“Pra quem não ta entendendo nada é o seguinte, depois de uma tarde incrivél, feliz, com um monte de gente se divertido de boa no largo, com crianças fantasiadas e muita muita alegria, a policia chegou DO NADA (não tava tendo nenhuma briga, nada que precisasse da policia) eles chegaram DO NADA com bombas e balas de borracha. Eu fiquei presa no bar brasileirinho, foi panico total, tinha criança chorando assustada, tinha mãe em desespero, e de lá de dentro, apertados com as portas fechadas, a gente só ouvia o barulho das bombas ou tiros sei lá o que era aqui, ninguem sabia o que tava acontecendo. Quando abriram as portas do bar, encontrei minha amiga Isadora Terra aos prantos pq o pai dela (depois de alegrar td mundo a tarde inteira tocando no bloco) levou um tiro de borracha no pé e estava ali na nossa frente sangrando. Vimos tmb um menino de aproximadamente 4 anos sangrando. do nada ja tinha imprensa. Esse bloco é uma grande felicidade, eu não sei que tipo de boicote é esse que a prefeitura ou sei la quem vem tendando, não faz o menor sentido. Foi isso que aconteceu. E ae? e agora?”
Uma intervenção da Polícia Civil e Militar, comandada pelo Governo Beto Richa (PSDB), após a apresentação do bloco pré-carnavalesco Garibaldis e Sacis, no Largo da Ordem, em Curitiba, capital do Paraná, terminou de forma violenta, com pelo menos quatro pessoas hospitalizadas, com registros de vários outros feridos.
Neste domingo, por volta das 21 horas, o bloco, que não tem apoio do Município ou do Estado, já havia encerrado a apresentação, mas milhares de pessoas ainda permaneciam no local público. O local tinha pouco policiamento, e um ou outro folião deve ter exagerado na bagunça, quando policiais da Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais (Rone) começaram a dispersar a multidão, disparando balas de borracha e bombas de gás nos foliões que apenas estavam se divertindo, com crianças, mulheres gravidas e cadeirantes. Houve corre-corre e pessoas foram pisoteadas no tumulto.
Os foliões ficaram indignados e questionaram os policiais pela truculência e agressividade.
O governo do agora tucano Alvaro Dias ficou famoso por mandar bater nos professores, o do DEMO Jaime Lerner por bater nos sem-terras. Agora é a vez do governo do tucano Beto Richa ficar marcado como espancador de foliões do pré-carnaval.
Nas redes sociais a população está indignada com o governo e polícia, já pedindo a cabeça do Secretário de Segurança, Reinaldo de Almeida César, uma vez que esse é o terceiro acontecimento nos últimos dez dias que revelam um cenário preocupante na segurança pública do Estado: cassino-prostíbulo e a preocupante nota da secretaria, a não atuação na saída do jogo do Atlético Paranaense e o vexame do Largo da Ordem mostram que algo está errado.
Políticos já perderam eleições por causa das seguintes cenas. É possível escutar ao fundo “polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia”:
Beto Richa, delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius Michelotto, e o secretário da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César Sobrinho
O governador Beto Richa (PSDB) disse hoje que a morte nesta quarta-feira de um policial militar do Rio Grande do Sul, Ariel da Silva, por policiais civis do Paraná foi uma “fatalidade”. Segundo o dicionário Houaiss, fatalidade é “destino que não se pode evitar”.
Se a Polícia Civil tivesse avisado da operação dos policiais civis paranaenses no Estado do RS, isso evitariam a morte do policial gaúcho? Sim! Então não é fatalidade governador Carlos Alberto!
Segundo o portal G1, o secretário da Segurança do Rio Grande do Sul, Airton Mitchels, disse ter recebido uma ligação do secretário da Segurança do Paraná, Reinaldo César, que pediu desculpas em nome do governo do estado pelos acontecimentos. O secretário não soube informar por que os integrantes da Polícia Civil do Paraná não avisaram sobre a operação em Gravataí e se colocou à disposição para ajudar na investigação.
Conforme o portal G! o Poder Judiciário do Estado do RS acolheu pedido da Promotoria de Justiça Criminal de Gravataí e determinou a prisão temporária dos três policiais civis paranenses suspeitos de matar o policial militar Ariel da Silva. Segundo o promotor André Luís Dal Molin Flores, os agentes não teriam apresentado argumentos convincentes sobre o episódio.
No Paraná, segurança pública eficiente apenas nas ações de marketing do governador Beto Richa (PSDB).
Principal bandeira do governo Beto Richa (PSDB), pelo menos como produto de marketing, o choque de gestão do governo não vem dando certo. Os índices de violência continuam altos e pela primeira vez um sequestro investigado pelo Grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial) resulta em morte da vítima, desde sua criação em 1990, conforme matéria da Gazeta do Povo.
Os policiais paranaenses foram ao estado do RS resgatar duas vítimas de sequestro sem avisar as autoridades locais, o que acabou resultando na morte de um dos sequestrados e de um policial gaúcho.
O governador do Rio Grande do Sul, meu xará Tarso Genro (PT), fez duras críticas à atuação da Polícia Civil do Paraná no Estado, lamentou os episódios ocorridos e classificou como ilegal e irresponsável a operação dos policiais comandados pelo Governo Beto Richa.
Beto Richa, quando assumiu o poder no começo do ano, transferiu o então delegado-chefe do Tigre Riad Farhat e colocou em seu lugar Renato Bastos Figueiroa.
A Secretaria de Segurança do Paraná, comandada por Reinaldo de Almeida César, homem de confiança de Beto Richa, defendeu em nota oficial a atuação dos policiais paranaenses.
Em visita ao Paraná, o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, manifestou interesse do governo israelita em apoiar o Paraná nas ações de segurança pública. Sztulman foi recebido nesta terça-feira (22) pelo vice-governador Flávio Arns e pelo secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César. Foto: JFOgura - Vice-governadoria do PR
Conforme o portal do Governo Bito Richa (www.aen.pr.gov.br), em visita ao Paraná, o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman, manifestou interesse do governo israelita em apoiar o Paraná nas ações de segurança pública, quando recebido ontem (22.02) pelo vice-governador Flávio Arns e pelo secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César.
Que eu saiba a principal ação de segurança de Israel, nos últimos anos, foi a construção do Muro da Cisjordânia, de até 8 metros de altura, que separa o Estado de Israel dos territórios da Cisjordânia ocupados por palestinos.