Josias de Souza da Folha de S. Paulo descarta Aécio Neves

 

2014: decepção com Aécio desnorteia oposição

 

Há um ano, Aécio Neves era celebrado como grande promessa da oposição. Hoje, tornou-se um nome duro de roer. Tucanos e aliados viam nele a melhor opção presidencial. Passaram a enxergá-lo como a pior decepção da temporada.

Em qualquer roda de políticos ficou fácil reconhecer um oposicionista: é o que está lamentando a popularidade de Dilma Rousseff e falando mal de Aécio Neves. Nas discussões sobre 2014, o senador mineiro é personagem indefeso.

Para perscrutar as razões do desencantamento com Aécio, o blog ouviu cinco lideranças da oposição. Gente do PSDB, do DEM e do PPS. Um dissidente de legenda governista. O compromisso do anonimato destravou-lhes a língua.

Espremendo-se as opiniões e peneirando-se os exageros, obtem-se um sumo uniforme. A desilusão dos oposicionistas assenta-se em três avaliações comuns:

1. A atuação de Aécio em seu primeiro ano de Senado foi apagada. Algo incompatível com a biografia de um ex-presidente da Câmara. Ele não aconteceu, disse um dos entrevistados, no melhor resumo do sentimento que se generaliza.

Como assim? Quando Itamar Franco era vivo, a voz de Minas no Senado era a dele, não a de Aécio. O grande feito de Aécio no Senado foi a relatoria do projeto que redefine o rito das medidas provisórias. Proposta do Sarney, não dele. É pouco.

2. Dono de estilo acomodatício, Aécio é uma espécie de compositor da política. Compõe com todo mundo. Governou Minas com o apoio de partidos que, no Congresso, davam suporte a Lula. Em Brasília, o espírito conciliador, por excessivo, foi tomado como defeito.

Aécio exagerou, queixou-se um ex-entusiasta do senador. Esmiuçou o raciocínio: no afã de atrair para o seu projeto pedaços insatisfeitos do bloco pró-Dilma, Aécio esquece que a oposição deve se opor. É improvável que ganhe aliados novos. E está perdendo os antigos.

3. Imaginou-se que, livre dos afazeres de governador, que o prendiam a Minas, Aécio viraria rapidamente um personagem nacional. Por ora, nada. Por quê? A projeção exigiria dedicação e ampliação do horizonte temático, palpita um dos queixosos.

Mas Aécio não é um obcecado pelo Planalto? Sim, mas revelou-se pouco aplicado. Viajou pouco. No Senado, não foi dos mais assíduos em plenário. Subiu à tribuna só de raro em raro. No geral, esquivou-se das polêmicas.

O crítico citou um exemplo: PSDB e DEM decidiram quebrar lanças contra a DRU, o mecanismo que permite ao governo dispor livremente de 20% do Orçamento. Entre os tucanos, apenas cinco votaram contra. Aécio não estava entre eles.

Ninguém vira alternativa presidencial fugindo dos temas espinhosos, lamuriou-se um expoente do próprio PSDB. Aécio continua sendo alternativa graças à vontade pessoal e à ausência de um sucedâneo. A sorte dele é que a maioria do partido não suporta o José Serra.

Parte da cúpula do PSDB tenta antecipar para depois da eleição municipal de outubro a definição do nome do presidenciável da legenda. Em âmbito interno, a aversão a Serra faz de Aécio um favorito.

Fora daí, é visto pela própria oposição como uma ex-promessa. Uma liderança que se absteve de acontecer. Um candidato que depende do fortuito para livrar-se da condição de favorito a fazer de Dilma uma presidente reeleita.

Cooptação de deputados por Beto Richa é fator de risco de corrupção

Tucanos Rossoni e Beto Richa: bons companheiros

Segundo a Gazeta do Povo de hoje, a Assembleia Legislativa do Paraná, comandada por Valdir Rossoni (PSDB), é o principal fator de risco de corrupção no estado.

Será que isso é uma verdadeira democracia? O governador Beto Richa (PSDB) saiu da eleição de 2010 com uma base de apenas 50% dos deputados estaduais. Hoje, Carlos Alberto conta com o apoio de 85% dos deputados estaduais.

Para que servem os deputados? Aprovarem leis e fiscalizarem o Poder Executivo. O que a maioria dos deputados faz na Assembleia? Despachantes do Governador.

Como mudar? Uma reforma política que limite o poder do dinheiro nas eleições. Para quem sabe um dia cheguemos a ser uma democracia substancial, e não apenas formal.

Gazeta do Povo diz que Luciano Ducci não investe no atendimento aos moradores de rua

Foto de Daniel Castellano / Gazeta do Povo

Gazeta do Povo de hoje

Entrelinhas, por Cláudio Feldens

Cena contraditória

Cidade de tantos atrativos turísticos, Curitiba não consegue resolver os problemas típicos das grandes cidades. Os moradores de rua se multiplicam pela cidade e por isso não é novidade que um deles apareça dormindo no banco da praça a poucos metros do embarque dos turistas. Falta investimento no atendimento dessas pessoas, digam as autoridades o que disserem. Antigamente, dormir na praça dava “cadeia por vadiagem”.

Charge: The Beatles X porcaria

Folha de S. Paulo de sábado - Folhinha

“Republicano Mitt Romney enriqueceu enquanto ajudou a destruir a classe média estadunidense” – Paul Krugman

Romney, Obama e empregos – Paul Krugman

Folha de S. Paulo de sábado

Romney e pessoas como ele enriqueceram enquanto ajudaram na destruição da classe média americana

A recuperação da América da recessão vem sendo tão lenta que nem parece uma recuperação. Assim, em um mundo melhor, o presidente Barack Obama enfrentaria um concorrente que proporia uma crítica séria de suas políticas de geração de empregos. Em vez disso, é quase certo que Obama enfrente Mitt Romney.

Romney alega que Obama vem sendo um destruidor de empregos, enquanto ele teria sido um empresário que os criou. Disse à Fox News: “[Obama] perdeu 2 milhões de empregos, mais que qualquer outro presidente desde Hoover”. E declarou sobre seu período trabalhando na firma de participações acionárias Bain Capital: “Ajudamos a gerar mais de 100 mil empregos”.

É verdade que hoje há 1,9 milhão de americanos empregados a menos que os que havia na posse de Obama. Mas o presidente herdou uma economia em queda livre; não pode ser culpado por perdas de empregos nos seus primeiros meses de governo, em 2009, antes de suas próprias políticas terem tido efeito.

Entre janeiro e junho de 2009, a economia americana perdeu 3,1 milhão de empregos; desde então, ganhou 1,2 milhão. Não é o suficiente, mas não tem a menor relação com o retrato traçado pelo republicano.

O que Romney alega sobre Obama não é literalmente falso, mas induz ao engano. Mas mais surpreendente é a alegação de ter criado 100 mil empregos. De onde ela vem?

Segundo a campanha de Romney, é a soma dos empregos ganhos em três empresas que ele “ajudou a fundar ou fazer crescer”: Staples, The Sports Authority e Domino’s.

