O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), Pastor da IURD e sobrinho de Edir Macedo (dono da IURD e da Rede Record), assume a pasta da Pesca e Aquicultura no lugar de Luiz Sérgio de Oliveira (PT-RJ).
Marcelo Crivella é um dos principais nomes da bancada evangélica do Congresso Nacional, e é radicalmente contra a união civil de homossexuais e a criminalização da homofobia.
O tucano Emerson Prado (esquerda) é vereador da base de apoio ao prefeito Luciano Ducci (direita) e do mesmo partido do governador Beto Richa
O vereador tucano de Curitiba Emerson Prado foi preso na madrugada do último domingo acusado de desacato a policiais militares. A Banda B teve acesso ao Termo Circunstanciado 2012/176901 registrado no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul), que diz que à 1h40 da madrugada do dia 26, policiais do 20° Batalhão foram abordados pelo vigia do Terminal do Capão da Imbuia informando que havia um casal brigando com tapas dentro de um Gol, placa ASL 3824, na rua Mauricio Fruet, em frente ao número 254. Segundo o vigia, a mulher gritava por socorro. Segundo os policiais eles abordaram o veículo e tucano reagiu dizendo: “Seus policiais filhos da p*, sou vereador, vocês estão pensando o quê? Vou te transferir para Fênix (município do interior do Paraná)”. O psdbista teria reagido e tiveram que algemá-lo para que fosse encaminhado até o Ciac-Sul, no bairro Portão. Preso, o vereador informou sua renda mensal ao escrivão: R$ 100 (cem reais) por mês. A autoridade terá que comparecer em uma audiência de conciliação no Juizado Especial no dia 16 de março, às 16h20.
Governo argentino anuncia intervenção na empresa que administrava trem acidentado
Por: Monica Yanakiew, da Agência Brasil
Buenos Aires – Seis dias após o acidente de trem em Buenos Aires que matou 51 pessoas e feriu mais de 700, o governo argentino anunciou hoje (28) a intervenção, por duas semanas, na empresa Trens de Buenos Aires (TBA).
A empresa obteve em 1995 concessões do Estado para operar as linhas Sarmiento e Mitre, que transportam 300 mil passageiros por dia. O acidente, o terceiro pior desde 1970, ocorreu na linha Sarmiento, no último dia 22, quando um trem não conseguiu frear a tempo e bateu na barreira da plataforma da estação do bairro Once – uma das mais movimentadas da capital argentina.
Em entrevista coletiva, o ministro do Planejamento, Júlio de Vido, explicou que a intervenção, decidida pela própria presidenta Cristina Kirchner, tem por objetivo garantir a segurança dos passageiros enquanto a Justiça investiga os motivos do acidente. Além de nomear um interventor, Raul Barido, o governo mobilizou a Comissão Nacional de Regulamentação do Transporte, empresas estatais do setor ferroviário e prefeitos dos municípios por onde passam as duas linhas de trem.
“O sistema ferroviário argentino vem sofrendo uma gigantesca deterioração desde 1958 até 2003”, disse De Vido. “Quase meio milhão de pessoas usam essas duas linhas diariamente. É nossa obrigação velar pela segurança dos usuários”.
O secretário de Transporte, Juan Pablo Schiavi, lembrou que 80% dos passageiros “são trabalhadores” e precisam continuar usando o trem. Por isso, disse, “o Estado estará mais presente” até que os peritos determinem se os vagões e trilhos têm problemas e se podem operar normalmente.
Ontem (27), a presidenta Cristina Kirchner falou pela primeira vez sobre o acidente. “A perícia para determinar os responsáveis diretos e indiretos [do acidente] pode durar mais de 15 dias e não quero que digam que a presidenta está fixando os prazos da Justiça, mas os 40 milhões de argentinos e as vítimas precisam saber”, disse Cristina, em discurso.
O acidente reabriu o debate na Argentina sobre as privatizações das estatais, ocorridas na década de 90, durante o governo de Carlos Menem. Especialistas dizem que os contratos foram mal feitos porque beneficiaram as empresas que receberam concessões. As empresas que operam linhas de passageiros, como a TBA, não são obrigadas e investir em infraestrutura – os trens, os trilhos e a sinalização pertencem ao Estado, que também concede volumosos subsídios para manter os preços baixos. Mas o Estado tampouco tem os mecanismos para obrigá-las a cuidar da manutenção.
“Os inspetores da Comissão Nacional de Regulamentação do Transporte podem apontar falhas e recomendar consertos, mas as empresas podem recorrer à Justiça e dilatar os prazos”, explicou, em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Instituto Argentino de Ferrovias, Pablo Martorelli. Segundo ele, o último programa de investimento no sistema ferroviário argentino data de 1999, época das privatizações. Somente em 2003, durante o governo de Nestor Kirchner – marido de Cristina, morto em outubro do ano passado –, o Estado rescindiu contratos de concessões com empresas privadas e investiu na recuperação de algumas linhas.
