Derosso renuncia à presidência da Câmara Municipal de Curitiba

Derosso, sua esposa, pivô dos escândalos, e o governador Beto Richa

Agora é definitivo. Após vários escândalos, João Cláudio Derosso (PSDB) acabou de renunciar à presidência da Câmara de vereadores de Curitiba. Ao perder apoio de seu próprio partido, o tucano entregou agora a carta de renúncia, para evitar ser cassado pelos seus pares. Próximo passo: perda do cargo de vereador, por cassação, ou não reeleição na próxima eleição de outubro.

Derosso seria o vice de Luciano Ducci (PSDB) na eleição de outubro, mas seu antigo amigo Beto Richa decidiu que ele deveria pedir a renúncia. Dar os anéis para não perder os dedos! Mesmo assim Luciano Ducci perderá muitos votos com o escândalo.

Dizem que seus colegas de partido Valdir Rossoni e Delegado Francischini estão soltando fogos.

Beto Richa e Luciano Ducci promovem despejo de centenas de trabalhadores no Sabará/CIC em Curitiba

Marcelo Borges - Banda B

Fotos de Marcelo Borges - Banda B

Do PSTU Curitiba

GOVERNOS RICHA (PSDB) E DUCCI (PSB) PROMOVEM DESPEJO DE CENTENAS DE TRABALHADORES NO SABARÁ/CIC, EM CURITIBA

Na madrugada de hoje (12/03), cerca de 400 soldados da Polícia Militar do Paraná, além da Guarda Municipal de Curitiba, iniciaram um processo de despejo de cerca de 600 famílias que ocupam, desde o dia 18 de fevereiro, uma área localizada na região do Sabará – na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Segundo a  prefeitura, a região pertence à empresa de economia mista Curitiba S.A., porém, a área, de aproximadamente de 100 mil metros quadrados, estava abandonada pelo poder público municipal havia 30 anos, sem nenhum tipo de planejamento para sua utilização através da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab).

A ação da Polícia Militar paranaense é de inteira responsabilidade do governador Beto Richa (PSDB) e do prefeito Luciano Ducci (PSB), que, ao invés de apresentarem soluções de moradia digna ao povo trabalhador, atuam com violência policial, criminalizando o povo pobre. Definitivamente, trata-se de uma ação que visa colocar numa situação ainda mais precária centenas de trabalhadores que não possuem um teto para morar e que lutam por condições dignas de vida.
Na tarde de domingo, 11/03, os moradores da região do Sabará/CIC realizaram uma ampla assembleia para organizar os rumos do movimento. Desde a noite de domingo e durante toda a madrugada de hoje, os moradores estiveram sob a ameaça do cumprimento da ordem de despejo que se iniciou na manhã desta segunda-feira, 12/03. A exemplo do que ocorreu na ocupação do Pinheirinho em São José dos Campos (SP), a política do PSDB se repete em Curitiba, numa região da cidade completamente desassistida pelo poder público, sem educação e saúde de qualidade, sem planejamento de ocupação urbana do local, sem investimentos em infra-estrutura. O que se vê é mais uma ação policial que trata os trabalhadores como criminosos, sendo desalojados de suas casas, sem nenhuma política de destinação de casas às famílias através da Cohab.
Os moradores do local estão sendo desalojados de suas casas neste momento. Cerca de 300 crianças estão sendo vítimas de mais uma política policial do PSDB/PSB que, ao invés de investir em educação, saúde e moradia de qualidade, atua de modo truculento, despejando-os de suas casas e oferecendo-lhes uma condição de vida ainda mais precária.
O PSTU tem acompanhado todo o processo de ocupação e, agora, de despejo das famílias, prestando assistência jurídica aos moradores que buscam abrir um canal de negociação com o poder público municipal e estadual. Até agora as autoridades municipais e estaduais não apresentaram nenhuma alternativa de negociação e a intervenção policial terá consequências desastrosas para o conjunto dos moradores.
Convocamos todas as organizações, movimentos e partidos que lutam em defesa dos trabalhadores a prestar solidariedade às famílias que estão sendo desalojadas de suas casas e a se somarem na luta em defesa destas famílias que buscam condições dignas de vida e moradia.
PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Maiores informações:
Avanilson Araújo, fone: (41) 9839-9416

