Charge: Billions ans Billions Saved

Maicon Guedes entra no PDT junto com Gustavo Fruet para se candidatar a vereador de Curitiba

Gustavo Fruet e Maicon Guedes (de terno e gravata), que anunciaram hoje suas filiações no PDT. Foto de Tarso Cabral Violin

O advogado e professor de Direito Penal e Processo Penal da Universidade Positivo, Mestre pela UFPR e Doutorando pela USP, Maicon Guedes, anunciou junto com Gustavo Fruet sua adesão ao PDT, para se candidatar ao cargo de vereador de Curitiba.

Gustavo Fruet será candidato a Prefeito de Curitiba pelo PDT

Gustavo Fruet hoje nas escadarias do Prédio Histórico da UFPR. Foto de Tarso Cabral Violin

Conforme o Blog do Tarso adiantou em post de 6 de setembro, realmente o ex-deputado federal Gustavo Fruet será candidato a Prefeito de Curitiba pelo Partido Democrático Trabalhista – PDT. Hoje ele informou seu novo partido nas escadarias do prédio histórico da Faculdade de Direito da UFPR.

Agora falta definir se o seu vice será do PV, PCdoB, PSC ou PT. A turma do Prefeito Luciano Ducci (PSB) sua frio.

Recordar é viver: Angeli deixa claro o que foi o governo tucano de FHC

Charge de Angeli em 2002

Charge de Angeli em 2002

Charge do Angeli de 1999

Charge do Angeli em 1998

Charge do Angeli em 1998

Exclusivo: Beto Richa pretende privatizar saúde, informática e demais áreas sociais via OSs

O instituto jurídico da Organização Social – OS é um modelo de privatização criado no Governo FHC (PSDB), pelo então Ministro Bresser Pereira, nos termos da Lei 9.637/98, para privatizar as escolas e hospitais públicos, assim como as demais atividades sociais, para entidades privadas sem fins lucrativos, do Terceiro Setor.

O então Prefeito de Curitiba Cássio Taniguchi (atual Secretário de Planejamento de Beto Richa) criou o modelo em Curitiba e privatizou a informática da cidade para o ICI – Instituto Curitiba de Informática.

Como prefeitos, Beto Richa (PSDB) e Luciano Ducci (PSB) mantiveram essa privatização com claro intuito de fuga do regime jurídico administrativo.

Após negar na campanha de 2010 que iria privatizar e dizer que nem conhecia o modelo de privatização via Organizações Sociais – OS (conforme o vídeo acima), o atual governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e sua equipe, estão formulando o Anteprojeto de Lei das Organizações Sociais (OS) do Paraná, que já até passou pela análise da Procuradoria-Geral do Estado, conforme informação exclusiva do Blog do Tarso.

Com isso poderá privatizar a saúde, educação, informática, assistência social e demais atividades sociais para ONGs, entidades privadas que não fazem licitação nem concurso público e não são fiscalizadas pela população ou pelo Tribunal de Contas.

Bem num período que o STF pode julgar inconstitucional o modelo privatizador das OSs. Sobre o tema, inúmeros posts do Blog do Tarso ou no meu livro Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010)

Será que o povo paranaense irá permitir?

Tarso Cabral Violin

Charge: PSD em pele de cordeiro

Hoje na Gazeta do Povo

Recordar é viver: para Angeli em 2002 FHC era “O Senhor dos Tributos”

Charge de Angeli em 2002

Justificativa para a paralisação do Governo Beto Richa

Charge: “civilização” na Líbia

Justiça de SP veta tentativa de censura da Folha de S. Paulo. Quando a Justiça do Paraná vai impedir as tentativas de censura de Beto Richa?

“FolhaxFalha”: juiz dá lição nos Frias

Esse homem não gosta de humor e paródias

por Rodrigo Vianna

Escrevinhador “teve acesso” à sentença do juiz da 29 Vara Cível de São Paulo, que julgou (em primeira instância) o importante caso “FalhaxFolha”. Aparentemente, o jogo terminou empatado. Ou seja: o juiz acolheu “parcialmente” o pedido da “Folha”, determinando o “congelamento” do dominio “falhadesãopaulo.com.br”, mas rejeitou todo o resto.