O “Washington Post” chamou a atenção para dois problemas: a contagem é baseada em “cifras atuais, não do período em que Romney trabalhou na Bain”, e “não inclui perdas de empregos em outras companhias com que a Bain esteve envolvida”. Qualquer desses problemas já invalida a alegação inteira.

De todo modo, não faz sentido olhar mudanças na força de trabalho de uma empresa e achar que servem para medir a geração de empregos na América como um todo.

Suponhamos, por exemplo, que sua rede de papelarias eleva a sua fatia no mercado, às expensas de redes rivais. Você passa a empregar mais pessoas, enquanto a concorrência emprega menos. Qual é o efeito final sobre o emprego?

Melhor: suponhamos que sua empresa tenha crescido em parte não por superar a concorrência, mas, sim, por adquirir as rivais. Agora, os empregados dessas empresas são seus. Você gerou empregos?

Pode-se indagar se não é igualmente incorreto dizer que Romney destruiu empregos. Sim, é. A queixa real é que destruiu empregos bons.

Quando a poeira assentou após o “downsizing” nas empresas que a Bain reestruturou -ou depois de essas companhias terem falido-, o número total de empregados nos EUA era mais ou menos igual ao que teria sido de qualquer maneira. Mas os empregos perdidos pagavam mais, com benefícios melhores.

Romney e pessoas como ele não destruíram empregos, mas enriqueceram enquanto ajudaram a destruir a classe média americana. E é essa realidade que se pretende obscurecer com todo o papo furado sobre empresários geradores e democratas destruidores de empregos.

Tradução de CLARA ALLAIN

40 anos com Prestes – Maria Prestes

‘Ele gostava de criança, cozinhava, descascava um bom abacaxi’, diz a viúva do dirigente comunista

Hoje na Folha de S. Paulo

CLAUDIA ANTUNES
DO RIO

RESUMO A pernambucana Maria Ribeiro Prestes viveu por 40 anos com Luiz Carlos Prestes [1898-90], dirigente do PCB, 34 anos mais velho. Os dois se conheceram quando ela, militante, foi destacada para fazer a segurança dele na clandestinidade, nos anos 50. Para enganar a vizinhança, o chamava de Pedro, apelido que ficou. Em seu apartamento, no Rio, cheio de recordações do exílio em Moscou, ela lembrou passagens dramáticas de sua vida.


Meu pai, João Rodrigues Sobral, era camponês de Poção (PE). Em Recife, trabalhou numa fábrica de óleo de mamona e depois abriu um armazém no bairro onde nasci em 1932. Ele via pessoas furtarem feijão, um pedaço de carne. Ficava revoltado com a pobreza.

O armazém era frequentado por pessoas de ideias evoluídas, que o levaram ao Partido Comunista. Tornou-se um revoltado, como se dizia. Era analfabeto, eu ensinei meu pai a ler e escrever.

Em 1935, minha mãe faleceu e teve aquele movimento [Intentona Comunista]. Meu pai foi preso, torturado. Depois, deportado de navio para o Rio, mas na Bahia se jogou no mar. Voltou para Recife a pé e passamos à clandestinidade.

Em Recife, entrei na Juventude Comunista. Distribuía volantes, fazia pichação. Fui presa, rasparam a minha cabeça. Vi o Prestes pela primeira vez em 1945, num comício da campanha dele para o Senado. Eu fiz a segurança dele com outros jovens.

SEGURANÇA

Aos 18 anos arranjei um marido, que não deu certo. Meu pai estava em São Paulo, doente, e me mandaram para a casa dele. Morreu em 1952 incógnito porque usava outro nome. Nunca soubemos onde foi enterrado.

Na época o registro do partido tinha voltado a ser cassado. Me disseram que eu ia cuidar de um dirigente. Só vi quem era no dia em que Prestes chegou. Ele ficou até 1959 sob minha responsabilidade.

Antes eu era Altamira Rodrigues Sobral, e, por segurança, me deram documentos em nome de Maria do Carmo Ribeiro, nascida em 1930.

Na época o Giocondo Dias [dirigente comunista, 1913-1987] nos dava assistência. Eu tinha já dois filhos, Pedro e Paulo. Um belo dia Prestes propôs casamento. Eu disse que já tinha sido frustrada, que não aceitava assinar papel com ninguém. Ele disse que tinha gostado de mim.

“Não posso ser uma boa companheira porque não sou intelectual que nem você, sou uma pessoa comum”, respondi. E ele: “Se fosse casar com uma intelectual, os nossos pensamentos iam estar sempre em contradição”.

“Tudo bem, se não der certo você vai para um lado e eu para o outro”, eu disse.

Nunca casamos no papel. Vivemos 40 anos juntos e nunca brigamos. Ele valorizava o trabalho da mulher e da mãe. Gostava de criança, cozinhava, fazia biscoito, bolo, bacalhau à portuguesa, descascava um bom abacaxi.

Me ensinou a ler os clássicos, Shakespeare, Dickens, Górki, Dostoiévski. Toda semana eu e o Giocondo tínhamos aula de leitura com ele.

Um motorista, o José das Neves, aparecia em público comigo e as crianças, fazendo as vezes de marido. Para os vizinhos não perceberem que tinha mais gente na casa, a gente chamava o Velho de Pedro, nome do meu filho. Chamei ele de Pedro até o fim.

Tive o João, a Rosa, a Ermelinda. Quando veio a semilegalidade [no final do governo Juscelino Kubitschek], tive o Luiz Carlos, a Mariana, a Zóia e o Yuri. Um dia eu disse, “vamos parar?”. E ele: “Deus quer, né. Vamos ter filhos”. Gostava de família grande, achava que devia dar continuidade à vida.

As crianças não sabiam que ele era o pai, chamavam de tio. Todos só foram saber depois, em Moscou.

Depois de 1964, Prestes teve que se esconder de novo, mas eu não podia porque tinha os filhos em idade escolar. Tinha uma câmera em frente à nossa casa filmando quem entrava e saía.

Mesmo assim, me encontrava com Prestes. Até viajamos. Levantei a proposta de irmos embora. Fui com as crianças em 1970 para Moscou e nos deram um apartamento de onde a gente via a Praça Vermelha. Em 1971 o Velho chegou.

Queriam que eu botasse os meninos numa escola para filhos de estrangeiros. Eu disse que preferia que fossem estudar com os filhos das pessoas comuns. Eles não sabiam uma letra de russo, mas o PC soviético botou uma professora que ia três vezes na semana dar aula para nós.

Ainda falo russo. É um idioma muito sonoro, meigo. Meus filhos se formaram lá.

Conheci todas as 17 repúblicas soviéticas e muitos países europeus. Nossa casa era mais frequentada do que a Embaixada do Brasil. Fazíamos sempre feijoada.

COMUNISMO

A readaptação foi complicada. Tinha o Comitê da Anistia que nos ajudava, o Oscar Niemeyer, o João Saldanha.

Acho que ainda sou comunista, sim. A exploração do homem pelo homem não acabou. No sistema socialista não tinha desemprego. Havia problemas, mas o povo trabalhava e recebia salário.

Tenho 24 netos e nove bisnetos. Todo ano a gente se reúne no aniversário do Velho, 3 de janeiro. Os meninos criaram o blog [mariaprestes.blogspot.com], mas não gosto muito. Com a internet, as pessoas não se encontram.