Beto Richa e Luciano Ducci mantiveram contrato entre Curitiba e empresa da família Derosso

Na coluna de Celso Nascimento, hoje na Gazeta do Povo

Ligações perigosas

Impossível, no entanto, evitar que sejam apagados outros sinais da histórica ligação de João Cláudio Derosso com o grupo que comanda há anos a prefeitura e a política municipal. Esses sinais podem ser encontrados até no Diário Oficial da prefeitura, onde se repetem desde 2006 os aditivos que mantêm a empresa Laine Manutenção de Áreas Verdes como contratada do município para recolher das ruas restos vegetais deixados por podas, jardinagens ou ventanias.

A Laine é da família Derosso. Do contrato social não consta o nome do vereador João Cláudio, mas de dois parentes que carregam o mesmo sobrenome. Além disso, a empresa se encontra instalada num terreno de 4 mil metros, no bairro do Xaxim, de propriedade do vereador, conforme a declaração de bens que registrou na Justiça Eleitoral.

O contrato com a Laine já venceu há muito tempo e uma nova licitação deveria ter sido realizada. Entretanto, manobras judiciais têm obrigado a prefeitura, desde os tempos em que era comandada por Beto Richa, a fazer sucessivas prorrogações por meio de aditivos, os quais, além do prazo, também reajustam os valores pagos à empresa.

Atualmente, segundo o último aditivo, firmado em dezembro passado e válido para um bimestre, a fatura devida à Laine ficou em R$ 2.947.379,65 pela incumbência de fazer a coleta de resíduos vegetais da região sul da cidade. Da região norte, a empresa responsável é a Viaplan, que tem merecido o mesmo bom tratamento dispensado à Laine.

Luciano Ducci não cobra das concessionários do transporte coletivo a melhoria no serviço público

Luciano Ducci e o casal real Beto e Fernanda Richa andando de ônibus. Povo de pé, "autoridades" sentadas.

Gazeta do Povo de segunda-feira

Metas de qualidade não foram atingidas

Apontado como uma das principais inovações presentes na licitação do transporte coletivo de Curitiba (do final de 2009), o controle de qualidade estipulada no edital e no contrato de concessão ficou apenas no papel. Um ano e três meses de­­pois do início de operação do sis­­­tema, as metas e obrigações que deveriam garantir a me­­lhoria do serviço nem se­­quer estão sendo cobradas oficialmente das empresas.

O contrato de concessão prevê que, no prazo de um ano, os consórcios responsáveis pelo transporte coletivo deveriam cumprir metas para cinco itens de controle de qualidade, como cumprimento de viagens no horário programado, satisfação dos usuários e liberação de vistorias (leia mais nesta página). Caso os indicadores mínimos não fossem atingidos a cada mês, as empresas poderiam sofrer um desconto de 0,6% na arrecadação, para ca­­da item.

O prazo para o atendimento das metas venceu em novembro do ano passado. A Ur­­banização de Curitiba (Urbs), que gerencia o sistema, defende que algumas das metas já foram atingidas, como a liberação de vistorias e autuações. No entanto, reconhece que outros indicadores, como os que tratam da regularidade dos ônibus e reclamação dos usuários, ainda estão abaixo das metas. Mesmo assim, nenhum desconto, como estipulado no contrato, foi feito.

Explicação

A Urbs faz a mea-culpa e defende que parte das metas não foi atingida por “fatores externos”. Se­­gundo o gestor de Operação do Transporte Cole­­tivo da Urbs, Luiz Filla, o cálculo dos indicadores de qualidade só deverá ser feito após a conclusão de alguns projetos tidos como essenciais para a melhoria da circulação viária no município, como a Central de Controle Operacional (CCO), sistema que irá controlar em tempo real a regularidade das linhas.

