Alguns deputados riam após o Massacre do Centro Cívico

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Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

 

“Parei para transmitir algumas fotos para o jornal e ao cair da noite percebi pelos alto-falantes do prédio anexo que a sessão continuava normalmente dentro do plenário, fui até lá e o cenário que encontrei foi de um dia normal de votação, sem que nada tivesse acontecido lá fora, deputados agiam normalmente, se cumprimentando e alguns inclusive com um sorriso no rosto, fotografei porque era muito contrastante ter vivido horas de conflito e presenciar a normalidade dentro do prédio. Não suportei ficar…”

Daniel Castellano – Gazeta do Povo

As contradições do líder governista Romanelli

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O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB) é a contradição em pessoa.

Foi líder do governo na gestão de Roberto Requião (PMDB), um governo social, e agora é líder do governo Beto Richa (PSDB), que prega o neoliberalismo.

Durante o governo Requião, um governador inimigo dos pedágios privados, o advogado passava sem pagar (e ensinava na internet como fazer – veja o vídeo aqui) as cancelas de pedágio; e agora defende um governo que é amigo dos pedágios.

O londrinense de formou recentemente em Direito pela UniBrasil e contou com aulas dos maiores constitucionalistas do Brasil.

Mas agora seu chefe, Carlos Alberto Richa, mandou e ele obedeceu: está defendendo que projetos que vão precarizar ainda mais a Administração Pública paranaense e retirar direitos dos servidores sejam votados em Comissão Geral na Assembleia Legislativa do Paraná.

Comissão Geral é um artifício que só existe na AL do Paraná que permite a redução do interstício entre as discussões dos projetos, com a realização de sessões ordinária e extraordinárias no mesmo momento. É previsto no Regimento Interno da Casa (art. 107), para agilizar a tramitação dos projetos, mas é totalmente inconstitucional segundo vários juristas, pois retira a discussão democrática que deve existir no Parlamento.

Hoje Romanelli justificou para a imprensa (eu estava lá como autor do Blog do Tarso) que é contra a Comissão Geral, mas a defende agora por causa da situação emergencial que vive o Estado. Situação emergencial? Como assim? Richa já está quatro anos no Poder. Se o Estado está quebrado a culpa principal é de Richa e de seu governo. Não é possível que um governante haja com desídia para depois querer justificar uma atuação excepcional por emergência. É uma burla do ordenamento jurírico e esse governante deve ser responsabilizado.

Um ex-aluno meu, atual deputado estadual do Paraná, assinou documento pela Comissão Geral. Uma vergonha para mim.

Os grandes constitucionalistas que foram professores de Romanelli também devem estar tristes com a atuação de seu ex-aluno.

ObsCena: pmdbistas do rabo azul

Gestão Beto Richa causa caos na Agência do Trabalhador

Segundo a rádio bandNews, vários cidadãos estão reclamando do atendimento na Agência do Trabalhador. As pessoas que procuram trabalho aguardam horas sem serem atendidas.

O problema é que o governo estadual está substituindo terceirizados e não está treinando os novatos. A agência é gerida pela Secretaria do Trabalho e Emprego, que é comandada por Luiz Claudio Romanelli. Ele é deputado estadual licenciado (PMDB), e era líder do governo de Roberto Requião (PMDB), mas de tanto gostar do poder se manteve no governo neoliberal de Beto Richa (PSDB).

Mais um exemplo do choque de gestão tucano?

Salário mínimo regional: Emenda de deputados da base de apoio do governo Beto Richa é traição, diz CUT

Romanelli e seu patrão, o Beto Richa.

O Conselho Estadual do Trabalho, órgão paritário composto por goveno, empresários e trabalhadores, propôs um anteprojeto de lei do que reajusta em 10,32% o salário mínimo regional. Mas os deputados estaduais aliados do governo Beto Richa (PSDB) fizeram emenda que retira do texto a previsão de um aumento real de 5,1% para 2013, o que irritou as centrais sindicais, que acusam o governo de traição.

Pressionados pelos empresários, os deputados que fazem o jogo do grande capital apresentaram a emenda.

O secretário estadual do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli disse que o governo mantém a proposta do Conselho. Mas declarações de Roma­nelli não convenceram o presidente da Central Única dos Trabalhadores no Paraná – CUT/PR, Roni Barbosa, que disse para a Gazeta do Povo: “Esperamos que o governo honre sua palavra e que o projeto seja aprovado. (…) É lamentável essa postura de dubiedade em relação aos projetos de interesse dos trabalhadores. Se a emenda passar, será um ato de traição às vésperas do 1.º de maio”.

O “sabonete” líder do governo na Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), não sabe o que fazer.