Meñique, o primeiro filme-animação em 3D de Cuba

Trailer do primeiro filme de animação em 3D cubano “Meñique”, produzido pelo ICAIC – Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos. É uma versão libre do conto para crianças Pulgarcito, do francês Édouard de Laboulaye, que foi adaptado pelo heroi José Martí para sua revista infantil La Edad de Oro. Estreia em Cuba no dia 20 de julho de 2014 e sem data para estrear no Brasil.

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8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América Latina

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Em Curitiba, o evento acontece entre os dias 04 e 09 de dezembro, gratuitamente

O que vemos e o que nos olha quando a condição humana irrompe em imagens na sala escura? Como reinventar a vida e afirmar uma ética da existência na temperatura do encontro da política com a arte? A 8ª edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura, alinha imaginação e pensamento na projeção de 38 filmes por todo o território nacional, entre os dias 26 de novembro e 22 de dezembro de 2013. São curtas, médias e longas-metragens em formato digital que circulam, alternadamente, pelas 27 capitais brasileiras e interior do País, alcançando mais de 600 pontos extras de exibição através de cineclubes, pontos de cultura, institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica, universidades, museus, bibliotecas, sindicatos, associações de bairros, telecentros, entre outros. Em cada cidade, a programação se estende por seis dias, totalmente aberta ao público.

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Os 35 melhores filmes da esquerda

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Do Diário Liberdade, divulgado pelo Outras Palavras

Cinema e socialismo foram colegas de escola no princípio do século XX. Às vezes juntos, cresceram, apaixonaram-se, magoaram-se, desiludiram-se e continuaram a aprender.

Esta lista, inevitavelmente incompleta e truncada de injustiças, resgata da História do Cinema as melhores e mais belas encarnações dos ideais da esquerda. Continuar lendo

Recomendação de filme da semana: Além da Liberdade (The Lady)

Privatização do cinema alternativo em Curitiba

Conforme o post Beto Richa, Luciano Ducci e Taniguchi são inimigos do Cinema Nacional e dos Cines Públicos de arte. Privatização da cultura?, Curitiba vem passando por uma privatização dos espaços públicos com filmes alternativos. Após o fechamento dos cines Groff, Ritz e Luz, pelos prefeitos Cassio Taniguchi e Beto Richa, sobrou apenas a Cinemateca fundada pelo ex-prefeito rafael Greca como cinema público-estatal, com filmes alternativos e baratos.

Hoje fui na reinauguração das salas de cinema do Shopping Crystal, um dos únicos espaços privados que passam filmes não comerciais. Me nego a fazer propaganda para o Banco que patrocina o cinema, pois foi ele que comprou nosso antigo Banestado privatizado por Jaime Lerner.

O cinema está bonito mas o atendimento na bilheteria é demorado; a pipoca é ruim; durante a projeção do filme os funcionários ficam conversando lá fora, o que atrapalha quem assiste; as cadeiras, todas cobertas com couro, tem distância entre cada uma menor do que a de aviões, o que complica para quem é alto; não há uma música enquanto se espera antes do filme; ocorreu atraso de mais de 10 minutos antes do início do filme; a tela é dividida em quatro, com emendas que atrapalham na hora de assistir cenas claras do filme; e o ingresso é caro. Essa é a eficiência da iniciativa privada?

O filme que assisti é maravilhoso, o iraniano A Separação, vencedor do Oscar de filme estrangeiro, do Globo de Ouro e do Festival de Berlim.

Nova opção para cinéfilos em Curitiba

Divulgação / Casablanca é o primeiro clássico do cinema a ser exibido no Cine Omar

Por YURI AL’HANATI, da Gazeta do Povo

Rever um clássico do cinema na tela grande é hoje um dos grandes desejos dos cinéfilos. A falta de interesse comercial nesse tipo de circuito pode facilmente explicar a ausência de espaços na cidade. Entretanto, a partir do próximo sábado, os curitibanos terão à disposição um lugar alternativo: o Cine Omar, criado no andar térreo do Shopping Omar, que exibirá todo sábado duas sessões gratuitas de clássicos da história do cinema.

Parte das comemorações de 25 anos do shopping, o projeto tem na curadoria o crítico de cinema Marden Machado, que pensou não só a programação das primeiras semanas, mas também estipulou a qualidade técnica dos equipamentos. “Já numa primeira reunião determinamos que teríamos projeção de blu-ray com um projetor de alta definição, uma tela de 90 polegadas e 25 poltronas. Queria ter conforto para os espectadores e qualidade de som e imagem até melhor do que temos em algumas das salas de cinema da cidade”, conta Machado.

