A mando de Beto Richa, Traiano critica a sociedade civil organizada que se manifesta contra a privatização via OS

Do Zé Beto

Contra a baderna

O deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná, disse  que  a decisão de transformar a sessão plenária em comissão geral para aprovar a mensagem que regulamenta as Organizações Sociais no Paraná não aconteceu por receio de se debater a proposta. Garante que foi uma resposta à ação da oposição petista que apostou na pressão e na mobilização de militantes sindicalistas para criar um clima de agitação, sempre a beira da baderna. O líder afirmou que contra esse tipo de estratégia nada democrática a comissão geral é a resposta mais adequada.

Manchete principal da Gazeta do Povo denuncia rolo compressor de Beto Richa para aprovar hoje, 14h, Lei de privatização via OS

Veja a matéria completa da Gazeta do Povo, clique aqui

Colunista da Gazeta do Povo diz que Beto Richa é confuso, sem rumo, e que disse que não iria privatizar

Qual é a grande vitória?

Publicado hoje na Gazeta do Povo | ROGERIO WALDRIGUES GALINDO • RGALINDO@GAZETADOPOVO.COM.BR

Beto Richa resolveu dar uma parada no seu dia ontem para comemorar o grande feito eleitoral de um ano atrás. Não deixa de ser curioso: imagine-se o trabalhador que usasse anualmente o dia de sua contratação para fazer um almoço, em dia de expediente, com os amigos. Poucos poderiam fazer a pausa mais longa. Quem dirá garantir uma boca livre para tanta gente…

Richa, de certa maneira, chega assim também perto do fim de seu primeiro ano de governo. No exercício do cargo tem menos coisas a comemorar do que teve no período eleitoral. Vitórias não faltaram: na Assembleia, com uma maioria esmagadora, ganhou todas. Mas isso não conta: nossos deputados votam com quem quer que esteja ocupando o poder. Só assim garantem as benesses para as “bases” que os reelegem.

 

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O que se espera de um governo são vitórias de outro tipo. Conquistas sociais, que possam ser repartidas por todos. Os comensais de Beto andam compartilhando do bom e do melhor em restaurantes. Mas o que os milhões de eleitores podem dizer que ganharam nesses 11 meses de gestão.

O tal “novo jeito de governar” parece, no mínimo, um pouco confuso. Beto dizia com todas as letras que não iria privatizar nada. Verdade: vender, de fato, não vendeu. Mas aparentemente havia letrinhas miúdas no programa de governo dizendo que terceirização para ONGs valia.

Trata-se também de um governo de contradições. Por um lado, a terceirização faria imaginar que o Estado ficaria mais leve, mais barato. Aliás, esse é o discurso do “choque de gestão” que Beto fez durante toda a campanha. Mas agora o contribuinte já viu que a conta não vai ficar exatamente mais barata.

Não é só o tarifaço do Detran (aquele que Ademar Traiano, artífice do eufemismo do ano, insiste em chamar de “realinhamento das taxas”). Em menos de um ano, Richa já avisou a seus eleitores que vai contratar R$ 1,7 bilhão em empréstimos de longo prazo. Alguém se lembra de ter visto algo sobre isso na campanha?

Claro que quando chegar a hora de fazer os últimos pagamentos, Beto terá terminado seu mandato faz tempo. Mas eu e você continuaremos pagando, com nosso imposto e nosso suor. Nada contra: imposto faz parte. Sem isso, não há civilização. Mas faz sentido falar em choque de gestão e sair tomando tudo isso de empréstimo?

Mais grave do que tudo isso, porém, é a aparente falta de rumo do governo. Aonde Beto quer chegar? Qual é o seu grande plano de longo prazo para o estado? Por vezes, parece que estamos navegando sem norte, pensando apenas em finanças e projetos pontuais. A falta de um pensador por trás da atual gestão é evidente. Richa precisava de alguém com uma visão mais longa do que a sua. Mas o grupo à sua volta parece formado mais por ganhadores de eleições do que por estadistas.

Ganhar eleições é bom. Claro que Beto tem o que comemorar (embora pudesse marcar isso para um fim de semana…). Mas em teoria um bom governante deveria ver a eleição como um meio de chegar ao cargo, como um mero passo para iniciar as transformações sociais que é preciso fazer. Quando a vitória na eleição é a maior conquista a ser celebrada, algo há de ser revisto.

