Charge: Amadores

Charge: 21 tiros

Aroeira

Charge: neoliberais órfãos do modelo estadunidense

Depois de Derosso, agora foi Ney Leprevost que perdeu a chance de ser vice de Luciano Ducci

Com os escândalos na Câmara de Vereadores de Curitiba, o seu presidente João Cláudio Derosso (PSDB), que seria o candidato a vice de Luciano Ducci (PSB) nas eleições de 2012 para a Prefeitura de Curitiba, foi defenestrado da aliança da situação.

Com os escândalos do Ministério do Turismo nos convênios com a ONG Instituto de Desenvolvimento da Organização Nacional de Excelência Administrativa – Iabras, agora foi a vez do deputado estadual Ney Leprevost (PP do Maluf ou PSD do Kassab), que tinha esperanças em ser o candidato a vice de Ducci, ter seu nome totalmente descartado da aliança situacionista.

Segundo a Gazeta do Povo, a empresa CWB de João Guilherme Leprevost, irmão do deputado Leprevost, citada nas investigações do TCU, é prestadora de serviços da entidade do Terceiro Setor envolvidas nos escândalos (Iabras). Segundo a Gazeta do Povo a CWB teria participado de licitações no âmbito do Iabras com empresas de fachada. Ainda há dúvidas se realmente os serviços foram prestados.

O Blog do Tarso alerta: celebração de convênio sem licitação para prestação de serviços, e não contrato com licitação, com posterior repasse dos serviços relativos ao convênio para outras empresas, é uma ilicitude que deve ser questionada pelo Tribunal de Contas e Ministério Público.

Zygmunt Bauman fala sobre as manifestações populares em Londres

“Foi um motim de consumidores excluídos”, diz sociólogo Zygmunt Bauman (Publicado no O Globo)

Um dos mais influentes acadêmicos europeus, já descrito por alguns comentaristas mais entusiasmados como o mais importante sociólogo vivo da atualidade, o polonês Zygmunt Bauman viu nos distúrbios de Londres uma aplicação prática de suas teorias sobre o papel do consumismo na sociedade pós-moderna. Um assunto que o acadêmico, radicado em Londres desde 1968, quando deixou a Polônia após virar persona non grata para o regime comunista e por conta de uma onda de anti-semitismo no país, explorou bastante em conjunção com as discussões sobre desigualdade social e ansiedade de quem vive nas grandes cidades.

Aos 85 anos, autor de dezenas de livros, como “Amor líquido” e “O mal-estar da pós-modernidade”, Bauman não dá sinais de diminuir o ritmo. Há cinco anos, no lançamento de “Vida para Consumo”, uma de suas obras mais populares, fez uma turnê por vários países. Em entrevista aoGlobo, por e-mail, ele afirma que as imagens de caos na capital britânica nada mais representaram que uma revolta motivada pelo desejo de consumir, não por qualquer preocupação maior com mudanças na ordem social.

– Londres viu os distúrbios do consumidor excluído e insatisfeito.

O GLOBO: O quão irônico foi para o senhor ver os distúrbios se concentrando na pilhagem de roupas e artigos eletrônicos?

ZYGMUNT BAUMAN: Esses distúrbios eram uma explosão pronta para acontecer a qualquer momento. É como um campo minado: sabemos que alguns dos explosivos cumprirão sua natureza, só não se sabe como e quando. Num campo minado social, porém, a explosão se propaga, ainda mais com os avanços nas tecnologias de comunicação. Tais explosões são uma combinação de desigualdade social e consumismo. Não estamos falando de uma revolta de gente miserável ou faminta ou de minorias étnicas e religiosas reprimidas. Foi um motim de consumidores excluídos e frustrados.

O GLOBO:Mas qual a mensagem que poderia ser comunicada?

BAUMAN: Estamos falando de pessoas humilhadas por aquilo que, na opinião delas, é um desfile de riquezas às quais não têm acesso. Todos nós fomos coagidos e seduzidos para ver o consumo como uma receita para uma boa vida e a principal solução para os problemas. O problema é que a receita está além do alcance de boa parte da população.

O GLOBO:Trata-se de um desafio a mais para as autoridades na tarefa de acalmar os ânimos, não?

BAUMAN: O governo britânico está mais uma vez equivocado. Assim como foi errado injetar dinheiro nos bancos na época do abalo global para que tudo voltasse ao normal – isso é, as mesmas atividades financeiras que causaram a crise inicial – as autoridades agora querem conter o motim dos humilhados sem realmente atacar suas causas. A resposta robusta em termos de segurança vai controlar o incêndio agora, mas o campo minado persistirá, pronto para novos incêndios. Problemas sociais jamais serão controlados pelo toque de recolher. A única solução é uma mudança cultural e uma série de reformas sociais. Senão, a mistura fica volátil quando a polícia se desmobilizar do estado de emergência atual.

O GLOBO:Jovens de classe baixa reclamam demais da falta de oportunidades de trabalho e educação. O senhor estranhou não ter visto escolas pegando fogo, por exemplo?

BAUMAN: Qualquer que seja a explicação dada por esses meninos e meninas para a mídia, o fato é que queimar e saquear lojas não é uma tentativa de mudar a realidade social. Eles não se rebelaram contra o consumismo, e sim fizeram uma tentativa atabalhoada de se juntar ao processo. Esses distúrbios não foram planejados ou integrados, como se especulou no início. Tratou-se de uma explosão de frustração acumulada. Muito mais um porquê que um para quê.

O GLOBO:Mesmo o argumento de protesto contra os cortes de gastos do governo não deve ser levado em conta?