O diretor de Transporte da Urbs, Antônio Carlos Pereira de Araújo, também reconhece que o prazo de um ano para o atendimento das metas acabou não sendo suficiente para as empresas. “A dificuldade maior é que juntaram dez empresas completamente diferentes, umas muito boas, outras razoáveis, outras ruins. Então, os consórcios estão se adaptando”, afirma. (RW)

Luciano Ducci e seu ex-futuro-vice Derosso nos ônibus de Curitiba

Luciano Ducci não sabe negociar e guardas municipais podem entrar em greve em Curitiba

CARTA ABERTA

Caro Sr. Prefeito de Curitiba
Luciano Ducci

Nós guardas municipais estamos passando por um momento muito delicado em nossa carreira, e de certa forma, em nossas vidas.
Recentemente nosso contrato de trabalho foi alterado pela Administração, e consequentemente nossa escala de trabalho.
Com esta alteração, nós guardas municipais, fomos prejudicados com a redução de nossos vencimentos de forma abrupta, causando uma insatisfação generalizada em nossa base.
Isso se deu através da redução das horas extras que há muitos anos compunham uma parte de nossos rendimentos, e que eram laboradas obrigatoriamente mesmo contrariando o edital de concurso público.
Repentinamente estas horas foram suprimidas, ocasionando uma perda remuneratória de R$ 650,00 em média para cada servidor que cumpre esta escala.
Esta perda está sendo suportada com muito sacrifício por nós guardas municipais que, em virtude do ocorrido, estão atrasando aluguéis, financiamentos, inclusive contas de luz e água, que são essenciais a sua dignidade e de sua família.
Recentemente, a Administração e Guarda Municipal percebendo a movimentação dos guardas para uma provável GREVE se reuniram na prefeitura. E logo foi anunciado extra oficialmente uma reposição de R$ 300,00 no vencimento base em duas parcelas de R$ 150,00, sendo a primeira para junho e a segunda para dezembro.
Infelizmente Sr. Prefeito, esta medida paliativa não repõe o valor real de redução de rendimentos, e desta forma, levando os profissionais da Guarda Municipal a uma insatisfação e descrédito para com a Administração e o Comando da Guarda Municipal.
Nossos chefes (Chefes de Núcleos – FG-5) vivem nos pedindo um voto de confiança, porém não são votos de confiança que paga nossas contas e coloca comida na boca de nossa família.
Os produtos de primeira necessidade estão com os preços cada vez mais elevados, tornando o salário do guarda municipal cada vez mais defasado.
Infelizmente, estamos percebendo menos que dois salários mínimos para laborar uma grande quantidade de horas, e com a responsabilidade de proteger nossos cidadãos e a nossa cidade. Infelizmente, muitas outras Guardas Municipais de cidades bem menos expressivas do que nossa capital que é a 4ª economia do Brasil, está com vencimentos básicos para os seus agentes da Guarda Municipal superiores aos nossos.
Com a desvalorização que sentimos, muitos de nossos companheiros estão deixando à carreira, tornando nossa missão muito mais difícil.
Estamos atravessando um dos piores momentos de toda história da Guarda Municipal e é mais que justo e necessário que nossa situação seja apreciada pela Administração.
Estamos a um passo de um movimento de GREVE, haja vista o grau de insatisfação de nós guardas municipais.
Portanto, em uma última tentativa de chegarmos a um consenso sem que seja necessária uma ação mais extrema, esperamos que o Senhor Prefeito, intercedendo pelos trabalhadores, possa buscar uma alternativa para recompor a perda dos rendimentos salariais dos guardas municipais, sendo que o que foi proposto não é a metade do que foi retirado com a alteração da escala e da nova forma de cálculo da folha ponto.
Outrossim, aguardamos uma nova proposta da prefeitura, que valorize àqueles que são os embaixadores azuis desta cidade.
Atenciosamente:

GUARDAS MUNICIPAIS DE CURITIBA
Curitiba, 27 de Fevereiro de 2012

Luciano Ducci mostra despreparo na greve do transporte coletivo e curitibano sofre com o caos

O prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB) está mostrando despreparo na negociação da greve dos motoristas e cobradores do transporte coletivo municipal de Curitiba.

Em entrevista na TV disse que não queria se manifestar sobre os salários de fome que recebem os motoristas e cobradores.

E a prefeitura também peca na fiscalização. Carros particulares cobrando pelo transporte de pessoas nos pontos dos ônibus, taxistas cobrando irregularmente a mais dos cidadãos, trânsito infernal sem os agentes da Secretaria de Trânsito para ajudar, etc. Tudo sob responsabilidade de Ducci, que terá grandes dificuldades para se reeleger nas eleições de outubro.