Presidente do TC diz que projeto de Lei das OS deveria passar por audiência pública

O truculento anti-democrático e o presidente do TCPR, Fernando Guimarães

O Presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Fernando Guimarães, disse para a Gazeta do Povo de hoje que projeto de Lei das Organizações Sociais deveria passar por audiência pública: o PL das OS deveria ser objeto de discussão numa audiência pública na Assembleia para ouvir a sociedade, sindicatos e o gestor. Seria mais saudável para convencimento da sociedade”.

Se o projeto for aprovado hoje Beto Richa, Valdir Rossoni e Ademar Traiano (todos do PSDB) ficarão para a história como os neoliberais tucanos privatizantes truculentos!

Deputados “soldadinhos do Beto Richa” apressam votação e podem aprovar a Lei das OS hoje

Manifestante contra as OS, ontem, na ALPR. Foto de Tarso Cabral Violin

Deputados da situação apressam votação do projeto que regulamenta organizações sociais

Do Blog da Joice

Deputados estaduais da bancada de apoio do governador Beto Richa fizeram hoje uma manobra para acelerar a votação do projeto que regulamenta parcerias com as organizações sociais, as OS. O projeto seria discutido somente na semana que vem na Comissão de Constituição e Justiça, já que o deputado Tadeu Veneri (PT) fez um pedido de vista na sessão de hoje. No entanto, o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), apresentou um pedido para que o plenário seja transformado em comissão geral. Isso significa que o projeto de lei pode ser aprovado nesta quarta-feira, sem passar por outras comissões, como ocorre normalmente. Sessões extraordinárias também podem ser realizadas amanhã para a votação em segunda e terceira discussão e redação final. Para o deputado Tadeu Veneri (PT), o governo ainda precisa explicar diversos pontos da lei.

Segundo o texto, as organizações sociais vão poder contratar médicos para o atendimento público de saúde, gerenciar hospitais, entre outras atividades. As OS só ficam impedidas de fazer convênios nas áreas de segurança e educação. O PMDB pretende apresentar emendas à proposta para restringir a atuação das organizações sociais, como explica o deputado Nereu Moura.

O líder do governo, deputado Ademar Traiano, voltou a defender o projeto e disse que, por enquanto, as OS serão contratadas em poucos setores do governo.

Pelo segundo dia consecutivo, cerca de 100 servidores da saúde protestaram contra a proposta na sala de comissões e no plenário da Assembleia. Por causa do barulho a sessão chegou a ser suspensa por cinco minutos.

ALPR lotada de manifestantes contrários à Lei das privatizações via OS de Beto Richa. Foto de Tarso Cabral Violin

Maria Sylvia Zanella Di Pietro diz que OS é privatização. Tucanos paranaenses dizem que não. Em quem você confia?

do requiaofaclube.blogspot.com

Maria Sylvia Zanella Di Pietro, talvez a maior jurista do Direito Administrativo brasileiro, entende que podemos chamar de “privatização em sentido amplo” qualquer iniciativa de “redução do tamanho do Estado”, e inclui entre os exemplos os contratos de gestão com as organizações sociais – OS (Parcerias na Administração Pública, 2009, 7ª ed., editora Atlas, p. 5-8.).

Os tucanos paranaenses Beto Richa, Fernanda Richa, Valdir Rossoni, Ademar Traiano e Elio Rusch, todos do PSDB, disseram que o repasse da gestão de estruturas públicas para entidades privadas qualificadas como Organizações Sociais – OS não é privatização.

Em quem vocês mais confiam: na maior jurista brasileira do Direito Administrativo ou nos tucanos do Paraná. Favor comentem!

Traiano confessa que Beto Richa quer privatizar via OS para burlar a Lei

Deputados Ademar Traiano e Hélio Rush do PSDB, com Alexandre Curi (PMDB) ao fundo, na reunião da CCJ de hoje. Foto e Tarso Cabral Violin / Blog do Tarso

O líder do governo do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), disse ontem, segundo a Gazeta do Povo, que o governador Beto Richa pretende repassar a gestão de hospitais e museus públicos para as organizações sociais para fugir do limite de gasto com pessoal fixado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000).

