O salvador da pátria

Fernando Collor de Mello fez discurso de ódio contra Lula e o PT em 1989

Você sabia que em 1989, depois de um governo ruim de um vice do PMDB e em momento de grande crise, surgiu um político que sempre foi de partidos de direita, mas se elege em partido pequeno e desconhecido, com o discurso de que era o “caçador de marajás”, o “guardião da moral” e que iria acabar com a corrupção, com falas de ódio contra candidatos de esquerda. Foi eleito, confiscou a poupança dos brasileiros, fez um péssimo governo neoliberal e foi retirado do poder em apenas dois anos por denúncias de corrupção, aumentando ainda mais a crise no país. Você quer correr o risco de eleger um candidato assim em 2018?
 
Tarso Cabral Violin – advogado, doutor pela UFPR, professor de Direito Administrativo e Ciência Política
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Geraldo Ataliba sobre o Impeachment no Roda Viva em 1992

Em 1992 o saudoso jurista e ex-Reitor da PUC-SP explica os meandros jurídicos que envolvem o processo de Impeachment, na visão da doutrina e Jurisprudência da época, contra o então presidente Fernando Collor de Mello.

Vote para presidente em um candidato nem de direita nem de esquerda, contra o PT e o comunismo!

Vote em um candidato da nova política, novo, moderno, eficiente, nem de esquerda nem de direita, do futuro, que pode vencer o PT e o comunismo, em nome de Deus. Vote em quem vai garantir a sua poupança em bons mãos!

“A partir do ano que vem, nada será como antes!”

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Em entrevista com Rosane Collor no Fantástico, a Rede Globo não informa que foi a culpada pela vitória de Fernando Collor de Mello

 

Em entrevista com Rosane Collor exibida agora pelo Fantástico, a Rede Globo de Televisão expõe que Collor participava de rituais de magia negra, segundo a agora evangélica fervorosa.

Mas a Globo não informa que foi a culpada pela vitória de Fernando Collor de Mello, quando editou criminosamente o debate entre Collor e Luiz Inácio Lula da Silva no debate da Globo no segundo turno das eleições de 1989, no Jornal Nacional.

O Fantástico também não informou que inicialmente foi contra o movimento dos estudantes caras-pintadas em 1992 (no qual participei), que levou ao impeachment de Collor.

Na entrevista Rosane também diz que Collor era amigo íntimo de Paulo César Farias (PC Farias) e se diz inocente dos escândalos da sua gestão na LBA.

Sobre a edição do debate no JN, veja o vídeo abaixo:

Governança Pública = gerencialismo-neoliberal

Como vocês já devem ter percebido sou um defensor da Burocracia Social. Não do termo pejorativo “burocracia” que normalmente significa as falhas da Administração Pública, mas a burocracia weberiana que busca uma Administração Pública profissionalizada, eficaz e que realize procedimentos que assegurem o atendimento do regime jurídico-administrativo. Burocracia idealizada para acabar com o patrimonialismo, que é a confusão entre o que é público e o que é privado.

No Brasil, durante a década de 90 do século XX os governos dos presidentes Fernando I e Fernando II tentaram implementar a Administração Pública Gerencial, com cópia de modelos da iniciativa privada e busca apenas de resultados, e o que acabou ocorrendo foi um retorno ao patrimonialismo.

Nos últimos anos os defensores do gerencialismo-neoliberal, verificando que sua ideologia está em baixa, mudaram o nome de seu projeto para “Governança Pública“, que é a mesma coisa do que gerencialismo, mas com um nome diferente para ser “digerido” melhor pelos juristas, administradores públicos e políticos. Mas não se enganem: tudo é neoliberal-gerencialismo com as suas privatizações, terceirizações ilícitas, contratos de gestão, choques de gestão, precarização, tudo via as famosas parcerias, uma termos também utilizado para ficar mais palatável para a opinião pública.

Tarso Cabral Violin – Blog do Tarso