 

Luciano Ducci não terá o voto dos servidores públicos municipais

Servidores municipais de Curitiba querem limpar o grupo que está há mais de 20 anos no poder

Conforme matéria da Gazeta do Povo de sexta-feira, divulgada pelo Blog do Esmael Morais:

“Na avaliação do cientista político Ri­­cardo Costa de Oliveira, professor da Universidade Fe­­deral do Paraná (UFPR), o prefeito já considera o funcionalismo perdido para a campanha política. “A insatisfação do servidor é grande. Haverá pressão, mas Ducci deve priorizar a parte política, como tocar obras de pavimentação, em vez de corrigir distorções salariais”, diz. “O reajuste não compensaria o prejuízo causado ao longo dos últimos anos”.”

Juristas criticam ação da polícia paranaense no pré-carnaval de Curitiba

Tiago Recchia hoje na Gazeta do Povo

É hora de se modernizar

Ontem na Gazeta do Povo

Por Carolina de Castro Wanderley

Vou ao Garibaldis e Sacis há mui­­tos anos. Quase que desde o começo. E também me ba­­tem saudades dos tem­­pos em que eram poucos. Só que as coi­­sas mudam e o bloco, mais do que crescer, se democratizou

Se democratizando, como é lindo que seja, todo mundo é bem vindo. A gente pode até reclamar dos “manos”, mas eles também podem e têm o direito de gostar do que a gente gosta. A gente pode até torcer o nariz tipicamente curitibano, dizendo que existem figuras lá na festa que não seriam convidadas para uma festa na nossa casa. Mas a Praça Castro Alves é do povo, como o céu é do avião! Todo mundo tem direito! Então pare de coisa, carnaval é assim. Quer bloquinho seleto, faça o seu. No Rio tem centenas, cada um tem direito de criar o seu.

Sobre o tumulto. Muita gente junta, pode dar rolo. Jogo de futebol é assim, show de rock é assim, festa de ano novo na praia é assim. O pessoal do bloco já havia procurado apoio policial que, se houve, eu não vi com número digno de nota. E então o Garibaldis havia dito: todo mundo cuidando de todo mundo. Não significa cuidar da sua amiga que foi com você no carnaval, significa olhar todo mundo como companheiro de folia. Significa reconhecer o diferente como digno do seu respeito. Significa ser gente!

Deve mesmo ter havido um pes­­soal que fez alguma besteira lá no alto do Largo. Sim, em alguns pontos a gente sente o cheiro de ma­­conha. Sim, ficamos ligados com bolsas e evitamos tumultos e confusões. Sim, tem gente que en­­torta o caneco e faz besteira, principalmente aquele pessoal que vai para olhar ao invés de pular. Pulando o álcool evapora. Mas tu­­do bem, até os chatos e o pessoal que nem gosta de carnaval são bem-vindos.

Agora, o que parece claro e cristalino é que a reação da Polícia Militar foi arbitrária, desproporcional e ofensiva à população. Parece claro também que os rapazes da PM (sim, rapazes, devem lá ter os seus 22, 25 anos, podiam estar brincando o carnaval se não estivessem a serviço) estavam até mesmo nervosos e pouco à vontade com aquela ação. Mas mandaram que eles fizessem daquele modo. E eles fizeram, e tiraram aquela raiva toda sei lá de onde.

As instituições têm que se modernizar e atender à demanda de uma sociedade que não para. Repito: não adianta querer fazer o que acontece hoje caber no bloquinho de 13 anos atrás. Tem que dar suporte para o que o povo faz pacificamente. Tem que ter preparo para recolher o burrão jacu que jogou garrafa na viatura sem bater nem mesmo nele. Não, não sou policial, não sei como é lá na frente quando o bicho pega. Mas sei como deve ser. Na teoria e na lei.

Quem não aguenta com mandinga não carrega patuá. Quem não tem competência, não se estabelece – ou, se tem problema, desce o sarrafo.

Carolina de Castro Wanderley é advogada, especialista em Direito Cultural e foliã há duas décadas.

