
Hoje a Dona Marisa Letícia raspou a barba e o cabelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antecipando a queda causada pela quimioterapia usada em seu tratamento contra o câncer de laringe. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.
O Ex-Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, foi diagnosticado pelo Hospital Sírio-Libanês com tumor (câncer) na laringe. Por enquanto ele será tratado com quimioterapia.
O vídeo acima é o do seu aniversário de 66 anos que ocorreu no último dia 27.
Força e muita saúde para o maior presidente do Brasil de todos os tempos.
Veja o resultado final da enquete: “De qual(is) político(s) é importante o apoio para que você defina seu voto nas eleições para Prefeito de Curitiba?”:
| Gleisi Hoffmann (PT) | 14% | ||
|---|---|---|---|
| Dilma Rousseff (PT) | 13% | ||
| Lula (PT) | 12% | ||
| Roberto Requião (PMDB) | 10% | ||
| Beto Richa (PSDB) | 9% | ||
| Osmar Dias (PDT) | 8% | ||
| nenhum | 8% | ||
| Marina Silva (sem partido) | 5% | ||
| Álvaro Dias (PSDB) | 4% | ||
| Heloísa Helena (PSOL) | 4% | ||
| FHC (PSDB) | 3% | ||
| Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) | 3% | ||
| outros | 3% | ||
| Jaime Lerner (DEMO) | 2% | ||
| Eduardo Suplicy (PT) | 2% | ||
| José Serra (PSDB) | 1% | ||
| Aécio Neves (PSDB) | 0% |
Em nosso sistema eleitoral é quase impossível que alguém se torne presidente (ou presidenta) sem realizar amplas alianças políticas. E ninguém ou nenhum partido assume o poder em sua inteireza. O poder num Estado democrático é compartilhado entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, mercado e sociedade civil.
Além disso, mesmo dentro de partidos de centro-esquerda, como o Partido dos Trabalhadores, existem alas a direita, com ideologia muito semelhante a políticos de centro ou de direita.
FHC chegou ao poder com o apoio do grande capital, em aliança entre o PSDB e o então PFL. Fez um governo claramente neoliberal, com privatizações amplas nas mais variadas áreas. Chegou a vender empresas estatais estratégicas, entre elas a Telebrás e a Companhia Vale do Rio Doce. Queria ter privatizado a Petrobrás e o Banco do Brasil mas não conseguiu terminar seu plano radicalmente privatizante.
Lula e Dilma também chegaram ao poder com apoio de parte do grande mercado, mas não em aliança com partidos de direita. Mas é claro que não é apenas o PT que manda no governo, mas sim o conjunto de partidos da aliança, que não necessariamente têm posições favoráveis ao Estado Social e Democrático de Direito.
Lula apenas privatizou dois bancos em 2003 e realizou concessões de algumas estradas, mas com pedágio bem mais barato do que na época de FHC ou dos demotucanos nos estados de São Paulo e Paraná, por exemplo.
Na saúde o modelo de Lula era o das empresas estatais ou fundações públicas de direito privado, modelos que não podem ser confundidos com privatizações. Seriam hospitais públicos ainda geridos pelo Estado, ao contrário do modelo das privatizações via Organizações Sociais de FHC e governos tucanos.
Dilma vai privatizar algumas estradas e aeroportos. Na verdade é uma privatização em sentido amplo, é uma concessão de serviços públicos, em que não existirá a venda de empresas estatais.
Num governo democrático a pressão de grupos de interesse são legitimanente levados em conta na tomada de decisões, e com a mídia todo o dia cobrando a privatização das estradas e aeroportos seria difícil o governo segurar essas concessões.
Entendo que os partidos de centro-esquerda, como o PT, mesmo em governos que privatizam, mas de forma não radical, ainda podem manter as bandeiras anti-privatização. Mas nas eleições não vão poder mais chamar os tucanos de privatizadores, mas apenas de “radicalmente” privatizadores.
Em matéria da Folha de S. Paulo de 21/09/2011, divulgada pelo Blog do Esmael, pesquisa contratada pelo próprio PSDB aponta que 31% dos brasileiros acham que o governo FHC (PSDB) foi mais corrupto, contra 21% que viram mais corrupção sob Lula (PT).
Talvez apenas nas privatizações russas tenha ocorrido mais corrupção.
Veja a matéria da “insuspeita” Folha de S. Paulo: Continuar lendo
O sociólogo Max Weber, que tanto estudou a Administração Pública burocrática (em seu sentido técnico, e não pejorativo) daria nota 10 para o Governo Lula (PT) e 0 (zero) para o Governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Weber ambicionava uma Administração Pública profissionalizada, democrática, eficiente, procedimentalizada, com servidores públicos concursados. Infelizmente o também sociólogo FHC privatizou e precarizou a Administração Pública, com a tentativa de aplicação do neoliberalismo-gerencial.
Conforme notícias de hoje na Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo, o Governo Lula (2003 a 2010) contratou três vezes mais servidores concursados do que FHC (1995 a 2002). O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) informa que foram admitidos 155.534 servidores por meio de concursos públicos na era Lula, enquanto 51.613 servidores foram admitidos durante a gestão FHC, no documento “Ocupação no Setor Público Brasileiro: tendências recentes e questões em aberto”.
E talvez a notícia mais importante: houve reforço de carreiras estratégicas do Estado, como advocacia pública, arrecadação, planejamento e regulação.
Isso significa uma diminuição da precarização da Administração Pública e provável diminuição de privatizações/terceirizações.
Veja a matéria completa da Gazeta do Povo: Continuar lendo
Hoje na Coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo
ESSA MENINA
Gilberto Carvalho diz à revista “Piauí” deste mês o que acha da saída do ex-ministro Antonio Palocci Filho da Casa Civil: “Melhorou muito o quadro aqui dentro [do Palácio do Planalto]”. Sem “demérito” para Palocci. E “do ponto de vista de distribuição de funções”. O secretário-geral da Presidência diz colocar suas fichas em Gleisi Hoffmann, escolhida para substituir Palocci: “Aposto nessa mulher. Vamos ouvir falar muito nessa menina”.
NO EIXO
Carvalho diz também que, enquanto a presidente Dilma Rousseff tem reação “visceral” contra “a mediocridade, o desvio, o desmando”, o ex-presidente Lula é “mais macunaímico.
O combate à corrupção, no entanto, “tem de ser marginal”, afirma o secretário. “O eixo é outro”. E Dilma “tem consciência” disso.
Por Emir Sader (Blog do Emir no Carta Maior)
O fim do governo Lula sinaliza um momento propício para um balanço do significativo debate diante da fisionomia inicial assumida pelo governo, responsável por rupturas que configuram o campo da esquerda brasileira desde então.
Daqui a pouco, aqui no Espaço Cultural Calamengau, às 17h, o ex-Presidente Lula vai falar para os catadores de materiais recicláveis de Curitiba e para os demais cidadãos que pretendam ver de perto o ex-Presidente. Está presente a Dr.ª Margaret Matos de Carvalho, Procuradora do Ministério Público do Trabalho, a grande incentivadora em Curitiba pela organização dos catadores.
O Calamengau fica na Rua Dr. Roberto Barroso, 1190, esquina com Tapajós.
O ex-Presidente Lula estará em Curitiba na quinta-feira, dia 09, para participar da Marcha de Mobilização dos Catadores de Materiais Recicláveis. A marcha começará às 14h na Praça Nossa Senhora de Salette e às 17h a marcha ruma para o Espaço Cultural Calamengau, no São Francisco, onde Lula discursa. Lula ainda se reunirá com lideranças do Estado para tratar da reforma política.