Charge: aula de Democracia

Mano Menezes visita o corinthiano Lula

Lula e Marisa mostram camisa 10 recebida de Mano Menezes. Foto: Ricardo Stuckert/Insituto Lula.

O técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes (ex-técnico vitorioso no Corinthians), visitou na tarde desta sexta-feira (18) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que faz tratamento contra um câncer na Laringe. O encontro ocorreu na residência de Lula, em São Bernardo do Campo. Mano presenteou o ex-presidente com uma camisa 10 da Seleção. Referindo-se à Copa do Mundo, ele escreveu:
Força, eterno “presidente Lula”
Contamos com você em 2014
Abraços do amigo Mano Menezes

MP quer Derosso afastado. Vereador Dirceu Moreira não vê problema nenhum em Derosso.

O Ministério Público Estadual está processando o presidente da câmara municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), por improbidade administrativa. Enquanto isso o relator do Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Dirceu Moreira (PSL), apresentou relatório de apenas duas páginas, sem ter feito qualquer diligência, pedindo o arquivamento da denúncia contra o “santo” Derosso.

Moradores da Cidade Industrial, esse vereador não merece mais o voto de vocês. Se ele não quer punir o Derosso, punam ele nas eleições do ano que vem!

Minha programação da XXI Conferência Nacional dos Advogados, em Curitiba, Universidade Positivo

Muitos estudantes perguntaram sobre a minha programação na XXI Conferência Nacional dos Advogados, que ocorrerá em Curitiba entre os dias 20 e 24 de novembro de 2011, no Campus da Universidade Positivo. Basicamente escolherei as palestras mais ligadas ao Direito Público:

20 de novembro de 2011 (domingo)

19h – Festa de abertura – Peça teatral “Liberdade é um sonho” no Teatro Positivo

21h – Coquetel com performances musicais

21 de novembro de 2011 (segunda-feira)

09h – Abertura

11h15 – Conferência de abertura com o grande constitucionalista Dalmo de Abreu Dallari

14h30 – Estou em dúvida em dois painéis:

Painel 1, sobre Direitos Políticos e reforma eleitoral, com o Ministro do STF Ricardo Lewandowski e outros juristas (Auditório 1, Élio Narezi).

Painel 3, sobre Direito e Liberdade, com os Ministros do STF Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e outros juristas (Teatro Positivo, grande auditório)

Para os que gostam do Direito Penal recomendo o Painel 2 com o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o Ministro do STF Marco Aurélio de Mello e o Procurador Geral da República Roberto Gurgel.

18h30 – Bate-Papo Cultural com Laurentino Gomes (Estande do Conselho Federal da OAB) e depois lançamento de livros.

22 de novembro de 2011 (terça-feira)

8h30 – Painel 7 – o painel do Direito Administrativo, com Marcio Cammarosano, Romeu Felipe Bacellar Filho, Marcelo Figueiredo e Pedro Dutra e o Senador Wellington Dias (Auditórío 3, Vieira Neto)

Recomendo também o painel 6 sobre Direito Social à Educação com o Ministro da Educação Fernando Haddad, José Adeodato, Flavia Piovesan e outros juristas.

14h30 – Painel 10 sobre Direito à Saúde e a Alimentação, com Hélio Bicudo, Patrus Ananias, Sueli Dallari, Antonio Jose Avelans Nunes e outros juristas (auditório 2 Alcides Munhoz da Rocha).

18h30 – Bate papo Cultural com Juca Kfouri (Estande do CFOAB) e após lançamento de livros

19h – Palestra de Romeu Bacellar Filho sobre ”Administração Pública, Eficiência e Poder Judiciário”, sob a presidência da professora de Direito Administrativo da UP, Ana Cláudia Finger, no autitório 2 do Bloco Amarelo. Evento gratuito e aberto ao público em geral. Veja mais aqui.

 20h30 – Show do grande músico e corinthiano Toquinho, no grande auditório do Teatro Positivo

22h – Festa da Lique, mas acho que não vou (não tenho mais idade para isso)

23 de novembro de 2011 (quarta-feira)

8h30 – São vários os painéis interessantes. Talvez eu vá ao Painel 16 sobre Judiciário, Ministério Público e Democracia (auditório 4, Lamartine Correia), com o nosso grande professor constitucionalista paranaense, e leitor do Blog do Tarso, Clemerson Merlin Cleve e vários outros juristas.

