Moro mentiu?

Há dois anos o juiz de piso Sérgio Moro disse expressamente que “no momento e no futuro não seria apropriado da minha parte postular um cargo político”.

Moro acabou de aceitar o convite para ser Ministro da Justiça do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), convite que, na verdade, já havia sido feito antes das eleições.

Mas afinal de contas, o cargo de Ministro de Estado do Poder Executivo é cargo político?

A resposta é: sim! Ministro é agente político, segundo a doutrina amplamente majoritária do Direito Administrativo.

Apenas Odete Medauar entende que os ministros ocupam cargos em comissão e, portanto, seriam servidores comissionados. Mas mesmo a autora não nega que sejam cargos a serem preenchidos por escolha política do presidente da República.

Portanto: Moro mentiu ao dizer que nunca se transformaria em agente político, de maneira oficial. Lembrando que muitos intelectuais já defendiam a atuação política de Moro com a toga.

Tarso Cabral Violin – advogado, mestre e doutor (UFPR) e professor de Direito Administrativo, Teoria Geral do Estado e Ciência Política

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4 comentários sobre “Moro mentiu?

  1. Acredito que o puro jornalismo é desempenhado com noticias coerentes, o Professor Tarso utiliza do estaço para expor ideias petistas, lulistas, e esquerdista. Claro que ele pode desempenhar suas funções de comentarista, mas que tenha base e credibilidade seu comentário. Ele esta utilizando deste forum para expor a palavra de seu grande Guru, Luiz Inácio Lula da Silva e seus adoradores.

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  2. sobre Moro mentiu.
    não só mentiu, como enganou. usou a toga para perseguir e prender sem provas o adversário do seu candidato. não só manipulou como foi o principal cabo eleitoral dessa eleição. fez a Democracia e a vontade do povo de lixo ao impedir a candidatura de Lula, juntamente com o STF. desde o inicio dessa farsa, estava tudo muito bem esquematizado. demonstra de forma clara que a magistratura está podre e uma magistratura podre é o caminho mais rápido para o totalitarismo, o arbítrio e o estado de exceção. isso se vislumbra claramente no horizonte. só não vê os burros, e só não denuncia os seus cumplices. eu sabia que se o candidato de Moro fosse eleito, ele seria ministro da Justiça e logo depois estaria no supremo. a minha tristeza e preocupação é o supremo: como tentar mostrar que não chegaram ao fundo do poço de imoralidade, de mau-caratismo, de parcialidade usando a toga para distorcer a lei para satisfazer interesses. demonstra de forma clara que tem que haver uma reforma jurídica no País. o poder que tem o supremo é muito grande para ficar sendo indicados por políticos. isso é uma aberração que só ocorre no Brasil. como foi uma aberração um Juiz que perseguiu e prendeu sem provas o adversário aceitar ser ministro da justiça. ele tenta explicar o inexplicável. em qualquer País sério do mundo, todo seu processo seria colocado sob suspeita e suas sentenças anuladas. é isso que deveriam fazer as forças Democráticas, sociais e nacionalistas. se houver ainda justiça séria, esse carreirista cínico e bajulador ira pagar por seus crimes ( esses sim de fato cometidos ) contra a Democracia, a boa-fé do povo e a nação.

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