Beto Richa tem o dobro de desaprovação de Dilma

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A pesquisa CNI/Ibope aponta que apenas 11% dos brasileiros acham que o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) é péssimo, enquanto que quase o dobro dos paranaenses, 20%, acham que o governo Beto Richa (PSDB) é péssimo.

Além disso a aprovação do governo Dilma é maior do que a do governo Beto (56% a 54%) e mais paranaenses não confiam em Beto (45%) do que brasileiros não confiam em Dilma (41%).

Para piorar ainda mais a situação de Beto, enquanto governadores anteriores do Paraná sempre foram os melhores avaliados do Brasil, entre 1º e 2º, Richa está apenas em 7º, o que é um desastre, levando-se em conta que o Paraná sempre é governista.

A pesquisa, feita pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizada entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro. Foram entrevistadas 15.414 pessoas com mais de 16 anos de idade, em 727 municípios. A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para o resultado Brasil e 4 pontos no Paraná.

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Charge: Beto Richa = Privatização

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Charge: Beto Richa e a saúde pública do Paraná

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Juiz anula eleição de Fabio Camargo e Assembleia fará nova escolha. Me mantenho candidato

O juiz Roger Vinícius Pires de Camargo Oliveira, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, anulou a eleição do ex-deputado estadual Fabio Camargo (PTB) para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. No dia 15 de julho Camargo teve apenas 27 votos, o deputado estadual Plauto Miró (DEMO) teve 22 votos, eu tive dois votos dos deputados estaduais Tadeu Veneri (PT) e Luciana Rafagnin (PT) e Paulo Roberto Drabik um voto. Para ter a maioria do voto dos presentes Camargo precisava ter 28 votos. A ação judicial é do ex-vereador de Castro Edson Benedito Teixeira Strickert (DEMO), que ingressou com uma ação popular pedindo a anulação da nomeação.

 

Fabio Camargo enfrenta ainda um Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça a pedido de um dos candidatos, um inquérito a pedido da Procuradoria-Geral da República no Superior Tribunal de Justiça, e um procedimento no Conselho Nacional de Justiça.

O caminho natural é a Assembleia Legislativa do Paraná realizar nova eleição. Eu me mantenho candidato. TC para o TC!

Saúde: Administração direta, fundação estatal de direito privado ou privatização via OS?

Veja texto do Chico Marés na Gazeta do Povo de hoje:

Atuação de entidade municipal divide opiniões

Apresentada como modelo para a Fundação Estatal em Saúde que o governo paranaense quer criar, a atuação da Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes) divide opiniões. Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar), Mário Ferrari, a criação da Feaes foi um avanço em relação ao modelo de terceirização praticado anteriormente, envolvendo as organizações sociais (OSs) – que, para ele, foi uma “experiência ruim”. Na sua avaliação, a Feaes tem conseguido dar agilidade aos processos, o que seria uma vantagem em relação à administração direta da prefeitura, sem que isso cause distorções, falta de pagamento e outros problemas verificados com a terceirização privada. “Não foi exatamente a mudança que pretendíamos, mas melhorou muito”, afirma. Já a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues, defende que o serviço de saúde deve ser prestado pela administração direta, e que as práticas da Feaes não diferem da terceirização por instituições privadas. “Nos preocupa a presença de trabalhadores da mesma instituição com vínculos diferentes e tratamento diferente, e como isso repercute na ponta. Entendemos que há uma diferença de salário, jornada de trabalho e envolvimento [entre servidores da administração direta e indireta]”, afirma. Ela diz, ainda, que o argumento da agilidade não é cabível, e cita a demora no início do funcionamento do Hospital do Idoso Zilda Arns como exemplo.

Ex-delegado-geral da Polícia Civil do governo Beto Richa é preso

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco, do Ministério Público do Paraná, iniciou uma operação hoje e prendeu vários policiais civis e militares suspeitos de envolvimento com o jogo ilegal no caso da “mansão cassino” de 2012.

Um dos presos é o ex-delegado-geral da Polícia Civil durante o atual governo Beto Richa (PSDB), Marcus Vinicius Michelotto, suspeito de ligação com grupos que exploravam jogos de azar em Curitiba. Seus advogados são Rodrigo Sánchez Rios e Marlos Arns.