Romeu Bacellar Filho falará no painel especial sobre Arbitragem e o Poder Judiciário (Sala 01, Rubens Requião, na ASA 3), sobre arbitragem no Direito Público, com as presenças dos grandes professores Luiz Edson Fachin e Rene Ariel Dotti.

14h30 – O Painel 19 é imperdível sobre O problema da Eficácia dos Direitos Sociais, com o maior administrativista brasileiro Celso Antônio Bandeira de Mello, Lenio Streck, Virgílio Afonso da Silva e outros juristas (auditório 3, Vieira Neto).

Os painéis 17 com Jorge Miranda e Manoel Caetano Ferreira Filho e 18 com Gustavo Tepedino e Luiz Edson Fachin também serão interessantes.

No mesmo horário, outro evento que recomendo é o sobre Gestão Pública, na ASA 3, sala 4, Hosken Novaes, organizado pela Comissão de Gestão Pública e Assuntos da Administração, que também terá a presença do nosso grande e querido professor Romeu Bacellar Filho. Veja a programação aqui

18h30 – Bate papo Cultural com o humorista João Cláudio Moreno (Estande do CFOAB)

19h – Palestra de Celso Antônio Bandeira de Mello sobre O Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o privado, no auditório do Bloco Bege da Universidade Positivo, com a minha presidência. Evento gratuito e aberto ao público em geral. Veja mais aqui.

22h – Show do Titãs no Coração Melão, quer dizer, no Curitiba Master Hall

24 de novembro de 2011 (quinta-feira)

9h – Debate sobre cotas raciais ou sociais com Márcio Thomaz Bastos e um senador do DEMO no grande auditório do Teatro Positivo

Interessante também um debate sobre o controle na comunicação.

11h – Conferência Magna de Encerramento com Luis Roberto Barroso

12h – Sessão de encerramento da conferência

Nilo Batista detona UPPs e exército nas favelas do Rio

Professores da USP criticam militarização e privatização do Governo do PSDB

Hoje na Folha de S. Paulo

Militarização e privatização

F. ALAMBERT, F. DE OLIVEIRA, J. GRESPAN, L. SECCO, L. MARTINS E M. SOARES

Com o atual reitor, notamos a aceleração da fratura social e política da USP; para haver paz e concórdia, precisamos caminhar para uma estatuinte

As razões da militarização do campus da USP transcendem os limites e dados recentes a partir dos quais tem sido discutida.
Por que não propor a mudança do teor ermo e rural do campus por sua urbanização efetiva, o aumento de cursos noturnos etc.?
Em vez disso, a reitoria traz coturnos, controles e revistas, rasantes de helicópteros, que rasgam o pensamento e a escuta (que atenção resiste à rotação das hélices?), e bombas; logo virão cães… Insiste em ações de respostas e sequelas imprevisíveis. Já se tem os vultos cauta e justamente encapuzados dos nossos estudantes contra a reitoria ditatorial e policialesca.
Por que a insistência no trauma, na indignidade, no modo custoso e descabido? A verdade é que a militarização, ou terceirização da segurança, deriva da privatização em curso da USP.
Combina-se ao sucateamento, no campus, do hospital, da moradia estudantil e do transporte, aos cursos pagos e escritórios externos. Com que fim? Recordemos.
O primeiro ato da gestão Serra foi criar a Secretaria de Ensino Superior, englobando as universidades estaduais e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), com orçamento de grande estatal, superior ao de Estados.
O pacote privatista cindia pesquisa e ensino, sediava a pesquisa em ilhas, associando-a a empresas, substituía o ensino presencial por telecursos e submetia o todo a critérios empresariais.
Resultou em greves por todo o Estado, na primeira ocupação da reitoria da USP (maio-junho, 2007) e na demissão do secretário Pinotti.
O governo, porém, não desistiu. Passou a priorizar a liquidação do movimento que obstou o primeiro carro-chefe da campanha de Serra à Presidência. Fez a reitoria nomear um investigador de polícia como diretor de segurança da USP no final do ano de 2007.
Os furtos no campus seguiram, mas o alvo era outro: em 2008, a reitoria demitiu um dirigente sindical, apesar da imunidade constitucional do cargo, e implantou a estratégia de processos administrativos e penais seriais contra os sindicalistas e estudantes.
À rádio Bandeirantes, o reitor afirmou, em 2010, que a USP era como os “morros do Rio” e que requeria uma intervenção como a do Haiti. Hoje, cinco dirigentes sindicais encontram-se em vias de demissão, até por “crime de opinião”, e 25 estudantes, às portas da expulsão, com base em artigo que proíbe a difusão de ideias políticas no campus; com as prisões recentes dos 73, ascende a quase cem a lista dos estudantes perseguidos.
De fato, a USP, sem acesso universalizado -ao contrário de universidades públicas da Argentina e do México-, ainda não se pôs, como deve, a serviço da sociedade como um todo.
Está, no entanto, a sociedade ciente do processo em curso e disposta a prosseguir na dilapidação e cessão a grupos privados do enorme potencial da universidade?
O reitor Rodas acelera vertiginosamente a fratura social e política da USP. É preciso caminhar para uma estatuinte, sem o que não haverá concórdia e paz.
Os problemas da USP, inclusive os de malversação e de uso obscuro de bens, são em sua raiz políticos, e se reproduzem por um regimento herdado do autoritarismo, que fere toda ordem democrática.
Sua solução passa, como a do país, pelo sufrágio universal, pela abertura social, pela preservação da gratuidade, pela multiplicação de cursos noturnos e pelo incentivo a pesquisas em diálogo real com as necessidades nacionais.

