Folha de S. Paulo diz que Aécio Neves não apresentou nenhuma proposta no Senado

Hoje na Folha de S. Paulo:

ROGÉRIO GENTILE

Blá-blá-blá mineiro

SÃO PAULO – Já está virando regra. É só o fim de ano se aproximar que o senador mineiro Aécio Neves repete o mantra de que é necessário “refundar o PSDB”.

A primeira vez foi em 2010, logo após a eleição da presidente Dilma Rousseff. Ansioso para herdar a posição de José Serra no partido, Aécio disse que o PSDB deveria refazer e atualizar seu programa para “recuperar sua identidade”.

Como isso não ocorreu e, aparentemente, não surgiu outra ideia para tirar a sigla da letargia pós-FHC, Aécio voltou à carga às vésperas deste Natal, acrescentando apenas que o PSDB precisa “andar de cabeça erguida, discutindo as grandes questões nacionais e propondo uma nova agenda para o Brasil”.

Blá-blá-blá à parte, Aécio encerra 2011 sem ter conseguido se firmar como a principal referência da oposição no país. Teve dificuldades para se movimentar em um Senado dominado amplamente pelos aliados do governo, não apresentou nenhuma proposta de repercussão, tampouco soube se desemaranhar da briguinha partidária com Serra.

Sem conseguir se impor politicamente, precisou dar declarações à imprensa lembrando que está à disposição do partido para disputar a próxima eleição presidencial.

Faltando tanto tempo assim e, sobretudo por se tratar de um político mineiro, neto de Tancredo Neves, soou muito mais como se ele tivesse algum receio de ser esquecido.

Aécio tem demonstrado confiar em um futuro racha na base do governo para viabilizar-se para 2014. Cultiva boas relações com o PSB do governador Eduardo Campos (PE) e o PSD do prefeito Gilberto Kassab (SP) por entender que, se Dilma perder parte de sua popularidade até a eleição, os partidos poderão apoiá-lo.

Mas política não se faz apenas na base da calculadora. Se o senador não conseguir se mexer no Congresso e no PSDB, corre o risco de chegar sem fôlego à sucessão presidencial.

Charge: corporativismo dos juízes acredita em Papai Noel

Hoje na Folha de S. Paulo

Charges de Carlos Latuff de apoio ao Ocupa USP

Charge: Folha de S. Paulo com medo de acabar sua liberdade de empresa

Folha de S. Paulo de domingo

Liberdade de imprensa ou liberdade de empresa?

Folha de S. Paulo X FAlha de S. Paulo

Otavinho Vader, no FAlha de S. Paulo

Veja o site http://desculpeanossafalha.com.br. Hoje na Folha de S. Paulo:

Comissão aprova audiência sobre blog

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara aprovou a realização de audiência pública para discutir a pendência judicial entre a Folha e um blog que, a pretexto de criticar o jornal, vinha utilizando seu logotipo. A data da audiência ainda não foi marcada.

Em liminar, a Justiça determinou que o blog não use o logotipo do jornal nem endereço semelhante na internet.

Charge: Folha de S. Paulo faz homenagem ao Governo Beto Richa

Cabide de Empregos. Folha de S. Paulo de hoje

Além de Esmael Morais censurado por Beto Richa, o FAlha de S. Paulo está censurado pela Folha de S. Paulo

Otavinho Vader, no FAlha de S. Paulo

Veja o site http://desculpeanossafalha.com.br

Acervo da Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo disponibiliza todo o seu acervo no acervo.folha.com.br. Que tal pesquisar a capa do jornal do dia do seu nascimento?

Folha 90 anos – uma relação de amor e ódio

Manifestação pela anistia na praça da Sé. Foto de Jorge Araújo, 23.ago.1979 - Folhapress

Hoje o jornal Folha de S. Paulo faz 90 anos. Minha relação com o jornal é de amor e ódio, parecida com a do José Simão, conforme sua coluna comemorativa de hoje, que ainda informa que seu amigo sempre diz: “A Folha é leitura obrigatória nem que seja para falar mal”.

Aprendi a ler jornal diariamente com a Folhinha, apresentada pelo meu pai. Da Folhinha para a Ilustrada, com as tirinhas do Angeli, e Esportes, com as notícias sobre o Corinthians, e posteriormente os cadernos sobre política e demais foi um pulo.

Tenho saudades do caderno Mais, mas o Ilustríssima por enquanto “quebra o galho”.

A Folha foi essencial para a redemocratização do Brasil. Ultimamente infelizmente a Folha defende os ideais tucanos, o que arranha sua dita independência, mas continua sendo um jornal de qualidade e de leitura obrigatória, que abre ao contraditório e posições políticas diferentes, o que ainda não ocorre com o jornal paranaense Gazeta do Povo.

Agradeço por quase sempre divulgar minhas cartas do leitor e por ter divulgado o lançamento do meu livro, na coluna do Walter Ceneviva.

Parabéns Folha de S. Paulo!