Sete candidatos. Uma vaga de emprego. Só um deles conseguirá. Até onde você estaria disposto a chegar para ser o escolhido?
Filme espanhol do diretor Marcelo Piñero.
Por Fernando Guimarães (hoje na Gazeta do Povo)
É obrigação da esfera pública facilitar o acesso, a inteligência do que divulga, seus resultados para a sociedade, os meios utilizados para alcançá-los e sua compatibilidade com os valores sociais
Paulada no SUS
Hoje na Folha de S. Paulo
Por LIGIA BAHIA e MÁRIO SCHEFFER
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Ajudar empresas lucrativas que não cumprem seu papel já é inversão perversa; celebrar contratos para atender aos clientes de planos é iniquidade |
O Blog do Esmael (que estava censurado pelo Beto Richa) informa que a Federação das Associações de Moradores de Curitiba – Femotiba realiza amanhã, às 10 horas, na Boca Maldita, o primeiro ato pluripartidário pelo impeachment do presidente da Câmara Municipal de Curitiba, e por incrível que parece atual prefeito em exercício, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), suspeito de cometer irregularidades na contratação de agências de publicidade da esposa.
PT, PDT, PSC e PV vão participar do movimento pelo impeachment do presidente da Câmara. O PMDB e o PCdoB também devem participar.
O Blog do Tarso estará lá cobrindo o evento.

Obras do binário das ruas Chile e Guabirotuba: atrasos e incompatibilidades entre as medições e os serviços efetivamente executados. Foto de Brunno Covello/SMCS
Ontem na Gazeta do Povo
Obras da prefeitura têm indícios de irregularidades
TC aponta problemas em parte de programa de US$ 100 milhões financiado pelo BID. Obras da Copa estão no projeto
SANDRO MOSER
Por Sarah Corazza, na Revista Idéias
“Crédito ou débito?” – Quem pergunta é o pastor da Igreja Internacional da Graça de Deus que recolhe o dízimo e outras doações munido da máquina para registrar operação com cartão de crédito. Pois, pois, as novas pentecostais aderiram rápido à nova tecnologia bancária para não perder uma oportunidade sequer de faturar.
Durante um mês a jornalista Sarah Corazza e o fotógrafo Rodrigo Félix Leal percorreram os templos das neopentecostais em Curitiba para testemunhar o fenômeno de religiosidade que arrasta milhões e transforma as novas igrejas em eficientes centros de arrecadação de fundos, o que ajuda a explicar a rapidez com que proliferam essas instituições e a indiscutível influência que exercem no novo tecido social. Observaram os cultos, entrevistaram pastores e fiéis, consultaram os mestres do assunto e produziram a reportagem que leva no título uma expressão que se tornou comum pelo uso e pela verdade que encerra.
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O Deputado Estadual Ney Leprevost (PP, Partido do Maluf), que está indo para o PSD (Partido do Kassab, com denúncias de que está sendo formado com assinaturas de falecidos, servidores públicos pressionados por Kassab e trabalhadores obrigados pelos patrões), segundo a coluna de Reinaldo Bessa na Gazeta do Povo de hoje, foi até o Zoológico de Curitiba e constatou o péssimo estado da estrada de acesso ao parque, no Alto Boqueirão, e a poluição do rio Iguaçú no trajeto.
A invés de cobrar o abandono do Prefeito Luciano Ducci (PSB), que está em Paris, ou do Governador Beto Richa (PSDB), que está em Cancun, Leprevost propõe a privatização do Zoo, e vai fazer essa proposta ao prefeito de Curitiba.
A elite neoliberal é assim. Precariza os bens públicos para depois privatizá-los. Foi assim a ditadura militar com a educação brasileira, foi assim FHC com a Petrobras, foi assim com os governos tucanos de Mario Covas/José Serra/Geraldo Alckmin com a saúde, foi assim com o Governo Lerner com as estradas e Copel.
