Comissão aprova golpe por 38 a 27

  A Comissão Especial do Impeachment aprovou o golpe por 38 a 27. A tendência é que no domingo os golpistas não consigam 2/3 dos votos e não seja aprovada a abertura do processo de Impeachment.

Placar atual dos deputados federais contra o Impeachment ou pelo golpe

Imagem da Gazeta do Povo

Imagem da Gazeta do Povo

Veja a lista atualizada de como votará cada deputado federal do Estado do Paraná sobre o Impeachment-Golpe da presidenta Dilma Rousseff (PT).

PELO GOLPE:

Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR)

Nelson Padovani (PSDB)

Paulo Martins (PSDB)

Osmar Serraglio (PMDB)

Dilceu Sperafico (PP)

Marcelo Belinati (PP)

Leopoldo Meyer (PSB)

Luciano Ducci (PSB)

Evandro Roman (PSD)

Sandro Alex (PSD)

Christiane Yared (PR): sabe que não há crime de responsabilidade, mas quer o Impeachment porque o país está parado e o Congresso Nacional não vai deixar Dilma governar. Quer saída de Michel Temer e Eduardo Cunha também.

Giacobo (PR)

Luiz Nishimori (PR)

Fernando Francischini (SD)

Alex Canziani (PTB)

Takayama (PSC)

Rubens Bueno (PPS)

Leandre (PV)

Diego Garcia (PHS)

Alfredo Kaefer (PSL)

INDECISOS:

Hermes Parcianello (PMDB): a tendência é ser contra o golpe por seu histórico de luta pelas causas populares.

Assis do Couto (PDT): a tendência é ser contra o golpe por seu histórico de luta pelas causas populares.

Aliel Machado (REDE): a tendência é ser contra o golpe por seu histórico de luta pelas causas populares.

João Arruda (PMDB): só vai decidir domingo, se votar juridicamente será contra o Impeachment, se votar politicamente, será à favor do impachment.

Sergio Souza (PMDB): a tendência é ser contra o golpe por seu histórico de luta pelas causas jurídicas.

CONTRA O GOLPE:

Enio Verri (PT): não é golpista.

Zeca Dirceu (PT): não é golpista.

Nelson Meurer (PP): por mais que tenha votado em Aécio Neves (PSDB) e nunca foi de esquerda, é contra o Impeachment, uma vez que não há crime de responsabilidade.

Ricardo Barros (PP): não é golpista.

Toninho Wandscheer (PROS): não é golpista.

 

Carta aberta ao deputado federal Aliel Machado

CARTA ABERTA AO DEPUTADO FEDERAL ALIEL MACHADO
Caro Deputado,
O impeachment em curso é uma ruptura da ordem democrática, já que nenhum crime de responsabilidade foi cometido. A esse respeito, como advogado e professor de Direito Admnistrativo e Ciência Política, sugiro que o senhor leia a carta dos Advogados e Advogadas do Paraná em Defesa da Democracia e a Carta de Curitiba, se ainda não foram se seu conhecimento.

O Brasil, infelizmente, está dividido entre aqueles que prezam pela legalidade e aqueles que, solapando a decisão legítima das urnas, querem tomar o poder por uma estratégia inconstitucional. A soberania popular expressa nas eleições só pode ser afastada em circunstâncias jurídicas muito precisas, que não se verificam nesse momento.

Por trás desse processo de quebra da institucionalidade há interesses geopolíticos internacionais e também daqueles que jamais se conformaram com a mínima redução da desigualdade. Não aceitemos o cinismo daqueles que dizem que o afastamento de uma presidenta íntegra e promovido por figuras das mais corruptas da história do Brasil dá-se em combate à corrupção.

O senhor, eleito sempre pelo PCdoB, como vereador em 2008 e, em 2014, como o deputado federal mais jovem do Paraná, cresceu com a marca de combater a “política tradicional”. Seu lema é #PolíticaDiferente. A “política diferente” certamente não é se aliar às elites econômicas e políticas para promover um golpe alinhado a interesses contrários à soberania nacional e à maior parte do povo brasileiro. O senhor, de família humilde, que sempre teve sensibilidade para as questões sociais, não deveria estar ao lado daqueles que querem acabar com os direitos trabalhistas e reduzir o tamanho do Estado de forma a prejudicar os que mais precisam das políticas públicas. 

Hoje, 11 de abril, em que os debates na Comissão Especial já ocorreram, em que diversos setores da sociedade brasileiras – juristas, artistas, cientistas, estudantes e trabalhadores – já se manifestaram pela legalidade democrática, não se podem aceitar mais dúvidas.

A política, caro Deputado, é ou daqueles que têm dinheiro, ou daqueles que tem posição ao lado do povo. O senhor fez-se político como os nobres da segunda categoria. Que siga assim. Espera-se, do senhor, coerência com sua trajetória e com sua plataforma. 

Tarso Cabral Violin