Ainda vou a atos políticos. O exercício que faço é andar. Gosto de cinema, do Almodóvar. Esse filme “A Pele que Habito” é impressionante.

De vez em quando faço uma sopa russa de beterraba e convido minhas amigas. Chamo meus filhos e a gente faz uma noite de russo, eles cantam, recordamos alguns momentos. Se fosse me preocupar com o passado, não era o que sou. Acho que a gente tem que ser otimista, almejar algo melhor.

FOLHA.com
Leia o depoimento de Maria Prestes na íntegra
www.folha.com/no1031285

Beto Richa, Cassio Taniguchi e seus aspones não respondem sobre acusação grave na Celepar

Cassio Taniguchi (que tem na ficha corrida ter sido secretário de Jaime Lerner, José Arruda e ser atual de Beto Richa), o irmão secretário de Beto Richa e o chefão de todos, Carlos Alberto.

O governador Carlos Alberto Richa (PSDB), o seu secretário de planejamento e presidente do Conselho de Administração da Companhia de Informática do Paraná – Celepar, Cassio Taniguchi, e a direção da Celepar ainda não responderam para a imprensa e sociedade paranaense a acusação grave sobre a demissão que a Celepar efetivou de quatro trabalhadores concursados.

Os servidores, frise-se, concursados, foram demitidos porque questionaram seus direitos na Justiça do Trabalho, um direito de todo trabalhador brasileiro, inclusive de servidores celetistas das empresas estatais.

Enquanto isso Beto Richa aumentou em 462% o número de cargos comissionados sem concurso público na Celepar, com muitos aspones incompetentes e não entendem nada de Tecnologia da Informação e Comunicação ou de Administração Pública.

Hoje foi a vez do jornal Gazeta do Povo informar que o Governo Beto Richa e seus aspones ainda não se manifestaram sobre esse absurdo.

Por enquanto, o único que se manifestou sobre o caso foi um blogueiro laranja e sem credibilidade, que é servidor comissionado sem concurso público da prefeitura municipal, que fez ataques pessoais a respeitáveis profissionais da comunidade curitibana.

Coragem, é o que falta ao governador, secretário e aspones.

Por enquanto vai sobrar para o pobre coitado do blogueiro.

Veja mais sobre o tema:

Governo Beto Richa demite servidores concursados da Celepar por eles buscarem seus direitos na Justiça

Nota de Esclarecimento do SINDPD-PR (Sindicato dos trabalhadores da Celepar) sobre informações falsas veiculadas

Ministério Público do Trabalho agendou audiência de mediação entre demitidos pelo governo Beto Richa e diretoria da Celepar para o dia 9

Ministério Público do Trabalho agendou audiência de mediação entre demitidos pelo governo Beto Richa e diretoria da Celepar para o dia 9

Do Sindpd-PR

O Ministério Público do Trabalho (MPT), que recebeu dia 4 denúncia sobre demissões arbitrárias de trabalhadores da Celepar – Companhia de Informática do Paraná, já agendou para a próxima segunda-feira (9), às 16h, a audiência de mediação entre a empresa e o SINDPD-PR – Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação no Paraná.

Por meio da assessoria jurídica do advogado de trabalhadores André Passos e da diretora da entidade Valquiria Lizete da Silva, foram apresentados ao procurador-chefe do MPT no Paraná, Dr. Ricardo Bruel da Silveira, os termos da denúncia, na qual o sindicato relata que parte dos demitidos move ação trabalhista por assédio moral e para pleitear o reenquadramento funcional e que até mesmo uma sentença favorável ao trabalhador recentemente foi apontada como motivo do rompimento brusco do contrato de trabalho. Antes do final do ano, eles foram comunicados do afastamento e da demissão que se efetivou no dia 2 de janeiro. Desde então, tiveram o acesso a seu local de trabalho e à rede interna de informática bloqueados. A truculência e o desrespeito causaram espanto na direção do SINDPD-PR e o clima dentro da empresa é de total insegurança diante das arbitrariedades que estão sendo aos poucos relatadas ao sindicato.

Autor de A Privataria Tucana em Curitiba dia 19/01 – debate com Amaury Ribeiro Jr

Do Paraná Blogs

Nota de Esclarecimento do SINDPD-PR (Sindicato dos trabalhadores da Celepar) sobre informações falsas veiculadas

O Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná SINDPD-PR vem a público informar que é favorável a quaisquer formas de esclarecimento e fiscalização de atos que envolvam a classe trabalhadora, colocando-se à disposição para auxiliar e dirimir dúvidas. Confiamos plenamente no Poder Judiciário e no Ministério Público, órgãos aos quais recorremos sempre que frustradas todas as chances de resolução de conflito de maneira amigável. Porém não admitimos, de forma alguma, a utilização dessa prática para justificar irregularidades, atos ilícitos ou moralmente condenáveis. Estão sendo veiculadas na imprensa paranaense informações falsas e, no mínimo equivocadas, sobre a existência de uma indústria de ações trabalhistas impetradas contra a Celepar – Companhia de Informática do Paraná – (Blog do Zé Beto dia 5 de janeiro de 2012 postada às 10h50).

O sindicato é a ferramenta de organização da categoria que visa salvaguardar os direitos dos trabalhadores, zelar por melhores relações entre empresa e empregados no ambiente de trabalho e pela qualidade de vida. É por isso que toda e qualquer medida em defesa dos interesses da categoria, sejam elas individuais ou coletivas, movidas na Justiça por intermédio e assessoramento do escritório de advocacia Passos & Lunard, seguem as orientações da direção do SINDPD-PR. E se houve e há a necessidade dessa representação nas instâncias judiciais é porque esgotaram-se todas as possibilidades de solucionar nas instâncias administrativas os problemas que ferem os direitos dos trabalhadores. Antes de mover ações coletivas na Justiça trabalhista, o sindicato tem por hábito buscar o entendimento com a empresa e até mesmo a reconsideração de medidas autoritárias e injustificadas.

No caso específico das demissões arbitrárias ocorridas na Celepar na virada do ano,  o escritório do advogado de trabalhadores, André Passos, e a direção do SINDPD-PR buscaram primeiramente entrar em contato com a direção da empresa para esclarecer e reverter tais ações. Oficializamos o governador do Estado, solicitando a reversão das demissões e, finalmente, recorremos à mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT) com o intuito de fazer com que a empresa reconsidere e volte atrás nessas demissões. O sindicato e sua assessoria jurídica também, por inúmeras vezes, já se colocaram à disposição da Celepar para debater e auxiliar na implantação de medidas que melhorem a política de gestão de recursos humanos da empresa pública.

É falsa a alegação de existência de uma suposta indústria de ações trabalhistas, o que existe, sim, é uma profunda inabilidade da empresa em evitar, contornar e não produzir conflitos. Se as decisões judiciais são favoráveis aos trabalhadores a culpa é toda da má gestão da Celepar e não dos trabalhadores, do sindicato e muito menos dos advogados destes. A entrada com a ação por si só não significa a condenação da empresa, mas se a Justiça Trabalhista dá ganho de causa aos trabalhadores e ao sindicato é porque ela entende que a razão está ao lado destes e que a empresa erra nas suas atitudes e na manutenção das irregularidades. Qualquer outra interpretação desse fato se configura em afronta e desrespeito ao Judiciário, às instituições democráticas e à cidadania.

