Charge: igualdade no liberalismo versus Constituição Social e Democrática de Direito

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Blogueiros vão ter assessoria jurídica pela liberdade de expressão e contra a censura

Blogueiros criam fundo para batalhas judiciais e sugerem Lúcio Flávio Pinto como primeiro beneficiário

por Luiz Carlos Azenha do Viomundo

Reunidos ontem à noite na sede do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, em São Paulo, blogueiros, ativistas, militantes de partidos políticos, movimentos sociais e advogados decidiram, por consenso, criar um fundo para socorrer financeiramente colegas que sejam alvo de processos judiciais, ameaças ou violência em todo o Brasil.

O fundo de emergência será inicialmente organizado pelo Conselho Nacional da blogosfera, formado por 26 ativistas de todo o Brasil no mais recente encontro da entidade, em Salvador, na Bahia. Uma conta bancária receberá as contribuições de internautas, por enquanto em nome do Barão de Itararé. Decidiu-se também que a entidade terá um corpo jurídico exclusivamente devotado à defesa de blogueiros.

Segundo Altamiro Borges, presidente do Centro, a judicialização do debate político e a ameaça a poderes nunca antes questionados multiplicou o número de ações, que incluem ameaças, agressões e assassinatos.

“Os coronéis acostumados a mandar sem contestação ou crítica, seja em nível nacional, estadual ou local, encontram na Justiça frequentemente o caminho para calar ou intimidar a blogosfera”, afirmou Altamiro. “Com isso, escapam do debate das questões políticas de fundo, como a da democratização da mídia, para um terreno no qual dispõem de maiores recursos”, aduziu.

Presentes, os blogueiros Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna e Lino Bocchini — além deste que vos escreve –, que enfrentam na Justiça ações movidas por grandes corporações da mídia, declararam que não pretendem recorrer ao fundo, nem agora nem no futuro. Conceição Lemes, editora-chefe do Viomundo, explicou: “Há gente que nem dispõe de advogado e que, por falta de recursos, se cala diante de autoridades em várias partes do Brasil. Não é o nosso caso”.

Eduardo Guimarães deixou claro: “É importante que o fundo de apoio a blogueiros tenha critérios claros e pré-estabelecidos para aqueles que serão beneficiados em caso de necessidade. Sugiro que os que se interessarem por tal apoio façam uma contribuição mensal — pequena, talvez simbólica –, de forma que integre o esforço que está sendo empreendido e, assim, faça jus ao eventual apoio do qual poderá vir a precisar. Dessa maneira, não haverá questionamento sobre quem vier ou não a ser apoiado”.

Embora as decisões futuras ainda dependam do Conselho Nacional, vários oradores lembraram como absolutamente prioritário o caso do jornalista/blogueiro Lúcio Flávio Pinto, do Pará. Editor do Jornal Pessoal, Lúcio Flávio foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça a indenizar Cecílio do Rego Almeida, a quem acusou de ser grileiro de terras. Continuar lendo

Um milhão e oitocentos mil acessos ao Blog do Tarso. Obrigado!

O Blog do Tarso acabou de atingir a marca de 1.800.000 acessos. Muito obrigado a todos os leitores, colaboradores, replicadores. E para quem me pergunta: ainda na espera do TSE para ver se a multa de R$ 106 mil será mantida ou anulada.

Um abraço, e nos vemos no #2ParanáBlogs

Polícia Militar comandada pelo governo Beto Richa censura peça de teatro do Festival de Curitiba

Do site da Record R7

Polícia interrompe peça por cena de nudez no Festival de Curitiba

13820634 Polícia interrompe peça por cena de nudez no Festival de Curitiba

Atores confirmam novo espetáculo e Polícia garante presença (Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agência RBS)

Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 ao Festival de Curitiba

A Polícia Militar do Paraná interrompeu a sessão do espetáculo Hasard, do Grupo Erro, de Florianópolis (SC). A trupe catarinense fazia uma apresentação na rua XV de Novembro, ponto turístico da capital paranaense. A montagem integra a programação do Fringe, a mostra paralela do Festival de Curitiba.

Por volta das 20h desta terça-feira (2), a equipe policial comandada pelo Primeiro Tenente Oliveira interrompeu uma das cenas, ameaçando os atores de prisão. A reportagem do R7, que presenciou o fato, questionou ao policial o porquê da ação.

