Banco Mundial: redução da pobreza no Brasil e América Latina

Da Fundação Perseu Abramo

Relatório do Banco Mundial discute os avanços na América Latina e Caribe, especialmente na diminuição pela metade dos índices de pobreza na região, queda da desigualdade e o maior crescimento econômico do mundo da população classificada como os 40% mais pobres.

Em estudo de caso mais detalhado entre os países, o relatório mostra que o Brasil quase eliminou a pobreza extrema na última década, tendo quase 25 milhões de brasileiros saído da pobreza extrema ou moderada, sendo a queda maior nos estados com maiores taxas de pobreza. Ainda, segundo o estudo, 1 em cada 2 latino-americanos que saiu da pobreza na última década era brasileiro, tendo a pobreza caído mais rápido no Brasil que na região. O relatório destaca como motivadores da redução da pobreza no Brasil as tendências positivas de crescimento após 2001, um crescimento econômico focado nos pobres e um mercado de trabalho dinâmico.

Os dados do relatório também são interessantes por analisar a queda da pobreza em termos regionais dentro do país, como mostra o gráfico abaixo, em que se percebe uma convergência entre os níveis de pobreza, com os estados com os níveis mais altos apresentando quedas maiores.

Pobreza por estado (%), Brasil, 2001 (barras) – 2012 (em amarelo)

Fonte: Banco Mundial, 2015

No entanto, o relatório mostra que ainda 18 milhões de brasileiros vivem na pobreza e a desigualdade no país é maior que a da região (que já é conhecida por ser uma das mais desiguais do mundo): no Brasil, o 1% mais rico tem renda maior (13% da renda total) que a dos 40% mais pobres (11% da renda).

O relatório mostra que serão necessárias novas medidas para avançar com a redução da pobreza e melhoria do bem estar na América Latina, pois a desaceleração econômica e queda das rendas têm afetado a região.

Gleisi comemora redução da pobreza no Brasil graças a Lula e Dilma

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A candidata ao governo pela Coligação Paraná Olhando Pra Frente, Gleisi Hoffmann, comemora a redução no índice de pobreza do país. De acordo com estudo do Banco Mundial, a pobreza crônica no Brasil, que considera privações além da renda, caiu de 6,7% para 1,6% da população no período de oito anos – entre 2004 e 2012 –, segundo estudo do Banco Mundial. A queda é de 76%.

Gleisi destaca que o resultado do estado é reflexo das políticas sociais dos governos Lula e Dilma, como o Plano Brasil Sem Miséria, organizado de forma a enfrentar a pobreza em suas diferentes dimensões, garantindo renda, mas também cuidando de melhorar as oportunidades para inserção econômica dessas famílias, assim como o seu acesso a serviços.

“O processo de ascensão social dos mais pobres, iniciado com o nosso querido presidente Lula, está acelerado, fazendo do Brasil uma nação dominantemente de classe média. Nos últimos anos, os governos do PT conseguiram tirar 36 milhões de pessoas da extrema pobreza; outros 42 milhões de brasileiros ascenderam à classe média. A verdade é que nós estamos mudando a nossa realidade e as nossas políticas sociais são exemplo para todo o mundo”, comemora Gleisi.

O estudo foi apresentado por economistas do Banco Mundial e considerou pobres de renda aqueles que ganham até R$ 140 mensais. O valor é maior do que a linha de extrema pobreza brasileira, de R$ 77 mensais (equivalente a US$1,25 diário). Se a pobreza crônica considerasse apenas a população em situação de miséria, o percentual da redução seria ainda menor do que o 1,6% da população identificada pelos autores do trabalho.

O trabalho, focado na pobreza multidimensional, considerou, além da renda, sete dimensões da pobreza: se as crianças e adolescentes até 17 anos estão na escola, os anos de escolaridade dos adultos, o acesso à água potável e saneamento, eletricidade, condições de moradia e, finalmente, a bens, como telefone, fogão e geladeira.

A pobreza é considerada crônica quando são registradas privações em pelo menos quatro das sete dimensões. O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).