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Violência no pré-carnaval

Hoje na Gazeta do Povo

Por Adel El Tasse

A reunião pacífica de pessoas em locais públicos é um direito do cidadão e não pode ser atacada como se tivessem as autoridades alguma legitimidade para decidir quem sai às ruas e quem não sai

O pré-carnaval de Curitiba marca importante evento na agenda cultural da cidade, pois ainda que sempre se tenha afirmado que o curitibano não faz coro ao restante do país em sua paixão pela festividade popular, o fato é que uma parcela da população gosta da festa e tenta realizá-la com ordem e alegria, apesar de todos os tabus e dificuldades existentes para promovê-la, em um local em que previamente já gosta de se afirmar detentor de resistência ao evento.

A democracia tem no respeito às minorias importante elemento de sustentação. A magnitude do processo democrático está em construir decisões coletivas a partir da vontade da maioria, sem, contudo, oprimir a minoria ou excluí-la. E o carnaval de Curitiba pode e deve representar exemplo de respeito à minoria. Sendo verdade que a festa é cultivada pela minoria da população devem ser resguardados espaços para que esta a promova, respeitando as demais pessoas.

A promoção do pré-carnaval no Largo da Ordem, em um domingo à tarde, parece atender a essas exigências, pois limita o evento a uma pequena área da cidade, de pouco trânsito e historicamente utilizada para eventos populares.

O que foge à razoabilidade são os disparos de tiros pela polícia a pretexto de dispersar as pessoas que lá realizam o evento, em uma demonstração clara de que quando o discurso vazio de promover segurança pública com violência ganha corpo o que se tem é um crescimento avassalador das forças repressivas do Estado, com a adoção de práticas autoritárias.

A Constituição é clara ao estabelecer no artigo 5.º, XVI: “Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

A reunião pacífica de pessoas em locais públicos é um direito do cidadão brasileiro e não pode ser atacada como se tivessem as autoridades públicas alguma legitimidade para decidir quem sai às ruas e quem não sai.

O STF ao analisar a amplitude do dispositivo constitucional em destaque, durante a chamada “marcha da maconha”, foi peremptório em afirmar que o direito de reunião é ilimitado e se constitui em um dos mais importantes em uma democracia, esclarecendo que independe de autorização, sendo a comunicação para autoridade apenas para não frustrar outra reunião de forma prévia marcada, pois a autorização já foi dada com caráter geral para todos os cidadãos pela Lei Suprema do país.

No pré-carnaval, a pretexto de reprimir a ação de uma pessoa que havia atirado uma garrafa contra uma viatura, foram acionados os mais repressivos grupos policiais, para atuar não só contra quem jogou a dita garrafa, o que já seria desproporcional, mas contra toda a população, atirando balas de borracha e usando de truculência generalizada para espantar cidadãos que ocupavam as ruas de sua cidade, que mantêm com o pagamento de seus impostos.

Não há argumentos lógicos que justifiquem o ocorrido. Foi brutal e desproporcional e não pode ser aceito por nenhum cidadão de bem e que preze o regime democrático, pois representa um desolador retrato do que se faz na segurança pública do país, absolutamente nada, apenas opressão e violência a fim de gerar medo nas pessoas quando veem a polícia.

O mundo aproxima a polícia dos cidadãos, incidentes como o do pré-carnaval demonstram que aqui se gera uma polícia anticidadão, que não se sente parte da população, mas detentora de poder especial, talvez pelo fato de portar arma, mas vale lembrar que bandido também o faz e nem por isso deve ser considerado especial.

A melhor estratégia de segurança pública já experimentada e de eficácia reafirmada pelos números apresentados em diferentes pontos do planeta é a população controlar as ruas de sua cidade, com a polícia em seu favor a lhe garantir proteção, o que torna os espaços inviáveis para os que praticam delitos.

Curiosa a postura de atacar o cidadão comum, desarmado, que sai às ruas da cidade de forma pacífica, parece até que se quer expulsar ele para tudo voltar à sua normalidade, ou seja, as ruas controladas pelo crime.

Adel El Tasse, advogado, procurador federal, professor de Direito Penal, é coordenador no Paraná da Associação Brasileira de Professores em Ciências Penais. E-mail adel@eltasse.com.br

Charge: Largo da Ordem e Progresso… e pauladas nos foliões

Charge: Guernica 1937 – Largo da Ordem em Curitiba 2012

Vejam a festa que a “segurança pública” de Beto Richa e Luciano Ducci estragaram no domingo de pré-carnaval em Curitiba

Foto-charge: Ai se eu te pego!