FRANCISCO ALAMBERT é professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP).
FRANCISCO DE OLIVEIRA é professor emérito da FFLCH-USP.
JORGE GRESPAN é professor da FFLCH-USP.
LINCOLN SECCO é professor da FFLCH-USP.
LUIZ RENATO MARTINS é professor da Escola de Comunicações e Artes da USP.
MARCOS SOARES é professor da FFLCH-USP.

Por que os padres não podem casar?

Papa Bento XVI e o Imã Ahmed Mohamed el Tayeb em propaganda da Benetton

Comissão de Gestão Pública da OAB/PR organiza evento na Conferência Nacional dos Advogados

A Comissão de Gestão Pública e Assuntos da Administração da OAB/PR, da qual faço parte, está organizando evento de Direito Administrativo durante a Conferência Nacional dos Advogados que ocorrerá no Campus da Universidade Positivo, em Curitiba. Será no dia 23 de novembro, veja a programação:

 

A GESTÃO PÚBLICA E O PAPEL DO ADVOGADO

14:30 – 16:00
O PAPEL DO ADVOGADO NO MERCOSUL E AS POLÍTICAS DE INTEGRAÇÃO DE MERCADO
Moderador: Lasnine Monte Wolski Scholze (Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
Debatedores:
Flavio Pansieri (Conselheiro Estadual OAB-PR)
Daniel Muller Martins (Comissão de Gestão Píblica da OAB-PR)
Daniel Ferreira (Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
Rodrigo Ochoa (Universidade San Nicolhas de Hidalgo-MEX)
Raquel Dias da Silveira (Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
Fernanda Bourges (Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
16:00 – 17:30
TRANSPARÊNCIA E CONTROLE DO ESTADO
Moderador: Edson Eduardo Borgo Reinert (Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
Debatedores:
Rodrigo Pironti A. de Castro (Conselheiro Estadual OAB-PR e Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
Juliano Breda (Secretario Geral OAB-PR)
Julio Cesar Zem Cardozo (Procurador Geral do Estado do Paraná)
Claudine Camargo Bettes (Procuradora Geral do Município de Curitiba e Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
Renata Bueno (Vereadora Curitiba e Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
Marcus Bittencourt (AGU e Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
17:30 – 18:30
O PODER JUDICIÁRIO E O PAPEL DO ADVOGADO
Presidente: Eduardo Tesserolli (Comissão de Gestão Pública da OAB-PR)
Rodolfo Carlos Barra (Universidade de Buenos Aires-ARG)
Romeu Felipe Bacellar (Conselheiro Federal e Professor titular da UFPR)

 

Relembro que nos dias 22 e 23, 19h, palestrarão na UP os professores Romeu Bacellar Filho e Celso Antonio Bandeira de Mello, em evento gratuito aberto para toda a comunidade. Veja a programação aqui.

Rossoni e Derosso: criem vergonha na cara e demitam os comissionados!

Já faz 10 dias que o Blog do Tarso noticiou que o Supremo Tribunal Federal recentemente decidiu que a Câmara Municipal de Blumenau não pode ter mais servidores comissionados do que concursados.

