Fantástico poupa Beto Richa sobre a falta de Defensoria Pública no Paraná

Foto do início do governo Beto Richa, quando ele prometeu a criação da Defensoria Pública no Paraná. Até agora nada...

Foto do início do governo Beto Richa, quando ele prometeu a criação da Defensoria Pública no Paraná. Até agora nada…

O programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, poupou o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), sobre a falta de defensores públicos no Paraná. Beto Richa até agora não chamou as pessoas que passaram em concurso público até agora para trabalharem na Defensoria Pública do Estado. Alega limitação da Lei de Responsabilidade Fiscal com gastos com pessoal. Dinheiro e orçamento para cada vez mais cargos comissionados ele tem. Vergonha.

Fica a pergunta: por que o Fantástico poupou Beto Richa, e só questionou a falta de Defensoria Pública em Goiás, Santa Catarina, São Paulo e outros estados?

Estão amordaçando os comunicadores e blogueiros com multas abusivas, diz João Arruda

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A aplicação de multas abusivas, principalmente em períodos de campanha eleitoral, promove um tipo de censura que compromete à comunicação e a liberdade de expressão de jornalistas, blogueiros e empresas de comunicação. A avaliação é do deputado federal João Arruda (PMDB-PR), em entrevista ao portal da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

“(…) estamos baixando o nível de discussão e de politização, colocando uma mordaça na boca de jornalistas e comunicadores com a aplicação de multas abusivas”, afirmou. João Arruda é presidente da Comissão Especial do Marco Civil da Internet e autor do projeto de lei 4653/12, que anistia jornalistas, editores de blogs e pessoas jurídicas que exerçam atividades de comunicação social, das multas aplicadas pela Justiça Eleitoral.

Todos os comunicadores têm posições. E nós temos que saber avaliar essas posições”, afirma João Arruda, destacando que a democratização do processo e o debate na época eleitoral é de extrema importância.

Na última eleição, diferente das anteriores, as discussões ficaram limitadas nos meios de comunicação, “justamente porque os comunicadores e os jornalistas tinham muito receio de fazer qualquer tipo de crítica e serem penalizados com multas que inviabilizassem os seus negócios e suas profissões”, disse.

O projeto de João Arruda é retroativo, e anistia às multas aplicadas pela Justiça Eleitoral a partir de 2008. No Paraná, jornalistas e blogueiros como Fábio Campana, Esmael Morais, Tarso Cabral Violin, Luiz Skora, entre outros, são alguns destes exemplos que sofreram e sofrem com as multas abusivas.

Leia a seguir à íntegra da entrevista de João Arruda à assessoria da Abert: Continuar lendo

Angelo Vanhoni continua vencendo os irmãos Osmar e Alvaro Dias na enquete para o Senado. Participe!

Indecente: vídeo mostra Jaime Lerner defendendo o pedágio em 1998

Veja o vídeo do então governador do Paraná, Jaime Lerner, defendendo o pedágio em 1998.

Adivinha quem era deputado estadual na época e votou a favor do pedágio escandaloso?

Será que Dilma sabe que seu Ministro privatiza inconstitucionalmente contra o PT, PDT e OAB?

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Presidenta Dilma Rousseff (PT), Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Marco Antonio Raupp e o Ministro da Educação Aloizio Mercadante (PT)

O governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) criou nesta quinta-feira (14) o Plano Inova Empresa, que prevê investimentos de R$ 32,9 bilhões para impulsionar a produtividade e a competitividade da economia brasileira por meio da inovação tecnológica. Até aqui tenho apenas elogios. Uma das funções do Estado é intervir e fomentar a economia.

O problema é que por influência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Ministério da Educação (MEC), o governo federal também anunciou a criação da Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que visa fomentar o processo de cooperação entre empresas nacionais, principalmente pequenas e médias, e instituições tecnológicas ou instituições privadas sem fins lucrativos voltadas a pesquisa e desenvolvimento (P&D). Terá investimentos previstos de R$ 1 bilhão para 2013 e 2014, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e outros parceiros.

O grande erro é que a Embrapii será uma organização social (OS).

As OS foram criadas no governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para a privatização dos serviços sociais como educação, saúde, cultura, pesquisa, etc., com o intuito de burlar as licitações, os concursos públicos e os controles em geral. A ideia era repassar para ONGs, para entidades do Terceiro Setor, a gestão de entidades estatais sociais. Mas por pressão de juristas progressistas e da sociedade, o próprio FHC privatizou via OS apenas cinco entidades.

