Se Temer cair: golpe de toga, golpe militar ou Diretas Já

Caso as novas denúncias graves contra o presidente Michel Temer (PMDB) fizerem com que ele caia por meio de renúncia ou Impeachment, são três as opções:

1. Realização de eleições indiretas no Congresso Nacional, nos termos da Constituição de 1988, nas quais seria eleito provavelmente um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, ou até mesmo um atual Ministro do STF, o que seria um golpe da toga e um desastre para a política e a democracia brasileira;

2. Golpe Militar, o que seria outro desastre para a democracia e política no Brasil;

3. Realização de eleições diretas, por meio de emenda constitucional, com a possibilidade da escolha de um presidente pelo voto direto de todos os brasileiros, o que seria a saída mais democrática e eficaz para que o país saia bem da ruptura democrática que ocorreu em 2016 com o golpe parlamentar.

A sorte está lançada!

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Democracia em preto e branco

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Acabei de assistir o documentário de 2014 chamado “A democracia em preto em branco”. É de arrepiar. Se você gosta de política, futebol, rock ou do Corinthians, é imperdível. Imagine se você gostar de todos eles?

O documentário mostra cenas inéditas do período da “Democracia Corinthiana”, quando no timão o Sócrates e o roupeiro do time tinham um voto nas decisões.

É relatado que o movimento corinthiano influenciou as Diretas Já.

Aparece o movimento do rock nacional contestador da década de 1980.

Tudo no período da redemocrarização do Brasil pós-anistia entre 1982 e 1984.

Uma época que consolidou minha paixão pelo futebol e pelo Corinthians.

Uma época que consolidou minha paixão pela política e pela democracia.

Uma época que consolidou minha paixão pelo rock como um símbolo de rebeldia contra o status quo.

Com a locução da rockeira e corinthiana Rita Lee.

Com músicas e depoimentos do Ira, Titãs, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Plebe Rude.

Com depoimentos de políticos como o corinthiano Lula e FHC (que na época era de esquerda) e de jornalistas como José Trajano e Juca Kfouri.

E, claro, com falas de Sócrates, Casagrande e Wladimir, o trio responsável pela Democracia Corinthiana que influenciou o rico período político do país e o próprio movimento da Diretas Já. Até o reacionário e autoritário Leão, que minou a Democracia Corinthiana, aparece.

Sócrates é o meu maior ídolo do Corinthians e um dos grandes ídolos políticos.

Casagrande depois em 1985 foi considerado o melhor jogador da seleção brasileira.

Me lembrei do meu pai, que me levava no Morumbi, nosso salão de festas, para ver o Corinthians de Solito; Alfinete (Zé Maria), Mauro, Daniel González e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Ataliba, Casagrande e Biro-Biro. Inclusive, vi a final do Campeonato Paulista de 1982, auge da Democracia Corinthians, quando o timão foi campeão em cima do quase invencível e então bi-campeão paulista São Paulo, com placar de 3 a 1. Me lembrei do meu pai e da minha mãe, que participaram do movimento das Diretas Já. Me lembrei dos meus tios corinthianos Neide e Geraldo.

Veja o trailer do filme:

Você pode assistir no Netflix.

Numa época em que há, por incrível que pareça, brasileiros defendendo o retorno da ditadura militar e o golpe, o documentário é importante para a reflexão dos mais jovens e o reavivamento da memória dos jovens há mais tempo.

O documentário termina com a seguinte frase:

“Da frustração das diretas pra cá a democracia brasileira se consolidou, mas o pior da ditadura ainda sobrevive, na alienação promovida pelo Estado e pela mídia e nos métodos brutais das polícias militares. É preciso seguir lutando!”

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Jogador Sócrates, do Corinthians.

Jogador Sócrates, do Corinthians.

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SP: manifestação golpista de hoje perdeu para Diretas Já, Marcha para Jesus e Parada Gay

Diretas Já em São Paulo, em 1984

Diretas Já em São Paulo, em 1984

O protesto golpista de hoje (15) contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) levou 210 mil pessoas no total à Avenida Paulista, na capital do Estado de São Paulo, conforme o Datafolha. Foram 188 mil no horário de pico (16h).

O movimento das Diretas-Já, em 16 de abril de 1984, levou 400 mil a se reuniram na região da praça da Sé. Nas jornadas de junho de 2013 o auge foi 110 mil manifestantes, na Marcha para Jesus 335 mil em 2012 e na Parada Gay 270 mil.

Exposição relembra primeiro comício pelas “Diretas Já” em Curitiba

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A prefeitura de Curitiba organiza a partir de hoje uma exposição que relembra primeiro comício pelas “Diretas Já” em Curitiba, ocorrido há exatos 30 anos, que foi o primeiro do Brasil. Será de hoje (12) até 23 de janeiro de 2014, das 11h às 21h, na Rua das Flores (Boca Maldita), dentro de um ônibus biarticulado. A entrada é gratuita.

Alvaro Dias denuncia que José Richa não queria as Diretas Já em Curitiba

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Hoje faz 30 anos que ocorreu em Curitiba o primeiro comício pelas Diretas Já no Brasil. O atual senador Alvaro Dias (PSDB, então no PMDB), denuncia que o então governador do Paraná, José Richa (PMDB, depois fundou o PSDB), não quis organizar o evento por medo de fracasso. Segundo Dias, Richa, para do atual governador Beto Richa (PSDB), “temia o desgaste”.

O então governador José Richa só foi à Boca Maldita depois de ser informado de que o calçadão estava lotado.

Dias diz que “o Richa nos desaconselhou porque não havia uma tradição na cidade de grandes comícios e por ser um período de férias, em que muita gente estava na praia. Mesmo assim, eu assumi a responsabilidade”.

E continua: “Combinei com o Richa que ligaria a ele para dizer como estava o evento. Dependendo do número de pessoas, ele apareceria. Então eu liguei para o Richa do Hotel Del Rey e disse: ‘A Polícia Militar conta que há 60 mil pessoas aqui’ e ele respondeu: ‘Você está brincando!’ Então, o Richa apareceu lá, subiu ao palanque e discursou. Nunca se viu tanta gente na Boca Maldita como naquele dia”.