O empate pode ser visto como derrota para os Frias. O juiz deu uma lição do que seja liberdade de expressão.  Destaco, especialmente, esse trecho da sentença do juiz, que pode ser visto como vitória dos irmãos Bocchini (Mario e Lino, donos do site “Falha”):

Descabida, ainda, a imposição, ao réu {irmãos Bocchini – nota do Escrevinhador} do dever genérico e permanente de se abster de utilizar de imagens, logomarcas e excertos do jornal da autora, o que equivaleria a proibi-lo de parodiar o jornal, caracterizando indevida limitação ao direito de livre manifestação do pensamento, criação, expressão e informação previsto nos arts. 5º, IV, e 220, caput, da Constituição Federal. Deve ser rejeitado, também, o pedido de dano moral formulado pela autora. Como vimos acima, o tanto o nome de domínio quanto o conteúdo crítico do website do autor podem ser definidos como paródia, a qual, sendo exercício da liberdade de manifestação constitucionalmente garantida, não caracteriza ato ilícito apto a ensejar reparação por dano moral.”

Veja a matéria completa e a sentença do Juiz: Continuar lendo

#ForaDerosso na quarta-feira, 9h, UFPR Santos Andrade

PSD: mais uma enganação na política brasileira

Charge: Comissão da Verdade

Charge: Comissão da Verdade

Hoje na Folha de S. Paulo

Corrupção no Brasil está diminuindo, diz economista

“O controle social ajuda a coibir a corrupção em uma área em que o aumento salarial tem pouco a fazer: a alta corrupção, praticada por políticos e altos dirigentes.” Foto de Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

Salário alto é arma anticorrupção,diz especialista

Fabiano Mourão Vieira, economista e professor das Faculdades Bagozzi

Publicada hoje na Gazeta do Povo, por Rogeria Waldrigues Galindo

O economista Fabiano Mourão Vieira parece contradizer o senso comum ao afirmar que a corrupção do funcionalismo público no Brasil está diminuindo. Mas ele diz que há mais de um indício dessa novidade: primeiro, os números de expulsões de funcionários corruptos, o que mostraria um rigor maior contra quem comete crimes na adminitração pública; segundo, o fato de terem diminuído os relatos de pessoas contando casos de servidores públicos pedindo propina ou extorquindo dinheiro de cidadãos.

Isso não tem nada a ver com a “alta corrupção”, aquela praticada pelos políticos de alto escalão. E, sim, com a “baixa corrupção”, cometida pelo funcionalismo público. Para Vieira, a explicação pode ser simples. Com salários mais altos, os empregados dos governos têm mais a perder caso sejam pegos em erro.

Veja os principais trechos da entrevista concedida pelo economista, professor das Faculdades Bagozzi, à Gazeta do Povo:

Existem realmente indícios de que a “baixa corrupção” está diminuindo? Quais são eles?

Na pesquisa sobre corrupção, é difícil falar com afirmações se­guras e dados objetivos. Porque os resultados, em geral, parecem contraditórios. Quanto mais se combate a corrupção, mais se expõe a corrupção, mais se fala dela. E às vezes, com isso, a percepção da corrupção pode aumentar. Portanto, é preciso um olhar atento, em nossa volta, para perceber se está ou não diminuindo. Só a análise dos números pouco nos garante.

Sabemos que tem crescido o número de servidores demitidos por praticarem corrupção. Segundo dados da Corregedoria-Geral da União, em 2008 foram demitidos 312 funcionários públicos federais; em 2009, foram 370; em 2010, 433; e em 2011 esse número será ainda maior. Só analisando os números não temos como saber se o número aumenta porque a corrupção está maior ou porque o combate à corrupção está melhor. Mas, de qualquer forma, quando analisamos em nossa volta, vemos cada vez menos as pessoas reclamarem de servidores corruptos em categorias que antes poderiam ser vistas como problemáticas. Por exemplo, quantas vezes não ouvíamos de propinas pagas por amigos e parentes em estradas federais até os anos 90? Hoje, não ouvimos mais isso. É certo que houve significativa melhora.

Quais seriam os possíveis motivos para essa diminuição?

A meu ver, o principal motivo dessa diminuição foi o aumento dos salários do funcionalismo público. Desde os anos 70, Susan Rose-Ackerman, uma renomada pesquisadora sobre o tema, já divulgava, a partir de estudos empíricos, que uma das medidas mais eficazes para o combate à corrupção era o aumento dos salários dos servidores. Somente nos anos 2000 conseguimos comprovar tal tese no Brasil, a meu ver. Do ponto de vista teórico, no entanto, sabíamos que fazia muito sentido. Um funcionário que ganha bem não pode arriscar o alto valor presente dos seus rendimentos futuros por uma propina qualquer. Um auditor ganha hoje, em média, aproximadamente R$ 16 mil por mês. São mais de R$ 200 mil por ano. Pessoas racionais não arriscam perder um salário desses, mesmo perante boas oportunidades de praticarem atos ilícitos. A baixa corrupção, portanto, se reduziu muito. Essa redução só não foi maior porque ainda há servidores de algumas categorias de nível técnico que têm alto poder de decisão, mas baixos salários.