Na Câmara de Curitiba há 228 servidores efetivos e 550 comissionados (mais de 70%). Na Assembleia Legislativa são 1.169 comissionados e 500 concursados.

Valdir Rossoni (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, e João Cláudio Derosso, presidente sub judice da Câmara Municipal de Curitiba ainda não mandaram embora nenhum dos comissionados.

Vergonha! MP e TC nelles!

Situação e oposição torcem pela saúde de Lula

Hoje a Dona Marisa Letícia raspou a barba e o cabelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antecipando a queda causada pela quimioterapia usada em seu tratamento contra o câncer de laringe. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.

 

Em defesa do terceiro setor

Hoje na Gazeta do Povo

Por Leandro Marins de Souza

O governo preferiu igualar quadrilhas a todas as entidades do terceiro setor que desenvolvem atividades sociais de vital importância

No recente dia 31 de outubro foi divulgado o último ato da verdadeira caça às bruxas que vem sendo imposta ao terceiro setor. Em ato absolutamente reprovável, a presidente da República expediu o Decreto n.º 7.592/2011, assinado em conjunto com o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage Sobrinho, que determinou a suspensão das transferências de recursos federais a entidades sem fins lucrativos pelo prazo de 30 dias. Assim o fazendo, imputou a todo o terceiro setor a pecha da corrupção, esforçando-se em convencer a opinião pública de que todas as entidades se prestam a atividades ilícitas.

Motivado por escândalos recentes nas suas pastas ministeriais que custaram o cargo de seus pares, o governo preferiu igualar quadrilhas – que se utilizam de esquemas ilícitos que envolvem repasses de recursos a falsas entidades – a todas as entidades do terceiro setor que desenvolvem atividades sociais de vital importância para o nosso país desde o seu descobrimento.

A pior consequência deste ato para o terceiro setor certamente não é a suspensão dos repasses em si, muito embora as dificuldades operacionais que isso ocasionará sejam relevantes. Mas sim o fortalecimento do sentimento coletivo de repúdio às entidades sem fins lucrativos que vem sendo construído no Brasil, principalmente a partir da “CPI dos anões do orçamento” em 1993. De lá para cá a criminalização das ONGs pelos veículos de comunicação, somada à produção legislativa absolutamente desestruturante de suas atividades, tem levado a opinião pública a um preconceito acrítico que solidifica cada vez mais a expressão “pilantropia”, tão prejudicial ao verdadeiro terceiro setor. E o decreto referido é o último ato desta série de ataques.

Não se está, de forma alguma, defendendo a má utilização de recursos públicos por entidades sem fins lucrativos, tampouco a impunidade daqueles que se utilizam destas estruturas para o desvio de recursos. O que se defende é a seriedade no trato da matéria, pois simplesmente jogar na vala comum o importante trabalho social realizado pelas entidades sérias que integram o verdadeiro terceiro setor, equiparando-as a quadrilhas, é dar as costas a uma realidade que merece debates mais técnicos.

Tivesse o governo dado continuidade às premissas extraídas do anterior Decreto n.º 7.568/2011, que alterou a legislação que rege as contratações entre o poder público e as entidades sem fins lucrativos para criar novas exigências e, além disso, determinou a criação de grupo de trabalho com participação paritária para discutir o tema, continuaríamos enaltecendo o caminho proposto. Tendo feito o contrário, merece críticas.

Neste momento, mais do que uma medida desmoralizante do terceiro setor, o que se faz necessário é o trabalho do referido grupo para dar início a uma pauta de debates do Novo Marco Regulatório do terceiro setor no Brasil, que enfrente temas como:

a) definição de uma política de Estado – não de governo! – para o terceiro setor, inclusive quanto ao seu relacionamento com o poder público, que traduza os mandamentos constitucionais de participação da sociedade civil e através da qual deverá ser definido se e como a República brasileira acolhe a realidade do terceiro setor; b) concluindo pelo seu acolhimento, definições conceituais claras relativas a áreas de atuação do terceiro setor, requisitos transparentes de qualificação, regras unificadas de fomento e fiscalização, centralização do controle, regime tributário. Dentre tais temas sugerimos especialmente: proibir a utilização dos convênios entre o poder público e o terceiro setor, aperfeiçoando ferramentas que propiciem controles formais e controles de resultados (como o termo de parceria); proibir as emendas parlamentares, obrigando que todo e qualquer relacionamento nesta seara seja objeto de concurso de projetos; e criar Agência Reguladora autônoma de fomento, regulação e fiscalização das atividades desenvolvidas pelo terceiro setor, a exemplo da Agenzia per le ONLUS italiana, da Charity Comission e do Office of the Third Sector do Reino Unido, ou estrutura semelhante .
Leandro Marins de Souza, advogado, doutor em Direito do Estado pela USP, é presidente da Comissão de Direito do Terceiro setor da OAB/PR, vice-presidente do Centro de Ação Voluntária de Curitiba.
E-mail: leandro@marinsdesouza.adv.br

