Juristas dizem que execução do jingle de campanha de Beto Richa na Assembleia fere a lei

O jingle da campanha de Beto Richa (PSDB) de 2010 foi executado ao fim da sessão solene de abertura do ano legislativo, com trechos como: “Todo mundo está com Beto, eu também estou” e “Quero Beto Ri­­cha meu governador”.

Conforme a Gazeta do Povo de hoje, juristas dizem que é possível que o fato caracterize violação da lei: “Sempre que se usa dinheiro público em proveito próprio é ilegal. Isso pode configurar improbidade administrativa e até mesmo propaganda eleitoral antecipada”, diz o advogado Everson Tobaruela, especializado em Direito Eleitoral. “Isso fere o princípio constitucional de impessoalidade e pode, sim, ser tida como ilegal a reprodução do jingle”, segundo Gustavo Justino de Oliveira, professor de Direito Administrativo da USP.

Beto Richa se equivoca, novamente

Segundo a Gazeta do Povo de hoje, no discurso de ontem do governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa do Paraná, o tucano se utilizou da estatística de empregos criados apenas no período de 11 meses de 2011, de janeiro a novembro, o que favoreceu a atual administração. Se ele tivesse incluído o mês de dezembro de 2010, último ano da gestão de Roberto Requião (PMDB), o governo anterior teve mais postos de trabalho criados.

Richa afirmou que foram “gerados 157 mil empregos com carteira assinada no ano passado, sendo 100 mil no interior”, o que segundo o equivocado governador seria um “recorde histórico”.

As contas do tucano não levaram em conta a queda significativa na geração de empregos em de­­zembro de 2011, o que tornou o desempenho do estado do Paraná durante a gestão Beto Richa pior do que o do ano anterior, da gestão Requião.

Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempre­­gados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho, o Paraná gerou 123.916 empregos com carteira assinada em 2011, o que foi pior o desempenho em 20% do que as 153.805 vagas de 2010.

A assessoria do governador confirmou o lapso na informação, mas que não houve “má intenção”.

Governador Beto Richa: que tal fazer uma errata da informação equivocada, com a mesma pompa e tapete vermelho na Assembleia Legislativa? Mas por favor, desta vez sem a musiquinha da sua campanha.

A foto diz tudo

Município de Ventania, Paraná. Foto de Cidcley da Silva Milleo

PSD, a nova ARENA

Era uma vez o dia 1º de abril de 1964, dia da mentira, quando ocorreu o golpe militar que destituiu o presidente eleito João Goulart – Jango (do PTB, vice de Jânio Quadros, que renunciou).

Durante a ditadura militar, o partido que apoiava a ditadura era a ARENA – Arena Renovadora Nacional. No bipartidarismo o partido de oposição era o MDB – Movimento Democrático Brasileiro.

Na década de 80 a ARENA, com o início da redemocratização, para fugir do estigma ditatorial virou PDS, que logo depois teve uma cisão e foi criado o PFL.

O PDS virou PPB e depois PP.

O PFL virou Democratas.

Com o intuito de fugirem da regra da fidelidade partidária, por muitos ex-integrantes do Democratas, PP, PPB, PFL, PDS e ARENA o PSD, um partido criado para burlar a fidelidade partidária e que Gilberto Kassab, o prefeito mal avaliado de São Paulo e presidente do PSD, que disse que o partido não é nem de direita, nem de centro nem de esquerda.

Neste ano, nas eleições para prefeitos e vereadores, não vote no PSD, não vote em candidatos do PSD, não vote em candidatos de outros partidos apoiados pelo PSD.

Se você é de direita, vote no Democratas, PSDB, PTB ou PPS (em Curitiba no PSB); se é de centro vote no PMDB; se é de centro-esquerda vote no PT, PCdoB ou PDT; se é de esquerda vote no PSOL, PSTU, PCB ou PCO! No PSD não!

Políticos do PSD: Gilberto Kassab (SP), Guilherme Afif Domingos (SP), Henrique Meirelles, Ney Leprevost (PR) e Eduardo Sciarra (PR).

Veja o post PSD – Pedaço Serrista do DEMO