Clèmerson Merlin Clève doa R$ 5 mil para Crowdfunding do Tarso

clemerson_cleve_-_editada

O maior constitucionalista paranaense, e um dos maiores juristas do Brasil, o Prof. Dr. Clèmerson Merlin Clève, acabou de doar R$ 5 mil para a campanha de financiamento coletivo “Eu Tarso pela Democracia“, para pagamento da multa de R$ 200 mil que o advogado e professor universitário, Tarso Cabral Violin, autor do Blog do Tarso, recebeu da Justiça Eleitoral.

O jurista se soma aos professores e advogados Celso Antônio Bandeira de Mello, Weida Zancaner, Edésio Passos, Wilson Ramos Filho (Xixo), Mauro José Auache, Mirian Gonçalves, André Passos, Nasser Ahmad Allan, entre vários outros advogados, professores universitários, juízes, membros do Ministério Público, que também fizeram doações de até R$ 10 mil.

Além disso Dalmo de Abreu Dallari, Fábio Konder Comparato, Celso Antônio Bandeira de Mello e vários advogados, professores universitários e estudantes de Direito assinaram o manifesto dos juristas, advogados e professores em apoio à liberdade de expressão, à Democracia e ao crowdfunding.

Tarso, advogado, professor e autor do Blog do Tarso, recebeu injustamente e de forma totalmente desarrazoada, duas multas do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, por causa de duas simples enquetes, no valor que hoje já está em aproximadamente R$ 200 mil reais. Mais informações jurídicas na página do site http://eutarsopelademocracia.com.br/a-injustica.

Se você é jurista, advogado, professor universitário ou estudante de Direito, assine também o manifesto.

Ajude a divulgar a campanha, entre seus amigos e colegas.

A campanha arrecadou aproximadamente 20% do total de R$ 200 mil. Contribua aqui, pois Tarso terá que arrecadar esse valor absurdo em apenas alguns dias.

Muito obrigado Professor Clèmerson!

FOI só “UM” ERRO?

torreeifell

FOI UM ERRO a primeira guerra. A Liga das Nações já nasceu esfacelada em 1919.

FOI UM ERRO a segunda guerra. E ainda ganharam os americanos que são exterminadores…

FOI UM ERRO dividir a Alemanha em 49, pois repetiu a mesma burrice do tratado de Versalhes de 1919.

FOI UM ERRO o tratado de Spykes-Picot, pois não há zona-de-influência-secreta que suplante o que as mães contam aos filhos.

FOI UM ERRO invadir o Iraque (que não tinha armas de destruição em massa). E Saddam produzia seus 3 milhões de barris-dia a um custo muito menor.

FOI UM ERRO eleger Bush e sua equipe de narco-petroleiros (que nos vendem drogas e petróleo inclusive fornecidos pelos ISIS).

FOI UM ERRO romper com o Bin Laden que era cria dos americanos (e quem pariu Matheus…).

FOI UM ERRO seguir no Iraque extraindo menos do que 2,5 milhões de barris-dia e ainda fabricar 700 mil viúvas (John Pilger: “The war you don’t see”).

FOI UM ERRO aderir ao discurso norte-americano dos direitos humanos que só serve para justificar o aniquilamento de inocentes.

FOI UM ERRO bombardear sistematicamente inocentes na Síria e no Iraque nos anos 2010.

FOI UM ERRO não ouvir o apelo dos refugiados e a voz das almas que ainda hoje são trucidadas na Ásia Menor.

FOI UM ERRO não dar apoio … deixar de dar apoio … omitir socorro … compactuar com o auto-extermínio interno.

FOI UM ERRO o ocidente criar condições para o comando-de-ordem-unida do novo Califado do ISIS (do ISIL, do “Levante”, do ” ei “, do DAESH ou seja lá o que for).

FOI UM ERRO pensar que o espólio de Bin Laden, de Saddan ou de qualquer neuro-neo-califa pode ser disputado pelo ocidente (e não internamente).

FOI UM ERRO acreditar que Vito Andolini não iria voltar para se vingar do assassino-familiar em Corleone na Sicília (revejam o “Poderoso Chefão”).

FOI UM ERRO acreditar que as 700 mil viúvas do Iraque iriam pregar resignação a seus filhos sobreviventes (e que não haveria vingança).

FOI UM ERRO decidir ampliar os ataques-in-loco como resposta aos ataques-in-França (ou aos demais fornecedores de tropas).

FOI UM ERRO pensar que os ataques-in-França são feitos por homens sem coragem, sem fé ou sem moral (só porque não é a nossa).

FOI UM ERRO fabricar o “inimigo” e encurralar seus “soldados-kamikaze”, que sem rota de fuga se tornam “terroristas”.

FOI UM ERRO ameaçar de morte o soldado-suicida que já está morto…e agora seguir acreditando que isso vai diminuir a violência (terrorista amedrontado?).

FOI UM ERRO e segue sendo um erro querer fragmentar mais este “califado”, pois isso vai apenas reabrir a luta pelo seu espólio no Iraque e na Síria (espalhando mais ataques terroristas).