É lamentável que, em vez de resolver da melhor maneira os problemas criados na relação com os trabalhadores, motivos das ações por assédio moral ou contra a disfunção em diversos setores, a direção da Celepar opte por se esconder atrás de falsas teorias conspiratórias e levante acusações infundadas para justificar o desrespeito aos direitos dos profissionais. A nota postada em blog jornalístico, em resposta à representação do sindicato em favor dos trabalhadores demitidos na virada do ano pela Celepar, atenta contra a dignidade dos trabalhadores, demonstra profundo desrespeito e contribui para aumentar ainda mais o clima de insegurança que se instalou na empresa, onde a truculência e a perseguição espalharam o medo e a preocupação entre todos.

A direção do SINDPD-PR

Curitiba-PR, 5 de janeiro de 2012.

Confira as ações do sindicato que motivaram acusações falsas:

Na virada do ano, Governo Beto Richa demite arbitrariamente trabalhadores na Celepar –http://www.sindpdpr.org.br/noticia/na-virada-do-ano-governo-beto-richa-demite-arbitrariamente-trabalhadores-na-celepar

Ministério Público do Trabalho agendou audiência de mediação entre demitidos e Celepar para o dia 9 – http://www.sindpdpr.org.br/noticia/ministerio-publico-do-trabalho-agendou-audiencia-mediacao-entre-demitidos-e-celepar-para-dia

E informações falsas, divulgadas na imprensa pela empresa:

Celepar faz auditoria e vai ao Ministério Público denunciar “indústria de ações trabalhistas” –  http://jornale.com.br/zebeto/2012/01/05/celepar-faz-auditoria-e-tambem-vai-ao-ministerio-publico/

Contatos: SINDPD-PR – (41) 3254-8330/(41) 9685-3313, com Marlene e (41) 9685-3312, com Valquíria.

Entrevista com o pré-candidato a prefeito de Curitiba Mauricinho Tucanus

Divulgo a entrevista que um importante meio de comunicação de Curitiba fez ao pré-candidato a prefeito de Curitiba, Mauricinho Tucanus:

O senhor prefere se ir para o trabalho de Ferrari ou Harley Davidson?

Então, tipo assim… Não gosto muito de trabalhar, aprendi isso com o papai e com o vovô. Uso minha Ferrari nos dias chuvosos e a Harley nos dias de sol.

O que o senhor costuma ler?

Não gosto muito de ler, vejo mais televisão, principalmente o BBB, o Manhattan Connection e o programa do Tucano Huck. Adoro o Diogo Mainardi. Mas leio a revista Veja e a Caras.

Como o senhor se define?

Não sou nem de esquerda, nem de centro, nem de direita.

Do que o senhor mais gosta na cidade?

Quando entro no elevador e ninguém me dá bom dia.

Do que menos gosta?

Do povão com dinheiro, quando invade os locais que costumo frequentar.

Qual o seu lugar favorito em Curitiba?

Minha cobertura no Batel.

E para o senhor, quem é o curitibano?

O meu clube.

E como definir Curitiba?

É o melhor restaurante da cidade, o Bar Curityba.

Do que o senhor sente falta quando está fora de Curitiba?

Do meu papai.

Existe algo que o senhor viu em outra cidade e que adaptaria a Curitiba?

Estátua da Liberdade e Torre Eiffel.

O curitibano é fechado?

O Clube Curitibano não fechou não, está aberto. Vou lá jogar golf.

Em qual época a cidade é mais bonita?

Não leio a Época, leio a Veja.

Alguma lembrança de infância?

Quando meu papai me deu o primeiro carro aos 12 anos.

Qual a sua praça favorita?

Nenhuma, todas são publicas. Posso citar a praça do meu condomínio?

Alguma feira que frequenta?

As feiras de carros, são as melhores.

Existe algum local pouco conhecido de Curitiba que o senhor indicaria a um amigo visitar?

Posso indicar ótimos restaurantes.

Existe um personagem histórico da cidade que o senhor admira?

Jaime Lerner.

E da atualidade?

Beto Richa.

Se um gênio da lâmpada concedesse um pedido para o senhor fazer uma única mudança em Curitiba, o que mudaria?

A transformaria em Nova York.

Alguma proposta de inovação para a cidade?

Transformar o Batel e o Ecoville em condomínios fechados.

Como melhorar o trânsito da cidade?

Proibindo pobres de terem carros.

É possível fazer ciclofaixas em toda a cidade?

Concordo com as ciclofaixas de final de semana do atual prefeito Luciano Ducci (PSB). Bicicleta é para diversão, e não para ir ao trabalho.

Qual meta social o senhor gostaria de atender?

Então, tipo assim… As colunas sociais dos grandes jornais poderiam aumentar né?.

O que mais o irrita no trânsito como motorista?

Detesto encontrar fuscas pela rua.

Qual a opinião do senhor sobre o metrô?

Vou instalar os trens da Disney aqui.

Lula ou FHC?

FHC, claro!

Qual sua opinião sobre o golpe de 1964?

Que golpe? A Veja disse que foi uma revolução gloriosa.

Quais suas principais propostas?

Pena de morte, redução da maioridade penal para 4 anos, fim do bolsa família, proibição da união estável entre homossexuais, obrigação do ensino religioso nas escolas públicas, privatização de tudo, fim dos concursos públicos e licitações.

Coxa ou Furacão?

Prefiro o São Paulo.

Praias do Paraná ou Santa Catarina?

Nunca fui, adoro Miami, onde há mais anticastristas no mundo.

Para turismo Foz do Iguaçu ou Rio de Janeiro?

Disney.

Um lugar que nunca iria?

Cuba, o Jornal Nacional e o pastor disse que lá é coisa do capeta.

Se eleito quem serão seus secretários?

Cassio Taniguchi, Fernando Francischini, Jair Bolsonaro, minha esposa, meu irmão, meu filho e toda a família do meu ídolo, Beto Richa.

Folha de S. Paulo: enquanto petista critica Ministro que privilegiou Pernambuco, Aécio e Beto Richa o afagam por interesses eleitorais

Bons companheiros

Painel da Folha de S. Paulo de hoje:

Pintou um clima

Chamou atenção do Planalto a prudência de tucanos alinhados a Aécio Neves nas considerações acerca da atuação de Fernando Bezerra (Integração Nacional), acusado de privilegiar Pernambuco, seu reduto eleitoral, no repasse de verbas para prevenção de enchentes em 2011. Apesar de Minas Gerais ter sido o Estado mais penalizado com as chuvas, nem mesmo Antonio Anastasia se aventurou a censurar o ministro.

O pacto de não agressão é interpretado nos bastidores como um afago do PSDB ao governador Eduardo Campos (PE), padrinho de Bezerra e próximo de Aécio, que trata o PSB como potencial aliado em 2014.

Pesos e medidas Poupado por Anastasia, Bezerra também foi elogiado por Beto Richa (PSDB), que o considerou “atencioso” com o Paraná. Coube a José Serra a crítica quase solitária ao “loteamento político” da pasta.