O tucano confessou que Beto Richa quer a aprovação da Lei das OS para que possa privatizar atividades hoje exercidas pelo Estado, para não precisar mais contratar servidores por meio de concurso público e nem realizar licitações.

É uma tripla burla à lei e à Constituição: burla ao concurso público, burla às licitações e burla à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Parabéns ao Beto Richa, Valdir Rossoni, Ademar Traiano e Hélio Rusch, tucanos que nos governam.

Charge: Organizações Sociais (OS), Beto Richa e a fuga do regime jurídico-administrativo

Charge: Lerner Business School

Do Cleverson Lima (Rodopiou)

Amanhã, 13h, na Assembleia Legislativa, manifestação contra a privatização via OS da saúde, informática e cultura

O DEMO Jaime Lerner ensinando seu aprendiz tucano, Beto Richa, em como privatizar o Paraná

Para os que têm saudades das manifestações contra a privatização da Copel, amanhã, 13h, na Assembleia Legislativa do Paraná ocorrerá uma manifestação contra o projeto de lei das organizações sociais – OS encaminhado pelo governador Beto Richa (PSDB), que permitirá a privatização da saúde, da informática, da cultura e quase todas as demais áreas das atividades estatais.

Será na reunião da CCJ.

Estudantes, professores e demais cidadãos conscientes estão convidados.

O governo Beto Richa está cada vez mais parecido com o de Jaime Lerner (ARENA, PFL, DEMO), com tentativa de privatização e precarização do serviço público.

Estaremos lá!

Tadeu Veneri diz que OS de Beto Richa é “privatização disfarçada”

Veneri diz que projeto das OSs é “privatização disfarçada”

Do site do Tadeu Veneri, divulgado por Esmael Morais

Em discurso na tribuna, nesta terça-feira, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), criticou a pressa da liderança do governo em colocar em votação o projeto, nº 915, que autoriza o governo a transferir serviços públicos a Organizações Sociais. O projeto já está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na reunião extraordinária desta segunda-feira, 28, o relator, deputado Hermas Brandâo Junior (PSB), pediu mais tempo para apresentar o parecer, mas a bancada governista quer votar a proposta em plenário ainda esta semana.
Várias entidades do movimento social e sindical definiram um calendário de lutas contra a aprovação desta lei. Representantes do Movimento estiveram nesta segunda-feira, 28, acompanhando a reunião da CCJ. Os coordenadores do Fórum, Heitor Raimundo e Marlei Fernandes, estão conversando com as lideranças dos partidos para tentar adiar a entrada do projeto em plenário. O projeto foi encaminhado na quarta-feira passada à Assembleia Legislativa e, apesar da extensão e profundidade da proposta, o governo pretende aprovar a toque de caixa, sem discutir a sociedade, lembrou o deputado Tadeu Veneri, integrante da CCJ. “O governo deve respeitar o cidadão paranaense e não enviar à Assembleia propostas que alteram a estrutura do estado a duas semanas do final do período legislativo. O governador que, durante a campanha eleitoral negou a privatização e terceirização do serviço público, vem tentando aprovar sorrateiramente estas mesmas propostas. Não podemos aceitar”, disse Veneri.
Em Curitiba existem duas organizações sociais: o Instituto Curitiba de Informática e o Instituto Curitiba de Arte e Cultura . O ICI vai receber R$ 126 milhões em 2011 em recursos públicos, mais do que a Secretaria Anti-Drogas e o Fundo Municipal de Assistência Social.
Não foram criadas OSs para assumir saúde e educação, pois quando foi aprovada a lei de Curitiba, a Bancada do PT, articulada pelo então vereador Tadeu Veneri, conseguiu aprovar emenda excluindo saúde e educação. “O que temos aqui é um projeto de lei para a terceirização da maioria das áreas do estado. Ou se admite que o projeto é de privatização ou se retira o projeto”, disse.
As Organizações Sociais foram criadas no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1998, pela Lei 9. 637. Atualmente, está no Supremo Tribunal Federal (STF), um Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei. Apresentada pelo PT e PDT, a Adin alega ofensa aos dispositivos que tratam do concurso público, licitação, princípios do artigo 37 aplicáveis à Administração Pública. Sustenta-se ainda que jamais a lei poderia ter dito que as Organizações Sociais ficam imunes a qualquer tipo de fiscalização por parte dos órgãos de controle interno e Ministério Público.
“Não se pode transformar transformar o estado em empresa privada disfarçada. Se o governador tem a intenção de privatizar o estado que diga isso com todas as letras. Não podemos aceitar o secretário da Casa Civil dizendo aos jornais que a lei seria aplicada em situações pontuais. Que situações pontuais. Nós temos que saber”, protestou o deputado.