– Na apresentação de ontem ficamos sabendo que eles tiraram a roupa completamente e ficaram nus. Sabemos que a Constituição garante a liberdade de expressão artística, mas ficar nu em uma praça pública é um atentado ao pudor. Ninguém foi preso hoje porque interrompemos antes da cena de nudez.

R7 também conversou com o diretor do Erro, Pedro Bennaton, ele disse que a proposta do Grupo é discutir “a liberdade” e que eles não querem “ser acima da lei”.

– Nossa nudez é de apenas trinta segundos. Não é algo vulgar ou sexual. Queremos discutir as leis urbanas. Hoje, os policias vieram antes da cena de nudez e nos censuraram. Resolvemos parar porque não temos nenhum aparato jurídico. Ontem chegamos a ser ameaçados de prisão.

A reportagem apurou que a Companhia pretende repetir a performance nesta quarta (3), na rua XV de Novembro, nas imediações do Teatro HSBC. Os policiais também confirmaram ao R7 que estarão presentes.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Curitiba.

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Guaíra é escolhido o melhor teatro, mas mesmo assim Beto Richa vai privatizá-lo via OS

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O Teatro Guaíra é uma autarquia da Administração Pública do Estado do Paraná.

Segundo o seu site, ele foi escolhido pela revista Veja Curitiba o melhor teatro, veja aqui.

Mesmo assim o governo Beto Richa (PSDB) está privatizando o teatro. Vai transferir a gestão do Guaíra para uma entidade do Terceiro Setor qualificada como Organização Social – OS.

Sem licitação, vai privatizar para deixar de fazer concursos públicos e licitações. Não vai mais ter limite de gasto com pessoal. Vai poder contratar parentes de autoridades e fugir da Súmula Vinculante 13 do STF…

Há quase um ano o Blog do Tarso já alertava sobre esse absurdo inconstitucional: Beto Richa começou a privatizar a cultura via OS. Veja a Resolução 54/2012 da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná – SEEC, clique aqui.

O STF pode ainda em 2013 declarar inconstitucional o modelo de privatização via OS. O ICI – Instituto Curitiba de Informática é uma OS.

Querem apostar? O Ministério Público e o Tribunal de Contas não vão fazer nada para barrar. Quem sabe a OAB/PR?

Por favor 2014, chega logo!

Hoje lançamento da obra “O Direito Coletivo, Liberdade Sindical e as Normas Internacionais” na UFPR

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Os advogados e professores Sandro Lunard Nicoladeli, Tatyana Sheila Friedrich e Andre Franco de Oliveira Passos convidam a todos para o lançamento de obra jurídica “O DIREITO COLETIVO, LIBERDADE SINDICAL e as NORMAS INTERNACIONAIS”,  a ser realizado hoje (03 de abril de 2013) às 19h, no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná.

Imperdível!

Requião declara apoio ao Viomundo de Azenha e ao Blog do Tarso

Do site do senador Roberto Requião, pré-candidato ao governo do Paraná

REQUIÃO DECLARA APOIO AO JORNALISTA LUIZ CARLOS AZENHA

O senador Roberto Requião (PMDB/PR) publicou uma manifestação de apoio ao jornalista Luiz Carlos Azenha, editor do blog “Viomundo”, e a todos que fazem um jornalismo independente. Confira a íntegra:

O jornalista Luiz Carlos Azenha, que assina um dos melhores sítios de informação na internet, tem um grave e pelo jeito um insuperável defeito. Azenha não é petista, não é tucano, não é peemedebista. Mas acima de tudo, não é governista. Azenha é um repórter visceralmente obcecadamente um repórter. Fiel ao mandamento máximo dos repórteres que é buscar a verdade dos fatos. Antes de tudo, acima de tudo, a verdade factual, como diz Mino Carta, outro grande repórter.

Inflexível em relação a este princípio, Azenha é frequentemente vergastado tanto pela direita, grande mídia e serviçais, como por ministros, assessores e burocratas do Governo Federal. Censurado e processado. Agora mesmo Azenha foi condenado a pagar R$ 30 mil ao diretor da Central Globo de Jornalismo, o famoso Ali Kamel, por suposta campanha difamatória.

