Morte e ameaças sobre camponeses no Paraná

Foto de Joka Madruga

Foto de Joka Madruga

Desde julho de 2014  há um grande acampamento do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na região de Laranjeiras do Sul, no oeste do Paraná, com mais de 2500 famílias. O intuito é pressionar pela desapropriação de uma área de mais de 20 mil ha, da empresa Arapuel, que utiliza muito mal a propriedade, apenas para o monocultivo de pinus.

Após as eleições de 2014 algumas lideranças da região começaram a receber ameaças  de morte, veladas e públicas. Fontes dizem que na região há pistoleiros contratados para executar as lideranças, em particular o dirigente nacional do MST e residente na região, Antonio Miranda, que vem sofrendo ameaças.

Essas denúncias foram relatadas na Policia Civil (dezembro/2014) e em depoimento ao Ministério Público (janeiro/2015), veja aqui os documentos.

Na última semana um grupo de pistoleiros sequestrou uma família inteira de camponeses assentados, próximos ao acampamento e que davam apoio aos acampados e na última sexta-feira foram encontrados os corpos desfigurados.

É essencial que o governo estadual esclareça as ameaças de morte às lideranças e os autores da chacina. É necessária uma pressão sobre Hamilton Serighelli, assessor do governador Beto Richa (PSDB) para assuntos de conflitos agrários no estado, e sobre o secretário de segurança pública, Fernando Francischini.

 

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