Veja o projeto de lei das OS de Beto Richa, que possibilitará a privatização da saúde, informática e cultura

Cidadão morre carbonizado em hospital privado. E Beto Richa quer privatizar a saúde!

Um paciente de um hospital psiquiátrico de Curitiba morreu carbonizado após sua cama pegar fogo durante a madrugada deste domingo (27), quando estava amarrado e sedado, e um funcionário do hospital encontrou o quarto em chamas.

O cidadão de 31 anos foi internado no Hospital Psiquiátrico do Bom Retiro por uma equipe da Fundação de Ação Social da prefeitura de Curitiba (FAS).

Enquanto isso o governador Beto Richa (PSDB) pretende privatizar a saúde do Estado do Paraná para entidades privadas qualificadas como OSs – Organizações Sociais, com o discurso de que elas são mais eficientes.

Fernanda Richa é contra privatização via OS que Beto pretende implementar. Briga na família?

Família Real paranaense. Coronéis pós-modernos?

Conforme o blog Contra Privatização Paraná a primeira dama Fernanda Richa ficou irritada com a faixa que denunciava a privatização do Estado via organizações sociais – OS que manifestantes carregavam ontem enquanto ela falava na caminhada contra o câncer, e disse “baixem a faixa que não vamos privatizar nada, isso é coisa do governo passado!”.

Prezada primeira dama, a senhora aceita assinar um abaixo-assinado contra o projeto de lei das OS que seu marido, Beto Richa (PSDB), encaminhou para a Assembleia Legislativa do Paraná?

Modelo de privatização via OS de Beto Richa traz mais desvantagens, segundo TCE/SP

Veja o gráfico divulgado pela Gazeta do Povo de Hoje, que mostra mais desvantagens na privatização da saúde via as organizações sociais – OS em São Paulo, conforme o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Os salários pagos pelas OS são menores, a taxa de mortalidade das OS é maior, e os gastos tributários com as OS são maiores.

Matéria da Gazeta do Povo ainda cita o vídeo denúncia do Beto Richa, quando ele prometeu que não iria privatizar via OS:

Medida é ilegal, dizem sindicatos da saúde

Grande parte dos servidores públicos que atuam na parte administrativa e médica de todo o Brasil é contra o repasse dos serviços de saúde às organizações sociais (OSs), permitido desde a promulgação da Lei Federal n.º 9.637, de 1998. O Fórum Popular de Saúde do Paraná (Fops-PR), formado por sindicatos de servidores e também da iniciativa privada, tem como principal bandeira a suspensão dessa lei, como pede a Ação Direta de Incons­titu­cionalidade (Adin) n.º 1.923, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos principais objetivos do governo do estado com o projeto de lei das OSs é justamente terceirizar hospitais públicos.

“A transferência é ilegal, pois a Constituição diz que é um dever do Estado. E é imoral, pois o Estado não pode abrir mão de pensar, planejar, executar e avaliar as ações de saúde”, diz Elaine Rodella, secretária-geral do SindSaúde, o sindicato dos servidores na Sáude e Previdência do Paraná. Ela critica o governador Beto Richa (PSDB), que durante a campanha eleitoral do ano passado negou que tivesse interesse em terceirizar serviços de saúde, conforme vídeo disponível no site do Fops-PR. “Somos contra a entrega de patrimônio público para a mão de terceiros. Quem vai fazer a saúde pública? Ficaremos reféns da doença ou dos interesses do mercado?”, questiona Elaine.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, diz que há “motivos muito fortes” para barrar a iniciativa de qualquer administração de terceirizar serviços de saúde. Ele cita uma análise do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TC-SP) divulgada em maio deste ano. “A gestão terceirizada deixa a desejar. Segundo o TC, os hospitais das OSs são mais ineficientes e mais caros. Além disso, são discriminadores no atendimento. É uma forma de os governos municipais e estaduais fugirem de sua responsabilidade social para garantir a saúde.” Além disso, ele diz que já existem manifestações da Justiça contrárias à terceirização do atendimento médico.