Que campanha difamatória é esta? Azenha explica: em 2006, recém chegado de Nova Iorque onde era correspondente da Globo, ele foi escalado por Ali Kamel para cobrir as eleições presidenciais acompanhando a campanha do candidato tucano Geraldo Alckmin. Com o correr da campanha, Azenha e outros repórteres da Globo, como Rodrigo Viana, Mariana Koch, Cecília Negrão, Carlos Dorneles e o editor de economia da emissora, Marco Aurélio Melo, ficaram incomodados, desconfortáveis com parcialidade da cobertura imposta por Ali Kamel.

A tensão chegou ao ponto de ebulição no caso das imagens do dinheiro com que os tais aloprados tencionavam comprar um dossiê contra o candidato tucano ao governo de São Paulo, o Serra. Azenha teve acesso à gravação da conversa do delegado da Polícia Federal responsável pelo caso e um grupo de jornalistas combinando como vazar as fotos do dinheiro para prejudicar o PT e ele reproduziu a gravação da trama em seu blog.

A Globo, é claro, não gostou. Segundo relata Azenha, enojado com o tipo de jornalismo praticado pela emissora e com a perseguição a colegas que não se dobravam a Ali Kamel, ele pediu demissão. Mas como volta e meia o “Viomundo”, o blog do Azenha, fazia críticas à Globo e revelações sobre os métodos de trabalho de Kamel, o diretor de jornalismo da emissora entrou com um processo contra Azenha considerando as matérias do blog como campanha difamatória.

Como o blog é sustentado por ele mesmo, por seu salário, sem qualquer patrocínio de quem quer que seja, Azenha vê-se na iminência de fechar o “Viomundo”. E anuncia esta disposição. Diz ele: “sou arrimo de família. Sustento mãe, irmão. Ajudo irmã e filhas. E mantenho este site graças a dinheiro do meu próprio bolso e da valiosa colaboração gratuita de milhares de leitores. Cheguei ao extremo do meu limite financeiro”.

O que, obviamente, não é o caso das Organizações Globo, que concentram pelo menos 50% de todas as verbas publicitárias do país. Não é só isto. Vários outros blogueiros estão ameaçados pela mordaça de meia dúzia de famílias que domina, que monopoliza a informação no país.

No Paraná, Tarso Cabral Violin, que tem seu blog processado pelo pessoal do ex-prefeito Luciano Ducci, que aliás perdeu a eleição em Curitiba. Toda a minha solidariedade ao Azenha, ao Rodrigo Viana, ao Paulo Henrique, ao Mino Carta, à revista Caros Amigos. Enfim, a todos que fazem um jornalismo independente em defesa dos interesses públicos, dos trabalhadores, do capital produtivo e fundamentalmente em defesa de um projeto claro para a nação brasileira.

ÁUDIO

Também há petista neoliberal que privatiza a saúde via OS

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O Estado da Bahia não é apenas o suposto berço do Brasil (há quem fale que o Brasil foi achado em Fortaleza/Ceará).

A Bahia não é apenas o berço da tropicália com Caetano Veloso e Gilberto Gil.

A Bahia não é apenas o berço de Jorge Amado, Dorival Caymi, Glauber Rocha e Raul Seixas.

Devo estar esquecendo muita gente porreta!

A Bahia não é apenas o berço do axé e do trio elétrico.

A Bahia também é um dos berços da chamada Administração Pública Gerencial, influenciada pelo neoliberalismo, mas infelizmente uma cópia de modelos alienígenas. Foi durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A Bahia é também um dos berços do carlismo do coronel Antonio Carlos Magalhães.

Agora o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), do partido que contesta a constitucionalidade do modelo de privatização via organizações sociais – OS no STF, vai transferir o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) para uma ONG qualificada como OS.

O Hospital Clériston tem 1.260 servidores e só 30% (380 funcionários) serão aproveitados pela entidade do Terceiro Setor.

A Resolução nº 001/13, publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia no dia 30 de janeiro, aprova a “publicização” da gestão do HGCA.