Em 1988 a OAB, o PT e o PDT entraram com duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIns) contra a Lei 9.637/98. Pode ser que ainda em 2013 o STF julgue a lei como inconstitucional, caso siga o voto do Ministro relator Carlos Ayres Britto, agora aposentado.

 O principal defensor do modelo de privatização em tela é o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp (veja os slides que ele apresentou), que é Ministro por indicação do Ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT).

Raupp diz que a nova organização é inspirada nos moldes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que atua no agronegócio. Mas a Emprapa é uma empresa pública, uma empresa estatal que faz parte da Administração Pública indireta, uma entidade que faz concurso público, licitação e é controlada pelo Tribunal de Contas da União. Enfim, respeita o regime jurídico-administrativo.

Outra referência para a criação da Embrapii foi a organização alemã Sociedade Fraunhofer. Como se modelos alienígenas se encaixassem automaticamente no ordenamento jurídico brasileiro.

Embrapii contará com a participação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), do Rio de Janeiro; do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), de São Paulo; e do Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec); e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Ou seja, é a iniciativa privada lidando com milhões de reais, sem a necessidade de respeitar o regime jurídico -administrativo.

Veja a parte do discurso de Dilma sobre a Emprapii:

“Em segundo lugar, eu quero falar da Emprapii. Eu acho que a Emprapii é um dos locais do casamento, viu Robson, é um dos locais do casamento entre o setor público e o setor privado. Acho a Embrapii, a gente tem de olhar a questão da Embrapa, que foi uma grande e muito bem sucedida iniciativa do nosso país, mas eu acho que a Embrapii, ela terá uma outra característica, ela terá um diferencial. Ela precisa desta relação estreita entre empresa e órgãos do governo responsáveis pela inovação. Ela precisa da integração com os órgãos de pesquisa, os laboratórios. Ela precisa de uma relação muito mais, eu diria, híbrida do que foi a Embrapa.

Por isso, eu tenho certeza, essa Embrapa da indústria, que é a Embrapii, ela terá um papel fundamental. Ela vai ser um local de articulação das nossas relações. E isso eu acho que fará muita diferença, fará muita diferença para todos nós.” Veja o discurso completo da presidenta, clique aqui. Ouça o discurso completo, clique aqui.

O PT, atual partido da presidenta, e o PDT, ex-partido de Dilma, questionam a constitucionalidade das OS, junto com a Ordem dos Advogados do Brasil. O prefeito atual de São Paulo, Fernando Haddad (PT), se nega a utilizar o modelo das OS na cidade na área da saúde. Já que o Tribunal de Contas de São Paulo decidiu que a privatização via OS é mais cara e menos eficiente. O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), vem questionando o modelo das OS de Curitiba chamada ICI – Instituto Curitiba de Informática, por ser uma caixa-preta que lida com milhões de reais de forma nada transparente. O ex-presidente Lula não privatizou nada via OS em seu governo.

Veja um pouco mais sobre o tema no meu livro Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010), que é a minha Dissertação de Mestrado em Direito do Estado pela UFPR: Uma análise crítica do ideário do “Terceiro Setor” no contexto neoliberal e as Parcerias entre a Administração Pública e Sociedade Civil Organizada no Brasil, e ainda o texto Estado, Ordem Social e Privatização – as terceirizações ilícitas da Administração Pública por meio das Organizações Sociais, OSCIPs e demais entidades do “terceiro setor”.

Presidenta Dilma: seus Ministros e assessores informaram detalhadamente sobre as OS? Recomendo que o modelo de privatização via OS seja descartado. Por que não criar uma empresa pública ou uma fundação estatal para exercer as funções pretendidas pela Embrapii. Seu governo já tem essa tendência na área da saúde. O discurso anti-privatização do PT pode cair por terra em 2014.

TARSO CABRAL VIOLIN – autor do Blog do Tarso, é professor de Direito Administrativo e estudioso sobre o Direito do Terceiro Setor

Enquete: Angelo Vanhoni favorito para vencer Alvaro Dias no Senado

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Por enquanto o deputado federal Angelo Vanhoni (PT) está na frente na enquete do Blog do Tarso para a eleição ao senado de 2014. O ex-senador Osmar Dias (PDT) está em segundo e o atual Alvaro Dias (PSDB) em terceiro. Participe!