Choque de Gestão de Beto Richa na TV Educativa: servidores devem levar toalha e água de casa

Bweto Richa respeita o trabalho dos servidores da TV Educativa (E-Paraná)?

Hoje na Gazeta do Povo

Economia tevê

Funcionários da E-Paraná, antiga TV Educativa, receberam dias atrás um e-mail inusitado da emissora estatal. O texto dizia que cada funcionário teria que levar sua própria garrafa de água e uma toalha. A ideia era racionar o uso de copo plástico e de papel toalha para diminuir os custos.

Dias depois, porém, a iniciativa de economia foi abortada.

Vem aí o 2° Encontro de Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital no Paraná – Comente, sugira, participe!

 

Do Rodopiou

Você blogueiro(a), tuiteiro, ativista da rede, ligado em questões como a liberdade na rede, comunicação social, jornalismo na internet, cultura digital, enfim, assuntos relacionados ao meio de comunicação que vem ampliando a democracia e consolidando-se como espaço legítimo da disseminação da informação, pode ajudar na formulação de propostas e sugestões para a organização do 2° Encontro de Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital no Paraná, para isso é só deixar seu comentário na páginaParanaBlogs.wordpress.com/Propostas

O 1° Encontro de Blogueiros Progressistas do Paraná ocorreu em abril de 2010, em Curitiba, e contou com a participação de blogueiros de todo o estado, além de ativistas da rede de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e DF.

Nessa fase de preparação, além de contato com internautas de todo o estado, uma das questões a ser discutida é se realizaremos um Encontro Estadual ou vários Encontros Regionais, por exemplo:

Norte: Londrina, Maringá, etc
Oeste: Foz do Iguaçu, Cascavel,  etc
Sul: São Mateus do Sul, União da Vitória, etc
Leste: Paranaguá, Curitiba, RMC, etc
Campos Gerais: Ponta Grossa, Tibagi, etc

Os temas ainda não foram definidos, mas os Blogueir@s do Paraná que participaram do 1º Encontro Mundial de Blogueir@s em Foz do Iguaçu, 27 a 29.10.2011, sugeriram 3 questões para debate:

Democratização das comunicações:
– Como @s blogueir@s podem contribuir concretamente para a Democratização das Comunicações no Brasil?

Neutralidade na Rede:
– Como o fim da neutralidade da rede poderá prejudicar @s blogueir@s, redes sociais e cultura digital e favorecer grandes portais e empresas na Internet?

Situação Regional:
– Como @s blogueir@s podem se articular para defender suas propostas de Democratização das Comunicações a partir dos locais onde atuam?

Também precisamos definir datas, tipo e formatos de nosso(s) encontro(s).

Os meses de março e abril são indicados como a melhor época para realizar nosso(s) encontro(s)

Use o espaços dos comentários para deixar suas propostas e sugestões.

Participe também das redes sociais do #ParanaBlogs

Twitter: @ParanaBlogs
Facebook: facebook.com/ParanaBlogs
Paper.li: Paper.li/ParanaBlogs
E-mail: paranablogs@gmail.com

Vamos juntos construir uma nova comunicação. Livre, ampla, plural e democrática. Ela é possível!

Benett tira sarro dos deputados estaduais

Gazeta do Povo de domingo

Benett e os deputados

A Assembleia Legislativa (AL) não sai do noticiário. Pudera. É ali onde se decidem coisas muito importantes para o estado. É ali também onde ocorrem denúncias e há comportamentos muitas vezes duvidosos. Convidamos o chargista Benett, que publica quadrinhos e charges diariamente na Gazeta do Povo, para mostrar um ponto de vista singular: o da pessoa que nunca viu de perto um deputado. Benett foi a quatro sessões da Casa. Abaixo, as impressões dele.

Benett, na Gazeta do Povo de domingo. Clique na imagem para ampliar.

