Quinta (30) receberemos Irene Nohara e Adriana Schier sobre Mulheres e Direito Administrativo

Na quinta-feira, dia 30.07, às 19h, o Prof. Dr. Tarso Cabral Violin receberá as juristas Irene Nohara e Adriana Schier, no seu programa “Estado e Administração Pública em Debate”, que será transmitido na página do Facebook e no canal do Youtube do Instituto Edésio Passos, com o tema Mulheres Juristas no Direito Administrativo. Irene Nohara é Advogada, Escritora, Palestrante, Livre-Docente e Doutora pela USP e Professora da Mackenzie. Adriana Schier é Advogada, Escritora, Palestrante, Doutora pela UFPR, Pós-Doutora pela PUCPR e Professora do UniBrasil e Instituto Bacellar. O Professor Tarso é Advogado, Mestre e Doutor (UFPR), Professor de Direito Administrativo e Sócio-Fundador do Instituto Edésio Passos.

Você pode acessar o canal por aqui: http://www.youtube.com/c/InstitutoEdésioPassos

Ou pelo Facebook:

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Esperamos você!

“As Sufragistas” deve ser assistido por todos que não dão valor ao voto

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O ótimo filme inglês “As Sufragistas” foi lançado dia 24 de dezembro de 2015 no Brasil, mas em Curitiba ainda não chegou. Será que nossa cidade não dá valor para um filme que defende a Democracia, a igualdade de gênero e social e a importância dos movimentos sociais?

Suffragette, com as marcantes atrizes Carey Mulligan, Meryl Streep e Helena Bonham Carter, mostra o drama de mulheres que lutavam na Inglaterra, no início do século XX, pelo direito ao voto. Eram mulheres que não tinham poder sobre seus filhos, sofriam assédio sexual no trabalho, ganhavam menos do que os homens e não eram escutadas pela imprensa e pela sociedade. E ainda eram reprimidas pelo governo e pela polícia.

Ao final o filme mostra o nome de vários países e o ano nos quais o voto feminino foi promulgado, inclusive o Brasil.

Em nosso país o voto feminino foi garantido em 1932 com Getúlio Vargas, após a Nova Zelândia, que garantiu o voto das mulheres no século XIX (1893) e alguns outros países, como a Rússia, que com a Revolução socialista de 1917 garantiu o voto feminino.
No Brasil por meio de Decreto 21.076/32, o voto feminino no Brasil foi assegurado,mas somente às mulheres casadas, com autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria. Em 1934 as restrições ao voto feminino foram eliminadas, mas a obrigatoriedade do voto era apenas para os homens e, apenas em 1946, a igualdade formal foi total.

Um fato interessante na história é que a professora Celina Guimarães Viana conseguiu seu registro para votar no Rio Grande do Norte, em Mossoró, em 1927. No mesmo estado foi eleita a primeira prefeita do Brasil, em 1929, Alzira Soriano elegeu-se na cidade de Lages. Mas há registros de que uma mulher que conseguiu o alistamento eleitoral logo após a proclamação da República, para participar das eleições da nova Assembleia Constituinte. Ela invocou a “Lei Saraiva”, promulgada em 1881, que determinava direito de voto a qualquer cidadão que tivesse uma renda mínima de 2 mil réis (algumas informações do TRE-ES).

Em 2010 elegemos a primeira mulher presidenta, Dilma Rousseff (PT), mas ainda falta um número maior de mulheres no Parlamento. A Lei 9.100/1995 determinou que pelo menos 20% das vagas de cada partido ou coligação deveriam ser preenchidas por candidatas mulheres, a Lei 9.504/1997 (Lei das Eleições) determinou o percentual mínimo de cada sexo fosse de 25%, e hoje o percentual é de 30%. A Lei n° 12.034/2009 instituiu novas disposições na Lei dos Partidos Políticos (Lei n° 9.096/1995) de forma a privilegiar a promoção e difusão da participação feminina na política.

Mas o caminho é longo para uma igualdade de fato.

É uma pena que muitas pessoas, hoje, principalmente os jovens, não deem valor para o direito ao voto e para a Democracia.

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Mulheres na bancada do JN: Globo se orgulha por algo que até o SBT fez há muitos anos

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O Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão acaba de informar que as duas apresentadoras de hoje, Patrícia Poeta e Sandra Annenberg, são as duas primeiras mulheres a apresentarem o telejornal, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Seria isso um motivo de orgulho?

Não me lembro de isso já ter ocorrido em períodos mais antigos, mas no mínimo, o SBT já fez isso no início dos anos 2000.

As ex-participantes do reality show Casa os Artistas, a modelo Analice Nicolau e a jornalista Cynthia Benini, que já haviam feito ensaios sensuais, apresentavam o Jornal do SBT.

Não vou discutir a má qualidade das apresentadoras da TV do Sílvio Santos, mas isso mostra que não há nada de inovação por parte da Globo em pleno ano de 2014.

Há algum tempo o próprio telejornal da Rede Record, “Fala Brasil”, era apresentado pelas âncoras Roberta Piza e Carla Cecato.

