“Rebeldes”, pero no mucho

Onde o Guilhobel do Gazeta de Novo consegue essas fotos?

Charge: fim do mundo

Mais um inimigo estadunidense será assassinado?

Está equilibrada a enquete do Blog do Tarso sobre a eleição para Prefeito de Curitiba. Participe!

A ponte

Contribuição do advogado Rogério Bueno da Silva

Empresário pagou viagem particular de helicóptero do Governador Beto Richa

Hoje na Gazeta do Povo

Richa usufruiu de aeronave particular

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), usou o helicóptero de um empresário em maio deste ano, durante uma passagem pela cidade de São Paulo. O caso veio à tona porque a aeronave, prefixo PP-JFR, teve problemas e precisou fazer um pouso de emergência no Aeroporto Campo de Marte, na capital paulista. Ninguém ficou ferido.

Na ocasião, Richa estava se deslocando do Hospital Sírio-Libanês, onde fez exames médicos, para uma reunião no banco de investimentos BTG. O deslocamento ocorreu no dia 4 de maio deste ano. A reunião no BTG não havia sido divulgada previamente.

Segundo a assessoria de comunicação do governo do estado, o helicóptero foi emprestado pelo empresário paranaense Jair Rosa, que é de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro) mas está radicado em São Paulo. O empréstimo teria sido feito sem qualquer custo para o Tesouro Estadual ou para o governador.

Charge: Sarney

Hoje na Folha de S. Paulo

Gustavo Fruet diz que Instituto Curitiba de Informática – ICI deve ser fiscalizado

O advogado e ex-deputado federal Gustavo Fruet (sem partido), líder nas pesquisas para a Prefeitura de Curitiba, disse ontem no programa Jogo do Poder Paraná que o contrato do Município de Curitiba com o ICI – Instituto Curitiba de Informática, de mais de R$ 100 milhões, precisa ter um melhor acompanhamento da sociedade e da Câmara de Vereadores.

O ICI é uma entidade privada qualificada como Organização Social, criada pelo então prefeito Cássio Taniguchi para privatizar os serviços de informática da cidade, sem licitação, e mantido pelos prefeitos Beto Richa e Luciano Ducci. Uma verdadeira caixa-preta.

Se cuida ICI, a mamata vai acabar!

Entrevista com Darci Frigo, da ONG Terra de Direitos

Darci Frigo. Foto de Alexandre Mazzo - Gazeta do Povo

Um homem do Velho Oeste

Advogado e criador da Terra de Direitos

Hoje na Gazeta do Povo. Por JOÃO PEDRO SCHONARTH E RODOLFO STANCKI

Ele nasceu nas terras do Contestado. Um dia, se encantou com São Francisco. Em outro, assumiu-se como camponês, formou-se em Direito e escreveu seu nome nos movimentos de luta pela reforma agrária

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Osmar Dias diz que Beto Richa mentiu sobre aumento aos professores

Entrevista de hoje na Gazeta do Povo:

Gazeta do Povo: Qual avaliação do governo Richa?

Osmar Dias: Tenho visto o Beto falar muito mal do governo passado. Mas isso não é suficiente para ele cumprir os compromissos que assumiu durante a campanha. Só falar mal do governo passado não basta. Quando eu falo, é porque eu tenho obrigação de falar o que eu penso. Embora ocupando um cargo aqui em Brasília, não deixei de ser paranaense. É preciso que a população tenha em mente as promessas que foram feitas e que ela faça uma avaliação de quanto dessas promessas foram cumpridas. Eu não me esqueci de nenhuma delas.

GP: Tem alguma promessa que acha que já deveria ter sido cumprida?

OD: Ele disse que no dia 2 de janeiro o salário dos professores iria aumentar 26%. Isso foi dito num debate para mim. Talvez eu tenha me esquecido de perguntar o ano. Vamos deixar só nessa.

“Colapso do neoliberalismo sob o tacão dos ultra-neoliberais: é a treva!” – Maria da Conceição Tavares

Publicada no Carta Maior

“Não, não é um quadro com o de 1929. Aquele teve um ápice, com recidivas, mas ensejou um desdobramento político que inauguraria um outro ciclo, com Roosevelt e o New Deal. O que passamos agora é distinto de tudo isso”, diz a economista Maria da Conceição Tavares, em entrevista à Carta Maior. E adverte: “Todavia não menos grave e talvez mais angustiante. É um colapso enrustido, arrastado, latejante. Sim, você tem a comprovação empírica do fracasso neoliberal; mas e daí? São eles que estão no comando, ou será o quê esse arrocho fiscal nos EUA enfiado pelo Tea Party na goela do Obama? Vivemos um colapso do neoliberalismo sob o tacão dos ultra-neoliberais: isso é a treva!”