#prontofalei Do secretário de Comunicação do PT, André Vargas (PR), no Twitter: “Ministro que vira as costas ao país para privilegiar seu quintal deve ser contido. Na Integração, a história se repete e Dilma toma atitude”.

Charge: Alckmin comprova que discurso tucano da “eficiência” é mentiroso, ao entregar 422 casas sem condições

Hoje na Folha de S. Paulo

Prefeitura de Luciano Ducci proíbe que crianças brinquem na grama do Bosque do Alemão

Luciano Ducci, a companheira de Derosso que ele disse que não é sua esposa nem sua parente, e Derosso, o ex-quase-vice de Luciano Ducci

Moradores do Bosque Alemão estão proibidos de usar gramados do local

Do Blog da Joice Hasselmann

Moradores do entorno do Bosque do Alemão reclamam que foram proibidos por guardas municipais de usar os gramados do local para brincar com bolas e animais. O ouvinte Alfredo Ferreira mora na região e estava no parque com o cão dele, um cocker de 12 anos, quando foi abordado por um guarda e foi informado que aquele tipo de atividade era proibida. Pessoas que estavam com crianças, brincando com bolas também foram repreendidas. O nosso ouvinte enviou um e-mail para a rádio e questiona para que servem os parques, se não podem ser usados pelos moradores como forma de entretenimento. Entramos em contato com a prefeitura de Curitiba e o superintendente de obras e serviços, Sérgio Tóquio, afirma que a proibição de animais no bosque do alemão existe para evitar ataques, já que o lugar é composto por trilhas. Ele explica que os gramados do bosque do alemão não podem ser usados para brincadeiras com bolas e animais porque não é um parque de lazer e sim um bosque de preservação.

Silicone nos seios PIP: responsabilidade pode também ser do médico

Milhares de mulheres que colocaram próteses de silicone da marca francesa PIP (Poly Implants Protheses) estão muito preocupadas, uma vez que a empresa faliu e o que se tem notícia é que o silicone utilizado nas próteses não é adequado e pode vazar.

De quem é a responsabilidade por essa empresa fornecer próteses irregulares?

Em princípio a responsabilidade é da empresa PIP, mas a ANVISA, a empresa brasileira importadora e o próprio médico podem ser responsabilizados, dependendo se configurada a culpa dessas pessoas.

O problema é que, por questões que podem ser de corporativismo, entidades médicas na área plástica se contradizem. A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) diz que todas as próteses devem ser trocadas. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica diz que basta uma consulta com seu médico para a verificação se há ruptura, e questiona o alarde da entidade internacional.

Em que confiar? Que tal em ninguém!?

Temos o direito de desconfiar que a entidade internacional pode estar querendo que os médicos tenham ainda mais lucro ao trocarem as próteses. A entidade brasileira pode estar apenas querendo poupar os médicos brasileiros que se utilizaram da prótese da marca PIP.

O parágrafo 4º do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) dispõe o seguinte:

“A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante verificação de culpa.”

Portanto, a responsabilidade do médico é subjetiva, depende de demonstração de culpa do médico.

O art. 951 do Código Civil diz ainda:

“o disposto nos arts. 948, 949, 950 aplica-se ainda no caso de indenização devida por aquele que, no exercício de atividade profissional, por negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho”.

Mas em algumas situações o CDC permite a inversão do ônus da prova:

“Artigo 6 º São direitos básicos do consumidor”:

VIII – A facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiência.”

Note-se que o CDC, no artigo 25, aduz que “é vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas Seções anteriores.” Ou seja, não é possível que o contrato firmado entre médico e paciente tente desresponsabilizar o médico de qualquer dano culposo. O artigo 51 do CDC determina que “são nulas de pleno direito, entre outras, as clausulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos.”

Na realização de cirurgia plástica cuja finalidade é estética ao médico é imputado o dever de sucesso, obrigação de resultado na operação.

O problema é que segundo o médico cirurgião plástico Marcelo Moreira, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a PIP era uma prótese bem mais barata que a média do mercado. Enquanto o preço de uma prótese gira em torno de R$ 1.800, as da PIP custavam cerca de R$ 1.000. A qualidade do material também era, segundo ele, “visivelmente pior”: “Eu nunca usei essa marca porque só de pegar na mão você via que era mais frágil”, afirma Moreira. Normalmente, as próteses têm três camadas de silicone texturizado para proteger o gel que fica dentro de escapar para o organismo. No caso da PIP, era apenas uma camada (fonte G1).

Se o que esse médico diz for verídico, os médicos que colocaram próteses da marca PIP em suas pacientes são culpados e devem ser responsabilizados, inclusive com indenizações por possíveis danos estéticos e morais em suas pacientes.

Todos os dias sabemos de denúncias que alguns médicos recebem benefícios de empresas farmacêuticas e de equipamentos hospitalares para receitarem ou utilizarem determinadas marcas. Viagens turísticas com tudo pago, eventos gratuitos em paraísos turísticos, são alguns exemplos do que determinadas empresas são capazes para que os médicos ajudem na lucratividade das fornecedoras. Quem garante que a PIP não fez isso com alguns médicos, para que esses utilizassem suas próteses nas cirurgias?

As pessoas que colocaram próteses da marca PIP e que decidam trocar de prótese não podem ser responsabilizadas em arcar com os custos dessa operação. Que lutem por seus direitos!

Tarso Cabral Violin – professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo, advogado do Bueno & Grande Advogados Asssociados

Governo Beto Richa não entende nada de Administração Pública

Durval Amaral, secretário de Beto Richa, que quer ser o próximo conselheiro do TC, o neoliberal Beto Richa e seu secretário Cassio Taniguchi, o mentor das privatizações.

Beto Richa, o PSDB, seu secretário de planejamento Cassio Taniguchi do DEMO (ex-ARENA, ex-PDS, ex-PFL) e a grande maioria dos membros do seu governo não entendem nada de Administração Pública.

Falta um médico no hospital público? Por que não faz gestão e penaliza o profissional? Não, nosso governador prefere privatizar o hospital para uma organização social – OS.

Fazer concurso público demora muito? Não tem problema! Para o nosso governador é simples: terceiriza o serviço para uma empresa privada, mesmo sendo uma atividade-fim, como ele está fazendo em alguns serviços da Companhia de Informática do Paraná.

Um servidor público incomoda ao tentar garantir seus direitos trabalhistas no Poder Judiciário? Não tem problema, o governo Beto Richa simplesmente demite o trabalhador, mesmo ele sendo concursado, como ele fez agora, na passagem do ano, com servidores da Celepar.

No concurso público podem ser aprovadas pessoas que não são neoliberais, conservadores ou privatizantes como o governador carlos Alberto? Não tem problema, demita servidores concursados e contrate assessores sem concurso público, que não entendem nada de Administração Pública mas apoiaram o governador nas eleições (como ele também está fazendo na Celepar).