Leprevost quer ser o vice de Luciano Ducci nas próximas eleições. Vocês imaginam o quanto ele ou seus “apoiadores” estão gastando com os outdoors com o rosto de Leprevost espalhados por toda Curitiba? Nossa cidade não merece mais esse grupo político.
Do Blogs do Além da Revista Carta Capital
OS FINS JUSTIFICAM A CONCESSÃO DE MEIOS
Professores de filosofia, história ou economia sabem como me aborrece esse negócio de maquiavélico ter virado sinônimo de conspiração, ausência de escrúpulos, astúcia e imoralidade. Essa injustiça, que se perpetua há quase 500 anos, se deve a leituras apressadas de meu mais famoso livro, O Príncipe. Todo autor fundamental experimenta erros interpretativos. Mas poucos têm o dissabor de vê-lo constantemente impresso na linguagem cotidiana.
Quando escrevi O Príncipe, minha intenção era produzir um manual prático de como conquistar e manter o poder. Mas, ao contrário de outros filósofos, não idealizei a realidade. Elaborei o guia baseado em como os Estados eram e esperando sempre o pior do ser humano. E nem poderia ser diferente. Imagine fazer, nos dias de hoje, um manual de como vencer eleições no Brasil, recomendando que o candidato se declare a favor do aborto e não use caixa 2. Tal livro não passaria da primeira edição. Hoje vejo que parte desse descaminho interpretativo tem minha parcela de culpa. Eu errei no título. Em vez de O Príncipe, o livro deveria chamar-se O Monge e o Poder Executivo – autoajuda para governantes.
O Príncipe é uma obra de realismo político, sem utopias. Descrevi em detalhes como os tiranos atuam. Tive a coragem de mostrar como algumas medidas desagradáveis e fraudulentas podem, por vezes, ser do interesse do bem comum. Em suma, fiz a autópsia do poder. E você sabe, autópsia é algo que nunca cheira bem ou é bonito de se ver. Notem, eu não fui maquiavélico, não atuei ardilosamente. Não usei de truques e subterfúgios para impor minha visão e dar os meus conselhos. Pelo contrário. Fui o Mister M da política.
Outra coisa. Eu nunca escrevi que “os fins justificam os meios”. Desafio alguém a encontrar essa frase em qualquer um de meus livros. Essa falsa imputação me custou caro. E ajudou a consagrar o adjetivo maquiavélico com o significado que tem. No entanto, o tempo encarregou-se de provar que essa afirmativa expressa uma prática comum e verdadeira. Os fins (apoio político) justificam os meios (concessão de emissoras de rádio e Tevê). Tudo bem, eu fico com a autoria. Pode me dar o crédito.
Mas não vim aqui só para exorcizar ressentimentos. Tenho uma sugestão que considero justa e engenhosa. Proponho uma moratória do uso do termo maquiavélico. No seu lugar, usemos alguns notórios sem-vergonhas para criar novos adjetivos que carreguem o mesmo significado do termo a ser aposentado. Exemplo 1: Alfredo Nascimento foi danieldantélico na elaboração do esquema de superfaturamento. Exemplo 2: Um jornal precisa ser muito murdochélico para implantar escutas ilegais, em nome de obter matérias exclusivas. O importante é que o uso do nome do inescrupuloso no prefixo seja randômico. Nem mesmo o maior escroque do mundo merece o privilégio de monopolizar a perfidez.
Publicado no site do Deputado Dr. Rosinha
Prefeitura de Curitiba faz propaganda em jornal da mulher e do sogro do tucano Derosso
Nosso prefeito em exercício e presidente da câmara municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), cometeu ilegalidade ao contratar esposa por meio de licitação, quando ela era servidora da Câmara Municipal de Curitiba. Cometeu ilegalidade também ao divulgar o extrato do edital da licitação milionária de publicidade apenas no já falido jornal Diário Popular. Ouça a entrevista de Derosso na rádio CBN (clique aqui).
