Casagrande e seus demônios

Sim, adoro o Direito, em especial o Direito Administrativo, e cada vez mais o Direito Constitucional.

Mas nas férias gosto de ler livros que não têm nada a ver com o Direito.

Em 2014 já comentei aqui a imperdível biografia do Doutor Sócrates.

Também aqui já comentei sobre o dia em que encontrei o Casagrande, por coincidência, em uma livraria em Fortaleza, em 2013.

Mas infelizmente eu ainda não havia conseguido ler a biografia do Casão (tenho ela assinada).

Após saber que um amigo, não corinthiano, já havia lido o livro, e depois de me informar do lançamento do segundo livro do Casa com o Gilvan Ribeiro, o “Sócrates Casagrande: uma história de amor”, coloquei o livro “Casagrande e seus demônios” como minha prioridade nessas férias de julho de 2016.

Gramado, lareira e chimarrão, ajudaram na leitura desse belo livro.

Mostra a vida de Casão, sua atuação como moleque, jogador de futebol, político, inclusive sua luta contra o vício de drogas. Uma ótima leitura, recomendo!

Casagrande

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Eu tinha menos de dez anos quando vi um time mágico no Estádio do Morumbi vencer os títulos paulistas de 1982 e 1983. O Corinthians era bicampeão paulista, um campeonato que ainda era muito importante, no nível de um título brasileiro. Depois esse mesmo time criou a Democracia Corinthiana, capitaneada pelo Doutor Sócrates, Casagrande e Wladimir, no qual o roupeiro do time tinha o mesmo poder do Sócrates, do técnico ou presidente do clube. O movimento foi decisivo para as próprias Diretas Já.

O artilheiro desse time era Casagrande, o jogador rebelde, roqueiro e de esquerda. Em 1985 Casagrande chegou a ser o melhor jogador do país, titular da seleção brasileira. Naquele ano eu tinha que fabricar um boneco de arame e jornal na escola e quem eu fiz? Casagrande!

Estou em Fortaleza para assistir o jogo de amanhã entre Brasil e México. Hoje perguntei onde minha filha queria ir e ela prontamente respondeu: Livraria Cultura. Fui para lá, deixei ela lendo livros com a avó e mãe e me dirigi para a seção dos livros de Direito. E quem eu vejo fazendo um noite de autógrafos da sua biografia? Walter Casagrande Júnior, um dos meus ídolos da infância.

Claro que comprei prontamente seu livro e pedi seu autógrafo e foto. Recomendo o livro escrito por Casagrande, hoje o principal comentarista esportivo da rede Globo, e pelo Gilvan Ribeiro, com o título “Casagrande e seus demônios”. Conta inclusive a recuperação da dependência química de Casagrande.

Já conheci pessoalmente o Sócrates, Biro-Biro, Wladimir, Neto, Marcelinho Carioca, entre outros ídolos do timão. Mas esse encontro teve um gostinho especial, de lembrança. Lembrança dos jogos do Corinthians que meu pai me levava para assistir no salão de festas do Corinthians, o estádio do Morumbi, lembrança do bicampeonato 82/83, lembrança da Democracia Corinthiana, lembrança do Casão que já deu muito alegria para a sofrida torcida corinthiana.