Por Saul Leblon (entrevista com Maria da Conceição Tavares no Carta Maior)

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O governo estadual do Paraná não faz apenas besteiras. Parabéns ao jornal Cândido da Biblioteca Pública.

Ilustração da capa de estréia de Rafael Sica

Depois de quase nove meses, finalmente consegui encontrar uma boa ação do nosso governo estadual. A Biblioteca Pública do Paraná lançou em agosto o jornal Cândido, muito bom por sinal, com o poeta Paulo Leminski na capa, que faria 67 anos no próximo dia 24, com uma ótima matéria sobre ele. O único problema foi que não encontrei a versão digital do jornal no site da Biblioteca Pública.

Especialista não acredita no plano de segurança de Beto Richa e diz que não vai funcionar

Rodrigo Pimentel, autor do livro Tropa de Elite e consultor em segurança, desacreditou o plano de segurança do Governo Beto Richa (PSDB) e disse que a contratação de mais policiais não vai resolver o problema da segurança no Paraná. Veja os vídeos no Blog do Esmael, clique aqui.

No Governo Requião existiam os tucanos do bico vermelho. No Governo Beto Richa há os pmdbistas do rabo azul

A Televisão me deixou burro muito burro demais! (Titãs)

Família Richa destinará dinheiro público para base eleitoral de Rossoni

Foto de Nnai Gois - Alep

Parte da economia da Alep vai para reduto de Rossoni

Hoje na Gazeta do Povo, por Euclides Lucas Garcia

Após receber ontem mais um cheque de R$ 10 milhões da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o governo estadual anunciou que parte do dinheiro será utilizada na construção de 50 casas em União da Vitória, no Sul do estado. O município, que foi atingido por fortes chuvas na semana passada, é justamente um dos principais redutos eleitorais do presidente do Legislativo paranaense, deputado Valdir Rossoni (PSDB).

Esse é o segundo repasse de R$ 10 milhões feito pela atual gestão da Assembleia ao Executivo estadual – o primeiro foi em maio –, oriundo das chamadas medidas “moralizadoras” implantadas na Casa desde 1.º de fevereiro, quando Rossoni assumiu a presidência. De acordo com o governo, R$ 5 milhões serão investidos na compra de módulos policiais móveis – compostos por um trailer, duas motos e uma viatura da Polícia Militar (PM).

Além de União da Vitória, outro município beneficiado será Diamante do Sul (Oeste), para a construção de uma escola. Outras cidades, que foram atingidas por temporais, receberão verba para compra de telhas.

O professor de Ciência Política da UFPR Ricardo Costa de Oliveira, porém, questiona o destino de recursos da Assembleia para a base eleitoral de Rossoni. Ele argumenta que, sem jamais desprezar a necessidade emergencial de atender as famílias vítimas das fortes chuvas na região, o governo precisa definir critérios técnicos para a distribuição de verbas. “Da forma como está sendo feito, o investimento tem praticamente o carimbo do Rossoni.”

Na semana passada, o deputado André Bueno (PDT) pediu ao governo que destinasse parte dos recursos à sua cidade, Cascavel.

Justificativas

A intenção do governo em destinar parte dos recursos economizados pela Assembleia para União da Vitória foi manifestada na quinta-feira passada pela secretária da Família e Desen­­­volvimento Social, Fernanda Richa. Na ocasião, ela distribuía roupas e cobertores no município e em cidades vizinhas, acompanhada de Rossoni.

O parlamentar, no entanto, negou que tenha pedido a Fernanda que os recursos fossem aplicados em União da Vitória. “A Assembleia não destina para onde vai o dinheiro; a gente economiza e devolve o dinheiro para o Executivo. O que houve foi um pedido da secretária para usar a verba na área social, mas quem escolhe o destino do recurso é o governador”, disse o tucano no início desta semana.

