenas nos interesses das elites.

Tarefa difícil, mas não impossível. Não caia no conto do vigário, no conto do político mentiroso, sem história.

E isso vale também para a escolha dos governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores.

Participe da vida política!