Enfim: depois de tantos erros, e de uma declaração de guerra franco-americana (o Brasil não deve mandar tropas) contra um inimigo invisível (com CINCO MIL suspeitos catalogados vivendo em solo francês), e conhecendo a estratégia que vão utilizar (e já ameaçaram utilizar), COMO PRETENDER enfrentar essa situação toda sem alterar a normalidade da vida urbana da principal cidade turística do mundo?

Será que FOI mesmo só UM ERRO ?

Georghio Alessandro Tomelin

Professores Adriano Codato e Eneida Desiree Salgado vão palestrar na Sorbonne

eneidasalgado

O Colóquio Internacional “Que Crise é Esta?”, organizado por Stéphane Monclaire (Département de Science Politique de la Sorbonne – Université Paris1), coordenado pelo Prof. Dr. Adriano Codato (Políticas Públicas e Ciência Política da UFPR) e com palestra da Prof. Dr. Eneida Desiree Salgado (Políticas Públicas e Direito da UFPR), será realizado no período de 09 a 12 de dezembro de 2015.

Veja a programação completa:

QUE CRISE É ESTA ?
Workshop / Colóquio internacional

Organizador : Stéphane Monclaire (Département de Science Politique de la Sorbonne – Université Paris1)

Coordenadores científicos : Adriano Codato (UFPR) e Stéphane Monclaire (Paris1)

PROGRAMA

Quarta-feira 9 de dezembro de 2015

16h30: recebimento dos participantes
16h45: reunião científica preparatória
18h30: cerimônia de apresentação na Universidade de Paris 1.

Quinta-feira 10 de dezembro de 2015

Anfiteatro Bachelard – Sorbonne

8h45: recebimento dos participantes
9h00: boas-vindas dos organizadores e do chefe do departamento de Ciência Política da Universidade Paris 1

9h15 – 10h30: CONFÊRENCIA DE ABERTURA

Michel Dobry (Paris 1)
“Comment penser les crises politiques” (“como pensar as crises políticas”)

10h00: debate (30 minutos)

10h30 intervalo

10h45-12h45 “ECONOMIA & SOCIEDADE”

10h45: Pierre Salama (Paris 13): Problemas econômicos e tensões políticas.

11h20: Raquel Meneguello (UNICAMP): Representação política e adesão democrática: subsídios do Estudo Eleitoral Brasileiro para compreensão da crise.

12h00: debate (40 minutos)

13h00 almoço

14h15 – 16h15  “INFORMAR E SE INFORMAR”

Maison d’Amérique Latine (217 boulevard Saint Germain)

14h15: Emerson Cervi (UFPR): Jornalismo político brasileiro nas últimas décadas: mudanças editoriais e transformações tecnológicas.

14h55: Fábio Malini (UFES): A diferença dos protestos no Brasil nas redes sociais: o # Vem Pra Rua entre 2013 e 2015.

15h35: debate (40 minutos)

16h15: intervalo

16h30 – 18h45  “DINHEIRO E POLÍTICA”

16h30: Marthius Sávio Lobato (UnB): O financiamento das campanhas eleitorais no Brasil.

17h10:  Rita de Cássia Biason (UNESP) : Prevenção e controle da corrupção no Brasil: reformas e vulnerabilidades.

17h50: debate (40 minutos)

Sexta-feira 11 de dezembro de 2015  (salle 1 – Bâtiment Panthéon – Université Paris1)

08h30: recebimento dos participantes

8h45 – 10h45  “AS VÁRIAS DIREITAS”

8h45: Adriano Codato (UFPR), Bruno Bolognesi (UFPR), Karolina Mattos Roeder (UFPR): O crescimento espetacular da nova direita brasileira: deputados e candidatos.

9h25: Mara Telles (UFMG): Quando a Direita e a Esquerda vão às ruas: Democracia, anti-partidarismo e canais de mobilização nos protestos anti-governo.

10h05: debate (40 minutos)

10h45: intervalo

11h00 – 13h00:  “DIREITO E POLÍTICA” 

11h00: Leonardo Barbosa (CEFOR): Crise política, direito constitucional e processo legislativo: perspectivas jurídicas sobre o agravamento das tensões entre Executivo e Legislativo na 55ª Legislatura.

11h40 Desirée Salgado (UFPR): As sucessivas alterações legislativas e judiciais do sistema político-eleitoral brasileiro e sua evidente inutilidade e crescente inadequação constitucional.

12h20: debate (40 minutos)

13h00 almoço

14h30 – 16h30:   “EM BUSCA DOS FATORES INSTITUCIONAIS DOS PROBLEMAS ATUAIS”

14h30: Marcus Ianonni (UFF): Estado e coalizão social-desenvolvimentista no Brasil 2003-2014.

15h05: Carlos Pereira (FGV) : Sistema político brasileiro: disfuncional ou má gerência?

15h40: Paulo Peres (UFRGS) Partidos e presidencialismo de coalizão: um modelo em crise?

16h15: intervalo

16h25 : debate (50 minutos)

17h15:   CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO 

Stéphane Monclaire (Paris 1)

17h50 : debate

Sábado 12 de dezembro de 2015

9h00: Síntese dos trabalhos e das discussões realizadas nesses dois dias.