A criação de mais órgãos de controle social ajuda a coibir a corrupção?

O controle social ajuda a coibir a corrupção em uma área em que o aumento salarial tem pouco a fazer: a alta corrupção, praticada por políticos e altos dirigentes. Claro que a facilidade em fazer uma denúncia, para os vários órgãos que podem apurar atos ilícitos, ajuda a aumentar o risco de qualquer corrupto ser pego. O pequeno funcionário público sabe que, se for pego, será punido. Já o alto funcionário, mesmo muitas vezes assegurado pela impunidade, tem de cuidar de sua reputação e, por isso, deve temer o controle social também.

As expulsões de funcionários significam que o governo federal é mais rigoroso hoje?

Não é, necessariamente, efeito de maior rigor. Para mim, é efeito da persistência do combate e redução da corrupção. Se você trabalha em um grupo em que todos são desonestos, você sabe que não será punido e tem a certeza de que terá seus atos acobertados pelo grupo e pelas práticas habituais. Por outro lado, se você é o único desonesto em um grupo, a chance de você ser punido é muito maior. Estamos vivendo em uma fase de transição, em que a existência de um número cada vez maior de funcionários sem propensão à corrupção facilita o desenvolvimento de grupos honestos e o combate aos grupos desonestos.

Pode-se combater a alta corrupção com as mesmas armas usadas contra a baixa corrupção?

O combate à baixa corrupção se faz com punição expulsiva. Um funcionário público destituído do cargo tem muitas dificuldades de obter fontes de renda no setor privado, porque construiu sua carreira no setor público. A demissão representa, muitas vezes, uma perda de renda gravíssima na vida dessas pessoas.

A alta corrupção é muito diferente. Um político ou funcionário comissionado tem um tempo curto de vivência pública, geralmente os quatro anos do ciclo eleitoral. Se ele for demitido, voltará para seus negócios da economia privada. O custo de ser punido por uma demissão é bem mais baixo. Afora isso, ele conhece os reduzidos riscos de ser punido pelo sistema Judiciário e a pequena probabilidade de ter de devolver os recursos que desviou. A maior perda para alguém em altos cargos é de reputação. Mesmo assim, o preço a pagar é baixo, porque a memória dos eleitores se enfraquece rapidamente e, no Brasil, parte da população aceita a lógica do político que rouba mas faz.

Existem razões para imaginar que a corrupção no Brasil, no longo prazo, vai diminuir?

Sim, há. Por vários fatores. As democracias são menos corruptas, via de regra, do que os governos autoritários. Temos uma democracia consolidada. Temos um controle social crescente no país, com pessoas interessadas e preparadas para acompanhar a evolução das contas públicas. Existe crescente transparência das contas públicas, de fácil acesso remoto [pela internet] por todos, algo pouco imaginável tempos atrás. Temos uma população cada vez mais rica e educada, que não aceita com facilidade a corrupção. Temos instituições preparadas para combater a corrupção. E, como já dissemos, temos funcionários bem remunerados e preparados.

Há estudos que mostram quanto se perde em dinheiro com corrupção no Brasil hoje?

Não há estudos precisos sobre tais quantidades, porque corrupção é algo que se esconde e não se mostra. Mas, se levarmos em consideração que temos um setor público no Brasil que movimenta mais de R$ 1 trilhão ao ano e assumirmos que 3% dos recursos públicos são desviados, teríamos R$ 30 bilhões de prejuízos anuais.

Charge: Rock in Rio

Hoje na Gazeta do Povo

Pesquisa do PSDB aponta que 31% dos brasileiros acham que FHC foi mais corrupto, contra 21% que citaram o Governo Lula

Em matéria da Folha de S. Paulo de 21/09/2011, divulgada pelo Blog do Esmael, pesquisa contratada pelo próprio PSDB aponta que 31% dos brasileiros acham que o governo FHC (PSDB) foi mais corrupto, contra 21% que viram mais corrupção sob Lula (PT).

Talvez apenas nas privatizações russas tenha ocorrido mais corrupção.

Veja a matéria da “insuspeita” Folha de S. Paulo: Continuar lendo

Gustavo Fruet detona Beto Richa, Luciano Ducci e PSDB em entrevista na Época

QUEM É: Filho de Maurício Fruet, prefeito de Curitiba entre 1983 e 1985, foi deputado federal por três mandatos. O QUE FEZ: Em 2005, foi sub-relator da CPI dos Correios, que investigou as denúncias sobre o mensalão no governo Lula. No ano passado, perdeu a eleição para o Senado. Foto: Renata Chede/ÉPOCA

“Nem na ditadura teve uma lógica de aproximação com todos os partidos como no Governo Beto Richa”.