A foto diz tudo: o respeito que Luciano “Microfaixa” Ducci tem com os ciclistas

Justiça decide que Luciano Ducci faz propaganda antecipada contra a lei

Ducci, esposa do Derosso, e o até pouco tempo atrás candidato a vice de Ducci, Derosso

Hoje na Gazeta do Povo

Justiça barra circulação de jornais pró-Ducci

Por HELIBERTON CESCA

O juiz da 4.ª Zona Eleitoral, Pedro Luís Corat, determinou que seja suspensa a distribuição do jornal de campanha do PSB e da Gazeta do Trabalhador, que trazem propagandas do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB). A medida atende a uma ação do PT, que alega que os jornais fazem publicidade eleitoral antecipada. A decisão foi tomada pela Justiça Eleitoral no último dia 18, mas só foi divulgada ontem.

Na liminar, o juiz determinaoutambém que o prefeito não faça ligações de telemarketing gravadas com menção a si mesmo. Essa prática já havia sido suspensa, também por uma decisão judicial, em dezembro do ano passado.

No despacho, Corat entendeu que o caso configura propaganda antecipada. “[…] A manutenção das alegadas propagandas pode atingir a igualdade dos candidatos na próxima eleição; e no momento não são permitidas pelo calendário eleitoral”, afirma. O juiz ainda deu prazo de cinco dias para que Ducci, o PSB, e a Gazeta do Trabalhador apresentassem defesa.

No processo, o PT argumenta que a Gazeta do Trabalhador anuncia a candidatura de Ducci e a reeleição dele ainda no primeiro turno. Já o jornal do PSB mostraria o prefeito anunciando melhorias e divulgando obras futuras.

O advogado do PT, Gustavo Bonini Guedes, explica que cada ação judicial pode ter resultados diferentes, apesar de tratarem do mesmo tema. “Na Justiça comum pode ser determinada a devolução dos valores pagos [com o telemar-keting] e, eventualmente, o Ministério Público pode entrar com outra ação por improbidade administrativa. Na Justiça Eleitoral, o caso pode resuktar em multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil, ou o valor gasto nas propagandas”, disse Guedes.

Já o advogado de Luciano Ducci, Alcídes Munhoz da Cunha, afirmou que o prefeito ainda não foi citado e desconhece o teor da ação. “Não me impressiona isso [as denúncias]. Estamos cuidando de um virtual candidato. É normal que ocorra isso.”

Segundo Cunha, será apresentada a defesa de Ducci para derrubar a tese de propaganda antecipada. “Tudo depende do contexto da veiculação. Temos que analisar uma a uma [as publicações]. O juiz dá uma liminar como uma garantia, mas isso vai ser esclarecido.”

A reportagem procurou representantes do PSB e da Gazeta do Trabalhador para comentarem a decisão, mas não obteve retorno aos pedidos de entrevistas.

Votou em Beto Richa prefeito? Levou Sabino Picolo!

Prefeito de Curitiba!

Beto Richa (PSDB) foi eleito prefeito para gestão 2008-2012, mas logo depois renunciou para se candidatar ao governo. Com isso assumiu o desconhecido e inexpressivo Luciano Ducci (PSB). O problema é que com a viagem de Ducci para a França e Suíça, quem será nosso prefeito é o presidente em exercício da Câmara de Curitiba, Sabino Picolo (DEM), até o dia 5 de fevereiro. Sim, poderia ser pior, poderia ser nosso prefeito o João Cláudio Derosso (PSDB), presidente licenciado após os escândalos na Câmara Municipal. Antes do escândalo Derosso era o escolhido para ser o vice de Ducci nas eleições de 2012.

Colunista da Gazeta do Povo diz que testemunha que pode incriminar Beto Richa e Luciano Ducci está sendo ameaçada

Juntos! No polo passivo da ação do escândalo do "Comitê Lealdade"

Hoje na Gazeta do Povo, coluna do Celso Nascimento

A testemunha no esconderijo

Escondido em lugar seguro e amparado pelo sistema de proteção a testemunhas, o ex-servidor municipal Rodrigo Oriente é o arquivo vivo que, se chamado agora a depor no processo que investiga o suposto crime de caixa 2 na campanha municipal de Curitiba de 2008, estaria disposto a fazer revelações e trazer provas capazes de implicar o governador Beto Richa e o prefeito Luciano Ducci.