BAUMAN: Até agora, não percebi qualquer desejo mais forte. O que me parece é que as classes mais baixas querem é imitar a elite. Em vez de alterar seu modo de vida para algo com mais temperança e moderação, sonham com a pujança dos mais favorecidos.

O GLOBO:Mais problemas são inevitáveis, então?

BAUMAN: Enquanto não repensarmos a maneira como medimos o bem-estar, sim. A busca da felicidade não deve ser atrelada a indicadores de riqueza, pois isso apenas resulta numa erosão do espírito comunitário em prol de competição e egoísmo. A prosperidade hoje em dia está sendo medida em termos de produção material e isso só tende a criar mais problemas em sociedades em que a desigualdade está em crescimento, como no Reino Unido.

Show de Toquinho no Teatro Positivo

Ontem o corinthiano Toquinho fez seu show em Curitiba, com a participação da competente cantora Verônica Ferriani. Na véspera do dia dos pais o presente foi para toda a platéia, na qual inclusive tinha crianças. Cantou suas músicas consagradas e fez homenagens aos mestres da Bossa Nova e MPB, como Tom Jobim, Vinícius de Morais, entre outros. O ponto alto do show foi quando tocou no violão o clássico Johann Sebastian Bach.

Toquinho contou duas estórias sensacionais: Vinícius de Morais criou uma poesia de frente para a praia de Itapoã, na Bahia. Toquinho leu a poesia e queria transformá-la em música, mas Vinícius disse que a poesia era um Dorival Caymmi, pois Vinícius ainda não confiava no talento de Toquinho. Sem tempo para convencer Vinícius, pois tinha pressa em viagem para São Paulo, Toquinho levou a poesia escondida de Vinícius, e transformou-a na Tardes em Itapõa. Na volta, ainda bravo, Vinícius ao ouvir a música desistiu de passar a poesia para Caymmi. Outra: Toquinho fez uma melodia e apresentou para Vinícius incluir a letra. Vinícius gostou da música mas disse para Toquinho fazer uma espécie de concurso entre letristas de todo o Brasil para fazerem uma homenagem para… o próprio Vinícius. O primeiro a fazer foi Chico Buarque, que prontamente foi aprovada por Vinícius, que desistiu de outras tentativas. Surgiu assim a Samba para Vinícius, de Chico e Toquinho.

Uma “palhinha” do show filmado via celular (O Caderno):

Dica de filme da semana: O Concerto

Charge: Terceiro Setor?

Hoje na Gazeta do Povo

Charge: Corrupto

Hoje na Folha de S. Paulo

A quem não interessa o Exame de Ordem

Por JOSÉ LUCIO GLOMB (Hoje na Gazeta do Povo)

O filtro do Exame de Ordem serve para avalizar o mínimo de conhecimentos exigidos na defesa do cidadão, sob pena de inviabilizar a própria Justiça

Charge: Abbey Road 2011

Hoje na Folha de S. Paulo

Cultura versus censura

Por MÁRIO LUIZ RAMIDOFF

É preciso ter coragem de dizer claramente sim à educação e à cultura, ao mesmo tempo em que se deve dizer sempre não à censura e a toda espécie de violência

Charge: Gremlins

Hoje na Folha de S. Paulo

Charge: Folha de S. Paulo faz homenagem ao Governo Beto Richa

Cabide de Empregos. Folha de S. Paulo de hoje

Beto Richa aumenta em 462% o número de cargos comissionados sem concurso público na Celepar

Segundo fontes internas da própria Companhia de Informática do Paraná – Celepar, no Governo de Roberto Requião (PMDB) havia em média 8 assessores de Diretoria na Celepar. No Governo de Orlando Pessutti (PMDB) havia em média 21 assessores. Com o Governo Beto Richa (PSDB), que prometia moralizar a Administração Pública e fazer seu famoso “choque de gestão”, já são 37 assessores sem concurso público. Lembrando que um deles já foi preso por receptação, conforme denúncia do Sindpd divulgada pelo Blog do Tarso.

Se comparada com a média do Governo Requião, Beto Richa aumentou em 462,5% o número de assessores, que são contratados sem concurso público. É claro que um certo número de assessores (bem preparados) é necessário, para que o Governo implemente suas políticas públicas nas entidades estatais, mas esse aumento fere os princípios constitucionais da moralidade e da finalidade e, portanto, deve ser questionado pelos órgãos de controle como o TC e MP.

Curitibano: não vote em quem é contra investigar Derosso ou se abstém de se posicionar. Vamos limpar a corja na Câmara de Vereadores em 2012?

Hoje na Gazeta do Povo

Charge: Congresso Nacional

Ontem na Gazeta do Povo

Novo enquete do Blog do Tarso: se a eleição fosse hoje em quem você votaria para Prefeito de Curitiba?

Vote, divulgue, sugira novas candidaturas!

Charge: mascarado

Leitores do Blog do Tarso preferem que PT tenha candidatura própria

O Deputado Estadual Tadeu Veneri é o preferido dos leitores do Blog do Tarso como candidato do PT

Conforme enquete realizada até ontem, a maioria dos leitores do Blog do Tarso prefere que o Partido dos Trabalhadores tenha candidatura própria na eleição para a Prefeitura de Curitiba em 2012.

57% querem candidatura própria do PT.

43% querem que o PT apóie Gustavo Fruet na eleição, com o PT como vice.

Dos que preferem o PT com candidatura própria, o Deputado Estadual Tadeu Veneri ficou em primeiro com 45,6% da preferência, o Deputado Federal Dr. Rosinha com 36,8% e o Deputado Federal Angelo Vanhoni com 17,5%.

Participe da próxima enquete sobre as eleições em Curitiba 2012.