Veja o que o professor Dalmo de Abreu Dallari entende do julgamento do “mensalão” pelo STF

PSOL, PT, PMDB e PSTU estão na frente de Beto Richa. Participe da enquete!

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Por que o governador Beto Richa não demitiu?

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Cada vez mais a classe política perde credibilidade, e um dos motivos é a dificuldade de vários políticos falarem a verdade.

Dois dias depois do governador Beto Richa (PSDB) ficar sabendo que um membro de seu governo estava na briga das torcidas organizadas de Atlético Paranaense e Vasca da Gama em Joinville, o governador não demitiu seu servidor comissionado.

Conforme o governador avisou no twitter, o ex-vereador Juliano Borghetti, até então servidor de confiança de Beto, pediu demissão do cargo de superintendente da Paraná Projetos, entidade vinculada à Secretaria de Planejamento.

A pergunta que não quer calar: por que Beto Richa não demitiu Borghetti?

Por favor 31.12.2014, chega logo!

Foto do dia: que tal o fim do embargo?

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Governo Beto Richa não entende nada de Administração Pública

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Não é apenas o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que é fraco politicamente e despreparado para dirigir o Paraná.

Seu governo, incluindo os membros de seu governo, não entendem nada de Administração Pública. políticos despreparados ou que participaram de governos desacreditados, parentes despreparados, cabos eleitorais incompetentes. Há de tudo na gestão.

O perfil de quase todos é gerencial-neoliberal, salvo raríssimas exceções. Ou seja, não sabem administrar e querem privatizar quase tudo, por meio de concessões, PPPs, parcerias com OS – organizações sociais, etc.

E estão totalmente perdidos. Nas áreas sociais não sabem se privatizam via OS – organizações sociais, via serviços sociais autônomos ou se criam fundações estatais de direito privado.

Isso já deveria ter sido decidido no início do governo, e não agora, no apagar das luzes dessa desastrosa gestão.

Enquanto isso Roberto Requião (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Bernardo Pilotto (PSOL), com um discurso de organizar a Administração Pública bagunçada e precarizada por Richa, prometem dar trabalho nas eleições do ano que vem.

Por favor 2014, chega logo!

Membro do governo Beto Richa estava na briga de torcidas organizadas

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O ex-vereador de Curitiba e atual superintendente no governo de Beto Richa (PSDB), Juliano Borghetti (PP), estava entre os torcedores do Atlético-PR que entraram em confronto com a torcida do Vasco, no último domingo (8), em Joinville/SC.

Borghetti, 42, membro da torcida organizada Os Fanáticos, foi fotografado e filmado entre os integrantes do grupo que partiu para cima dos vascaínos.

Relatos apontam que o membro do governo do Paraná deu toda a volta no estádio para brigar com a torcida do Vasco.

Borghetti, que perdeu em 2012 na sua tentativa de reeleição para vereador, é parente de poderosos da política paranaense. Além de já ter sido casado com a também derrotada nas urnas na tentativa de reeleição para a Câmara de Curitiba (separação informada pela Folha de S. Paulo), a atual deputada do Parlamento Italiano Renata Bueno (PPS), filha do deputado federal Rubens Bueno (PPS); é irmão da deputada federal Cida Borghetti (presidenta do Pros no Paraná), casada com o secretário estadual da Indústria e Comércio, Ricardo Barros (PP), ex-deputado federal.

Toda a família é aliada do governador Beto Richa. Além de pertencer ao governo atual, Borghetti foi comissionado em 2004 quando o tucano era prefeito de Curitiba.

E pasmen, quando vereador Borghetti foi um dos autores da lei municipal que obriga os torcedores de futebol a se cadastrarem ao comprar ingressos para os jogos em Curitiba.

Em julho deste ano assumiu o posto de superintendente da Ecoparaná, entidade ligada à Secretaria Estadual do Turismo que gerencia unidades de conservação do Estado.

Beto Richa não quis se manifestar sobre o ocorrido, mas o jornalista Esmael Morais informa que ele pode demitir Borghetti. O governo se queimou com o ocorrido, mas se demitir Borghetti se queima com a poderosa família que domina várias regiões do interior do Paraná. O que dificultará ainda mais a reeleição de Richa.