O crítico diz que uma das preocupações do Cine Omar é formar plateias de cinema. Por essa razão, a segunda das duas sessões – que acontecem às 10 e às 15 horas – terá um bate-papo com o próprio curador, sobre curiosidades e impressões sobre o filme. “A ideia é conversar de uma maneira bem informal com quem estiver presente.”

A primeira sessão, Casablanca (1942) – um dos maiores clássicos de todos os tempos – exemplifica a seleção: “Tivemos o cuidado de colocar filmes que cobrem diferentes escolas. São todos filmes conhecidos que fazem parte da história do cinema, mas também não são filmes herméticos, que possam assustar o público”. Nas próximas sessões, a trilogia De Volta Para O Futuro, Taxi Driver, Cinema Paradiso e O Sétimo Selo são alguns títulos já programados.

“Com o tempo, queremos fazer ciclos de diretores ou de escolas cinematográficas inteiras, e até mesmo selecionar alguns filmes por meio de votação do público que se tornar frequentador assíduo do projeto”, conta Machado. A adaptabilidade passa também pela transformação física do lugar: “Temos atualmente, com as duas sessões, capacidade para um público de 50 pessoas. Se a procura pelas sessões for maior, tenho certeza de que o shopping ampliará o espaço.”

Serviço:

Cine Omar. Omar Shopping (Av. Vicente Machado, 285). (41) 3016-3400. Sessões aos sábados, às 10h e 15h. Entrada franca.

Programação

Confira os filmes que serão exibidos no praojeto Cine Omar, em sessões aos sábados, às 10 e 15 horas:

• 10/03 – Casablanca

• 17/03 – Cinema Paradiso

• 24/03 – Trilogia De Volta Para o Futuro

• 31/03 – Taxi Driver

• 07/04 – O Sétimo Selo

• 14/04 – Os Imperdoáveis

• 21/04 – O Poderoso Chefão – Parte I

• 28/04 – O Poderoso Chefão – Parte II

• 05/05 – O Poderoso Chefão – Parte III

• 12/05 – Laranja Mecânica

• 19/05 – Fargo

• 26/05 – Excalibur

Beto Richa, Luciano Ducci e Taniguchi são inimigos do Cinema Nacional e dos Cines Públicos de arte. Privatização da cultura?

Será que o que eles gostam mesmo são dos filmes da Xuxa?

Curitiba tinha vários cinemas público-estatais administrados pela Fundação Cultural de Curitiba, como os Cines Groff, Ritz e Luz, que passavam filmes brasileiros, filmes de arte não-comerciais e documentários.

O Cine Groff fechou em 2003, durante a gestão de Cassio Taniguchi (PFL, ex-ARENA e PDS, atual DEMO), ex-secretário de planejamento de Jaime Lerner e atual de Beto Richa. Seu vice era Beto Richa.

O Cine Ritz fechou em abril de 2005, durante a gestão do então prefeito Beto Richa (PSDB), cujo vice era Luciano Ducci (PSB), o atual prefeito.

O Cine Luz, o segundo cinema de Curitiba, fechou as portas dia 11 de novembro de 2009, durante a gestão do então prefeito Beto Richa (PSDB), que logo depois abandonaria o cargo para ser governador do Paraná, deixando o inexpressivo e desconhecido Luciano Ducci em seu lugar.

Sobrou apenas a Cinemateca como cinema público em Curitiba.

Recentemente a Gazeta do Povo fez uma matéria informando que o curitibano rejeita o cinema nacional.

Mas claro, como os moradores de Curitiba assistirão filmes nacionais, documentários, filmes de arte, se não existem cinemas públicos para isso? Cinemas públicos-estatais que não se interessem apenas com a bilheteria, apenas com o lucro, mas sim em difundir a verdadeira cultura cinematográfica em Curitiba?

O que Luciano Ducci, Beto Richa e Cassio Taniguchi fizeram para reverter essa vergonha? O caso dos fechamentos dos cinemas não deixa de ser uma privatização, pois repassou a responsabilidade cultural para cinemas privados, que preferem passar blockbusters estadunidenses e filmes nacionais comerciais “bobinhos” voltados apenas para crianças.

Com a palavra os citados…