Derosso se defendeu dizendo que os governos estaduais e federal também publicavam no Diário Popular em 2006, e que na RPC/Globo aparecia a propaganda do jornal. Absurdo total a defesa dele, que tem tudo para perder o cargo por meio de um impeachment, se o Tribunal de Contas, Ministério Público, políticos de oposição e população fizerem seus papéis.
O art. 21 da Lei 8.666/93 exige, além da publicação do extrato do edital de licitação pelo menos uma vez em Diário Oficial, a publicação também em jornal diário de grande circulação no Estado e no Município.
O Governo Federal, para dar ampla divulgação em suas licitações, utiliza jornais de todo o Brasil para divulgar seus atos. É um plus, algo a mais do que exige a Lei 8.666/93 (Lei Nacional de Licitações). Bastaria para a União, por exemplo, publicar no Diário Oficial da União e na Folha de S. Paulo.
O Governo de Roberto Requião (PMDB), em 2006, para diminuir o quase monopólio da Gazeta do Povo, contratou um consórcio de jornais de todo o Paraná. Assim, ao invés de publicar seus editais apenas na Gazeta do Povo, o Governo Requião publicava em vários jornais pelo Estado, e um deles era o Diário Popular.
O que é grave no caso do Derosso, é que ele publicou apenas no Diário Popular, um jornal que já estava decadente, com pouca tiragem, o que não atendeu a Lei 8.666/93 nem o princípio constitucional da publicidade, por não ser um jornal de grande circulação.
E o Derosso dizer que a Globo divulgava propaganda do Diário Popular é tirar sarro da nossa cara. Parece que ele acha que vai mexer os pauzinhos no Tribunal de Contas do Paraná e vai resolver tudo. Mas não é bem assim. Com a pressão da oposição, da mídia e da população o reinado de Derosso na Câmara parece que dessa vez acaba. #ForaDerosso
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná apontou que João Cláudio Derosso, Presidente da Câmara Municipal de Curitiba, cometeu várias ilegalidades em contratos milionários de publicidade com a empresa de sua esposa e sogro. Uma das ilegalidades foi de considerar vencedora da licitação a empresa da então servidora comissionada da Câmara, que agora é sua esposa.
Derosso disse que “alguns juristas” entendem que é possível servidora pública vencer licitação do próprio órgão da qual é vinculada. Que juristas seriam esses?
A Lei Nacional de Licitações, 8.666/93, que eu digo para meus alunos que é a lei do capeta, mas que as vezes é “pega capeta” diz o seguinte:
“Art. 9º. Não poderá participar, direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou serviço e do fornecimento de bens a eles necessários:
III – servidor ou dirigente de órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação.” (Grifei.)
O livro “Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos” (5ª ed.), do paranaense Marçal Justen Filho, considerado o melhor livro sobre licitações do Brasil, diz o seguinte sobre o art. 9º, inc. III, da Lei 8.666/93:
“As vedações do art. 9º retratam derivação dos princípios da moralidade pública e isonomia. A lei configura uma espécie de impedimento (…) à participação de determinadas pessoas na licitação. Considera um risco a existência de relações pessoais entre os sujeitos que definem o destino da licitação e o particular que licitará. Esse relacionamento pode, em tese, produzir distorções incompatíveis com a isonomia (…) a lei determina seu afastamento a priori. O impedimento abrange aqueles que, dada a situação específica em que se encontram, teriam condições (teoricamente) de frustrar a competitividade, acarretando benefícios indevidos e reprováveis. (…)
Também não podem participar da licitação o servidor ou dirigente do órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação. Também se proíbe a participação de empresas cujos sócios, administradores, empregados, controladores, etc., sejam servidores ou dirigentes dos órgãos contratantes. Essa vedação reporta-se ao princípio da moralidade.” (Grifei.)
Derosso, quais são os seus juristas? Seus assessores jurídicos comissionados sem concurso?
Me parece caso de ilegalidade, imoralidade, improbidade administrativa e impeachment.