ObsCena: será que chega a tempo para trabalhar amanhã?

Foto: Marlene Freitas/Reprodução, divulgada no Blog do Esmael

Foto: Marlene Freitas/Reprodução, divulgada no Blog do Esmael

Professor Wilson Ramos Filho (Xixo) apoia Tarso Cabral Violin para Conselheiro do TC

Manifestação dos movimentos sociais ontem em Curitiba. Foto de Tarso Cabral Violin

Manifestação dos movimentos sociais, ontem, em Curitiba. Foto de Tarso Cabral Violin

O autor do Blog do Tarso, Tarso Cabral Violin, é candidato ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. A eleição ocorrerá com voto apenas dos deputados estaduais.

Após receber apoio do Presidente do Instituto Paranaense de Direito Administrativo, Paulo Motta, que também apoia os candidatos Daniel Ferreira e Jozélia Nogueira, vários advogados, blogueiros, ativistas e cidadãos também estão manifestando apoio ao autor do Blog.

O advogado e professor Wilson Ramos Filho (Xixo) manifestou importante apoio:

Apoio de peito aberto a candidatura de Tarso Cabral Violin para o Tribunal de Contas do Paraná. Entre os postulantes deputados, um pior que o outro. Os outros candidatos, Jozélia e Daniel, dois queridos amigos, mas neste momento, por suas ligações com o movimento das ruas, penso que a candidatura mais viável seria a de Tarso, se a importância de constranger os deputados dos partidos conservadores for percebida pelos nossos líderes do movimento.

Você também apoia o autor do Blog do Tarso? Peça o voto para o seu deputado estadual!

Novos apoio vão ser divulgados no Blog do Tarso. Obrigado!

Alternativa – Luis Fernando Verissimo

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Hoje no Globo, Gazeta do Povo e outros jornais do país

Ao contrário da morte, de uma ditadura se volta, preferencialmente com uma lição aprendida. Para mudar isso aí, prefira a vida — e o voto

Envelhecer é chato, mas consolemo-nos: a alternativa é pior. Ninguém que eu conheça morreu e voltou para contar como é estar morto, mas o consenso geral é que existir é muito melhor do que não existir. Há dúvidas, claro. Muitos acreditam que com a morte se vai desta vida para outra melhor, inclusive mais barata, além de eterna. Só descobriremos quando chegarmos lá. Enquanto isto vamos envelhecendo com a dignidade possível, sem nenhuma vontade de experimentar a alternativa.

Mas há casos em que a alternativa para as coisas como estão é conhecida. Já passamos pela alternativa e sabemos muito bem como ela é. Por exemplo: a alternativa de um país sem políticos, ou com políticos cerceados por um poder mais alto e armado. Tivemos vinte anos desta alternativa e quem tem saudade dela precisa ser constantemente lembrado de como foi. Não havia corrupção? Havia, sim, não havia era investigação para valer. Havia prepotência, havia censura à imprensa, havia a Presidência passando de general para general sem consulta popular, repressão criminosa à divergência, uma política econômica subserviente e um “milagre” econômico enganador. Quem viveu naquele tempo lembra que as ordens do dia nos quartéis eram lidas e divulgadas como éditos papais para orientar os fiéis sobre o “pensamento militar”, que decidia nossas vidas.,

Ao contrario da morte, de uma ditadura se volta, preferencialmente com uma lição aprendida. E, se para garantir que a alternativa não se repita, é preciso cuidar para não desmoralizar demais a política e os políticos, que seja. Melhor uma democracia imperfeita do que uma ordem falsa, mas incontestável. Da próxima vez que desesperar dos nossos políticos, portanto, e que alguma notícia de Brasília lhe enojar, ou você concluir que o país estaria melhor sem esses dirigentes e representantes que só representam seus interesses, e seus bolsos, respire fundo e pense na alternativa.

Sequer pensar que a alternativa seria preferível — como tem gente pensando — equivale a um suicídio cívico. Para mudar isso aí, prefira a vida — e o voto.