Beto Richa quer acabar com o software livre na Administração Pública do Paraná

Neoliberais estão vendendo o Paraná

Lei Estadual 14.058/2003, da época do governador Roberto Requião (PMDB), determina que a Administração Pública do Paraná utilizará, preferencialmente, programas abertos de computador e softwares livres.

Ou seja, nada de rios de dinheiro para a Microsoft e outras empresas estrangeiras, quando é possível desenvolver software livre no Brasil e de forma aberta e colaborativa. O que também é mais barato.

O governador Beto Richa (PSDB), que está terceirizando/privatizando os serviços, as atividades-fim, da Companhia de Informática do Paraná – Celepar, e está precarizando a empresa, agora quer dar o tiro de morte contra a tecnologia de cooperação.

Carlos Alberto Richa encaminhou para a Assembleia Legislativa do Paraná o Projeto de Lei 494/2012 (clique aqui), que dispõe sobre o Sistema Estadual de Informação e cria o Conselho Estadual de Tecnologia de Informação e Comunicação e o Programa Estadual de Informação Integrada.

O PL, além de deixar às claras a intenção de privatização de serviços (art. 5º, II), ainda deixa de forma expressa no parágrafo 4º do art. 5º que “no cumprimento de suas competências, o CETIC-PR poderá deliberar sobre a utilização e adoção de qualquer recurso de TIC disponível no mercado, independentemente do regime de licenciamento, podendo ser livre ou proprietário, fundamentada a opção em motivos de conveniência e oportunidade administrativa”.

Ou seja, vai acabar a política implementada por Requião de cooperação, de priorização ao software livre e à mão-de-obra do Paraná e do Brasil.

Ganhará os interesses da Microsoft e das grandes empresas de softwares proprietários, que recebem milhões com as licenças de uso. O que poderia ser utilizado de graça pala Administração Pública paranaense, apenas com o custo de mão-de-obra de profissionais do Paraná, será pago a peso de ouro pelo governo Beto Richa, que tem por trás dessas propostas neoliberais o Secretário de Planejamento e presidente do Conselho de Administração da Celepar, Cassio Taniguchi, e os neoliberais diretores e assessores da Celepar.

Beto Richa: mande embora os assessores comissionados da Celepar que não sabem o que estão fazendo lá, pare as  privatizações de serviços que deveriam ser realizados por servidores concursados e desista do PL 494/2012. Não desmonte a Celepar. Chega de privatização! Fora neoliberalismo! O ano de 2014 está chegando, sua hora vai chegar!

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7 comentários sobre “Beto Richa quer acabar com o software livre na Administração Pública do Paraná

  1. Sou empregada de estatal e trabalho na área de engenharia… Temos aqui os softwares gratuitos… MAS, já tentaram usar o BR Office??? Ele não “conversa” com as planilhas feitas ao longo dos muitos anos de empresa… Refazer as planilhas do EXCELL no BR Office levaria dias de trabalho… Minha solução: trago para casa e uso meu excell oficial…
    Dá menos trabalho…

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    • Olá Angela, pelo sua breve descrição tenho certeza que o problema que você cita de o BR Office não conversar com outras planilhas se dá devido a essas planilhas serem feitas em software proprietário. Utilizo o BR Office a alguns anos e posso garantir que ele tem praticamente as mesmas funcionalidades que qualquer outra suíte de escritório proprietária, e as poucas funcionalidades que ele não tem são completamente desnecessárias e não usadas por pelo menos 99% dos usuários.

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    • Já ouviu falar em interoperabilidade Angela? Se todos tivessem aderido a mudança para um padrão aberto que é o ODF, você não mais teria este problema. Mas a resistência em pensar o novo, em inovar, em reduzir o custo da administração pública não passa pela cabeça de algumas pessoas. Só para você ter ideia, Economizamos 350 milhões de reais em licenças… Já experimentou usar o windows 7 ou o windows 8 você certamente sentirá dificuldades, e muitas… Mas Esses produtos tem um custo altíssimo.

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  2. Tenho per percebido o total abandono da CELEPAR para o sistema chamado de PARANÁ Digital, os computadores estão se deteriorando e o sistema tem apresentado muitos problemas. Mas tudo bem, nós professores vamos ganhar Tablets.

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  3. Já vimos este filme. Editado aqui, no final do anos 1990 (1a. gestão Lerner) e depois, no Distrito Federal, nos tempos de Arruda & Taniguchi (‘dupla caipira ?’). Lembrem-se bem de que neste último caso, tudo começou na área de Informática. Por aqui, foi o ciclo do ‘leasing’ de computadores, não por acaso, fornecidos pela Positivo. Àquela época havia ‘acordo’ com a Microsoft, que supostamente, ‘barateavam’ os softwares da forcedora monopólica. Trata-se de um conjunto de propostas fora de época e de lugar: o ciclo neoliberal acabou e o pessedebistas caminha na mesma direção. Tudo parecendo Ricardo Teixeira na CBF – saiu, deixando um buraco sem fundo; até amistosos da ‘Seleção’ foram terceirizados para uma empresa árabe qualquer. Estaremos vivenciando os ‘últimos dias de Pompéia’ ?

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  4. O governador está dando um grande tiro no pé e prejudicando toda a infraestrutura de TI do estado ao optar pelo Windows. O Projeto Desktop Paraná, versão linux desenvolvida pela Celepar na época do Requião era muito bom pois não corria risco de ser atacado por virus. Agora além de gastar com Windows, será necessário gastar com licensas de anti virus…a McAfee deve estar contente com o Beto Richa.

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