Os aspones de Beto Richa não entendem nada de Direito Administrativo, de Direito Constitucional, de Direito Público. No máximo entendem alguma coisa sobre como funciona uma empresa privada. Não sabem que nossa Constituição obriga que o governante siga o regime jurídico-administrativo, que dá poderes e deveres ao administrador público. Ou não entendem nada ou são tão puxa-saco que não têm coragem em questionar as ordens absurdas do governador ou do secretário de planejamento e presidente do Conselho de Administração da Celepar, Cassio Taniguchi, que foi secretário de José Arruda no DF (escorraçado do governo) e ex-prefeito de Curitiba que criou o ICI. para alguns Taniguchi é que está governando o Paraná, enquanto Beto Richa pilota Ferraris e sua Harley Davidson.

Entrevista exclusiva com Rafael Greca, pré-candidato a prefeito de Curitiba pelo PMDB

Rafael Greca, pré-candidato a prefeito de Curitiba pelo PMDB

Na entrevista exclusiva para o Blog do Tarso, por e-mail, Rafael Greca preferiu não dizer se é de esquerda, centro ou direita, pois é um “humanista”. Deixou claro que o presidente do Plano Real foi Itamar Franco e seu Ministro Rubens Recupero. Alertou que Cassio Taniguchi (DEMO), Beto Richa (PSDB) e Luciano Ducci (PSB) não fizerem nenhuma obra importante e que a Linha Verde não vale porque ainda não terminou e nem foi projeto deles. Denunciou que a excessiva terceirização dessas gestões engessou o Município, que perdeu em ousadia, coragem, eficiência e inovação, e que a cidade e a Câmara Municipal estão dominadas por interesses espúrios. Criticou as terceirização, que fazem o prefeito perder poder, que passa a ser um pagador de contas e a cada dia manda menos e paga mais.

Rafael Greca de Macedo nasceu em Curitiba, em 17 de março de 1956. É filho de Terezinha Greca de Macedo e do engenheiro Eurico Dacheux de Macedo e casado com a jornalista Margarita Pericás Sansone. É formado em Economia e Engenharia, com especialização em urbanismo. Membro concursado do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba. Vereador, Deputado Estadual constituinte, Prefeito de Curitiba, Deputado Federal mais votado do Brasil, Ministro de Estado do Esporte e Turismo. Recebeu inúmeras condecorações e prêmios internacionais. Entre os mais significativos, o “Prêmio Mundial do Habitat 1996”, ou “World Habitat Award 1996”, da Organização das Nações Unidas, pelo conjunto de sua obra humanitária. Escritor, poeta, editor e pesquisador da História, membro da Academia Paranaense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. Presidiu a Companhia de Habitação do Paraná entre 2007 e abril de 2010, quando assumiu mandato de deputado estadual. Seu site é o www.rafaelgreca.org.br.

Blog do Tarso: Como foi sua carreira política até ser prefeito de Curitiba?

Rafael Greca: Ainda no colégio Medianeira liderei a mobilização pela FIEL – Feira Intercolegial e Estudantil do Livro, que acontecia todo maio na praça Osório. Na Universidade Federal do Paraná fundei o jornal O Pêndulo, da escola de Engenharia, depois apoiado pelo DCE. Organizei o primeiro encontro pós-ditadura de Jornais Universitários do Brasil. Criei , com apoio da sociedade curitibana, a Festa da Igreja da Ordem, para mobilizar a comunidade em torno de causas culturais e humanitárias.

Vereador, eleito em 1982, participei da campanha das Diretas Já, liderei a bancada Pró-Cidade contra os vereadores “na gaveta“ do transporte coletivo de Curitiba. Combati a tentativa de privatizarem a rede municipal de ensino. Criei um curso de urbanismo para meus colegas de Câmara entenderem a cidade que diziam representar. Promovia a despoluição visual da rua XV e do centro histórico, com a Fundação Roberto Marinho.

Fui aprovado engenheiro do IPPUC, em primeiro lugar no concurso público de 1990.

Deputado Estadual , orgulho-me de ter lutado ao lado do Magistério, mandando abrir os portões da Assembléia para salvar das bombas os professores reprimidos a 30 de agosto de 1988. Constituinte Estadual,relatei o capítulo Da Ordem Econômica e Social da atual Constituição do Paraná (1989) e dei-lhe a redação final.

Fui provedor da Casa dos Pobres São João Batista – albergue, casa de apoio para doentes vindos do interior, e creche -mantendo-as com as famosas e animadas Festas da Ordem, no centro histórico de Curitiba.

Então deputado pelo PDT, liderei no Paraná o Movimento Nacional Leonel Brizola, ocasião em que convivi e conheci grandes brasileiros, o professor Darcy Ribeiro , o poeta Thiago de Mello, os deputados Brandão Monteiro, Bocayúva Cunha, Doutel de Andrade, Márcio Moreira Alves, os irmãos Villas Boas, Ziraldo, Millôr e a turma do Pasquim.

E depois da eleição a Prefeito, como foi sua trajetória?

Prefeito dos 300 anos de Curitiba (1993-1996), pude realizar 6.600 novas obras, além da usual conservação da cidade, em 4 anos. Não tive direito a reeleição, então proibida no Brasil.

Tive a alegria de criar e implantar – com a valorosa equipe da Prefeitura Municipal de Curitiba – programas depois imitados nacionalmente e no exterior:

Faróis do Saber (55) – primeiras bibliotecas de bairro, com  módulos de segurança e lan houses públicas do Brasil.

Ruas de Cidadania (8) – sedes regionais da Prefeitura, com biblioteca de 15 mil livros, centro de saúde 24 Horas, Armazém de Família e serviço de Advogados do Povo, pioneiros no Brasil.

O primeiro Restaurante de R$ 1 do Brasil.

A rede Farmácias Curitibanas, as primeiras farmácias básicas com 80 genéricos gratuitos do país, inaugurada, em 1994, pelo ministro da saúde Jamil Hadad.

E ainda, o projeto Carrinheiro Cidadão, Tudo Limpo – mutirões de ação social – Nascer em Curitiba Vale a Vida (1993) – depois chamado Mãe Curitibana (1999), rede de 10 Postos de Saúde 24 Horas e 105 postinhos de saúde 12 Horas, Hospital Amigo da Criança (no Bairro Novo), Pousada de Maria – para mulheres vítimas ou ameaçadas de violência, Vale Vovó/ SOS Idoso – programa pioneiro de renda mínima no BR. Implantei a central de marcação de consultas e internamento hospitalar por telefone e computador – no meu tempo funcionava.

Fiz asfaltar os 3 anéis de ônibus interbairros. Pude comprar 99 ônibus bi-articulados, levei a rede municipal integrada de transportes a todas as cidades metropolitanas vizinhas a Curitiba.

Dos 20 parques da cidade fiz 11 deles – Tanguá, Tingui, Bosque Ucraniano, Bosque Alemão, Bosque Italiano, Bosque de Portugal, Bosque da Fazendinha, Mané Garrincha, Parque dos Tropeiros, Parque do Semeador, Bosque do Trabalhador. Na verdade, fiz 12, pois já havia criado, na gestão Lerner, em 1980, o Bosque do Papa, como mentor intelectual da obra municipal.

Canalizei, draguei e drenei a maioria dos rios de Curitiba, enterrando obras que não aparecem mas são essenciais para o bom funcionamento da cidade.