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Torcedor fanático do clube, Borghetti viaja sempre para acompanhar o Atletico Paranaense. Na final da Copa do Brasil, em 27 de novembro, no Rio de Janeiro, foi flagrado pelo RJTV, telejornal local da Rede Globo do Rio de Janeiro, urinando em via pública antes de entrar no Maracanã.

Leia a íntegra de sua nota de esclarecimento:

NOTA DE ESCLARECIMENTO – JULIANO BORGHETTI:

Em relação ao ocorrido durante o jogo entre o Clube Atlético Paranaense e o Vasco da Gama, no dia 08.dez.2013, gostaria de que esclarecer que:

1- Frequento jogos do Atlético nos estádios há 30 anos. Já estive em diversas cidades no Brasil e fora do país e nunca estive envolvido em nenhum episódio de violência;

2- Acompanhávamos a partida próximos à divisa entre as torcidas e fomos surpreendidos com a eclosão da confusão generalizada próxima ao local em que estávamos acomodados.

3- Foi uma atitude da qual me arrependo e por isso venho a público pedir desculpas. Reforço, porém, que não agredi ninguém, nem tampouco sofri qualquer agressão física na situação;

4- Ressalto ainda que quando vereador propus, em conjunto com colegas, a lei municipal que obriga o cadastro de torcedores em estádios;

5- Lamento profundamente o ocorrido.

Atenciosamente,
Juliano Borghetti

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Foto do dia: presidentes do Brasil acompanharão velório de Mandela

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Foto: Roberto Stuckert

A presidenta Dilma Rousseff (PT, ex-PDT) embarcou esta manhã para a África do Sul acompanhada de todos ex-presidentes vivos do Brasil. Lula (PT), Fernando Henrique (PSDB, ex-MDB e PMDB), Sarney (PMDB, ex-PSD, PST, UDN, ARENA, PDS e PFL) e Collor (PTB, ax-ARENA, PDS, PMDB, PRN e PRTB) acompanharão a presidenta ao velório de Nelson Mandela, que acontece amanhã, em Joanesburgo.

Cotado como vice de Gleisi, Caíto defende a candidatura própria do PMDB. Requião é o favorito

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O deputado estadual Caíto Quintana (PMDB), que teve seu nome lançado pelo deputado federal André Vargas (PT) como candidato a vice-governador na chapa a ser liderada pela ministra-chefa da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT), se diz “lisonjeado” com a lembrança, mas, mais uma vez saiu em defesa da candidatura própria do PMDB ao governo do Estado.

Caíto destaca que a orientação do PMDB nacional – o que ficou reforçado no encontro realizado na semana passada com o vice-presidente da República, Michel Temer – é priorizar a candidatura própria e, se não for possível, buscar uma aliança com os partidos aliados do governo da presidenta Dilma Rousseff, notadamente o PT.

De qualquer forma, avalia Caíto, qualquer composição futura passa pela convenção partidária. O ex-governador e atual senador, Roberto Requião (PMDB), é o favorito para ser o candidato ao governo do Paraná. Orlando Pessuti pode ser candidato a governador, vice-governador ou senador.

A ala dos pmdbistas favorável ao apoio ao governador Beto Richa (PSDB) está cada vez mais em baixa.

Enquete: Pilotto, Gleisi e Requião estão na frente para governador

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Na enquete do Blog do Tarso sobre a eleição para governador do Paraná, Bernardo Pilotto (PSOL), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) estão na frente entre seus leitores.

Beto Richa (PSDB), o atual governador que vai tentar a reeleição, está bem distanciado em quatro lugar.

Participe!

Enquete: em quem você votará para governador do Estado em 2014?

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Participe da enquete na coluna ao lado.

 

Leitores querem Fajardo ou Dr. Rosinha eleito senador do Paraná

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Na enquete sobre a eleição para senador do Paraná participaram 900 leitores do Blog do Tarso, com o seguinte resultado:

1. Cláudio Gamas Fajardo (PPL) 21.44%  (193 votes)

2. Doutor Rosinha (PT) 21%  (189 votes)

3. Alvaro Dias (PSDB) 19.89%  (179 votes)

4. Candidato do PSOL 16.89%  (152 votes)

5. Nenhum deles 7.22%  (65 votes)

6. Osmar Dias (PDT) 5.78%  (52 votes)

7. André Vargas (PT) 4.22%  (38 votes)

8. Orlando Pessuti (PMDB) 2.56%  (23 votes)

9. Rubens Hering (PV) 1%  (9 votes)

Licitação do transporte coletivo de Curitiba: anulação ou pizza?