O pior é que há vários prefeitos petistas imitando governos tucanos que privatizam a saúde com um simples intuito: fuga das licitações, fuga dos concursos públicos, fuga dos limites de gastos com pessoal. Fuga, jeitinho brasileiro, malandragem, patrimonialismo…

Amanhã lançamento da obra “O Direito Coletivo, Liberdade Sindical e as Normas Internacionais” na UFPR

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Os advogados e professores Sandro Lunard Nicoladeli, Tatyana Sheila Friedrich e Andre Franco de Oliveira Passos convidam a todos para o lançamento de obra jurídica “O DIREITO COLETIVO, LIBERDADE SINDICAL e as NORMAS INTERNACIONAIS”,  a ser realizado amanhã (03 de abril de 2013) às 19h, no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná.

Imperdível!

Ibope liga para casa dos curitibanos para falar sobre Beto Richa

Diz aí Arnaldo: Usar o Ibope para fazer campanha antecipada, isso pode, Arnaldo???

Do Blog do Bertoni, do Blogoosfero

Acabo de receber uma ligação do Ibope Inteligência, querendo fazer uma pesquisa sobre problemas atuais da cidade e do estado.

A primeira pergunta era:

– o Senhor está satisfeito em morar em Curitiba?

Logo depois veio uma enxurrada de perguntas, todas falando o nome do governador Beto Richa.

Confesso que achei estranho, pois parecia campanha eleitoral antecipada para o atual mandatário estadual.

Gostaria que os advogados e especialistas em direito eleitoral e em pesquisas de opinão esclarecessem esta questão:

– É legal isso que o Ibope está fazendo?

Pode isso, Arnaldo?

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Pergunta do Blog do Tarso: mas não foi o Ibope contratado por R$ 2.315.520,00 com dinheiro público, pelo governo Beto Richa, por meio da CELEPAR?

Foto do dia: governador também brinca de casinha

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Lançamento da obra “O Direito Coletivo, Liberdade Sindical e as Normas Internacionais” na UFPR

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Os advogados e professores Sandro Lunard Nicoladeli, Tatyana Sheila Friedrich e Andre Franco de Oliveira Passos convidam a todos para o lançamento de obra jurídica “O DIREITO COLETIVO, LIBERDADE SINDICAL e as NORMAS INTERNACIONAIS”,  a ser realizado no dia 03 de abril de 2013 às 19h, no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná.

Imperdível!

Imperdível: hoje tem Gonzagão, a lenda, 21h no Teatro Positivo

Ontem assisti o espetáculo Gonzagão, a lenda, no Teatro Positivo, pelo Festival de Teatro de Curitiba. Um musical de primeira qualidade. Não tem problema se você assistiu o filme Gonzaga, de pai para filho. É melhor do que o filme. Recomendo!

VI Congresso Brasileiro de História do Direito, dias 26 a 29 de agosto de 2013, em Brasília/DF

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DATAS: 26 a 29 de Agosto de 2013. LOCAL: Auditório da Fiocruz – Brasília – DF (campus Universitário Darcy Ribeiro – UnB). Maiores informações aqui.

A história política brasileira é marcada por uma alternância entre regimes autoritários e democráticos. Cada um desses regimes produziu sua própria constituição. A tradução desses regimes em normas jurídicas (supralegais e legais) é uma característica distintiva da história brasileira, em todos os períodos de sua existência. Essa preocupação com a forma do direito e com o discurso normativo apresenta, para o historiador do direito, um universo de fontes que se revela complexo, ambíguo e diversificado. Em semelhante cenário, determinados conceitos ocupam papel predominante para a pesquisa histórica: constituição, constitucionalismo, relações entre o direito e o poder político, representação, direitos fundamentais, jurisdição constitucional, poder constituinte, entre muitos outros.

No momento em que a Constituição brasileira está prestes a completar 25 anos de vigência, o Instituto Brasileiro de História do Direito promove o seu VII Congresso, com o intuito de propiciar à comunidade acadêmica um conjunto de reflexões acerca da história do direito e do constitucionalismo, em suas várias manifestações ao longo da experiência histórica mundial. Continuar lendo

Político símbolo da ditadura influencia o governo Beto Richa

Bornhausen é o segundo da esquerda para a direita

Bornhausen é o segundo da esquerda para a direita

As notas políticas de Caroline Olinda da Gazeta do Povo de hoje informam que o secretário do planejamento do governo Beto Richa (PSDB), Cassio Taniguchi (DEMO), que também é presidente do Conselho de Administração da Celepar, só se manteve no governo porque o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen (DEMO) ligou para Beto Richa.

