Pergunta do dia: será que tem pastor evangélico explorando crianças e adolescentes para fazerem propaganda eleitoral para ele?

Favor encaminhem fotos e vídeos para o Blog do Tarso que eu divulgo!

Indústria, Igreja, PSDB e DEMO se unem contra tributação de grandes fortunas e previdência para dependentes de homossexuais

A Confederação Nacional da Indústria – CNI, os parlamentares religiosos (católicos e evangélicos), o PSDB e o DEMO impediram nesta quarta-feira (9) a aprovação dos projetos que criam a Contribuição Social das Grandes Fortunas – CSGF e direitos previdenciários para dependentes de homossexuais, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

O projeto que taxa as grandes fortunas cria nove faixas de contribuição a partir de acúmulo de patrimônio de R$ 4 milhões e a última faixa é de acima de R$ 115 milhões, e atinge 38 mil brasileiros com patrimônios que variam nessas faixas. Os recursos dessa contribuição seriam destinados exclusivamente para a saúde. Seriam R$ 14 bilhões a mais para a saúde por ano, sendo que R$ 10 bilhões de apenas 600 pessoas, os mais ricos do país.

Faculdade privada usa verba pública para pagar dízimos

Tim Tones, personagem de Chico Anysio

Segundo a Folha de S. Paulo de 17/03/2012, a Uniesp repassa comissão a igrejas que indicam aluno incluído em programas de crédito estudantil dos governos federal e estadual de SP. O estudante financiado paga mais caro por curso do que os demais, para que sobre dinheiro para o dízimo de 10%.

Fim dos tempos!

Medíocres Torquemadas – Mauricio Dias – Carta Capital

Acuado. Carvalho, visto "como enviado do Maligno"

Da Carta Capital

Os pregadores das igrejas evangélicas executam caricatura da Inquisição

As igrejas, sempre de costas para o futuro, continuam intolerantes às renovações. No tempo do domínio católico no Ocidente, os contestadores de falsas verdades eram atirados à fogueira, amaldiçoados pela Inquisição, que não dava trégua a supostas heresias.

Nos dias de hoje, impotentes para ditar condenações capitais, os inquisidores ordenam aos fiéis a punição de políticos que defendem propostas dissidentes à doutrina que pregam. O aborto e a defesa da homofobia são os exemplos mais gritantes. E irritantes. Em reação, eles promovem nas eleições a “queima” de votos dos hereges e, com isso, cerceiam a liberdade do eleitor e intimidam os candidatos.

Assim agem os pregadores das igrejas evangélicas. São os novos inquisidores.

Essa réplica tardia e infeliz do Tribunal de Inquisição materializou-se no Congresso, onde foi depor o ministro Gilberto Carvalho, na terça-feira 15 de fevereiro. Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, viu-se forçado a expiar publicamente “pecados” cometidos aos olhos da poderosa bancada evangélica, transformada em braço executivo de diversas igrejas religiosas.

“O pedido de desculpas, de perdão, não foi pelas minhas palavras, e sim pelos sentimentos que provocaram”, disse o ministro.

Qual foi a heresia? Gilberto Carvalho, durante o Fórum Social Mundial, manifestou preocupação política com os evangélicos: “A oposição virou pó (…) a próxima batalha ideológica será com os conservadores evangélicos que têm uma visão de mundo controlada pelos pastores de televisão”.

Carvalho é católico fervoroso, mas também é militante político. Petista. Em razão do cargo, não foi cauteloso, embora tenha falado ingênuas obviedades. Não pregou o cerceamento de qualquer manifestação religiosa. Mas foi o suficiente para despertar a ferocidade adormecida da Frente Parlamentar Evangélica, na qual se destaca o senador capixaba Magno Malta, que, entre outras ofensas, chamou o ministro de “irresponsável”.

Um parlamentar ateu presente ao encontro fechado à imprensa descreve assim o ambiente naquele dia: “Os olhos dos senhores parlamentares disparavam chispas de fogo, ódio, raiva e intolerância diante daquele enviado do Maligno que se tornara ministro (…). O clima era pesado. Aquela reunião e a Inquisição têm tudo a ver. Tenho certeza que não exagero. O problema para eles era não poder acender a fogueira. Restavam-lhes as línguas de fogo, prontas a queimar o demônio pecador”.

Serelepe, o deputado Anthony Garotinho, ex-governador do Rio e evangélico atuante, também se destacou na ocasião. Sem sucesso, tentou forçar o ministro a assinar um documento desmentindo as declarações publicadas, mas diferentes do que falou, garantiu Gilberto Carvalho. O inquisidor fez, pelo menos, uma declaração expressiva e inteiramente adequada ao ambiente criado.

“O perdão está para a Igreja assim como a anistia está para a política”, comparou Garotinho.

Igreja e política. O desempenho de Garotinho aproximou ainda mais aquela reunião no Congresso do espírito obscurantista assumido pelos evangélicos. Nesse sentido, fazem uma repetição tardia do catolicismo primitivo.

Os votos dos evangélicos, arma que usam no processo político, talvez não sejam eleitoralmente decisivos. São muitos, é certo. O suficiente para acuar candidatos em busca de votos. Com eles acuaram Dilma e Serra, na eleição de 2010, e transformaram a competição em espetáculo para exibição de medíocres Torquemadas.

Igreja Universal do Reino de Deus será a responsável pela pescaria no Brasil!

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), Pastor da IURD e sobrinho de Edir Macedo (dono da IURD e da Rede Record), assume a pasta da Pesca e Aquicultura no lugar de Luiz Sérgio de Oliveira (PT-RJ).

Marcelo Crivella é um dos principais nomes da bancada evangélica do Congresso Nacional, e é radicalmente contra a união civil de homossexuais e a criminalização da homofobia.