CNJ suspende aposentadoria de Clayton Camargo e escândalo pode afetar várias autoridades do Paraná

Hoje (23) o desembargador Clayton Camargo, até então presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, pediu aposentadoria e renunciou ao cargo de presidente.

Agora pela noite, o corregedor nacional de Justiça, Francisco Falcão, suspendeu o pedido de aposentadoria de Clayton, a pedido do Ministério Público Federal, que alegou que Camargo teria antecipado aposentadoria para não responder ao processo disciplinar contra ele em tramitação no Conselho Nacional de Justiça. Até o dia 8 de outubro o CNJ deve julgar processo disciplinar contra o magistrado

Toda essa confusão pode atrapalhar a vida das seguintes autoridades:

1. Governador Beto Richa (PSDB), pois se for verdade o que a ministra Eliana Calmon (STJ) está investigando, sobre a possibilidade de Clayton ter interferido na eleição para o TC de seu filho, o ex-deputado estadual Fabio Camargo, ele fez isso via governador, em troca de permitir que Beto utilizasse milhões em reais em poder do TJ;

2. Conselheiro Fábio Camargo, pois se for verdade o tráfico de influência, o atual conselheiro do TCE/PR pode perder o cargo;

3. Os 27 deputados estaduais que votaram em Fábio Camargo, da situação e da oposição, que supostamente teriam aceitado o tráfico de influência.

7 comentários sobre “CNJ suspende aposentadoria de Clayton Camargo e escândalo pode afetar várias autoridades do Paraná

  1. Não tem nada a ver com o post, eu reconheço, mas o Tarso que tanto fala sobre o estado de precarização do serviço público via OS, o que eu concordo, devia ler esse matéria:

    Taques diz que OSS é picaretagem e defende “reestatização” do SUS
    Para Taques, o estado precisa colocar a saúde como prioridade e destacou a necessidade de investimento na prevenção e atenção básica, evitando que o cidadão fique doente. Ele afirmou ainda que atualmente o que se faz é a “saúde curativa”, sendo esta alta

    ALLINE MARQUES

    Crítico antigo sobre o modelo de gestão das Organizações Sociais de Saúde (OSS), o senador Pedro Taques (PDT) defendeu a “reestatização” do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso e ainda afirmou que “não passa de picaretagem” a transferência da gestão pública para privada. A afirmação foi feita durante palestra “Mato Grosso do futuro”, realizada no seminário de mesmo nome que tratou sobre desenvolvimento industrial e o crescimento do Estado.

    Para Taques, o estado precisa colocar a saúde como prioridade e destacou a necessidade de investimento na prevenção e atenção básica, evitando que o cidadão fique doente. Ele afirmou ainda que atualmente o que se faz é a “saúde curativa”, sendo esta altamente tecnológica e muito cara ao Estado.

    “Em Mato Grosso precisa-se reestatizar o SUS, porque OSS não passa de picaretagem”, afirmou durante a palestra. Em entrevista, o senador lembrou ter sido o primeiro parlamentar a se manifestar contrário e ainda defendeu o retorno dos consórcios intermunicipais.

    Taques ainda criticou o programa Mais Médico do governo federal e afirmou: “a saúde pública não se faz apenas com médicos, precisamos tratar o SUS como um sistema, que é pra isso que ele foi criado”. Para o parlamentar, é necessário que os médicos estrangeiros tenham conhecimento da língua portuguesa, assim como tire o revalida (exame obrigatório para quem cursou medicina fora do Brasil).

    Além disso, para ele, a extensão do curso em dois anos é inconstitucional e criticou o governo Federal pela forma como editou a Medida Provisória 621 que dispõe sobre o Programa Mais Médico. “Vejo que a MP foi editada de “afogadilho” sem maiores discussões. Como a MP sofre alteração antes mesmo de ser votada na comissão especial? Isso é uma prova de que estão tentando enganar o cidadão”, declarou.

    Sobre as denúncias relacionadas ao vencimento de medicamento, o pedetista preferiu não polemizar e disse que cabe à polícia e ao Ministério Público Estadual (MPE) investigar. Lembrou que já cobrou uma apuração da tribuna do Senado.

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  2. Especialmente vai atingir do “seu” Enio Verri, do PT que falou pelos quatro ventos, dando uma de sabido, de experiente e de pragmático, que “ia votar no Fabio Camargo para ter alguém a quem recorrer se um de nossos prefeitos tivesse um probleminnha com o TCE” . Ele e aquele outro que “chorou” depois porque tinha votado no Fábio…Isso é uma vergonha e provavelmente, crime, pois tráfico de influencia, a gente não compactua – mas sim, DENUNCIA! Isso tem que acabar, pelo amor de Deus! Chega desse tipo de “pragmatismo” no PT e na política em geral! Dona ELiana, foi tráfico de influencia sim! Dois bilhões dos usuários da justiça trocados por um carguinho de merreca para depois facilitar a vida dos que querem que o TCE saia do rumo e não investigue nada! E ainda por cima, sem cumprir a lei, pois o tal “eleito” não fez maioria.

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