Se você for divulgar essa enquete, informe a seguinte frase prevista na Resolução nº 23.364 do Tribunal Superior Eleitoral, caso contrário você pode levar uma multa de R$ 53.205,00 a 106.410,00 da Justiça Eleitoral:

“Essa enquete não se trata de pesquisa eleitoral (prevista no art. 33 da Lei 9.504/97), e sim mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra, o qual não utiliza método científico para a sua realização, dependendo, apenas, da participação espontânea do interessado.”

Papa Francisco I, o argentino Jorge Mario Bergoglio, é questionado por suspeita de ter apoiado a ditadura militar

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O Papa Francisco I, cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio escolhido indiretamente pelos príncipes cardeais no Vaticano, é bastante questionado por causa das relações da Igreja Católica da Argentina com a ditadura militar no país, entre 1976 e 83. Os livros “El Silencio”, de Horacio Verbitsky, e “Igreja e Ditadura”, de Emilio Mignone, acusam Bergoglio de ter contribuído para a detenção dos padres Francisco Jalics e Orlando Yorio, em 1976 pelas Forças Armadas. Verbitsky conseguiu documento com testemunho de que o novo Papa dedurou o sacerdote de origem húngara Jalics por suspeitar que ele tivesse contato com guerrilheiros. O Papa Chico Primeiro nega.

O padre Yorio, falecido em 2000, teria dito a Verbitsky que foi traído por Bergoglio, que negou esforços para libertá-los e foi o responsável por sua perseguição, pois afastou os dois padres quando aderiram à teologia da libertação. A Associação Mães da Praça de Maio também acusa Bergoglio como cúmplice da ditadura militar argentina.

Testemunhas ainda dizem que o novo Papa sabia sobre o plano sistemático de roubo de bebês nascidos em prisões clandestinas, durante a ditadura, e adotados ilegalmente por outras famílias próximas a autoridades militares. Ele teria afirmado a um casal com criança desaparecida que ela estaria vivendo com um “bom casal” e que a suposta adoção já não tinha como voltar atrás. Veja um vídeo:

Habemus Papam, fumaça branca no Vaticano: o novo Papa é o argentino Jorge Mario Bergoglio

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Chico 1º é torcedor do San Lorenzo

O novo Papa é da Argentina e será o dirigente vitalício da cidade-estado Vaticano. Seu nome fantasia será Francisco I. Ele é contra o casamento homoafetivo e contra que homossexuais adotem crianças. Além disso há suspeitas de que o novo Papa tenha colaborado e apoiado a ditadura militar na Argentina. Será o primeiro Papa não europeu. Quem sabe um dia tenhamos eleições diretas e possibilidade de uma Papisa, assim como direito ao casamento do Papa, padres e freiras?

Por uma Curitiba ciclável – Logo Curitiba 320 anos

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A Agência Muu, fundada pelas designers Yasmim Reck, Monique Borba e pelo publicitário Yuri Reck, criou, para o Instituto Energia Humana, a campanha ”Por uma Curitiba ciclável”.
A campanha faz referência a ciclo-mobilidade e considera o fato notório de que grande número de curitibanos tem aderido à causa da bicicleta.
A bicicleta é hoje um símbolo saudável para os cidadãos de Curitiba, como demonstrado na chegada triunfal do Prefeito Gustavo Fruet no palácio 29 de março, pedalando uma bicicleta, no dia de sua posse.
Segundo a criadora da logo da campanha, Yasmim Reck, ”A bicicleta já faz parte do inconsciente coletivo, vamos aproveitar e colocar em prática essa tendência sustentável.”

85% não concorda com aumento de comissionados do Beto Richa, Judiciário e MP

Os chefes dos Poderes Executivo e Judiciário no Paraná

Os chefes dos Poderes Executivo e Judiciário no Paraná

Dos leitores do Blog do Tarso, 85% são contra o aumento de cargos comissionados realizado pelo governo Beto Richa (PSDB), pelo Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público no Estado do Paraná. Tudo com aprovação por lei pela Assembleia Legislativa. 10% concordam e 5% não sabem o que são comissionados.