Hoje a Gazeta do Povo divulgou entrevista com Pasi Sahlberg, ativista pelo melhoramento das escolas e diretor de um centro de estudos vinculado ao Ministério da Educação da Finlândia. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2009, a Finlândia alcançou o 3º lugar, com ótimos resultados e um modelo diferente dos outros líderes do levantamento, a China e a Coreia do Sul.
Todo o sistema escolar finlandês é financiado pelo Estado. Em 1970 todas as crianças do país passaram a estudar em escolas públicas parecidas e de acordo com o mesmo currículo nacional, com o objetivo de igualar a oportunidade de acesso a uma educação de qualidade e aumentar o nível educacional da população.
A reforma educacional não foi guiada pelo sucesso escolar, mas sim pela democratização do acesso a escolas de qualidade.
Para o educador, infelizmente esses princípios básicos deram lugar a políticas regidas pelo mercado em vários países, com a lógica de testar estudantes e professores.
Para ele é possível construir um modelo alternativo àquele que predomina nos Estados Unidos, na Inglaterra e em outros países, que fizeram reformas guiadas pelo mercado, com foco em competição e privatizações, não são a melhor maneira de melhorar a qualidade e a equidade na educação. Na Finlândia o foco é o bem-estar das crianças.
Informa que o magistério na Finlândia é uma das profissões mais populares entre os jovens.
Finaliza: “A Finlândia é o antídoto a este movimento que impõe provas padronizadas, privatização de escolas públicas e remunera os professores com base em avaliações de desempenho que se tornou típico em diversos sistemas educacionais pelo mundo”.
Esta coluna noticiou domingo que as ações da Sanepar tiveram súbita valorização e grande crescimento nos volumes negociados na Bovespa em dias que antecederam ou coincidiram com o decreto de Beto Richa que aumentou as tarifas de água e esgoto cobradas pela empresa em 16,5% – reajuste que começa a vigorar a partir de 15 de março. Gente do mercado ficou intrigada com a variação, pois não vira a publicação de “Fato Relevante” em data no mínimo simultânea com a edição do decreto. Aliás, estranharam que a valorização dos papéis da Sanepar na bolsa ocorreu antes mesmo de o decreto, assinado no dia 15 passado, ser publicamente conhecido.
Pois bem: a diretoria da empresa emitiu nota dirigida à coluna para informar que “foram cumpridas todas as exigências legais e normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)” e que “Fato Relevante foi enviado à CVM em 16 de fevereiro e publicado, inclusive na Gazeta do Povo, no dia 17”. Diz ainda que “a valorização das ações da Sanepar nesses dias manteve-se dentro do padrão de valorização que vem sendo registrado desde que a nova diretoria da empresa assumiu, em janeiro de 2011”.
Para finalizar, a nota avisa que “a legislação prevê punições para a publicação de insinuações e notícias errôneas a respeito de empresas de capital aberto, com a possibilidade, inclusive, de indenização pecuniária para eventuais prejuizos”. Ou seja, insinua que a Sanepar está disposta a processar judicialmente o jornalista que reproduziu números e índices publicados pela Bovespa e analisou as coincidentes variações de volumes e cotações ocorridas no entorno da decretação do aumento das tarifas, assim como calculou supostos ganhos auferidos por quem teve a sorte de valorizar suas carteiras com ações da Sanepar.
Isso é indesmentível: no mês de janeiro, a média diária de negócios com papéis da Sanepar girava em torno de 28 mil ações. No dia 1.º de fevereiro, houve uma movimentação atípica: foram negociadas 457 mil ações, na cotação unitária de R$ 5,30 e em movimento de baixa de 1,85% no dia. Os adquirentes desse volume investiram, portanto, R$ 2,4 milhões. Do dia 2 em diante voltou a vigorar a modesta média diária de 28 mil ações cotadas em torno de R$ 5,50.
No dia 15, Richa assinou o decreto, publicado no Diário Oficial com data do mesmo dia mas com circulação posterior. A CVM só recebeu o “Fato Relevante” no dia seguinte, 16. Já a Bovespa reproduziu o documento no dia 17. A emissão do “Fato Relevante” é de responsabilidade da diretoria de Relações com Investidores, cujo titular é Ezequias Moreira, antigo assessor e homem de confiança do governador Beto Richa.
Nesses dias (15, 16 e 17), quando o mercado estava sendo informado em pílulas sobre o decreto de aumento da tarifa, o volume de negócios deu súbito salto: saiu da média de 28 mil ações por dia, para, em três dias, serem negociadas 470 mil ações – aliás, quase o mesmo volume daquelas aquisições feitas em 1.º de fevereiro. De 15 a 17 de fevereiro as cotações subiram daqueles R$ 5,30 iniciais para R$ 6,20 em média.