Instalei o palco da Pedreira Paulo Leminski, aberta aos grandes espetáculos de José Carreras, Roberto Carlos, Ana Botafogo, Arthur Moreira Lima e Sinfônica Brasileira, Gilberto Gil e Caetano Veloso, Paul McCartney, em eventos de ingressos trocados por lixo reciclável.

Criei a Linha Turismo, com os primeiros ônibus urbanos do país, quiçá do mundo, movidos a bio-combustível, Isto trouxe a Curitiba o senador Timothy Wirthy secretário de Meio Ambiente dos EUA e me levou a falar no circuito universitário da costa leste daquele país, o MIT – Massachusets Institut of Tecnologhy incluído.

Trouxe para Curitiba o Prêmio Mundial do Habitat de 1996. 

Deputado Federal mais votado do Brasil em 1998, fui convidado a ser Ministro de Esporte e Turismo do Brasil e Ministro presidente do comitê ministerial bi-nacional dos 500 anos do Brasil pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Deputado Estadual presidi as comemorações dos 150 anos do Paraná, em 2003, ocasião em que lancei o programa Bibliotecas Cidadãs, e fiz editar a coleção Páginas Escolhidas – síntese da identidade paranaense em 5 volumes.

Secretário de Estado da Habitação, presidi a Cohapar , viabilizando 32 mil novas moradias, das quais 5500 pelo PAC da Habitação nas áreas de risco dos mananciais de água de Curitiba. Ganhamos 3 vezes o Prêmio Nacional de Habitação pelos melhores projetos entre todas as Cohabs do Brasil.

O senhor se considera de direita, de centro ou de esquerda?

Sou humanista. Adepto das idéias de Heráclito de Éfeso: você pode olhar diversas vezes um mesmo rio, nunca é a mesma água que você vê. Toda visão depende desde onde você olha.

Gosto também do pensamento lúcido da filósofa Hanna Arendt: o poder é uma fatia de cebola percorrida em sentido horário. Quando você está fora dele, todos estão à sua direita, ninguém à sua esquerda. Quando você chega ao núcleo, ninguém está à sua direita, todos estão à sua esquerda.

O senhor foi Ministro de FHC e hoje seu atual partido foi e é da base de apoio dos governos Lula e Dilma. Quem foi melhor no governo federal, PT ou PSDB?

Assim como não se apita um jogo de futebol por vídeo-tape, não se pode comparar dois diferentes momentos da história nacional e da conjuntura econômica e política mundial que a influencia.

Cada momento é único.

O Brasil aplaudiu o fim da inflação e o plano Real – criado pelo Itamar Franco e seu genial ministro Rubens Ricúpero, que tive a honra de receber em Curitiba quando prefeito. Levei-o passear de bi-articulado até o Boqueirão, o povo o aplaudia agradecido.

O presidente Fernando Henrique sancionou a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Estatuto das Cidades. Perdeu-se em não capitalizar o estado com os dividendos econômicos das privatizações. Razão pela qual sofre as atuais acusações deprivataria.

O presidente Lula, grande comunicador, mexeu com as estruturas sociais do país, devolvendo protagonismo ao Governo Federal sem brigar com as classes dominantes, banqueiros e grandes empresários. Surfou com competência e simpatia sobre a onda adversa do Mensalão. Escolheu o melhor para o Brasil, na pessoa da Dilma, com quem tive a honra de trabalhar enquanto – presidente da Cohapar – coordenei o PAC de Habitação no Paraná.

Jaime Lerner ou Roberto Requião?

Ambos pertencem à história de Curitiba e do Paraná. Juntos somam 15 anos de gestão municipal e 20 anos de gestão estadual.  Tive a ventura, de trabalhar com os dois.

Eles me conhecem, sabem de minhas qualidades e defeitos. Quem não os tem? Ambos me escolheram seu candidato a prefeito de Curitiba, em momentos diferentes. Isto me honra.

Ambos sabem que o que me qualifica a ser pré-candidato a prefeito é meu amor pela nossa terra e nossa gente.

Quais suas criticas as gestões posteriores a sua na Prefeitura de Curitiba?

Diga você, rápidamente, uma obra importante depois que eu saí da Prefeitura?

A Linha Verde não vale, porque ainda não terminou. Nem foi projeto deles.

A excessiva terceirização engessou a nossa competente Prefeitura, que perdeu em ousadia, coragem, eficiência e inovação. Hoje a cidade, com a Câmara Municipal dominada por interesses espúrios, está esmagada por interesses alheios à nossa  história.

Qual sua opinião sobre as privatizações via Organizações Sociais – OS e a da Maratona de Curitiba? Vai manter o ICI se eleito?

Terceirização faz o prefeito perder poder. Passa a ser um pagador de contas. Cada dia manda menos e paga mais. Ontem, fui ao Bosque Ucraniano. Até o museu de pêssankas – ovos de Páscoa pintados a mão – é terceirizado. Do 156 aos Museus, passando pelas Maratonas, Viradas Culturais, Natal, Transporte Coletivo tudo é terceirizado. 20 % mais caro, no mínimo.

Isto significa que a Cidade perde e alguém embolsa.

O que o senhor acha do partido do prefeito Luciano Ducci (PSB) em Curitiba, que mesmo com o nome “socialista” pratica uma política conservadora?

Embora reconheça o valor do ideal de igualdade de oportunidades para todos, não conheço este PSB.

Os moradores de Curitiba costumam votar nos candidatos da situação. O senhor imagina por que isso acontece?

Nas últimas 4 eleições municipais os candidatos de oposição não discutiram a cidade. Ninguém pode amar – ou defender – o que não conhece. Sobraram à situação deitar-se – descansada – sobre os louros conquistados em outras gestões anteriores.

Repito a pergunta: diga rápidamente uma obra importante depois que deixei a Prefeitura? E repito a resposta:A Linha Verde não vale, porque ainda não terminou. Nem foi projeto deles.

Quem é seu vice ideal? O senhor esta conversando com quais partidos?

Fui ao congresso municipal do PC do B. Fui à sede do PV. Conversei com o pessoal do novo partido Pátria Livre. Conversei com os históricos do PDT, com o líder do PT no Congresso Nacional. E , é claro, com os líderes nacionais do meu partido, desde 2003, o nosso PMDB. Sempre muito bem recebido

O PMDB do Paraná sempre esteve mais a esquerda do Nacional, em decorrência do Requião. O partido está em crise, já que quase todos os seus deputados estaduais abraçaram o governo neoliberal de Beto Richa? E o Municipal?

Você refere episódios superados. No ano novo já recebi bons sinais do líder Caíto Quintana. Logo teremos novidades. O presidente Waldir Pugliesi foi a todas as plenárias que confirmaram minha pré-candidatura. Presidiu a eleição do Diretório Municipal de Curitiba que consagrou nossa chapa Requião/Greca. Vencemos a convenção municipal com cerca de 807 votantes, 799 votos a favor. Isto num domingo de sol, em julho de 2011, sem mídia, sem máquina, sem comida, sem holerite do pessoal militante da folha, só no ideal. O partido está renovado, tem quadros qualificados, é muito jovem, usa twitter, facebook. Anda de bicicleta, ouve rock e pagode. Mas o importante é que não perdeu sua alma. É apaixonado por Curitiba e pelo bem que a cidade merece.