Os cargos de confiança ou de comissão são cargos ocupados sem a necessidade de concurso público prévio. A regra, segundo o art. 37, II, da Constituição da República, é a realização de concurso público. Isso deveria ser de 5% até no máximo 10% dos cargos na Administração Pública. O problema é que os Poderes estão aumentando o número de comissionados em até 50%, o que é um absurdo. O STF entendeu que o máximo de comissionados seria de 50%, mas isso não pode ser justificativa para que os Poderes aumentem até esse limite. Esse entendimento deveria servir para diminuir o número de cargos para os Poderes que extrapolavam esse limite.

Se você for divulgar essa enquete, informe a seguinte frase prevista na Resolução nº 23.364 do Tribunal Superior Eleitoral, caso contrário você pode levar uma multa de R$ 53.205,00 a 106.410,00 da Justiça Eleitoral:

“Essa enquete não se trata de pesquisa eleitoral (prevista no art. 33 da Lei 9.504/97), e sim mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra, o qual não utiliza método científico para a sua realização, dependendo, apenas, da participação espontânea do interessado.”

Charge do dia: no limite!

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Governo do Rio Grande do Sul desprivatizou rodovias

No Sul 21: “O que está em jogo vai além dos pedágios. É a relação do Estado com a sociedade”

“As empresas aderem a contratos. Para entender essa modelagem contratual dos pedágios, nós devemos olhar que forças políticas dominavam o Estado quando foram assinados” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Marco Aurélio Weissheimer, especial para o Sul21

Desde a década de 1980, o tema dos pedágios desempenha um papel central na vida política do Rio Grande do Sul. O debate sobre a administração das estradas ultrapassa a dimensão meramente econômica, envolvendo concepções sobre a própria natureza do Estado. Para o governador Tarso Genro, que decidiu mudar o modelo de pedagiamento vigente há décadas e motivo de muitas reclamações por parte dos usuários, o que está em jogo neste processo vai além da questão dos pedágios em si. “Trata-se, fundamentalmente, do tipo de relação entre Estado e sociedade que interessa à maioria da população e não apenas a determinados grupos econômicos”.

Em entrevista ao Sul21, concedida terça-feira (5) à tarde, no Palácio Piratini, Tarso Genro falou sobre a decisão do governo gaúcho de mudar o modelo de pedágios vigente no Estado e as implicações políticas, econômicas e sociais dessa iniciativa. Para o governador do Estado, há uma disputa entre dois modelos sendo travada no Rio Grande do Sul. Ao falar sobre esse tema, ele aponta o sentido estratégico de seu governar: formar um novo bloco social e político no Estado. “Um bloco que pode ter suas contradições internas, mas que deve ter um amálgama cultural, político e econômico portador de um compromisso com um modelo alternativo em relação ao que ocorreu no governo anterior”. Um governo que, diz ainda Tarso, “atrasou o Rio Grande do Sul em todos os setores”. Continuar lendo

Quem você quer no Mulheres Políticas Ricas?

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Participe da enquete: você concorda com mais cargos comissionados?

Foto do dia: pedindo vaga para o The Voice Brasil em 2015?

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Deputado federal pastor do Paraná compara homossexual a uma vaca

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Hoje no Painel da Folha de S. Paulo:

CONTRAPONTO

Olha o nível

Na sessão da Comissão de Direitos Humanos que elegeu Marco Feliciano (PSC-SP), seu colega de partido Hidekazu Takayama (PR) fez analogia exótica para explicar sua posição em relação à homoafetividade:

-Se um homem quer ter relações com sua vaca, perdoamos, mas não podemos aceitar.

Jair Bolsonaro (PP-RJ) provocou ativistas no corredor:

-O lugar de vocês é no zoológico!

Um manifestante retrucou:

-Com esses membros, a comissão não é de defesa, mas de ataque aos direitos humanos!

Querem ressuscitar privatização das Universidades Federais via OS de FHC

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) quis privatizar o Brasil. Não se contentava em vender todas as empresas estatais, queria também privatizar a saúde e a educação, os serviços sociais em geral. É o que previu o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado de 1995. Para isso, por meio de seu ministro da Administração e Reforma do Aparelho do Estado, criou a figura das organizações sociais – OS, cópia do direito alienígena.

Por pressão dos juristas progressistas, dos estudantes, professores e de boa parcela da sociedade, FHC acabou criando as OS mas não as implementando em grande número.

Foram os governos e prefeitos de vários estados e municípios que acabaram fazendo o jogo sujo e privatizando principalmente hospitais e museus para entidades privadas.