Veja o vídeo:

A única falha na reportagem da Rosana Félix foi a informação equivocada de que o ministro relator da ADIN das OS na STF, Carlos Ayres Britto, tenha aceitado a concessão de serviços para as OS. Na verdade o ministro entendeu a privatização via OS uma “terceirização aberrante”. Ele entende que as OS apenas podem ser fomentadas pelo Estado.

Faltou também entrevistar juristas contrários às OSs.

Meu calouro na PUCPR, Roberson Bondaruk, é o novo comandante da PM/PR. Boa sorte!

Foto de Felipe Rosa/ Gazeta do Povo

Gazeta do Povo de sexta-feira

José Carlos Fernandes, é colunista e repórter especial da Gazeta do Povo.

O homem certo, na hora certa, no lugar certo

Sobre o coronel Roberson Bondaruk, agora alçado ao posto mais alto da Polícia Militar do Paraná, costuma-se dizer a frase destinada aos líderes: é o homem certo, na hora certa, no lugar certo. Arriscado? Não para aqueles que o conhecem.

Pode-se dizer, com certa folga, que quem tirou o PM Bondaruk do anonimato da farda foi a advogada e professora da PUCPR Jimena Aranda, especialista e ativista dos Direitos Humanos, em meados dos anos 2000. Ele não era apenas o aluno mais maduro e mais alto da faculdade de Direito [tem quase 2 metros de altura]. Era o acadêmico que entregou um livro primoroso como projeto de conclusão de curso – um livro sobre os meninos e meninas em situação de rua, escrito nas horas vagas, quando se sentava, à paisana, no meio-fio, para conversar com a infância “largada” que circula pela cidade.

Jimena fez o alarde. E o Paraná entrou em lua de mel com o PM que sempre sonhou e nunca pensou que podia existir. Não passava uma temporada sem que seu nome viesse à tona, desenhando-o aos poucos como o sujeito que conseguia juntar razão e sensibilidade num espaço que, havia muito, parecia ter se especializado na brutalidade e na ignorância.

Sabe-se, a boca pequena, que muitos políticos e companheiros de caserna estremeceram diante da novidade chamada Roberson Bondaruk. Até então ele era o policial generoso e inofensivo que agregava os bons a seu lado, falava-lhes do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, uma de suas especialidades; e abrira a Polícia Montada às terapias com deficientes. Essas e outras do “Bonda” funcionavam como uma boa estampa da PM, do que a corporação muito se beneficiou.

O estranhamento veio nos momentos em que o coronel – já na proa do programa Polícia Comunitária – se pôs a escrever e a falar dos seus livros, 9, fora artigos e o doutoramento. Impossível que essas entrevistas sobre produção intelectual não se tornassem também minimamente pessoais. Foi o que aconteceu. Soube-se, pela boca dele, que o menino pobre, de família ucraniana e nascido no Parolin, já pensara em desistir da caserna, por não ver conexão entre o que sonhara quando guri e o uniforme cheio de estrelas.

Sim – ele também tinha dúvidas em operações como as feitas na Vila das Torres. Era capaz de chorar ao falar do ex-PM empobrecido que encontrou no meio de uma desocupação. E de não esconder que é ministro de Eucaristia na paróquia onde mora com Nair e os quatro filhos. Mexeu com a onipotência policial, mexeu com fogo. Em contrapartida, renovou nos civis a esperança por uma polícia mais humana.

Mas seria pouco. O Bondaruk que despertou ciúmes por sua popularidade, ainda que discreta, é também homem de inteligência privilegiada. Foi seu bingo. Depois do livro O império das casas abandonadas – revelado por Jimena Aranda, veio A Prevenção do Crime Através do Desenho Urbano, em que mostrou as relações entre arquitetura, espaço e criminalidade. Experimente procurar na internet: parece não haver jornal importante no Brasil que não o tenha entrevistado sobre o trabalho – justamente no período em que mais padeceu o ostracismo imposto por seus superiores.