Não gosto das duas apresentadoras globais, mas sem dúvida elas são menos piores do que o Willian Bonner. Vamos lançar a campanha #NãoVoltaBonner?

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Número de delegadas na Polícia Civil do RS saltou de 14% para 27,6%

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O número de delegadas na Polícia Civil do Rio Grande do Sul saltou de 14% para 27,6%. Mais de 66 mulheres foram incorporadas via concurso público em 2010 e hoje são 144 delegadas. Na foto a delegada Andréia Nicotti na delegacia de Taquara/RS.

Livro conta histórias de mulheres pioneiras. Entrevista com Sonia Beatriz Leite Ferreira Cabral

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Ouça a entrevista com Sonia Beatriz Leite Ferreira Cabral, filósofa, pesquisadora de gêneros da UFPR, autora de eBook “Muitas histórias para contar”. Clique aqui.

Saia de Bici em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

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Amanhã (sexta-feira), 08 de março, é o dia Internacional da Mulher e as mulheres da ciclomobilidade irão se reunir para realizar a bicicletada; Saia de Bici. A concentração será as 18h00 na Praça da Mulher Nua (19 de dezembro), em frente ao Passeio Público.  A ideia é passar pelos eventos que estarão acontecendo pelo centro da cidade dirigindo a bicicleta, veículo historicamente relacionado a emancipação da mulher, já que foi o primeiro a ser utilizado por elas sem o acompanhamento de um homem, isso lá no século XIX. Autonomia e empoderamento são as grandes vantagens que a bicicleta pode proporcionar a mulher ciclista.

O convite se estende aos homens também, e a proposta é enfeitar as bicicletas e marcar presença também nos demais movimentos no enfrentamento a violência contra a mulher. No final do circuito a parada será na inauguração da Secretaria de Políticas Públicas para mulher, ato a ser realizado no Memorial de Curitiba. E ai, saia de bici você também!!!

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Pesquisadora lança eBook para falar sobre a trajetória das lutas e conquistas femininas

“Muitas histórias para contar” da pesquisadora e autora Sônia Beatriz Cabral narra a partir de um enredo ficcional histórias de personalidades femininas como Chiquinha Gonzaga, Pagu, entre outras, que se destacaram como exemplos de resistência e combatividade em defesa da equidade de gênero.

Segundo a pesquisadora, a história da mulher, quando abordada de forma romanceada, possibilita uma maior identificação das leitoras com as dores, alegrias e desafios de mulheres reais e oportuniza a reflexão e desconstrução de preconceitos e estereótipos que reproduzem uma concepção limitadora acerca da atuação da mulher na sociedade.  Essa abordagem enfatiza não apenas as formas de discriminação, os preconceitos e as violências das quais as mulheres foram vítimas, mas, sobretudo as estratégias de que elas lançaram mão para reverter essa condição.

Sinopse:

“Muitas histórias para Contar”

Gabi vai visitar sua avó que vive numa cidade do interior, e recebe o álbum com recortes de jornais e revistas que ela colecionara quando criança. O álbum desperta em Gabi o interesse em conhecer como viviam as mulheres no inicio do século passado. A partir daí, muitas histórias são contadas sobre as mulheres pioneiras que ousaram questionar a sociedade e lutaram para garantir seus direitos. O ritmo da narrativa é quebrado quando Gabi é procurada por Luisa, sua melhor amiga. Luisa precisa de ajuda para desvendar o caso de um homem misterioso que, desde o falecimento de seus pais, tem telefonado constantemente para sua avó.

Mais sobre a autora

Sônia Beatriz Leite Ferreira Cabral é filósofa, especialista em literatura infanto-juvenil e pesquisadora sobre representação da personagem feminina no discurso literário.  Participou de projetos que visam incentivar o gosto pela leitura e proferiu palestras para subsidiar os professores com a intenção de, a partir do texto literário, promoverem uma reflexão sobre as questões de gênero em sala de aula.

Editora Simplissimo
O livro é veiculado pela Editora Simplissimo, especializada em e-books. Além destes títulos, a autora também escreveu “Bate Papo com Elizabeth Bishop’ e “Blog da Bel”, ambos baseados em pesquisas de gênero. Todos os títulos podem ser encontrados no site da Apple:

https://itunes.apple.com/br/book/muitas-historias-para-contar/id571895795?mt=11

Serviço

E-book Muitas histórias para contar

Editora Simplissimo

Autora: Sônia Beatriz Leite Ferreira Cabral

Em 1967 mulher quebra as normas estabelecidas e termina a primeira maratona, até então reduto dos homens

Do Facebook de Danielle Wobeto de Araujo

Mulher desafiou as normas estabelecidas e em 1967 foi a primeira mulher a correr uma maratona, que até então era exclusiva para homens. Se escreveu como KV Switzer. Kathrine passou para a história quando um dos juízes se deu conta e tentou detê-la, mas outros corredores o impediram e a escoltaram até a chegada, com um tempo de 4h20min.