Ao site de notícias do governo, Fernanda se disse feliz pelo repasse de metade dos R$ 10 milhões para a área social, en­­quanto o governador Beto Richa (PSDB) agradeceu a iniciativa da Assembleia.

Charge: protestos atuais

Líder do Governo Beto Richa novamente envolvido com nepotismo. Superintendente do Porto escolhido pelo governador também envolvido.

Deputado e chefe do porto praticam nepotismo cruzado

Ademar Traiano, líder do governo Richa na Assembleia, e Airton Maron, superintendente da Appa, trocam contratação de irmãos. A prática é proibida

Veja a matéria completa publicada hoje na Gazeta do Povo Continuar lendo →

O caos da ordem – Boaventura de Souza Santos


Em Londres, estamos perante a denúncia violenta de modelo que tem recursos para resgatar bancos, mas não os tem para uma juventude sem esperança


Hoje na Folha de S. Paulo

Os motins na Inglaterra são um perturbador sinal dos tempos. Está a ser gerado nas sociedades um combustível altamente inflamável que flui nos subterrâneos da vida coletiva sem que se dê conta.
Esse combustível é constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância, o sequestro da democracia por elites privilegiadas e a consequente transformação da política em administração do roubo “legal” dos cidadãos. Cada um dos componentes tem uma contradição interna.
Quando elas se sobrepõem, qualquer incidente pode provocar uma explosão de proporções inimagináveis. Com o neoliberalismo, o aumento da desigualdade social deixou de ser um problema para passar a ser a solução.
A ostentação dos ricos transformou-se em prova do êxito de um modelo social que só deixa na miséria a maioria dos cidadãos porque estes supostamente não se esforçam o suficiente para terem êxito.
Isso só foi possível com a conversão do individualismo em valor absoluto, o qual, contraditoriamente, só pode ser vivido como utopia da igualdade, da possibilidade de todos dispensarem por igual a solidariedade social, quer como agentes dela, quer como seus beneficiários.
Para o indivíduo assim construído, a desigualdade só é um problema quando lhe é adversa; quando isso sucede, nunca é reconhecida como merecida. Por outro lado, na sociedade de consumo, os objetos de consumo deixam de satisfazer necessidades para as criar incessantemente, e o investimento pessoal neles é tão intenso quando se têm como quando não se têm.
Entre acreditar que o dinheiro medeia tudo e acreditar que tudo pode ser feito para obtê-lo vai um passo muito curto. Os poderosos dão esse passo todos os dias sem que nada lhes aconteça. Os despossuídos, que pensam que podem fazer o mesmo, acabam nas prisões.
Os distúrbios na Inglaterra começaram com uma dimensão racial. São afloramentos da sociabilidade colonial que continua a dominar as nossas sociedades, muito tempo depois de terminar o colonialismo político. Um jovem negro das nossas cidades vive cotidianamente uma suspeição social que existe independentemente do que ele ou ela seja ou faça.
Tal suspeição é tanto mais virulenta quando ocorre numa sociedade distraída pelas políticas oficiais da luta contra a discriminação e pela fachada do multiculturalismo.
O que há de comum entre os distúrbios da Inglaterra e a destruição do bem-estar dos cidadãos provocada pelas políticas de austeridade comandadas por mercados financeiros? São sinais dos limites extremos da ordem democrática.
Os jovens amotinados são criminosos, mas não estamos perante uma “criminalidade pura e simples”, como afirmou o primeiro-ministro David Cameron.
Estamos perante uma denúncia política violenta de um modelo social e político que tem recursos para resgatar bancos e não os tem para resgatar a juventude de uma vida sem esperança, do pesadelo de uma educação cada vez mais cara e mais irrelevante, dados o aumento do desemprego e o completo abandono em comunidades que as políticas públicas antissociais transformaram em campos de treino da raiva, da anomia e da revolta.
Entre o poder neoliberal instalado e os amotinados urbanos há uma simetria assustadora. A indiferença social, a arrogância, a distribuição injusta dos sacrifícios estão a semear o caos, a violência e o medo, e os semeadores dirão amanhã, genuinamente ofendidos, que o que semearam nada tem a ver com o caos, a violência e o medo instalados nas ruas das nossas cidades.


BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, sociólogo português, é diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal). É autor, entre outros livros, de “Para uma Revolução Democrática da Justiça” (Cortez, 2007).