Habermas defende mais integração europeia e critica governos do bloco

Folha de S. Paulo de domingo

Filósofo alemão afirma que debacle inspira força da extrema direita

VICTÓRIA ÁLVARES

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

Diante da crise econômica que assola a Europa, o filósofo alemão Jürgen Habermas afirmou na última quinta-feira que os problemas da UE (União Europeia) partem da falta de interação entre os cidadãos e a comunidade, relançando o debate sobre Europa e democracia.

“O cidadão deve, simultaneamente e com a mesma implicação, julgar e decidir politicamente como cidadão da União Europeia e como membro de um Estado nacional”, afirmou Habermas durante uma conferência na Universidade Paris Descartes.

Entretanto, essa identidade comunitária é cada vez menor entre os europeus. O índice de abstenção nas últimas eleições para o Parlamento da UE em 2009, por exemplo, ficou em 56,99%.

Para combater essa tendência, Habermas defende a democratização da Europa pela inserção dos cidadãos nos debates políticos e econômicos.

“Quanto mais o indivíduo perceber como as decisões da UE influem na vida cotidiana, maior vai ser seu interesse em utilizar os direitos enquanto cidadão da comunidade, e mais ele vai estar atento ao que os chefes de governos negociam ou decidem”, afirmou. Os atuais problemas europeus -crise econômica, alto índice de desemprego, descrença nas forças políticas, insatisfação generalizada- são fatores que propiciam terreno fértil para a extrema direita e estimulam a crescente rejeição ao projeto comum europeu. Para Habermas, só o populismo de direita, que começa a ganhar mais adeptos no velho continente, continua a projetar a caricatura das grandes questões nacionais e poderá bloquear qualquer formação para além das fronteiras.

Mas o filósofo foi categórico quando lembrou que “após 50 anos de imigração por trabalho, os povos europeus, diante de um crescente pluralismo étnico, linguístico e religioso, não podem mais ser imaginados como unidades culturais homogêneas”.

Além disso, a forma como os dirigentes europeus trataram a crise do euro, com manobras dilatórias e sem solidariedade espontânea, pode ter contribuído com a rejeição crescente do projeto europeu, segundo o filósofo.

SOLIDARIEDADE

O alemão criticou abertamente o próprio país, afirmando que o governo da chanceler (premiê) Angela Merkel tornou-se “acelerador de uma ‘dessolidarização’ que atingiu a Europa”.

Para o também filósofo Jean-Marc Ferry, presente na conferência, a Alemanha deveria iniciar um esquema de solidariedade internacional.

“Por uma década os Estados do sul da Europa estimularam a economia alemã e permitiram que o país alcançasse a posição econômica confortável em que se encontra hoje. Agora, a Alemanha deve retribuir.”

Ferry criticou a fragilidade das instituições da UE, como a Comissão Europeia, que seria apenas burocrática, e não política. “Enquanto isso, Angela Merkel e Nicolas Sarkozy são os que governam a comunidade europeia.”

Charge do Angeli: Cuidado, cães ultra-conservadores

Domingo na Folha de S. Paulo

Charge: Derosso acha que vai escapar do impeachment

Proposta de Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil

Por Tarso Cabral Violin – advogado em Curitiba, professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo, autor do livro Terceiro Setor e as Parcerias com a Administração Pública: uma análise crítica (Fórum, 2ª ed., 2010)

Fui indicado pela Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e convidado pela Secretaria-Geral da Presidência da República para participar do Simpósio Internacional Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que ocorreu entre os dias 9 e 11 de novembro de 2011, em Brasília.

De uma forma moderna e progressista assim que passaram a ser chamadas as entidades privadas sem fins lucrativos, de OSC, e não mais organizações não-governamentais – ONGs ou entidades do Terceiro Setor.

São várias as propostas de nova legislação sobre essas entidades que venham a receber dinheiro público ou alguma vantagem do Poder Público. Nesse texto vou externalizar algumas idéias para reflexão, que apresentei na oficina sobre contratualização do simpósio.

A primeira questão que deve ficar clara para uma proposta de contratualização é o objeto do acordo a ser celebrado entre o Estado e a OSC, se fomento ou prestação de serviços/fornecimento de bens.