A ideia é simples: licitação, concurso público, controle do Tribunal de Contas e social, respeito aos princípios da moralidade, legalidade e publicidade dão muito trabalho? Privatize-se!

Cassio Taniguchi (DEMO) privatizou a informática de Curitiba e criou o ICI – Instituto Curitiba de Informática, uma caixa-preta que até hoje dá muita dor de cabeça para o atual prefeito Gustavo Fruet (PDT).

Governos e prefeitos privatizaram hospitais públicos aos montes. Inclusive Beto Richa (PSDB) recentemente criou a Lei das OS estadual para privatizar hospitais e museus.

Mas as Universidades Federais foram poupadas, principalmente por pressão dos estudantes e professores.

Eis que hoje a Folha de S. Paulo publicou texto de um dos seus membros do Conselho editorial querendo a privatização via OS também das Universidades Federais.

É a barbárie!

A ideia é simples: sem licitação, repassa-se a gestão para uma ONG, por exemplo, da UFPR. Com isso a entidade do Terceiro Setor não precisa mais fazer licitação e concurso público. Professores? Nada de concurso público. Livre escolha da ONG. Professores estatutários com estabilidade? Que nada! Todos trabalhadores privados regidos para a CLT.

Clamo para que os estudantes e professores da Universidade Federal do Paraná e de todas as universidades federais e estaduais do país se organizem, pois vem ai mais uma batalha.

Depois de mais de 2 anos de governo, Beto Richa deixa Instituto de Criminalística à míngua

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Já são mais de dois anos e dois meses de governo Beto Richa (PSDB) no Paraná e o estado está cada vez mais em crise, decorrente do marasmo do governo atual. O Instituto de Criminalística do Paraná (IC) vive falta de pessoal, com apenas 195 peritos no Estado, não tem uma política de profissionalização dos seus servidores, com a desvalorização cada vez maior dos trabalhadores da entidade. Veja uma notícia do Sinpoapar:

Instituto de Criminalística pode parar de emitir laudos por falta de tinta para impressora

Peritos Criminais do Instituto de Criminalística do Paraná (IC) podem parar de emitir laudos periciais, indispensáveis para os inquéritos policiais e processos criminais, por falta de toner e tinta nas impressoras do órgão. Como o sistema não é informatizado, não há outro meio para os laudos chegarem às delegacias, senão impressos. Na capital o IC conta com 11 seções, sendo que mais da metade delas não possui tinta na impressora. No interior a situação é igualmente preocupante. Continuar lendo

Samuel Pinheiro Guimarães Neto: Hugo Chávez não era populista

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A campanha de Maduro já começou

Na Folha de S. Paulo de domingo

É um equívoco dizer que Hugo Chávez era populista

Ex-secretário-geral do Itamaraty diz que sucesso de Nicolás Maduro vai depender de manter prioridades de antecessor

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Hugo Chávez fez uma série de programas importantes para a população pobre. Por isso é admirado. “Mas não é mito. É uma realidade.”

Assim, se a nova liderança venezuelana prosseguir com esses projetos terá a mesma popularidade. Se, ao contrário, tiver uma orientação “mais favorável às elites hegemônicas do país”, vai “perder apoio interno”.

A análise é do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, 74, ex-secretário-geral do Itamaraty. Para ele, Chávez transformou a Venezuela na economia, na política e no social, deixando um “legado extraordinário”.

Ex-alto representante geral do Mercosul, Guimarães compara Chávez a Getúlio Vargas e condena a expressão “populismo”.

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Folha – Qual o legado de Hugo Chávez?

Samuel Pinheiro Guimarães – É um legado extraordinário. Ele promoveu uma verdadeira revolução social na Venezuela. Em educação, saúde, habitação, construção de infraestrutura, estímulo à industrialização. A Unesco declarou a Venezuela como um território livre do analfabetismo.

Na América Latina, deu apoio aos pequenos países do Caribe em termos de petróleo a preços mais baixos. Apoiou a Argentina na época da renegociação da dívida.

Em nível internacional, houve uma atitude de independência e de autonomia diante da pressão de grandes Estados e a uma reorientação das relações da Venezuela em direção à América do Sul. Continuar lendo

Perfil dos leitores de Blogs no Brasil

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Do Sérgio Bertoni do Blogoosfero, segundo o Boo-Box