Bornhausen é um dos políticos símbolo do apoio a ditadura militar no Brasil (1964-1985).

Por favor 2014, chega logo!

Beto Richa tem mais cargos comissionados sem concurso público do que a presidenta Dilma

Governo Richa emprega mais em cargo sem concurso público que o governo federal

No Blog do Esmael Morais

Richa cuida bem dos comissionados.

Richa cuida bem dos comissionados.

O governador Beto Richa (PSDB), em números absolutos, emprega mais funcionários sem concurso público do que toda a administração direta do governo federal.Os números são frutos do cruzamento do levantamento divulgado neste domingo (31) pelo jornal O Estado de S. Paulo com os dados do Portal da Transparência.

No governo federal há 4.445 servidores sem concurso em cargos de confiança na chamada administração direta.

Segundo o Portal da Transparência do Estado, o Paraná tem hoje 4.338 cargos comissionados. Ficaria atrás do governo federal, mas os novos 110 cargos comissionados em fase de aprovação na Assembleia Legislativa deixará o governo Richa na liderança absoluta.

Dos 110 cargos, 69 são destinados aos escritórios regionais de governo, proposta cuja criação também tramita na Assembleia Legislativa do Paraná.

Gazeta do Povo diz que grupo educacional Positivo pode abrir capital ou ser vendido

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A coluna Boletim, sob responsabilidade de Marisa Valério do caderno Economia da Gazeta do Povo, diz hoje que o grupo educacional Positivo pode abrir capital ainda no primeiro semestre ou ser vendido por R$ 2 bilhões, para dois grandes bancos.

A Positivo Informática ainda pode fechar seu capital.

Segundo o jornal quem pode informar tudo isso é o presidente do grupo, Hélio Bruck Rotenberg, no Fórum HSM Gestão e Liderança, em São Paulo, na próxima quarta.

Até Belmiro Castor critica a privatização de Beto Richa: “Um novo ICI?”

O Prof. Belmiro Castor defende as privatizações. Mas até para ele Beto Richa está exagerando…

Um novo ICI?

Publicado hoje na Gazeta do Povo

BELMIRO VALVERDE JOBIM CASTOR

Se tudo correr como planejado, o governo estadual irá privatizar o atendimento de 171 diferentes serviços de 34 órgãos públicos e assemelhados, entregando-os a um concessionário administrativo por 25 anos, prorrogáveis por outros 25, a um custo inicial de mais de R$ 3 bilhões. Faz sentido? Minha opinião curta e grossa: não.

Uma coisa é contratar periodicamente empresas privadas para realizar obras e serviços específicos de um ente ou uma empresa pública ou mista. É o caso de serviços de limpeza, de conservação, de entrega de correspondência, de construção e manutenção de obras etc. Outra totalmente diferente é conceder a uma empresa ou grupo privado praticamente todas as atividades de atendimento ao cidadão por um período tão longo, em condições de virtual exclusividade.

Acresce que os serviços a serem prestados o serão inicialmente em apenas nove localidades: três em Curitiba e seis em cidades-polo do interior, o que não caracteriza exatamente uma conveniência para quem mora em uma cidade com milhões ou centenas de milhares de habitantes. Como não é crível nem conveniente que em uma cidade como Curitiba, Londrina ou Maringá serviços públicos sejam concentrados em três lugares apenas, a atual rede de atendimento dos Correios, da Copel, da Sanepar e outras entidades certamente será mantida; mesmo porque as infraestruturas de tecnologia de informação são diversas e, em muitos casos, devem ser protegidas contra o acesso não autorizado de terceiros. Além disso, os serviços que envolvem o exercício do poder de polícia ou da fé pública (Polícia Civil, Detran, Polícia Federal, Receita Federal e Junta Comercial, por exemplo) obviamente não podem ser inteiramente delegados a funcionários de uma empresa privada. E por aí afora.

