
Juízes que desmembram processos para que julguem uma quantidade maior e cumpram metas.
Avaliações periódicas de servidores públicos que beneficiam os amigos do rei.
Médicos da saúde pública ou de planos de saúde privados que tratam os pacientes como gado, em consultas de alguns minutos, para cumprir números e controles de resultados.
Agora mais um escândalo que vai contra a mentira que é a Administração Pública gerencial-neoliberal e a meritocracia: uma dirigente de escola estadunidense é suspeita de corrigir respostas de alunos em avaliação oficial para aumentar prêmio dado aos educadores.
A dirigente escolar Beverly Hall, dos Estados Unidos, que em 2009 foi eleita pela Associação Americana de Administradores de Escolas como a superintendente do ano, sendo recebida até na Casa Branca pelo ministro da Educação, está sendo acusada de fraude.
Foi descoberto que mais de 52 mil alunos de colégios públicos sob sua responsabilidade, na maioria pobres, com médias maiores do que de alunos de áreas ricas, tinham suas notas fraudadas por 34 educadores, que apagavam com borracha e corrigiam as respostas erradas.
Tudo para que recebessem 500 mil dólares
como recompensa pelo bom desempenho na política de meritocracia.