“O PSDB não tem projeto”

“O PSDB não existe no Paraná”

“Beto Richa me prometeu o comando da executiva municipal do PSDB. Derosso e Luciano Ducci vetaram e o Beto Richa ficou com eles e silenciou”.

“Sempre que converso com alguém, há uma tentativa de cooptação por parte do governo Beto Richa e da prefeitura de Luciano Ducci. O Beto Richa foi pedir para o Gilberto Kassab não me apoiar.”

Entrevista publicada na revista Época 696, de 19/09/2011

Gustavo Fruet: “O PSDB não tem projeto”

O ex-deputado, estrela tucana na investigação do mensalão, critica o partido que acabou de deixar

DANILO THOMAZ

Conhecido por sua atuação combativa em Brasília, principalmente na CPI do Congresso que investigou o mensalão, em 2005, o ex-deputado federal Gustavo Fruet, do Paraná, aparecia frequentemente listado como uma das mais importantes lideranças da oposição ao governo petista. Em junho, porém, Fruet deixou o PSDB com o discurso de que precisava recomeçar sua carreira política. Derrotado nas eleições para o Senado no ano passado, ele diz que esperava contar com o apoio do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para se qualificar como pré-candidato à prefeitura de Curitiba no ano que vem. Isso não ocorreu, e, agora, Fruet está mais próximo de partidos que compõem a base do governo Dilma Rousseff, como PDT e PCdoB.

ÉPOCA – O atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, era um quadro promissor do PSDB. Saiu e foi para o PMDB. O mesmo ocorreu com o deputado Gabriel Chalita, em São Paulo. Agora, o senhor. Por que o PSDB não consegue reter seus novos quadros?
Gustavo Fruet – São vários fatores. Primeiro, o PSDB é muito influenciado pela prevalência da política paulista. Segundo, há uma cultura partidária autofágica, uma soma de projetos pessoais, em vez de um partido. Terceiro, não há cultura do incentivo. Acaba que não renovamos a vida partidária. Há também uma visão centralizadora. A visão da capital federal define como vai ser a política no Brasil. O PSDB não tem clareza em relação aos projetos de médio e longo prazo. O PSDB chegou a ter mais de 100 deputados. Na última eleição, elegeu 55 ou 56.

ÉPOCA – O senhor vê futuro para o PSDB como sigla de oposição?
Fruet – Sempre haverá espaço para oposição, mas o PSDB hoje está refém de uma situação que não é uma estratégia política. Qual é? Esperar a tragédia do governo. Quer usar uma crise econômica ou política para tentar tirar da base do governo partidos como o PSB, o PDT, o PMDB. Mas nos Estados é muito comum o PSDB estar coligado a partidos que são aliados do PT no plano nacional.

ÉPOCA – Quais foram seus atritos no PSDB?
Fruet – Quando entrei, em 2004, foi para apoiar o Beto Richa (à prefeitura de Curitiba). Ele estava atrás nas pesquisas, eu o apoiei, ele foi eleito. Em 2008, o apoiei para a reeleição. Sempre houve muita clareza de que me preparava para ser o sucessor. Em 2008, abri mão da indicação de ser o vice dele para manter a coligação com o PSB. Nesse período, fiquei muito focado no Congresso, participei do Conselho de Ética e de uma CPI. Eu me afastei da política local. Fiquei sem nenhum diretório do PSDB. Abri mão do espaço na executiva estadual. E o compromisso que tinham de me deixar na executiva municipal não foi cumprido. O partido nunca se reuniu para fazer tese, congresso, convenções. Em 2010, preparei-me para ser candidato a senador. A executiva estadual trabalhou contra. O PSDB preferiu apoiar o Ricardo Barros (PP), que era candidato do Lula, e o Osmar Dias (PDT). É assim: a gente fica na política nacional, no combate, e no Estado o partido dá apoio a aliados do governo federal. Na última hora, o Osmar resolveu sair, e me chamaram para concorrer ao Senado. Abri mão da reeleição (para deputado)para tentar o Senado e dar tempo de TV para o PSDB, para ajudar o (José) Serra, candidato à Presidência.

É assim: a gente fica na política nacional, no combate, e no Estado seu partido dá apoio a aliados do governo federal”

ÉPOCA – Qual é o principal problema do PSDB no Paraná?