O processo, que tramita no juizado da 1.ª Zona Eleitoral de Curitiba, encontra-se paralisado há meses porque, além de Oriente, outra testemunha-cha­­ve também não foi ainda ou­­vida. Trata-se do ex-vereador e ex-secretário municipal do Trabalho Manassés de Oli­­veira – aquele que apareceu em vídeo exibido pelo Fan­­tástico distribuindo dinheiro não contabilizado da campanha do PSDB para, supostamente, gratificar militantes do PRTB que se prontificaram a renunciar a suas candidaturas a vereador – uma estratégia que visava a beneficiar a reeleição de Beto Richa e do seu vice, Luciano Ducci, à prefeitura. Ofi­­cial­men­­te, o PRTB estava coligado ao PTB.

Os fatos só vieram a público no ano seguinte, em julho de 2009, quando Rodrigo Oriente, de posse das gravações, denunciou o principal executor do esquema, Alexandre Gardolin­­ski, coordenador do Comitê da Lealdade, e outros participantes do esquema. O Ministério Público Eleitoral abriu inquérito, que concluiu pela prática de caixa 2 na campanha tucana. Se reconhecida pela Justiça, a ilegalidade tem potencial para condenar os dois principais beneficiários do esquema, o governador Beto Richa e o prefeito Luciano Ducci. Uma das penas previstas é a decretação de inelegibilidade.

No ano passado, no dia em que deveria prestar depoimento, Rodrigo Oriente foi abordado na rua por dois motoqueiros não identificados, que o agrediram a coronhadas e o advertiram de que corria risco de morte se comparecesse à audiência. Há um boletim de ocorrência registrado em delegacia de polícia, o que justificou a decisão judicial de inscrever Oriente no programa de proteção a testemunhas.

A direção local do PRTB tem pressa no desfecho do processo. Por isso, ontem, requereu ao juiz eleitoral que Rodrigo Oriente preste o seu depoimento em segredo. E pediu, também, que seja decretada prisão preventiva de Manassés e demais testemunhas não ouvidas para que cumpram a intimação de comparecimento. Até ontem à tarde o requerimento ainda não havia sido despachado.

Gestão Luciano Ducci atrasa grandes obras em Curitiba

Juntos!

Grandes obras em Curitiba atrasam por ineficiência da prefeitura

Bancada do PT na Câmara Municipal quer saber o motivo de tanto atraso e paralisação. São pelo menos dez grandes empreendimentos, avaliados em um bilhão de reais.

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal de Curitiba está preocupada com os sucessivos atrasos e paralisações de grandes obras na cidade e credita esses problemas à ineficiência da prefeitura na hora de executar. “O maior exemplo é o PAC da habitação. O dinheiro do governo federal está depositado na Caixa Econômica Federal (CEF), à disposição da prefeitura, mas apenas metade das casas foi construída desde 2007. Há mais de cinco mil casas ainda por fazer”, diz o vereador Pedro Paulo (PT).“Este ano, o problema será agravado porque além dos investimentos públicos, teremos grandes obras privadas”, aponta Pedro Paulo, que lista pelo menos dez grandes empreendimentos avaliados em um bilhão de reais, cujas obras sofrem atrasos e paralisações, quando não demandam recontratação de serviços por desistência das empreiteiras, falta de cumprimento das metas, problemas com licitação e outros.

Pedro Paulo também lembra que nos menores detalhes se percebe a ineficiência da administração local na execução de obras. “A primeira passarela da Linha Verde, no Pinheirinho, era para ser entregue em dezembro e já está atrasada; Nenhuma academia ao ar livre foi feita em 2011, mas nós aprovamos na Câmara Municipal a criação de 50 academias”, reclama. A imprensa chegou a constatar o abandono de obras de moradia no Parolin, CIC e Ganchinho. “Ao contrário de décadas atrás, quando a prefeitura municipal se queixava da falta de investimentos federais, agora não existe essa desculpa. Curitiba tem vivido um ‘boom’ de investimentos públicos e captação de recursos nos governos de Lula e Dilma”, afirma o vereador petista.” Ligamos um sinal amarelo de alerta e, na retomada das sessões na quarta-feira, vamos oficializar na bancada do PT um pedido de informações sobre o andamento dessa grandes obras”, completa.