As classes A e B de Curitiba são privilegiadas. Quais suas principais propostas para a classe D e E? O senhor conhece a periferia atual de Curitiba?

O prefeito serve a todos, sem distinção de classe social. A cidade só melhora quando suas inovações não são de mercado, mas no campo social.

Um Restaurante de R$ 1 serve a todos porque amplia oportunidades, evita necessidade de pedir esmolas, alivia o conflito social.

Se um programa social da F.A.S. (Fundação de Ação Social ) remove populações de rua, aliviando o risco social de pessoas excluídas – por exemplo, na cracolândia que virou nosso centro, os moradores mais ricos, sejam contribuintes do Centro, do Jardim Social, do Batel, ou do Jardim Los Angeles também ganham com isso.

Em ordem inversa. Na gestão Richa/Ducci morreram afogados por ausência de uma política correta de drenagem e dragagem dos rios tanto moradores muito pobres, cidadãos excluídos – que tiveram suas casas arrastadas de favelas beira rio – como um jovem casal da família Baggio que, com seu carrão, foi tragado pelo aluvião do rio Barigui, na ponte da rua Eduardo Sprada, junto aos condomínios de luxo que chamam  de Ecoville.

Nunca me afastei de Curitiba. Na Cohapar fiz um amplo estudo da sub-habitação na nossa amada capital e região. Conheço as quebradas do Tatuquara à Cachoeira, as ocupações beira-rio que não existiam há 15 anos quando fui prefeito, a favela junto aos muros do Ceasa, os mocós do centro histórico – cracolândia em construção. E as ocupações metropolitanas, em Pinhais, Campo Magro, Tamandaré, São José, Piraquara. Há muito serviço a ser feito.

Por isso, num programa de 15 intervenções inovadoras – já em elaboração – nossa principal proposta é uma Prefeitura cuidadora das pessoas, preocupada com as pessoas.

Um país rico é um Brasil sem miséria. Uma cidade verdadeiramente rica é aquela que se importa com as pessoas. Todas as pessoas.  Repito, a cidade só melhora quando a inovação é social, não é de mercado.

Quero agradecer a oportunidade. Proponho que na próxima entrevista você me pergunte sobre idéias de futuro. A conquista da Prefeitura mais do que um trampolim político é ocasião de expor idéias, inovar, ousar, com a coragem daqueles capazes de escrever uma nova história.

Informo que organizarei neste primeiro semestre um debate entre os pré-candidatos na Universidade Positivo, onde será possível a discussão do futuro de Curitiba. Obrigado pela entrevista e boa sorte!

Nos próximos dias entrevista com outro pré-candidato a prefeito de Curitiba. Aguardem!

Blog do Tarso começa série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeito de Curitiba

Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba

Não. O Blog do Tarso não está imitando a série de entrevistas da Gazeta do Povo. A idéia da série de entrevistas do Blog do Tarso com os pré-candidatos a prefeito de Curitiba surgiu há dois meses. O problema é que dois pré-candidatos, que por enquanto não divulgarei os nomes, concordaram em participar das entrevistas por e-mail mas, no momento em que chegaram as perguntas, eles não retornaram mais ao Blog com as respostas. O primeiro entrevistado é o pré-candidato do PMDB e ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, que é leitor do Blog do Tarso e se prontificou na mesma hora em participar da entrevista, que será divulgada no próximo post.

Governo Beto Richa demite servidores concursados da Celepar por eles buscarem seus direitos na Justiça

Diretor-Presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite (ao centro), e o governador neoiliberal Beto Richa

Presente de Natal

Na virada do ano, Governo Beto Richa demite arbitrariamente trabalhadores na Celepar

Demitidos denunciam perseguição na empresa, uma vez que parte deles move ação trabalhista por reenquadramento e assédio moral

Curitiba, PR (4/01/2012) – Reunidos na tarde desta quarta-feira (4) na sede do SINDPD-PR – Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação no Paraná -, trabalhadores demitidos da Celepar (Companhia de Informática do Paraná) sem justa causa denunciam perseguição do governo. Parte desses funcionários públicos move ação trabalhista contra a empresa por assédio moral ou visando o reenquadramento funcional e até uma sentença recente, favorável ao trabalhador, foi alegada como motivo do rompimento do contrato de trabalho.

Presente de Natal – Antes do final do ano, os trabalhadores foram comunicados da demissão que se efetivou na última segunda-feira (2) e, desde então, tiveram seu acesso ao local de trabalho, ao prédio, ao computador para retirada de informações pessoais e à rede interna de informática bloqueados. Há insegurança também com relação à manutenção de benefícios, como plano de saúde, durante o período de cumprimento do aviso prévio. Os trabalhadores foram surpreendidos com a decisão arbitrária da empresa, que estragou a virada do ano deles e de suas famílias. Um desses funcionários, que desenvolveu e implantou um sistema inovador na gestão de contas públicas, chegou a ser homenageado publicamente há pouco tempo e recebeu diversos elogios da Secretaria de Planejamento do estado. Por meio da assessoria jurídica do sindicato, os demitidos sem justa causa vão solicitar ao governo que reconsidere essa atitude. “Nunca antes na história da Celepar tínhamos visto uma atitude tão truculenta e desrespeitosa. O clima de final de ano na empresa pública foi marcado pelo terror e pela insegurança, uma vez que além dos quatro trabalhadores que já procuraram o sindicato, temos notícias de que há mais pessoas na mesma situação”, informou a diretora administrativa do SINDPD-PR, Marlene Fátima da Silva.

O sindicato dos trabalhadores da Celepar repudia veementemente essa atitude e está movendo denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho, na qual pede a apuração dos fatos relacionados às demissões arbitrárias. Também ingressa paralelamente com medidas coletivas, questionando a legalidade dos atos da empresa e a descriminação. “Estamos ainda oficiando o governador Beto Richa a respeito dessas demissões e pedindo a reconsideração delas, uma vez que tal postura fere totalmente a tradição das relações trabalhistas construídas na empresa”, acrescentou a diretora do SINDPD-PR.

Insegurança nos concursos – Grande parte dos demitidos na Celepar na virada do ano têm entre cinco e sete anos de serviço, mas há quem, com menos tempo de empresa, também esteja nessa leva de demissões. “Paira uma tremenda insegurança com relação aos concursos e à fila que passou a andar mais rapidamente com a troca do governo. As pessoas começam a planejar suas carreiras e suas vidas e são demitidas sumariamente sem nenhuma justificativa plausível, isso não está certo”, critica o advogado André Passos. A diretora de informática do sindicato, Valquíria Lizete da Silva, e o advogado André Passos, que apresentaram a denúncia no Ministério Público do Trabalho nesta tarde também comunicaram o procurador-chefe do MPT, Dr. Ricardo Bruel, dessa ação contra as demissões arbitrárias na Celepar e pediram providências.

Jornalista: Thea Tavares (MTb 3207-PR)

Contatos: SINDPD-PR – (41) 3254-8330 / (41) 9685-3313, com Marlene e (41) 9685-3312, com Valquíria.

Veja a entrevista com o pré-candidato a prefeito Doutor Rosinha (PT) na Gazeta do Povo

Veja a entrevista, clique aqui.