Assim, hipoteticamente – frise-se, hipoteticamente – se uma mesma pessoa que tivesse comprado as 457 mil ações por R$ 5,30 no começo do mês e as tendo vendido por R$ 6,20 entre os dias 15 e 17 teve um lucro bem razoável: R$ 433 mil em duas semanas. Pura sorte.
Apontado como uma das principais inovações presentes na licitação do transporte coletivo de Curitiba (do final de 2009), o controle de qualidade estipulada no edital e no contrato de concessão ficou apenas no papel. Um ano e três meses depois do início de operação do sistema, as metas e obrigações que deveriam garantir a melhoria do serviço nem sequer estão sendo cobradas oficialmente das empresas.
O contrato de concessão prevê que, no prazo de um ano, os consórcios responsáveis pelo transporte coletivo deveriam cumprir metas para cinco itens de controle de qualidade, como cumprimento de viagens no horário programado, satisfação dos usuários e liberação de vistorias (leia mais nesta página). Caso os indicadores mínimos não fossem atingidos a cada mês, as empresas poderiam sofrer um desconto de 0,6% na arrecadação, para cada item.
O prazo para o atendimento das metas venceu em novembro do ano passado. A Urbanização de Curitiba (Urbs), que gerencia o sistema, defende que algumas das metas já foram atingidas, como a liberação de vistorias e autuações. No entanto, reconhece que outros indicadores, como os que tratam da regularidade dos ônibus e reclamação dos usuários, ainda estão abaixo das metas. Mesmo assim, nenhum desconto, como estipulado no contrato, foi feito.
Explicação
A Urbs faz a mea-culpa e defende que parte das metas não foi atingida por “fatores externos”. Segundo o gestor de Operação do Transporte Coletivo da Urbs, Luiz Filla, o cálculo dos indicadores de qualidade só deverá ser feito após a conclusão de alguns projetos tidos como essenciais para a melhoria da circulação viária no município, como a Central de Controle Operacional (CCO), sistema que irá controlar em tempo real a regularidade das linhas.
O diretor de Transporte da Urbs, Antônio Carlos Pereira de Araújo, também reconhece que o prazo de um ano para o atendimento das metas acabou não sendo suficiente para as empresas. “A dificuldade maior é que juntaram dez empresas completamente diferentes, umas muito boas, outras razoáveis, outras ruins. Então, os consórcios estão se adaptando”, afirma. (RW)
Luciano Ducci e seu ex-futuro-vice Derosso nos ônibus de Curitiba
O Blog do Tarso está iniciando uma campanha nacional para que o autor do bestseller “A Privataria Tucana” do jornalista premiado Amaury Ribeiro Jr. seja entrevistado no programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo. O livro há meses está entre os mais vendidos na categoria “não-ficção” no Brasil.
Será que agora que José Serra será o candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, o governador Geraldo Alckmin permitirá a entrevista na TV Estatal do Estado de São Paulo?
Divulgue, curta no facebook, retwite no Twitter. #PrivatariaRodaViva
A jornalista Joice Hasselmann, da rádio BandNews e do Blog da Joice, saiu da Rede Massa/SBT e vai para a RIC/Record.
Joice vai comandar o jornal matutino PARANÁ NO AR, que será reformulado. Também será a comentarista dos assuntos políticos, econômicos, de interesses geral do cidadão nos principais produtos da emissora, além de integrar a plataforma digital. O vice-presidente executivo do grupo RIC no Paraná, Leonardo Petrelli, afirmou que se inspira no sucesso da Bandnews FM para vencer a hegemonia da RPC/Globo.
O governo Beto Richa (PSDB) vai acabar com as terceirizações ilíticas que fazia na Ferroeste – Estrada de Ferro Paraná Oeste, após exigência do Ministério Público do Trabalho. A informação é do advogado, blogueiro e apresentador Luiz Carlos da Rocha, do Jogo do Poder Paraná.
A contragosto, pois sua índole é terceirizar, o tucano autorizou a criação de novas vagas e a realização de um concurso público para a contratação de pessoal na Ferroeste (142 vagas, 64 para admissão imediata e 78 para reserva técnica). O concurso será divulgado provavelmente em março e será realizado pela UEM – Universidade Estadual de Maringá.
O governo vinha terceirizando atividades-fim da Ferroeste, o que é uma fuga do mandamento constitucional do concurso público.
Graças a exigência do MPT o governo Beto Richa deixará de jogar no lixo R$ 80.000,00 mensais.
A Ferroeste gasta com terceirizados cerca de R$ 84 mil mensais e com a empresa de serviços de manutenção de frota cerca de R$ 103 mil, e confessa que esses gastos são mais dispendiosos do que a formação de quadro próprio formado com a contratação direta por concurso público.
Os cargos variam de serventes, mecânicos, auxiliares de produção, artífice de via, eletricistas, técnicos de segurança, engenheiro, médico do trabalho e administrador.
O último concurso público da empresa foi realizado pelo governo de Roberto Requião (PMDB), em outubro de 2008, quando o Diretor Presidente da Ferroeste era o advogado Samuel Gomes.