A virada, contudo, foi sua posse na Academia Militar do Guatupê, em 2008. O coronel não seria apenas um sujeito boa praça ensinando os policiais a serem cordiais. Ele assumiu com a promessa de transformar o centro de formação num laboratório de pesquisa sobre a violência, projetando o Paraná não mais nos dados do Mapa do Crime, mas na ciência capaz de conter o tráfico e a criminalidade.

Um acidente vascular cerebral (AVC) recente e uns bons meses de molho criaram o fio da suspeita. Falou-se na aposentadoria do coronel Bondaruk como favas contadas. Mesmo que tivesse pendurado a farda, escreveria muitos livros e, arrisca, sentaria nos meio-fios. Mas a farda, pelo que sabe, não lhe incomoda. Nele, é a veste do homem que pensa, sente e dialoga com a sociedade – tal como ele contou ter sonhado fazer um dia, ao decidir ser policial. Não será em vão.

Charges: Choque de Gestão de Beto Richa no pedágio, as concessionárias entram com o pé, o povo com a b*

 

Beto Richa pode privatizar a CELEPAR para o ICI

Cássio taniguchi, quem diria, é o presidente do Conselho de Administração da Celepar

O projeto de lei complementar 915/2011 que o governador do Paraná Beto Richa (PSDB) encaminhou para a Assembleia Legislativa pretende criar a qualificação Organização Social – OS no âmbito da Administração Pública do estado. É o mesmo modelo criado pelo governo FHC (PSDB) e muito utilizado pelos governos tucanos de SP para a privatização da saúde.

Cássio Taniguchi, atual secretário de planejamento de Beto Richa, quando prefeito, criou o modelo em Curitiba, e privatizou a informática do município para o ICI – Instituto Curitiba de Informática, uma entidade privada qualificada como OS que não faz concurso público nem licitação.

Caso o modelo seja aprovado no Estado, a Celepar – Companhia de Informática do Paraná, sociedade de economia estadual, poderá ser totalmente privatizada e seus serviços encaminhados para o ICI ou outra OS.

Beto Richa já está privatizando serviços que são atividades-fim da Celepar, conforme denúncia do Blog do Tarso de outubro, e com essa lei aprovada poderá fazer um mal ainda maior para o povo paranaense.

Nunca é demais lembrar o famoso vídeo do atual presidente da Celepar, que confessa que iria privatizar serviços da companhia para a iniciativa privada.

MP questiona modelo de privatização da saúde via OS que Beto Richa quer implementar

Veja o vídeo que mostra a falta de eficiência das Organizações Sociais – OS:

Divulgado pelo Organização Social Não

Para justificar privatização Beto Richa cita jurista já falecido antes da criação das OS

O governador Carlos Alberto Richa (PSDB) acabou de encaminhar para a Assembleia Legislativa projeto de lei das organizações sociais – OSs, mesmo tendo prometido que não iria privatizar as atividades sociais por meio das OS. Veja o post sobre o tema, clique aqui.

O pior de tudo é que no PL que ele encaminhou há uma justificativa na qual cita apenas um jurista, como se ele fosse defensor dos contratos de gestão das organizações. É Hely Lopes Meirelles, que faleceu em 1990, anos antes da criação do instituto do contrato de gestão.

Existiriam tantos juristas neoliberais a serem citados, que defendem as OSs, e o nosso governador foi citar justamente um autor já falecido que nunca tratou do instituto dos contratos de gestão das OSs.

É óbvio que o que foi citada foi a obra de Hely Lopes Meirelles, atualizada por outros autores. Mas é um absurdo que um governador tire da boca de um autor já falecido palavras que ele nunca disse. Até meus alunos do 3º ano de Direito sabem que quando se cita um autor já falecido com obra atualizada por outros autores, esses deves ser nominados.

Veja o PL das OSs encaminhado por Beto Richa, clique aqui

O jurista do Direito Administrativo Hely Lopes Meirelles, que nunca tratou dos contratos de gestão das organizações sociais