 

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Os quatro relatórios (Comissão da URBS, TCE, Sindicatos e CPI do Transporte) apontaram para a mesma direção: anulação da licitação de 2010. Na história da nossa cidade, é a primeira vez que a política pública do transporte coletivo teve uma analise tão aprofundada. Todos os aspectos foram abordados: parâmetros tarifários, montados com índices da década de 80, superfaturados elevando a tarifa a um preço exorbitante de R$2.99,94 ( valor que entra no bolso dos empresários), reduzida para o usuário a R$2,70( pago pelo usuário), graças aos subsídios, que saem do bolso dos contribuintes diretamente para as empresas de ônibus. Hoje, é a segunda maior tarifa do pais ( já foi a 15ª), perdendo por centavos para São Paulo, que é de R$3,00. E não cabe aqui a desculpa da integração, pois quando foi a 15ª, já tinha uma tarifa integrada. Atualmente, a integração passa a ser uma realidade em todo o pais.

Os relatórios são fartos em apontarem as gorduras da tarifa, nos itens: combustíveis (compram no preço mínimo e lançam o preço médio) , taxas duplicadas lançadas na tarifa (taxa de administração da URBS e contrato oneroso de manutenção dos terminais e limpeza das estações tubos), lançamento na tarifa do imposto de renda dos empresários. Essas gorduras, segundo o TCE, chegam a 20%, somando-se a isto os 12% da taxa de lucro, os empresários embolsam 32% de lucro líquido. Cortando essas gorduras, os relatórios chegaram por unanimidade, a uma tarifa de R$2,25, mantendo-se os subsídios dos governos federal, estadual e municipal.

Os relatórios também apontaram para os fortes indícios de fraude na licitação, quando todos apresentam documentos (editais adulterados, cartas de fiança idênticas , formulários idênticos, inclusive nos erros de português) diferença ínfima em centavos do valor da tarifa entre os 3 lotes, participação de empresários da mesma família em todos os lotes, impedimento de concorrência pela cláusula de barreira, que exigia 25 anos na experiência do modal tecnológico de Curitiba para participar da licitação, atas do Conselho de Transporte com a participação de um empresário do transporte coletivo quando se discutia o edital, logo com acesso a informação privilegiada e o mais grave participando da licitação.

A CPI do Transporte Coletivo de Curitiba, dentro do seu papel constitucional, foi além da análise e proposições, apontou para o indiciamento de 70 pessoas envolvidas com a licitação do transporte coletivo, em 2010. Estão entre os que devem ser indiciados, ex e atuais gestores da URBS, ex-prefeitos desde 2009 e 2010, quando se desenvolveu o processo de licitação.

A partir dessas grandes contribuições dos relatórios, devem os que estão à frente do poder público, assumir suas responsabilidades e entrar, imediatamente, com ação civil pública para a anulação da licitação do transporte de Curitiba. Tanto o Prefeito Gustavo Fruet, quanto o Ministério Público Estadual, o CADE, estão hoje fartamente documentados para tomarem as providências jurídicas cabíveis e imediatas. Se nada fizerem é porque estão comprometidos e pela inércia contribuindo para tudo terminar em PIZZA. O prefeito, em várias manifestações, afirmou temer denunciar o contrato e perder, sofrendo assim o município um grande prejuízo financeiro. Esse seu temor pode ser dissipado se ele fizer um plebiscito para que os cidadãos curitibanos se manifestem. Creio que ele terá o respaldo da população e uma forte manifestação política para impedir qualquer manobra jurídica para obstruir a anulação dos atuais contratos lesivos ao município e aos usuários.

O Ministério Público Estadual ,depois de ter o apoio massivo da sociedade nas jornadas de junho, que derrotou a PEC 37, não tem qualquer explicação para ainda não ter entrado com a ação civil pública para anular os atuais contratos, já que está de posse de todos os relatórios entregues pelas entidades autoras.