Sempre defendi que existem apenas dois institutos jurídicos no Direito Administratrivo, segundo nossa Constituição da República, os contratos administrativos e os convênios, regidos pela Lei 8.666/93, a lei nacional de licitações e contratos administrativos. Os acordos de cooperação, contratos de gestão, termos de parceria ou qualquer outro acordo devem se enquadrar nas figuras dos contratos ou dos convênios.

O convênio, que inicialmente foi criado para parcerias entre entes públicos, também pode ser celebrado entre o Poder Público e OSCs, para fins de fomento estatal.

Já quando o objeto do acordo for a prestação de serviços ou fornecimento de bens, será caso de contrato administrativo, que exige a realização de licitação prévia, como regra, nos termos da Constituição da República e da Lei 8.666/93.

Atualmente apenas o art. 116 e alguns outros dispositivos da Lei 8.666/93, assim como alguns atos administrativos normativos, no âmbito federal, que regulam os convênios, e de forma insuficiente.

Assim, é essencial que os convênios tenham uma nova lei que regule os fomentos financeiros realizados pelo Estado, uma lei nacional dos convênios, uma vez que a Lei 8.666/93 e demais atos não mais são efetivos na regulação da matéria.

Alguns estudiosos pretendem criar novos nomes para a nova configuração dos convênios, mas não vejo conveniência nessa proposta, pois os convênios já têm previsão constitucional.

Para os contratos de prestação de serviços/fornecimento de bens a serem celebrados entre o Poder Público e as OSCs, seria interessante criar uma nova modalidade licitatória, com alteração da Lei 8.666/93 ou criação de uma nova legislação, talvez até a mesma que tratará dos convênios.

Note-se que a contratação por parte do Estado de serviços das OSCs devem ser apenas de atividades-meio do Poder Público, não sendo possível, como regra, a contratação de serviços considerados atividades-fim do Estado, sob pena de caracterização de burla ao princípio constitucional do concurso público e demais regras e princípios do chamado regime jurídico administrativo.

O Supremo Tribunal Federal está julgando se as privatizações via o instituto dos contratos de gestão com organizações sociais – Oss é constitucional ou não. O Ministro Relator do STF, Carlos Ayres Britto, já se manifestou que considera a privatização via OSs uma terceirização aberrante.

Para evitar governantes incompetentes ou mal-intencionados, e conforme proposta que o jurista Eduardo Szazi realizou no seminário, seria interessante que a nova legislação fixe em que situações não podem ser utilizadas as parcerias com as OSCs.

Por exemplo, a nova legislação poderia fixar, de forma expressa, que as parcerias entre Administração Pública e OSCs não podem servir para o repasse de toda a gestão de um hospital público a um ente privado.

Proponho há anos, ainda, que a regra seja a realização de procedimento de escolha para a escolha das entidades privadas que receberão dinheiro público à titulo de fomento, a não ser em casos excepcionais devidamente justificados.

E, é claro, para a contratação de bens e serviços das OSCs a realização de licitação prévia pelo poder Público deve ser a regra, a não ser nos casos de dispensa ou inexigibilidade Admito até a criação de uma niova modalidade de licitação para a celebração dos contratos com as OSCs, procedimento que deverá ser fixado em lei.

Por fim, informo que sou um crítico em fazer apenas o controle de resultados no âmbito da Administração Público, o que normalmente gera um retorno ao patrimonialismo. Mas não há sentido que uma entidade que seja fomentada pelo Estado ou que preste serviços de forme legítima e que receba dinheiro público, para fazer os gastos dessa verba tenha que realizar licitação ou procedimento burocráticos semelhantes à Administração Pública. Da mesma forma que uma empresa concessionária de serviços públicos ou uma empresa terceirizada também não precisa realizar licitação para seus gastos de dinheiro público.

Assim, no caso de parcerias com o terceiro setor, assim como qualquer outro contrato com empresas privadas, a nova legislação não deve obrigar a realização de procedimentos típicos da Administração Pública quando do gasto do dinheiro público recebido.

Mas apenas deixando claro. Essas propostas são defensáveis apenas num modelo de Estado Social de Democrático de Direito, em que o Poder Público não se desresponsabilize de suas atribuições constitucionais nas execuções diretas dos chamados serviços públicos sociais, como educação, saúde e assistência social, que poderão ser executados pela iniciativa privada apenas de forma complementar e suplementar, mas nunca como principal ator na execução.