Obra

Orçamento (R$)

Obras de Mobilidade Para Copa 2014

Linha Verde – Sul

15,5 milhões

Avenida das Torres – ligação para o aeroporto

95,8 milhões

Avenida Cândido de Abreu

12 milhões

Terminal do Santa Cândida

12 milhões

Sistema Integrado de Mobilidade

60 milhões

Avenida Marechal Floriano

34,4 milhões

Revitalização da Rodoferroviária e acesso

36,8 milhões

Obras do PAC I

Duplicação da BR 116 (em andamento)

62,4 milhões

PAC Habitação I (Desde 2007, apenas 50% das casas foram construídas)

180 milhões

Aeroporto (em andamento)

90 milhões

Outras obras

Arena da Baixada

200 milhões

Casa do Estudante Universitário (CEU) – atrasada há mais de 2 anos

 

 

Charge: crise no PSB, partido do Luciano Ducci

Charge do Angeli, hoje na Folha de S. Paulo

Gestões de Beto Richa e Luciano Ducci deixaram déficit de 23 mil vagas em creches em Curitiba

Juntos!

Do Blog da Joice

Faltam 23 mil vagas de creche em Curitiba

O Ministério Público aponta que faltam 23 mil vagas de creche em Curitiba. A Prefeitura rebate dizendo que faltam cerca de 9 mil vagas. O problema é que na prática quem sofre são as mães que trabalham e não têm com quem deixar os filhos.

No final de 2011, a prefeitura anunciou a construção de mais 19 creches e a ampliação de outras cinco unidades. De acordo com a superintendente executiva da Secretaria Municipal de Educação, Daniele Regina dos Santos, a prefeitura já trabalha para diminuir a espera.
Ela explica que as vagas são abertas conforme a necessidade de cada região, e que isso muda de ano para ano.
Outra região de Curitiba que também sofre com a falta de vagas em creches é a do Sítio Cercado que, segundo o Conselho Tutelar da região, tem uma fila de espera de aproximadamente 700 crianças.

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Recordar é viver. O Blog do Tarso recomenda o vídeo com o proteste já do CQC que denunciou a falta de vagas nas creches de Curitiba há 3 anos, quando ainda era prefeito Beto Richa, que abandonou a cidade para ser governador:

Secretário de Luciano Ducci insiste no erro do “escândalo Diretran”

O Blog da Joice informou que a prefeitura de Curitiba tem vinte dias para prestar esclarecimentos sobre a utilização dos funcionários da extinta Diretran na nova secretaria de Trânsito, a Setran, a pedido do Ministério Público do Paraná, que questiona a ausência de concurso público para a contratação dos 389 funcionários. O promotor Domingos Thadeu Ribeiro da Fonseca afirma que os funcionários eram celetistas de uma empresa de economia mista, e passaram a integrar o quadro de um órgão da administração direta, o e que essa transferência só seria possível por meio da realização de um concurso. O secretário de trânsito da Curitiba, Marcelo Araújo, afirma que o concurso já aconteceu, e a lei do município permite esse tipo de utilização.

Joice Hasselmann informa que segundo o secretário, tanto os profissionais estatutários (concursados) quanto celetistas (regidos pela clt) podem atuar como agentes de trânsito, desde que sejam credenciados pela autoridade de trânsito – representada por ele.

Erro crasso!

Primeiro: Poder de Polícia apenas pode ser exercido por pessoas jurídicas de Direito Público (Administração direta ou autarquias);

Segundo: Pessoas jurídicas de Direito Público, atualmente, apenas podem contratar servidores estatutários, segundo o regime jurídico único previsto na Constituição;

Terceiro: Poder de Polícia não pode ser delegado para pessoas jurídicas de Direito privado ou para servidores celetistas.

Portanto, há um equívoco grave nas palavras do novo secretário de trânsito do prefeito Luciano Ducci (PSB), que terá dificuldades em se eleger, devido às trapalhadas recentes.