Minha opinião é que, se é para firmar Parcerias Público-Privadas, deveríamos fazê-lo para financiar obras de infraestrutura, que envolvam grandes investimentos de retorno lento e algum risco para o concessionário privado. O Tudo Aqui não tem nem uma nem outra característica: os investimentos a cargo do vencedor da licitação são relativamente modestos (três das centrais serão atuais Ruas da Cidadania reformadas e nenhuma das demais terá mais de 4 mil m²); boa parte da tecnologia a ser utilizada já foi desenvolvida para outros serviços semelhantes existentes em outros estados; e o risco de demanda é zero, pois se trata – praticamente em todos os casos – de serviços prestados em regime de monopólio legal ou virtual do Estado.

E, se é para gastar esse dinheirão em melhoria do atendimento ao cidadão, que se faça no desenvolvimento e na implantação de um verdadeiro governo eletrônico – isso, sim, um avanço definitivo. No mundo desenvolvido, o cidadão faz praticamente tudo o que envolve o poder público a distância, via informática. Aí, sim, há um avanço real de qualidade e não na criação de nove centros em um estado com 400 municípios e mais de 11 milhões de habitantes.

Estaria eu exagerando quando percebo no projeto do Tudo Aqui a reedição da incrível e surrealista experiência do Instituto Curitiba de Informática (ICI), a quem a Prefeitura de Curitiba paga fortunas e delegou monopolisticamente seus serviços de tecnologia de informação, mas a cujos custos e práticas não tem acesso?

Quando deputados resolveram inquirir o secretário de Planejamento sobre esse projeto de mais de R$ 3 bilhões envolvendo compromissos por uma ou duas gerações, o requerimento foi derrubado por ordem do líder da bancada do governo, como “uma afronta ao governador”. Contrariamente ao que pensa o prestativo deputado Traiano, perguntas não afrontam ninguém; a falta de respostas a perguntas razoáveis é que afronta a inteligência dos outros.

Belmiro Valverde Jobim Castor é professor do doutorado em Administração da PUCPR.

Presente de Páscoa: Beto Richa escreve texto na Folha defendendo as privatizações de FHC

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Beto Richa e os privatistas tucanos Aécio Neves e José Serra

O governador Beto Richa (PSDB) escreveu texto publicado hoje na Folha de S. Paulo, defendendo as privatizações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002). Talvez nem tenha sido ele que escreveu o texto, talvez tenho sido escrito por seu secretário Cassio Taniguchi (DEMO) ou outro aspone.

Mas caiu a máscara. Com isso ele defende a privatização do sistema elétrico que causou os apagões. Ele defende a privatização da Copel, que não ocorreu durante o governo Jaime Lerner (DEMO) apoiado por Beto após manifestações populares contrárias. Ele defende a tentativa de privatização da Petrobrás. Ele defende as privatizações das estradas do Paraná que fazem os bolsos dos paranaenses sangrarem até hoje. Enfim, ele defende o Estado Mínimo e o caos do governo FHC.

E sempre um chato desinformado vai dizer: mas Lula e Dilma também privatizaram. Lula realizou apenas duas privatizações em sentido estrito, que é a venda de empresas estatais. Vendeu dois bancos que eram estaduais e foram federalizados logo no primeiro ano de governo. Mas Lula e Dilma não venderam mais nenhum estatal. Pelo contrário, criaram e estruturaram várias empresas estatais. Lula e Dilma realizaram concessões de estradas. Mas poucas, e com preços bem mais baratos do que Lerner fez aqui no Paraná com apoio de Richa e os tucanos em São Paulo. Dilma está realizando concessões de Aeroportos e Portos. Sim, mas em volume menor do que FHC, que não apenas concedia mais, mas também vendia os bens públicos.

O pior é que o governador Beto Richa fala em seu texto apenas em diminuição das desigualdades regionais, e não fala do fim das desigualdades sociais como também manda a Constituição da República. Típico de um neoliberal que faz o pior governo do Paraná de todos os tempos.

Em 2014 teremos novamente o embate, tanto no âmbito federal quanto estadual: os privatistas radicais do PSDB (ou PSB no âmbito federal) versus um modelo de Estado Social e Democrático de Direito, que privatizou pouco e transformou o Brasil, para melhor.

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Se o tucano Aécio Neves não decolar, Beto Richa vai com os socialistas de direita mesmo em 2014, Eduardo Campos, e seu coordenador de campanha no Paraná, Luciano Ducci

Feliz Páscoa!

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