Por mais que alguns juristas neoliberais-gerenciais entendam o contrário, nossa Constituição Social e Democrática de Direito obriga, sim, que o governante adote políticas públicas com a execução direta dos serviços sociais, não sendo Possível a interpretação que os chefes do executivo, no Brasil, seja livres no sentido de escolherem pela privatização de determinadas atividades estatais.

Charge: Carlos Looping

Folha de S. Paulo de sexta-feira

Professores de Direito da USP criticam PM na universidade

Hoje na Folha de S. Paulo

A Polícia Militar na USP

PAULO ARANTES, MARCUS ORIONE E JORGE LUIZ SOUTO MAIOR

Com a PM no campus, há a presença física que sempre se coloca à disposição para eventual repressão de atos ligados à expressão de ideias

Todos concordam que, no Estado de Direito, ninguém está acima da lei. Com base nessa premissa, não é possível conceber-se espaços isentos do controle de legalidade estatal. Por que, então, se essa é uma premissa razoável, defender que a Polícia Militar não possa fincar raízes na USP para o controle da legalidade? Por que ela pode estar em outros espaços públicos e não se pode conceber sua presença ali?

Primeiro, para que a legalidade seja observada, não basta a presença da PM, sendo que há outros meios mais eficazes para a sua preservação -seja na USP, seja em qualquer lugar. Aliás, poderíamos dizer que o ideal é que a legalidade, cujos instrumentos decorram de processos efetivamente democráticos, não dependa de qualquer tipo de fiscalização para ser respeitada.

Segundo, e mais relevante, para que uma universidade pública tenha importância para um país, faz-se indispensável que seja um centro de excelência em geração de ideias. Para que elas possam ser geradas, a liberdade é fundamental.

A partir daí, os pensamentos gestados se transformam em atos, que podem ser elaborados também no plano político.

A presença constante de qualquer agente com potencialidade repressiva, e que possa ser acionado por um poder central, certamente é elemento inibidor da gestação de ideias e, por consequência, da força motriz da universidade e de sua relevância para a sociedade.

O limite é tênue entre o crime comum e o político; entre a criminalização de condutas e a de ideias.

Um agente como a Polícia Militar certamente não está, mesmo por não ser essa a sua função no Estado de Direito, habilitado a fazer essa distinção. Somente se põe a executar a ordem superior. A reitoria pode, sob a alegação de suposto interesse público, de ofício, acionar tais meios repressivos.

Pode fazê-lo também se a PM estiver fora do campus universitário? Óbvio que sim. Mas, com certeza, mantendo-se no local um corpo militar, há a presença física que sempre se coloca, não somente de forma simbólica, à disposição para eventual repressão de atos ligados à livre expressão de ideias.

Nem se diga que a criminalização das ideias e das movimentações sociais geradas têm sido, por exemplo, uma exceção na atual gestão.

Atualmente, cinco dirigentes sindicais encontram-se em vias de demissão, e 25 alunos estão às portas da expulsão. Por “coincidência”, todos se envolveram em atos políticos de reivindicação.

Ora, um campus militarizado, certamente, é extremamente daninho ao cumprimento das finalidades que são necessárias à construção de uma sociedade em que imperem a igualdade e a justiça.

Afinal, ensina a história, coturno e liberdade de expressão nunca caminharam juntos.

No entanto, resta a pergunta: como fazer para que aquele espaço não fique imune à responsabilização dos crimes comuns? Certamente, a ausência da PM não implica impunidade naquele espaço.

Inicialmente, porque ela sempre pode ser acionada, como se dá com qualquer cidadão que, na cidade de São Paulo, não tem uma viatura no seu bairro.

Por outro lado, não é crível que aquela que chamam de maior universidade da América Latina não possa, a partir de estudos dos maiores especialistas nas diversas áreas do conhecimento, várias ligadas à segurança pública, resolver o seu próprio problema de segurança.

Aliás, seria interessante que o fizessem. Assim, talvez não apenas o problema da militarização no espaço destinado à produção de ideias estaria resolvido. Quem sabe algumas das soluções pudessem ser revertidas para a sociedade que, como um todo, vive também assolada pela crescente militarização, sem que isso represente um efetivo aumento da sensação de segurança.

PAULO ARANTES é professor da FFLCH-USP.

MARCUS ORIONE GONÇALVES CORREIA é livre-docente e professor de direito previdenciário da Faculdade de Direito da USP.

JORGE LUIZ SOUTO MAIOR é professor associado da Faculdade de Direito da USP.