E se as autoridades competentes nada fizerem, resta aos cidadãos de posse desses relatórios entrarem com AÇÃO POPULAR. Oito cidadãos, em uma outra conjuntura, em 2010, entraram com uma ação popular. Foram condenados por Litigância de Má Fé, foram multados, sem o juiz entrar no mérito, porque a licitação já tinha ocorrido. Esses cidadãos continuam na luta jurídica, com os recursos a que tem direito e com os fatos novos, tem esperanças de que os novos ares, que sopram no Judiciário Paranaense, restabeleça a Justiça julgando do mérito da Ação da Popular.

Lafaiete Neves – doutor em Desenvolvimento Econômico, professor do pós-graduação em Gestão de Políticas, Projetos e Programas Sociais da PUCPR, professor aposentado da UFPR, Coordenador do Grupo de Estudos GERMMARINI/CNPQ/UTFPR

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Confronto – Luis Fernando Verissimo

Neoliberalismo

Publicado em vários jornais brasileiros hoje.

Em vários mitos de criação, a existência do mundo se deve ao confronto de uma força do bem com um inimigo maligno, numa luta que atravessa os tempos. No universo do candomblé, orixás bons e orixás ruins brigam sem parar pelo controle das nossas almas. Na cosmogonia cristã, embora não apareça na Bíblia, o diabo é o outro filho de Deus, o anjo caído que inferniza a vida do Pai e o enfrenta pela eternidade. (Segundo alguns teólogos heréticos, Deus só fez a luz para que o diabo não tivesse como se esconder dele. Assim devemos a criação do mundo não a Deus, mas ao diabo).

Pode-se, com alguma boa vontade, dizer que a vida econômica das nações vem sendo regida por um enfrentamento parecido de opostos, no caso as teorias do austríaco Friedrich Hayek, deus dos neoliberais, e do inglês John Maynard Keynes, defensor do estado interventor. A analogia só não é completa porque — ao contrário de orixás e anjos desgarrados — não se sabe com certeza que lado é o bom e que lado é o maligno nesse confronto. Richard Nixon surpreendeu todo o mundo quando, na presidência dos Estados Unidos, declarou: “Somos todos keynesianos agora.” O tempo mostrou que sua afirmação tinha sido prematura. Nos anos seguintes o neoliberalismo conquistou os corações e mentes da maioria dos economistas e nem desastres como a crise financeira causada pela desregulação dos bancos — ou seja, pelo Estado mínimo dos sonhos neoliberais — diminuíram sua força. Enquanto isto o keynesianismo sobrevivia na sua forma espúria, como subsídio do governo ao complexo militar-industrial americano.

Os recentes protestos na Europa contra medidas de austeridade de acordo com a receita neoliberal podem significar uma reação do keynesianismo ao predomínio do inimigo — ou não. Os economistas mais influentes, ou pelo menos mais salientes, do mundo continuam do lado de Hayek e da suposta sabedoria do mercado. Há exceções, claro, mas não se pode continuar lendo só o Paul Krugman todo o tempo.

70% dos brasileiros querem mais Estado e quem tem mais estudo é de esquerda

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A pesquisa do Datafolha divulgada pela Folha de S. Paulo de hoje mostra um certo equilíbrio entre brasileiros de esquerda e de direita, com um pouco mais de membros da esquerda e centro-esquerda.

Além disso quase 70% dos brasileiros acham que o governo deveria ser o principal responsável pelo crescimento econômico do país, e não as empresas privadas. 58% entendem que as instituições governamentais precisam atuar com força na economia para evitar abusos das empresas.

Os brasileiros de esquerda são mais jovens e mais escolaridade. Os ricos são mais de direita.

Entre os brasileiros de esquerda mais de 20% das pessoas têm ensino superior, com o grupo que tem o menor contingente de pessoas com ensino apenas fundamental: 30%. Já entre os direitistas 52% têm apenas o fundamental.

Boas notícias. Jovens com mais esperanças de um mundo melhor, que estudam mais, querem uma redistribuição de renda maior implementada pelo Estado. Já os mais ricos e que estudaram menos querem manter o status quo.

Foram realizadas 4.557 entrevistas em 194 municípios, nos dias 28 e 29 de novembro, com margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.