Fundador da Rede Sustentabilidade no Paraná vota Dilma 13 e critica Marina

Edson Luiz Teixeira, um dos fundadores do partido Rede Sustentabilidade no Paraná, votará na presidenta Dilma Rousseff (PT) 13 e critica Marina Silva (PSB, ex-PT, ex-PV, futura Rede ou qualquer outro partido) que faz a velha política ao apoiar Aécio Neves (PSDB).

Militantes da Rede Sustentabilidade do Paraná desistem do partido depois de guinada a direita

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Vários militantes paranaenses da Rede Sustentabilidade, grupo que está tentando criar o partido de Marina Silva (PSB, ex-PT, ex-PV), desistiram do “partido”, que ainda não foi criado juridicamente, depois da guinada a direita de Marina Silva e da tomada de poder de reacionários no estado do Paraná.

Estão migrando para o PV, PPL, PMDB e PSOL. Os de direita/conservadores/reacionários foram para o PSB.

Fico triste com o rumo do “Partido”, já que cheguei a assinar para a criação do partido, pois na época eu acreditava que poderia ser uma boa alternativa para alguns militantes progressistas. Eu não ia me filiar ao partido, mas assinei para ajudar na criação.

Triste fim de um partido que ainda nem foi criado.

Nova Política? Não! Fim da política!

Militantes de esquerda da Rede no Paraná saem do movimento liderado por Marina Silva

Marina Silva Beto Richa

CARTA PÚBLICA DE AFASTAMENTO DA REDE SUSTENTABILIDADE PARANÁ

“Acreditamos que as redes, como forma de agregação e organização, são uma invenção do presente que faz a ponte para um futuro melhor. A concepção de rede baseia-se numa operação democrática e igualitária, que procura convergências na diversidade. É um instrumento contra o poder das hierarquias que capturam as instituições democráticas e, ironicamente, fazem delas seu instrumento de dominação. Pois é em rede com a sociedade que queremos construir uma nova força política, com alianças alicerçadas por uma Ética da Urgência, tendo como horizonte a construção de um novo modelo de desenvolvimento: sustentável, inclusivo, igualitário e diverso.” *
* Manifesto Político da Rede Sustentabilidade

A nova política não passou de simples discurso. O Movimento Nova Política se tornou um “quase partido” com os vícios da velha política. O discurso de horizontalidade não saiu do papel. Os movimentos sociais, que fizeram parte do início do processo de criação da Rede Sustentabilidade, ainda em Brasília, não existem, hoje, na Rede Paraná. Muito pelo contrário, o que vemos hoje é uma tentativa de abafar qualquer discussão político-social com a justificativa de enfraquecimento interno, de desagregamento da militância.
Alguns dirigentes partidários da Rede Sustentabilidade Paraná pedem, inclusive, para que os militantes abstenham-se de críticas ao processo eleitoral da Rede e das decisões de Marina Silva e seu “núcleo duro” de Brasília, indo além: pedem para que os militantes insatisfeitos com o processo e as escolhas saiam da Rede e que vão escolher os outros “30 e poucos partidos que existem por aí”. Reconhecemos também que tais falas e posturas tiveram eco maior no Paraná, após a publicação de uma matéria da Folha de São Paulo, na qual um dos fundadores do partido, com histórico no PSDB, sugeria a saída dos sonháticos ou de críticos ao processo decisório vertical do já citado “núcleo duro”. Se há esta categorização de enredados em plano nacional, em plano local também é existente, e é aí que encontrou-se o eco indesejável.  Continuar lendo

TSE aplica a Constituição e a Lei e não permite que Rede participe das eleições de 2014

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O Tribunal Superior Eleitoral, por meio de seis dos sete ministros, não aprovou o pedido de registro do Partido Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva (ex-PT, ex-PV). Votaram contra a criação da legenda a ministra relatora Laurita Vaz e os ministros João Otávio de Noronha, Henrique Neves, a grande advogada de direito eleitoral Luciana Lóssio, o também ministro do STF Marco Aurélio Mello e a grande constitucionalista e administrativista Cármen Lúcia Antunes Rocha, ministra do STF. Gilmar Mendes, também ministro do STF, famoso por votos mais conservadores e de direita, foi o único que divergiu.

Laurita concordou com o Ministério Público Eleitoral ao dizer: “verifico o não cumprimento do apoiamento necessário, eu voto pelo indeferimento do registro da Rede Sustentabilidade”.

Segundo o MP não cabe ao TSE verificar a validade das assinaturas. Ao citar o MPE, Laurita disse que provar os apoiamentos é “ônus do partido e não dos cartórios”.