Fruet – O PSDB não existe no Paraná. Em muitos municípios, dirigentes apoiaram o Beto para governador e, ao mesmo tempo, a Gleisi Hoffmann (PT) e o Roberto Requião (PMDB)para o Senado. É importante para vermos o que é fidelidade partidária… O fato de haver um partido constituído não significa que ele esteja seguindo um programa.

ÉPOCA – O senhor saiu do PSDB por falta de espaço para disputar a prefeitura. É isso?
Fruet – Depois da eleição (de 2010), pedi só uma coisa para o Beto: apoio para conseguir o comando da executiva municipal. Ele assumiu esse compromisso. Mas o presidente da Câmara e um grupo ligado ao prefeito (Luciano Ducci, prefeito de Curitiba, do PSB) vetaram. O Beto ficou com eles. Pedi espaço para construir a candidatura, depois decidiríamos. Mas houve um silêncio constrangedor.

ÉPOCA – Alguém do PSDB ofereceu apoio?
Fruet – Não em público. Aí não adianta. Não pedi para ser ungido. Queria fazer uma consulta, pesquisas. Tentaram abafar minha candidatura. O Beto Richa começou a criar secretaria, dar cargo para vereador e cooptar quase todos os partidos. Sempre apareci bem nas pesquisas. Ficaram me cozinhando.

ÉPOCA – Quem lhe ofereceu ajuda?
Fruet – O Sérgio Guerra (presidente nacional do partido) e o Serra. Não houve promessa, no sentido “eu garanto”. Conversei com eles por telefone, eles estiveram em Curitiba no casamento do filho do Beto. O compromisso deles era conversar, buscar uma solução.

ÉPOCA – Quando o senhor saiu do partido, alguém ligou?
Fruet – O único que ligou foi o Aécio (Neves, senador).

ÉPOCA – O que o senhor acha do governo de Beto Richa?
Fruet – A avaliação dele é positiva aqui. Ele ganha como contraponto do Requião (ex-governador). O lado negativo é a lógica de aproximação com todos os partidos. Nem na ditadura teve algo assim. É uma dependência brutal do governo. Todos, com exceção do PT, estão votando com o governo na Assembleia. O PMDB, que era oposição, está com o governo, com exceção de um deputado.

ÉPOCA – O senhor ficou nacionalmente conhecido pela atuação na CPI dos Correios, na investigação do mensalão. Agora está prestes a ingressar na base do governo. Qual é sua opinião sobre o mensalão hoje?
Fruet – Mantenho as mesmas posições. Foi um fato sério, que mudou profundamente a forma de acompanhamento da política do Congresso e tem efeitos até hoje. Uma marca muito negativa do governo no Congresso.

ÉPOCA – Que marcas deixou no Congresso?
Fruet – Um desgaste profundo. O Congresso não conseguiu mais sair dessa agenda negativa. São certos hábitos que estão enraizados. A forma de relação com o Executivo não se sustenta. É o que está acontecendo agora, esta sequência de queda de ministros. Vou além: não se concluiu muito do que se levantou na época. Vai ficar eternamente no sigilo.

ÉPOCA – Já escolheu algum partido para sair candidato à prefeitura?
Fruet – Não. Vim a Brasília por isso e tentei conversar com algumas lideranças. É importante evitar que o partido seja cooptado pelo governo do Beto Richa. Além disso, são poucos os partidos que não estão na base da prefeitura de Curitiba. Só PDT, PCdoB e PV são independentes. E o PT. Para o PT, não vou, sem demérito. Para o PMDB do Requião, também não vou. Vim conversar com a Rosane Ferreira, do PV, com o Osmar Dias, do PDT, e com dirigentes do PCdoB. Agora, sempre que converso com alguém, há uma tentativa de cooptação por parte do governo e da prefeitura. PSD? O Beto foi pedir para o Gilberto Kassab não me apoiar. DEM? Eles criaram uma Secretaria Especial de Habitação para acomodar o DEM. Essa é a política real.

ÉPOCA – O senhor tem conversado com o ministro Paulo Bernardo, do PT?
Fruet – Não. Ontem (terça-feira 13), falei com ele pela primeira vez. Uma conversa política, de conjuntura, mas nada conclusivo. O PT trabalha para eleger a Gleisi governadora em 2014. Para o PT é importante ter candidatos (a prefeito) ou apoiar candidatos nas principais cidades do Paraná.

Charge: Light privatizada = Roquenrío

Vote na enquete da eleição de Governador do Paraná de 2014. Por enquanto Gleisi em 1º, Requião em 2º e Beto Richa em 3º